Pesquisar este blog

smc

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

HQ CURTA DE SEGUNDA #08 -- VAL FALA SOBRE MIRACLEMAN E FAZ UMA BANDA COM O ALAN MOORE!


Mais uma HQ Curta de Segunda, que nunca é publicada nas segundas e nem mesmo semanalmente!
Para não deixar tudo parado, resolvi colar duas histórias curtas do Val. Para quem não sabe, Val é o meu personagem de quadrinhos BRs preferido, e nem digo isso só por conhecer e conversar nas antigas com o criador dele, o Vagner Francisco (que apesar de preferências cinematográficas contrárias as minhas, é puta cara legal de conversar), mas pela forma rara com que o personagem consegue dialogar com os fãs de gibis. Ao contrário da maioria dos personagens de fanzines inspirados copiados na cara de pau dos "comics" da Marvel e DC, o Val é um só um "trintão" transante, de jaqueta preta e óculos escuros, que lê quadrinhos e faz críticas ácidas a eles, muitas vezes até encontrando ícones das páginas que lê, ou de quem as faz, como o Alan Moore. A escrita do Vagner é claramente inspirada na do Garth Ennis dos anos 90, algo que as próprias histórias confessam. Eu já havia citado uma HQ dele AQUI na lista dos 10 quadrinhos com histórias fechadas.


SOBRE MIRACLEMAN (?)


"A BUSCA"









Mais do Val por aqui em breve...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Wolverine e os X-Men por Jason Aaron Volume 6


Review de Wolverine e os X-Men #25-29, do encadernado Wolverine e os X-Men by Jason Aaron #6, com roteiro de Jason Aaron e desenhos de Ramón Pérez, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #25: O Prof. Wolverine leva seus alunos para uma aula extracurricular na Terra Selvagem. O objetivo é sobreviver durante 24 horas. Chegando lá, Logan deixa os alunos e desaparece acompanhando-os de longe. Quando decide que é hora de voltar, é surpreendido pelo Cão.

Edição #26: Utilizando os poderes de um Diamante do Tempo, Cão chega aos dias de seu irmão Logan e o confronta, depois de contar o que aconteceu durante todo esse tempo desaparecido.

Edição #27: Wolverine está preso, e o Cão aproveita a chance para provar seu valor junto com os alunos da Escola Jean Grey. Mas, parece que suas viagens temporais trouxeram conseqüências ruins.

Edição #28: Wolverine vai em busca de Idie e Broo que estavam perdidos. Enquanto isso, os demais alunos precisam provar a si mesmos seus verdadeiros potenciais.

Edição #29: Agora: Wolverine resolve enterrar uma cápsula do tempo com lembranças de todos os atuais alunos e corpo docente da escola. 25 anos no futuro: Um envelhecido Wolverine encontra a cápsula, mas, a fim de evitar todos os problemas que assolaram a escola, decide enviar um aviso à sua versão atual.

O escritor Jason Aaron decide abordar fatos do passado do Wolverine trazendo o personagem Cão, investindo elementos da minissérie Origens, porém, acredito que a introdução de Cão ficou um pouco abaixo do nível das histórias que Aaron vinha escrevendo até então. Por outro lado, o paralelo traçado entre ele e Wolverine ao lidarem com os alunos da escola convenceu. Leitura recomendada.








Por Roger

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nazismo, racismo e as outras obras do Diabo (Resposta ao Douglas Joker)



"Nós iremos lutar nas praias, nós lutaremos nos solo, nós iremos lutar nos campos e nas ruas, nós iremos lutar nas montanhas. Nós nunca nos renderemos."
-Winston Churchill

 Esse post é uma resposta ao colega Douglas Joker e seu último (Tirando a piadinha do Kingdom Hearts) post sobre o nazismo e outros pontos. Antes de mais nada quero esclarecer que isso é apenas uma resposta ao que eu considero equívocos do Douglas, de forma alguma é um ataque a ele, e se for um ataque é um ataque destinado apenas as idéias que ele expressou. Tenho todo o respeito e admiração pelo Joker.
 Também acho bom destacar que o título foi apenas algo que eu achei que combinava com o texto que aqui está sendo redigido mas não tenho intenção de falar sobre todas as "obras do diabo".

Neo-Nazismo:


"Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, porque todos vós são um em Cristo Jesus."
-Gálatas 3:28

    Embora eu me envergonhe de dizer isso, tenho que admitir que já segui idéias que se aproximavam do nazismo. Já fui nacionalista e até mesmo Getulista. Mas me alegro em afirmar que em meus piores momentos em relação a política, eu nunca comprei esse ideia de raças inferiores. O simples fato de pensar que algumas pessoas são piores do que outras por conta da cor de pele, país em que nasceu, dentre outros, faz de alguém não só idiota mas objetivamente mal. E mesmo assim, passeatas Neo-nazistas estão acontecendo e a KKK ainda está por ai.

   Agora que deixei claro o quanto eu tenho nojo de nazismo e racismo, quero falar sobre onde eu encontrei o erro do Joker em relação ao tema. O Douglas comentou sobre como no Brasil e na Alemanha é proibido fazer manifestações nazistas mas nos Estados Unidos é permitido dando a impressão de que os EUA estão errados nessa. Creio que ele está errado. Claro que seria ótimo que o nazismo desaparecesse de vez mas infelizmente não é assim que a banda toca. Embora nos assustemos com pessoas em pleno século XXI manifestando esses tipos de ideais não podemos utilizar do Estado para proibir. Podemos excluir essas pessoas, cortar relações com elas e as xingar mas não podemos as agredir a não ser que elas agridam diretamente ao outro. Não vou mentir ou tentar me fingir de santo, admito que parte de mim fica feliz quando vê um nazista sendo atropelado. Mas existe uma diferença entre querer algo e raciocinar para decidir se este algo é certo, e devemos lembrar que Cristo não clamou pela morte dos romanos e sim para que Deus os perdoasse. Claro que devemos sempre ficar atentos com pessoas desse tipo para impedirmos que façam algo perverso. Mas não podemos os impedir de demonstrar suas ideias por mais cruéis que elas sejam. Ideias se combatem com ideias.

    Mas aqui vai o problema máximo Joker, se proibirmos as pessoas de demonstrarem ideias nazistas, por que não proibir as ideias socialistas? Se a condição for número de mortos, Stalin sozinho já supera Hitler (isso porque existem muitos outros como Mao ou Castro). E se damos ao estado o poder de proibir uma ideologia, o que vai o impedir de proibir todas as ideologias que lhe são incomodas? O que o impede de proibir o anarquismo, a social-democracia, o liberalismo clássico, o conservadorismo, o republicanismo, o monarquismo e por ai vai?

O presidente Negro

Achei propicio colocar essa imagem, mas nunca li o livro e pelo que sei não concordo com as ideias dele

 "Obamacare é a pior coisa que aconteceu com essa nação desde a escravidão."
- Ben Carson

    Essa parte é apenas um ressalva uma vez que o argumento principal será feito na próxima. Em determinado momento do post, o Joker comenta sobre a vitória do Obama e como os EUA eleger um presidente negro foi algo positivo. Creio que sim, apesar de eu não gostar muito da ideia de presidentes, uma vez que eles existem, não há diferença entre ser branco ou negro e um negro finalmente ganhar as eleições demonstra um avanço. O meu problema não é com existir um presidente americano negro, o meu problema é esse presidente em especifico (só lembrando que o Joker não comentou sobre a posição dele em relação ao Obama e pode ser que ele até concorde comigo nessa, mas achei pertinente falar um pouco).

    Se você já possui certo conhecimento sobre as canalhices do Obama pode ir para a próxima parte do post, aqui farei apenas uma listagem de algumas das malicias de Obama.

1- Utilizar o serviço de espionagem para fins políticos (Por algo parecido, Nixon quase sofreu um impeachment)

2- Ajudou na criação e fortalecimento do estado islâmico

3- Espionagem de líderes do mundo inteiro

4- Obamacare

Racismo, Trump e democratas

Dando uma descontraída

 

"Se você sempre acreditou que todos devem seguir as mesmas regras e serem julgados pelos mesmos padrões, isso faria você ser chamado de radical 60 anos atrás, liberal 30 anos atrás e racista hoje em dia"
-Thomas Sowell

    E chagamos ao que eu considero o maior erro do Joker. A velha história do Trump racista. Estou longe de ser o maior fã do Donald Trump mas uma pessoa tem de ser julgada pelos erros que cometeu, não pelos erros que os outros querem que ele cometa. Trump foi considerado apoiador dos direitos dos negros a sua vida toda, até que as coisas mudaram como que do nada na época das eleições. 



   Mas isso leva a um problema mais sério, a estratégia de classificar todos que discordam de você como um racista. Martin Luther King Jr uma vez disse que tinha um sonho, o sonho de que seus filhos seriam julgados pela qualidade de seu caráter e não pela cor de sua pele. Chegamos em 2017 e se você é contra cotas universitárias para negros você é chamado de racista. Ou seja, se você acredita que um negro tem a mesma capacidade intelectual que um branco e por isso eles devem competir em pé de igualdade você é o racista enquanto alguém que defende que os negros devem receber vantagens em competições intelectuais apenas por serem negros (Meu Deus, como as pessoas não percebem o racismo implícito nesta frase). E a defesa será sempre a mesma, dirão que os brancos tem uma divida histórica. Para essas pessoas você tem que pagar pelo que seus ancestrais fizeram (o que já é idiotice) mesmo quando os brancos sofreram escravidão em condições piores e por muito mais tempo e quando foi o Ocidente que acabou com a escravidão. Na cabeça desse gente você é culpado pelo mal que os seus antepassados cometeram, mas não tem nada haver com o bem que eles fizeram,, além é claro de não receber retribuição pelo mal que eles sofreram...

   E indo além do Trump, o partido republicano inteiro recebe a fama de "racista" enquanto o democrata é o grande advogado dos direitos civis. É verdade que houveram republicanos racistas (como Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt, embora o problema de Roosevelt fosse com os índios) e democratas que lutaram pelos direitos civis (Como John F Kennedy). Mas historicamente os republicanos se opuseram a escravidão e os democratas foram contra os direitos dos negros. Ou você acha que a KKK saiu de um grupo de republicanos? Não se isenta nenhum dos partidos da responsabilidade pelos seus erros, mas tentar alterar a situação fazendo um parecer o "grande defensor da igualdade" e o outro o "grande monstro racista" é forçar demais.

    Chamar o outro de racista é mais fácil, fazer as pessoas apoiarem o seu ideal as convencendo de que o ideal oposto é racista é fácil. Fácil mas não certo. Foi criando em seus adversários um inimigo racista que boa parte da esquerda (para não dizer a esquerda no geral) conseguiu se fortalecer. Estátuas de generais confederados são derrubadas por serem racistas, mesmo quando os generais em questão eram contra a escravidão. Clamar sua admiração por Dom Pedro II é racismo mesmo que Dom Pedro tenha sido um dos maiores abolicionistas da história do Brasil. Atacar Zumbi dos palmares possui o mesmo efeito. O estrago está feito, e apenas com estudo podemos o reverter.

   Creio que deixei claro os meus pontos, caso o Joker (ou qualquer um) discorde, estou aberto ao debate. Mas uma vez quero afirmar que o meu objetivo não era atacar o Joker, entendo a preocupação dele com essa suposta volta dos ideais nazistas, o meu objetivo aqui foi apenas corrigir o que achei errado dentre os argumentos dele. Abraços.
Ideias são a prova de balas, mas não são a prova de ideias.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Isso é Kingdom Hearts...


...no sentido de que é o Pato Donald dando explicações complicadíssimas. Acho que sinceramente eu sou uma pessoa diferente antes e depois de jogar Kingdom Hearts...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Você, artista, que se calou...


Você, artista, que se calou quando tentaram abolir Monteiro Lobato das escolas, mas que agora posta vídeo da Fernanda Montenegro falando em censura.
Você, artista, que apoiou com olhinhos de gozo todo o controle crescente e absurdo sobre as propagandas de TV, mas que agora não entende porque estão querendo regulamentar até exposições de obras de arte.
Você, artista, que divulga o rosto sério de Caetano Veloso preocupado com a volta da censura, mas calou-se quando ele e Paula Lavigne defenderam a censura prévia à biografias não autorizadas.
Você, artista, que se refestelou quando Rafinha Bastos perdeu o emprego por conta de uma piada, mas que agora se horroriza com a reação extremada ao trabalho de um artista que apenas fica nu.
Você, artista, que não mencionou uma única palavra de apoio ao escritor Paulo César Araújo quando Roberto Carlos proibiu seu livro, talvez por medo de perder o convite para aparecer no especial de fim de ano da Globo.
Você, artista, que achou correta a proibição de uma peça em São Paulo porque esta utilizava o recurso do blackface, deixando a produção no prejuízo.
Você, artista, que repostou como se não houvesse amanhã a opinião da cartunista Laerte que defendeu que o humor “precisa ter limites”, isto na mesma semana do terrível massacre da revista Charlie Hebdo.
Você, artista, que se calou solenemente quando, em pleno 2017, um grupo de cineastas e críticos tentou de forma descarada vetar a participação do documentário “O Jardim das Aflições” em um festival quase a ponto de cancelá-lo.
Você, artista, que adorou em silêncio ver o Danilo Gentili sendo perseguido pela deputada Maria do Rosário, mas agora está se pelando de medo do avanço da bancada religiosa sobre a liberdade de expressão.
Você, artista, que não perde a oportunidade de taxar o pensamento divergente, você que chama de machista, de homofóbico, de racista, de preconceituoso, qualquer um que pense diferente, mas agora não entende de onde vem “tanta intolerância” do outro lado.
Você, artista, enfim, precisa entender que quem se cala diante da censura alheia um dia acabará censurado; que a liberdade não é uma via de mão única; que ou se luta pela liberdade de expressão para todos ou não haverá liberdade para ninguém.
Porque não adianta mais fingir que não é com você.
Ou há união ou não sobrará nada.

-- O Questão*

* Participante de vários blogs (alguns até parceiros do nosso), entre eles o "A Nova Toca do Coelho", "HQ Fan" e "Desconhecidos".

domingo, 8 de outubro de 2017

A Outra História Americana: ideias são duras de morrer, mesmo as piores

video


"Fria azul suástica tatuada na minha pele
O gelo nas minhas veias, os grampos no meu queixo
Eu tenho entalhado na minha testa, 'escravo do meu pecado'
Muito violento pra irmandade, que nunca me aceita

Escreverei minha lei com sangue pelas ruas
Para a cadência de um passo de ganso, batida de heavy metal
Vou purificar minha raça, aumentar a temperatura!
Só quero fazê-los morrer, fazer um serviço completo!

Eu sou um homenzinho cruel, eu sou um homenzinho perverso
Não são os jogos que eu jogo, os filmes que eu vejo, as músicas que eu ouço
Eu sou só um homenzinho perverso!

Eu gosto de passar o meu corpo, em combustível bem pesado
Eu posso socar através de uma parede, posso chutar como uma mula
Eu tenho um bolso cheio de balas e um mapa da escola
Eu sou o soldadinho do diabo! A ferramenta do demônio...

Eu tenho todo tipo de substância bombeando na minha cabeça
Eu leio Mein Kampf diariamente, só pra manter meu ódio alimentado
Eu nunca jamais durmo, só fico deitado na cama
Esperando pelo dia, que todos estiverem mortos!"

Wicked Young Man, de Alice Cooper

Faz poucos meses que o mundo ficou chocado com as passeatas neonazistas que houveram nos Estados Unidos, então me pareceu interessante fazer uma análise desse famoso filme, "A Outra História Americana", protagonizado pelo Edward Norton.


Bom dizer que esse filme é de 1998, dois anos antes de sair essa música do Alice Cooper, e quase vinte anos atrás, antes dos ocorridos de Charlottesville. Ou seja, muito tempo já passou, mas os neonazistas ainda estão por aí, tanto nos Estados Unidos quanto na Alemanha e no Brasil. A diferença é que desses três países, o único em que você não vai preso por expressar símbolos e ideias nazistas é os Estados Unidos, tá dentro da liberdade de expressão deles. Aqui (ou na Alemanha) você corre o risco de ser preso (não sei se é o mesmo risco que corre o Lula, o Aécio, o Frota e todos os outros criminosos que ficam livres, mas tá na lei). No filme temos Derek, esse grande sujeito musculoso com uma suástica estampada no peito.


O protagonista não é só um neonazista, ele é o Elvis Presley dos neonazistas, ele é o Chuck Norris. O filme já começa com ele fodendo a mina dele de frente a uma bandeira nazista em várias posições, depois vê que tem assaltantes na casa, veste a cueca, chuta a porta e sai dando headshots em todo mundo, mas em pouco tempo o careca vai preso. Nisso vem a importância do outro personagem, seu irmão mais novo, Danny.

"Oh, Hitler, como gostaria que você estivesse aqui..."
O garoto passa pro lado neonazista da força quando o irmão mais velho vai preso. E aí está a diferença, o que chamou a atenção nas milhares de pessoas na passeata dos Estados Unidos eram pessoas tradicionais declarando intenções nazistas pra quem quiser ouvir (e depois o presidente falando que é contra violência dos dois lados... meio que um dos lados diz que os campos de concentração eram colônias de férias). Não é o caso dos personagens no filme. Eles parecem estar abaixo da classe média, não sendo só... sei lá, neonazistas que ficam fazendo memes do Hitler na Internet, o que já é preocupante, não. Eles são membros de gangues, chegando a sair nas ruas pra atacar negros, estrangeiros e afins, todos que estiverem na longa lista de ódio deles.


Ele pode não ser o Bruce Banner, mas não é burro
Se ele virasse o Hulk quando fica com raiva, aí que as minorias tavam fodidas de vez mesmo

Se tratando de, como eu disse, o Chuck Norris dos neonazistas, Derek não fica só falando "hail Hitler, dane-se os negros", ou coisas do tipo. Mesmo sendo um selvagem violento fazendo contraste à civilidade, ele tem uma oratória fodida, argumentando o tempo inteiro com história e atualidades o seu modo violento de ver o mundo. Os que o seguem é que são mais alienadinhos, como sua namorada e seu melhor amigo. Quero dizer, o cara que lidera o grupo tem toda uma estrutura pra ser neonazista, ele acredita naquilo por uma série de razões. Como muitas boas histórias, por exemplo, "O Poderoso Chefão" e "Breaking Bad", "A Outra História Americana" mostra como por mais monstruoso que seja, o monstro quase nunca se enxerga dessa forma, muito pelo contrário.


Danny, ainda na escola, chama a atenção do diretor por expressar suas ideias nazistas em trabalhos de classe. O diretor convencido da possibilidade de recuperação moral do aluno ("ele aprendeu essa baboseira, pode desaprender") o coloca pra um trabalho particular onde terá que dissertar sobre a prisão de seu irmão e como isso o influenciou para situação em que se encontra no presente. Assim, toda vez que o Danny está lembrando do passado há uma mudança no filtro da imagem. Aparece como mesmo dentro de casa, as pessoas da família, como sua mãe e sua irmã, se colocavam contra Derek, mas nããããão, ninguém impediria ele, ele tinha muito bem montadinho dentro da cabeça dele porque seguir os passos de Hitler era uma boa ideia.


O filme acende a luz sobre uma dúvida que eu e outros conhecidos tínhamos: DE ONDE SURGEM NEONAZISTAS?! Sabe, uma coisa que parece tão impossível de concordar, de onde BROTA gente assim? Aí é que tá, as ideias surgiram do mesmo lugar há anos atrás. Fica claro que elas não morreram com o final da Segunda Guerra.


O meu espanto tem uma origem muito simples: toda a cultura, toda a história relatando o super-frigorífico que foi o regime do Bigodinho, o que leva uma pessoa a não ver como eu e vários outros? Uma inegável monstruosidade que se utilizava de todos os tipos de preconceito pra destruir estrangeiros, judeus, protestantes, gays, negros, ciganos... Quero dizer, é monstruoso demais pra conseguir entender como aqui embaixo no Brasil, na mente de alguém floresce a ideia "eu gosto do Hitler". O que conforta nossas mentes é pensar como quem pensa assim, na verdade não pensa muito (o que é bem comum). Mas a realidade nega isso, o filme "A Outra História Americana" nega isso. O cara é meticuloso, organizado, convincente, sem dúvidas é perigoso, como eu disse, extrapola o nível de preocupação de um carinha que fica divulgando o Hitler pela Internet, o que chega a passar a impressão de alguém que só quer chamar a atenção. Derek e seu irmão não são assim, eles estão se organizando e prontos para matar. E caras como eles existem...


O racismo ainda vive nos Estados Unidos? Sem dúvida.
Como ele ainda vive?!


1.Por que eu afirmei que o racismo ainda existe lá? Além da passeata racista, o Ku Klux Klan é um grupo terrorista ainda organizado e em operação, fortemente acreditando que vai melhorar o mundo queimando pessoas negras em nome de Deus.
2. Por que da minha indignação?

Em 2008 um N-E-G-R-O ganhou a presidência. Ele venceu! Meu, você pensa "o racismo está acabando nesse país". Meu, isso deixa clara a força de preservação que tem uma ideia guardada. Você nunca vai imaginar que um país que tem um negro como presidente  tem pessoas organizadas planejando botar fogo em todos os negros, deixá-los passando fome, como aconteceu na assustadora Alemanha nazista. Durante todo o processo do filme a forma que esse ódio, esse racismo chegou ao Derek é mostrado, e deixa isso claro. O personagem até se recupera, mas é após acontecimentos bem específicos, antes disso ele era o robocop nazista em plena forma.


Já é sinistro o Donald Trump ter chegado a presidência, um cara que sonega impostos e, apesar de não ter feito declarações do tipo na época da candidatura, todo mundo sabe que sempre foi racista. Os racistas a gente sabe que ainda tão por aí, quietinhos a maior parte do tempo por causa da indignação que nós demonstraremos caso eles soltem uma pérola, mas aí vem a versão 2.0 do racista, o nazista. O que mais preocupa. A Alemanha nazista perdeu a Segunda Guerra Mundial. Mas até onde foi essa derrota se as ideias ainda vivem? Se até em um país que os enfrentou há simpatizantes? Se até em um país que tem nada a ver com tudo isso, como o Brasil, há simpatizantes? Isso meio que o filme não responde. Será que existe essa resposta?

Tchururu...

É inegável que existem esforços contra o racismo, e existem aos montes. Mas ele vive, como se rastejasse, como se fosse a água que muda de estado, mas ainda está lá. A pergunta é, como vencer o racismo? Como vencer uma ideia? O filme pode dar a resposta de onde vieram os nazistas modernos (ao menos pra mim, sanou minha dúvida, fiquei satisfeito), mas o que fazer com eles é que não ficou muito claro. O Danny é um adolescente, está em desenvolvimento, e recebe o apoio de um diretor que de forma muito específica pede para ele refletir sobre a própria vida. Funciona!

"Então acho que aqui é onde eu te digo o que aprendi - minha conclusão, certo? Bem, minha conclusão é essa: Ódio é peso. A vida é muito curta pra estar revoltado o tempo todo. Simplesmente não vale a pena."
Maaaaaaaaaaaaas... Nós sabemos que não podemos fazer isso com todos os simpatizantes do nazismo que existem: "quero que você pense porque você é nazista e que bem que isso te faz". Eu, particularmente, acredito que nem tenho nazistas na minha rede social, mas mesmo que tivesse, ninguém tem uma relação desse tipo, como a do diretor do filme, pra propor, e até pressionar, o cara a repensar esses valores perigosos. Então ficamos sem essas respostas. O que fazer com os nazistas? Quero dizer, atiraram bastante neles, a educação com certeza não romantiza essa bosta (como já dito, na Alemanha é proibido fazer qualquer coisa que passe suspeita de uma propaganda nazista), qual é a solução? Eu não sei, a gente procura propagar ideias que nos parecem boas, mas o que fazemos com as que queremos que não existam?

"Ideias são à prova de balas."

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Maratona Novos 52 - Universo Justiça Jovem Parte 2



Guia com todas as postagens anteriores da maratona:


Análise de Besouro Azul #7-16, 0 e Novos Guardiões #9, do encadernado Blue Beetle: Blue Diamond, com roteiro de Tony Bedard e desenhos de Ig Guara, e farei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: Jaime Reyes viaja para longe de sua família, até Nova York. Ele quer entender melhor o que está acontecendo sobre seus poderes e decide que um super-ser poderia lhe explicar, além de não expor seus familiares e amigos aos perigos que enfrentou anteriormente.

Edição #8: Sem lugar para ficar, Jaime é acolhido em um refúgio local. Mas, o que ele não sabe é que o local é administrado pelo perigoso Relojoeiro.

Edição #9: O Besouro Azul é surpreendido pelo Lanterna Verde Kyle Rayner, Glomy e Bleez, e um mal entendido os leva a se confrontarem. Para piorar a situação, Kyle estava sendo aguardado por um caçador de recompensas.
Novos Guardiões #9: Odym, lar dos Lanternas Azuis está sendo invadida pela Expansão, raça dos “Besouros”. Kyle Rayner recebe o sinal de socorro e convoca seus “aliados” – Arkillo, Bleez, Fatalidade, Munk.

Edição #10: Sozinho mais uma vez em Manhattan, Jaime recorre ao DOE, e acaba sendo capturado e usado como cobaia de experimentos. A busca por um mentor tem sido frustrante para Jaime Reyes.

Edição #11: O Gladiador Dourado vai à público oferecer ajuda ao Besouro Azul. Paco e Brenda viajam até Nova York para se encontrar com a avó de Jaime, a Abuela Conchi. Ela também está à procura do neto.

Edição #12: Abuelita descobre que o Besouro Azul, atualmente sendo procurado pelo DOE, é seu neto Jaime Reyes e o acolhe em sua casa. Enquanto isso, Paco se transforma novamente no escaravelho que está caçando Khaji-Da, colocando a vida de muitos inocentes em perigo.

Edição #0: A história da criação do escaravelho Khaji-Da. Sua primeira missão fracassada em que conheceu Lady Estige. Entra em combate com os Lanternas Verdes que acabam por danificá-lo. E seu primeiro hospedeiro humano, o feiticeiro maia Testemunha Celeste, até seu despertar nas costas de Jaime Reyes.

Edição #13: Após um confronto com OMAC, o Besouro Azul é transportado até o planeta Expansão e fica à mercê dos escaravelhos. Mas, um encontro surpreendente com seu velho companheiro de guerra e agora, declarado inimigo, Khaji-Kai, pode ser a passagem de Jaime de volta para a Terra.

Edição #14: Depois de se libertar do controleo de seu escaravelho, Khaji-Kai ruma ao Mundo-Escaravelho juntamente com o Besouro Azul, com o objetivo de destruir a fábrica de produção dos escaravelhos, impedindo que a Expansão continue transformando mais pessoas em suas máquinas de matar.

Edição #15: Besouro Azul escapa do Mundo-Escaravelho com um contrabandista intergaláctico, o Corredor Lunar. Antes de retornar à Terra, eles fazem uma parada para fazer alguns ajustes na nave, mas a presença do escaravelho renegado, chamou a atenção de Lady Estige.

Edição #16: Capturado pelos guerreiros de Lady Estige para ser levado até os famosos jogos de arena (o estilo Jogos Vorazes), o Besouro Azul ainda tem que se livrar de Testemunha Celeste, obcecado em obter a armadura de Khaji-Da novamente.

Segundo e último volume da série. Tem um bom início, dando prosseguimento ao desenvolvimento do personagem rumo ao heroísmo. Porém, o Besouro Azul é “lançado” ao espaço e essa trama fica sem conclusão, tendo continuidade em outra série, passando a impressão de que o escritor ainda tinha planos para mais edições, o que não foi possível devido ao cancelamento do título. Leitura razoável.

Análise de Legião dos Super-Heróis #8-14 e 0, do encadernado Legion of Super-Heroes: The Dominators, com roteiro de Paul Levitz e desenhos de Francis Portela e Walter Simonson, e farei breves comentários sobre as edições.


Edição #8: A pedido de Brainiac 5, várias equipes de legionários investigam o desaparecimento de componentes poderosos, levando à conclusão de que alguém está tentando recriar o Quinteto Fatal. E Cósmico, Relâmpago e Satúrnia aproveitam uma noite de folga juntos.

Edição #9: Brainiac 5 e Sonhadora se encontram na Universidade de Metrópolis, que é invadida e os dois legionários capturados pelos Domínions, colocando a Legião dos Super-Heróis em estado de alerta.

Edição #10: A Legião precisa de provas sobre o rapto de Brainiac 5 e Sonhadora para conseguir a permissão dos Planetas Unidos em invadir os Domínios e resgatar seus companheiros. Astron decide se demitir da Legião e reúne uma equipe formada por legionários inativos ou novos recrutas para ajudá-lo.

Edição #11: Astron e sua equipe invadem o cativeiro Dominion para resgatar Brainiac 5 e Sonhadora, mas não contavam com um ato de tração em seu meio.

Edição #12: Mon-El e Ultra-Rapaz conseguem convencer o Conselho dos Planetas Unidos de que seus companheiros foram seqüestrados pelos Domínions. Enquanto isso, os legionários capturados tentam sobreviver ao híbrido Domínion-Daxamita criado pela casta.

Edição #0: Cinco anos antes dos Novos 52, os jovens legionários – Cósmico, Relâmpago, Etérea e Ultra-Rapaz vão até o planeta Colu auxiliar Brainiac 5 e seu povo sobre uma descoberta que pode representar o destino de todo o povo.

Edição #13: Transmutador, Cósmico e o novato Químico estão atrás de uma nave saqueada por piratas espaciais, mas Rokk é surpreendido quando fica sabendo a identidade dos saqueadores.

Edição #14: Após alguns testes, Brainiac 5 parece ter encontrado o motivo da traição de Grava. Depois de deixar Cósmico, gravemente machucado, para receber o tratamento adequado, Transmutador e Químico localizam a nave dos saqueadores e vão em seu encalço.

A Legião continua com suas aventuras no futuro século 31. Ao mesmo tempo, algumas pistas plantadas desde o início da série continuam a ser descobertas aos poucos, o que prepara o leitor para um clímax poderoso. Leitura satisfatória.

Análise de Novos Titãs #8-14 e DC Universe Presents #12, do encadernado Teen Titans: The Culling, com roteiro de Scott Lobdell e desenhos de Brett Booth, e farei breves comentários sobre as edições.


Edição #8: Os Titãs invadem as instalações da Momentum e enfrentam Sina, uma das Devastadoras que tem o poder de distorcer a realidade.

Edição #9: Os Novos Titãs, os integrantes da Legião Perdida e alguns dos Devastadores, liderados pela Dra. Fairchild, em seu confronto final com o Colheita. O complexo subterrâneo da Momentum está prestes a explodir, e levar todos os jovens heróis juntos. História que conclui o arco A Seleção.

Edição #10: Superboy e os Novos Titãs se separam dos demais durante a fuga da Momentum. Acabam parando em uma misteriosa ilha, povoada por dinossauros e criaturas gigantescas. Mas o momento é de reflexão e saber qual o próximo passo.

Edição #11: Cassie Sandsmark enfrenta uma luta interna para controlar seus impulsos violentos e sua armadura parece ser a chave para esse mistério. Enquanto Robin Vermelho e Superboy estão fora, Kid Flash, Solstício e Casamata são atacados por Cassie, completamente fora de controle.

DC Universe Presents #12: Quando os Titãs foram teletransportados da misteriosa ilha até Manhattan, um grupo de três adolescentes híbridos de dinossauros são levados juntos. Cabe ao Kid Flash descobrir porque estão aqui.

Edição #12: Casamata se recupera de seu confronto com Cassie. Superboy r Robin Vermelho são os únicos que restaram para tentar deter a Moça-Maravilha e sua armadura mortífera.

Edição #13: Alguns anos atrás, Cassie e sua mãe, Helena, uma renomada arqueóloga, estavam em processo de escavação de um sítio promissor no Camboja. À essa altura, Cassie vivia perigosamente ao lado de Diesel, quando a descoberta de uma armadura poderosa mudaria sua vida. A origem da Moça-Maravilha.

Edição #14: Robin Vermelho, Superboy e Cassie Sandsmark chegam ao Camboja em busca de mais informações sobre a armadura silenciosa. Chegando l;a, não encontram mais o sítio arqueológico, que desapareceu, mas, encontram Diesel.

Este volume contém histórias com as participações dos Novos Titãs no crossover - A Seleção, juntamente com Superboy e a Legião Perdida. Porém, o encadernado possui apenas as histórias dos Titãs, o que deixa o arco confuso para quem não acompanhar as outras histórias. Além disso, reúne as edições que contam a origem da Moça-Maravilha, mesmo que de forma parcial. Leitura razoável.

Análise de Legião Perdida #8-16 e 0, do encadernado Legion Lost: The Culling, com roteiro de Fabian Nicieza e Tom DeFalco e desenhos de Pete Woods, e farei breves comentários sobre as edições.


Edição #8: A Momentum detecta a presença dos jovens legionários, e Colheita envia uma equipe para captura-los. Enquanto a Devastadora e Morte Psíquica distrai Lobo Cinzento, o restante – Ilusão, Ventania, Marreta, Carapaça e Esmagadora capturam o restante. Prelúdio para o crossover A Seleção.

Edição #9: Com a ajuda do Superboy, os jovens metahumanos conseguem escapar momentaneamente da Seleção, mas alguns dos legionários e titãs ficam para enfrentar o Colheita. E finalmente é revelado o verdadeiro motivo da chegada dos sete legionários ao nosso tempo. Terceira parte do arco A Seleção.

Edição #10: Após enfrentar o Colheita, os legionários se apossam de uma esfera do tempo para voltar à sua época no século 31. Porém, ao chegar, encontram um planeta fantasma devastado por algum misterioso evento cataclísmico. No presente, a ARGUS mobiliza uma força de elite para capturar os heróis do futuro.

Edição #11: Tentando encontrar uma explicação para o futuro apocalíptico que presenciaram, a Legião Perdida retorna ao nosso tempo. Tyroc e Yera enfrentam uma força tarefa criada pela ARGUS para captura-los. Lobo Cinzento se recupera de seus ferimentos, enquanto Vésper e Tellus seguem uma pista que podem leva-os até Alastor.

Edição #12: Os poderes de Alastor sofreram mutações, e agora ele está mais poderoso do que antes. Pulando de hospedeiro em hospedeiro, Alastar descobre os mais sombrios e escondidos segredos que os legionários carregam dentro de si. Segredos que podem colocar em risco o futuro da equipe.

Edição #0: O cientista Dr. Londo, pai de Brin, desenvolveu uma fórmula de regeneração genética, mas que foi cobiçada pelo homem errado. Temendo que a fórmula caísse em mãos erradas, o Dr. Londo injetou o soro em si e em seu filho. A trágica origem do Lobo Cinzento.

Edição #13: Yera, a Camaleoa, recebe ordens estritas sobre sua missão secreta junto com a Legião quando eles vieram parar em nosso tempo. Hoje, Pulsar enfrenta uma ameaça ao planeta Terra – Lorde Daggor e seu dragão Thraxx.

Edição #14: O Capitão Nathaniel Adym da Polícia Científica alerta a Legião Perdida sobre uma ruptura no espaço/tempo. Enquanto enfrentam Lorde Daggor e Thraxx, recebem a inusitada ajuda do Colheita e do Superboy.

Edição #15: Enfrentar a horda invasora é uma batalha perdida. Um membro da Legião já sucumbiu. O Capitão Adym toma a única decisão que acreditar ser a correta, mesmo que isso signifique o sacrifício de milhares.

Edição #16: A traição do Colehita era inevitável. Capitão Adym retrocede uma hora no tempo para detonar uma bomba capaz de obliterar vidas a quilômetros de distância, mas uma aparição inesperada de Portal pode mudar o rumo da batalha.

O segundo volume contém todas as edições finais da série Legião Perdida. Infelizmente, o arco A Seleção ficou mutilada espelhando-se nas revistas Novos Titãs e Superboy. Além disso, o final da última história deixa claro que a série ainda teria muita coisa para ser contada, deixando um final completamente em aberto. Leitura insatisfatória.

Por Roger