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sexta-feira, 23 de junho de 2017

BOB E HARV

 American Splendor é o mais genuíno triunfo de um cronista: conseguir tirar do aparente banal um enredo inteligente, seja de uma ida ao supermercado, uma conversa no trabalho ou uma busca por LPs. Harvey Pekar vai além, quadrinizando seu monótono e por que não tão semelhante a alguns de nós dia-a-dia? Pondo-se como personagem sempre presente, acompanhando sua vida desde encontro com o então conhecido Robert Crumb (que viria a ser seu mais famoso ilustrador) á seu casamento, ida a talks shows de David Letterman, o desenvolvimento e sua luta contra um câncer... Diferente de boa parte das obras dos quadrinhos, seus personagens --todos transcritos da realidade --, ganham uma tridimensionalidade ainda mais aceitável, dando ao leitor a sensação de não estar lendo uma HQ, porém estar ocupando os mesmos espaços que Harv e os mais distintos eremitas ocupam, de sermos alguém que está sendo observado para depois ter uma participação no próximo número da revista... O modo narrativo de seus quadros, faz com que você quebre a mágica de estar apenas na platéia assistindo ao teatro, suas histórias são justamente uma antítese do que é um espetáculo, Harv mostra a vida como ela é quando o show acaba, as cortinas baixam e as pessoas voltam para suas pequenas ambições e frustrações diárias, tendo que trabalhar quase todos os dias e travando diálogos comuns sobre gostos musicais ou contando pequenos causos vividos.

Quando comecei a ler o começo do encadernado que comprei (editora Conrad, PB, 104 páginas) a primeira história curta levantava a questão através da fala de Harv com o leitor: “Quem é Harvey Pekar?”. Uma descrição precisa, porém ignorada na minha primeira leitura sobre o quanto a vida é imprecisa, simples e rápida, no qual nem nossos nomes que parecem ter relevância escapam da avalanche natural do passar dos anos, onde na lista telefônica, Harv vê surpreso haverem outros indivíduos com o mesmo nome raro que ele, que ele julga haver algum tipo de conexão, mas não chega a descobrir, já que alguns morrem, outros saem da lista, outros novos aparecem e a ideia de unidade e importância única vai ruindo de Harv, ao modo que ao passar dos próximos textos ele apenas aceite a vida como ela seja: uma sequência incerta de dias para se cumprir os pequenos prazeres, colecionar compulsivamente discos vinis de jazz ao ponto de dividir seus ganhos entre comida e mais discos, tudo isso enquanto compra e revende discos que considera ruins para conseguir “uns trocados”, já que em sua visão possui um ganho medíocre com seu trabalho de arquivista público.


Recomendo essencialmente como complemento a leitura desse encadernado o filme “Anti-Heroí americano”, que não só menciona como complementa e nos provoca, a saber, mais sobre, além de ser uma adaptação genial de um quadrinho, do tipo que poucas vezes vi na vida um diretor ter tanto respeito pelo material original, ao ponto de trazer para tela as reais pessoas que foram representadas por desenhos e atores (com direito ao próprio Harvey Pekar como narrador), revezamento entre cenas reais de cunho documentarístico, além de uma encarnação perfeita de Paul Giamatti, um filme tão subversivo quanto os quadrinhos em que se baseia.

Eu não diria que Harv é o tipo de “personagem” que me inspire como boa parte dos que eu sou acostumado, seja do meio underground ou Marvel e DC. Harv é mais aquele amigo tão estranho e psicótico como eu, só que de uma maneira explicita, e uma ideologia política e prática bem diferente, mas que por ter tantas camadas e ser tão interessante, eu acabo gostando apesar de não concordar com boa parte. Como dito em uma dos contos que eu mais gostei no encadernado “Homens inteligentes às vezes discordam”, essa foi uma das boas lições que tirei após algumas leituras.

Nota: 8.4


domingo, 18 de junho de 2017

✩ Campanha ❝O Voo de Diana❞✩ (4ª parte)

                                                                                                                                 | Wagner Williams Ávlis*

ΠΣApontamentos Meus


    Encaminhando-se para o final, o tratado falará de um momento atípico na canonicidade da Princesa Amazona: as alparcas do deus Hermes. Essas percatas permitiam a sua portadora mais do que voar, permitiam atravessar dimensões, mover-se à velocidade da luz. Em torno das alparcas revezaram protagonismos as personagens Diana Prince, Hipólita, Ártemis (a autora destaca aí a fase do brasileiro Mike Deodato no título da Mulher-Maravilha), e como o manto desta foi sucedido num ciclo que retornou à Diana. Em contraponto a essa fase, é apresentado o extremo-oposto, a fase de J. Michael Straczynski, uma Mulher-Maravilha desprovida de várias super-habilidades e que não voa, esquecida de quem é, de suas origens, de sua identidade. Um movimento de retorno ao voo é feito com as expectativas ainda indefinidas – à época – do reboot Os Novos 52.

As Alparcas de Hermes


   
      Os amiguinhos da Comunidade Quadrinhos que puderam acompanhar em 1990 as histórias da heroína grega na revista DC 2000 (ed. Abril Jovem) vão se lembrar de que, nessa época, Pérez quis elevar o poder de voo de Diana às últimas consequências. Dessa vez, a guerreira não só voava por si mesma, como agora podia voar atravessando dimensões espaciais! Isso era possível não por que se tratava de mais uma mera invencionice pra personagem, mas pelo trabalho sério de tecer linearidade nas tramas (algo bastante ignorado em tempos passados). Nessa perspectiva, o voo dimensional de Diana não era uma habilidade nata dela (e que logo seria ignorada), mas um recurso complementar, temporário e emprestado pelo deus Hermes, o mensageiro. O que permitia o voo dimensional eram as alparcas de Hermes, um par de sandálias aladas que a divindade usa pra se locomover entre o plano sobrenatural e o natural, entre o espaço-tempo. Se não me falha a memória, acho que foi a última vez (antes do entrevero da invencionice do J.M. Strackzynki e Jim Lee) que vi a heroína sem usar as botas vermelhas pra dar lugar às alparcas, coisa que até achei bonitinha nela, mas bonita nela do que em Hermes (pois se viam seus pezinhos e panturrilhas). Nesse entremeio, as alparcas compunham o arsenal da amazona: laço da verdade (forjado por Hefesto do cinturão da Mãe Gaia), tiara-real (presente de Atena), braceletes de Atlas (presente de Atlas, forjado a partir dos restos do escudo de Zeus), escudo-égide (forjado do escudo de Zeus), espada amazona (forjada pelas themysciranas), armadura de Ártemis (doada pela deusa Ártemis, que, conforme Pérez, no traje da Mulher-Maravilha, o busto dourado de águia é na verdade apenas o peitoral dessa armadura), e finalmente as alparcas de Hermes. Eu gostei muito dessa fase, pois esse arsenal se uniu às habilidades divinais da personagem: superforça/ invulnerabilidade/ fator de cura (concedidas por Deméter, deusa da agricultura e da provisão), voo (concedido por Hermes, deus mensageiro), sabedoria (concedida por Atena, deusa da sabedoria e das artes), beleza (concedida por Afrodite, deusa do amor), sentidos aguçados (concedidos por Ártemis, deusa da caça). As alparcas de Hermes, no entanto, não entraram pro cânone do traje amazônico, uma vez que só foram utilizadas por Diana no arco de DC 2000. Apesar disso, na fase Loebs/Deodato (1995), as alparcas foram reaproveitadas pela amazona Ártemis, de Bana-Mighdall. Segundo o arco, temerosa com a visão de Menalippe de que a Mulher-Maravilha morreria, Hipólita forjou uma competição para escolher uma nova Mulher-Maravilha e evitar a profetizada morte da filha. Ártemis venceu, e, com isso, mais tarde, foi morta pelas mãos do Mago Branco. Durante toda a fase de Ártemis como Mulher-Maravilha as alparcas voadoras foram usadas por ela e incorporadas ao traje, já que esta não tinha o dom do voo. Ainda com Loebs/Deodato, após a morte de Ártemis pelo Mago Branco, os deuses, indignados pela malandragem da rainha das amazonas, amaldiçoaram o desejo de proteção de Hipólita, deixando Diana ser morta por Neron, e forçando Hipólita a ser (novamente) a Mulher-Maravilha, só que agora no tempo presente da Terra-1 (a nossa Terra). Durante esse período, Hipólita, como Mulher-Maravilha, também se utilizou das alparcas de Hermes pra poder voar. Morta, Diana foi assunta ao Olimpo na condição de “deusa da verdade”, mas, devido a ausência da mãe no trono de Themyscira (porque agora ela era a Mulher-Maravilha na Terra), os deuses permitiram a Diana retornar à vida pra reinar sobre as amazonas em Themyscira, e, mais adiante, retornar ao posto de Mulher-Maravilha. Assim se encerrou o uso das alparcas, com um caso único e atípico nas HQs: o manto de super-heroína passou de filha para a mãe, e não o contrário.
Rainha Hipólita, mãe de Diana Prince e líder das themysciranas, atuando como Mulher-Maravilha ao lado da SJA com uma diferença aparente: ela usa saias e não hotpants!

De cima para baixo: Ártemis, desenhada pelo brasileiríssimo Ed Benes. Amazona de Bana-Mighdall, Ártemis substituiu Diana como Mulher-Maravilha em 1995, e, como não tem o dom do voo, precisou usar as alparcas de Hermes para voar. Ártemis atuando como Mulher-Maravilha ao lado de Donna Troy, na arte do brasileiríssimo Mike Deodato. Pode-se notar as asinhas brancas das alparcas nos pés da nova Wonder.
✩ A Águia de Asas e Ninho Cortados

      Antes do reboot dos Novos 52 (2011), uma sombra de recontagens e retcons pairava sobre o UDC... Imersa nessa sombra e ainda convalescente das seguidas Crises (Crise de Identidade, Crise Infinita, Crise Final, e, logo à frente, 52 e Flashpoint) a Maravilhosa sofreu uma mudança drástica, contudo interessante, nas mãos de J. Michael Straczynski/Jim Lee. Estou falando da saga “Odisseia”, aquela onde Diana teve seu uniforme modificado pra um de, como disseram alguns no G+, “motoqueira”. A explicação editorial (do Jim Lee) pro novo look era a de que ele refletia a atual situação confusa, quebradiça, vacante e fragmentada da heroína que, sem uma identidade amazona, passou a viver à margem da sociedade, procurando respostas e a impor uma imagem mais justiceira, sombria e urbana. Em “Odisseia”, Diana está presa em uma realidade alternativa, sem lembrança de sua vida anterior. As amazonas foram atacadas por um misterioso grupo paramilitar quando Diana tinha 3 anos. Diante da derrota iminente, a rainha Hipólita dá ordem pra que as amazonas levem a criança Diana da Ilha Paraíso para o patriarcado. Após 20 anos da morte de Hipólita e das amazonas, os tais paramilitares ainda caçam as gregas sobreviventes e dispersas pelo mundo. Cansada de se esconder, Diana ignora os conselhos de suas tutoras e combate seus inimigos sem qualquer receio. Ela percebe que está presa numa realidade em que todo seu passado havia sido destruído por uma misteriosa entidade caçadora de mitos gregos, fazendo então com que todo o sonho de seu passado fosse mera lembrança quebradiça e dolorosa. Ela transforma a dor da descoberta em determinação para a jornada de vingança (a odisseia), numa trama clássica que remonta as jornadas dum herói grego, uma busca por autoconhecimento e restauração magistral feita por J.M. Straczynski, tamanha foi a sua sagacidade nesse arco. Nessa situação, o dom de voo da Mulher-Maravilha se perdeu; ela já não voava e não tinha certeza de sua identidade amazona, embora conservasse a superforça, os braceletes e o laço da verdade. Esse minimalismo de Diana provocou um turbilhão de críticas acidulantes, boicotes e até ameaças de fãs contra a DC, mas, excluindo a questão do uniforme, a história foi bem escrita e desenhada, apesar de ter dividido mordazmente opiniões. De lá pra cá, foi, até aqui, a única vez que a Mulher-Maravilha não voou depois de Crise nas Infinitas Terras.

Capa de Wonder Woman 600 (2010), onde se iniciou a saga “Odisseia”. Nessa saga, a Mulher-Maravilha não tem o dom de voo nem sabe de sua origem divina. Até então é o arco mais polêmico da personagem na Era Moderna, a começar pela onda de críticas que o novo visual provocou.
Os Novos 52!

        O recente reboot Os Novos 52! empreendido pela DC veio, dentre outras coisas, acalmar o turbilhão arrastado pelas infindas Crises. Os leitores e a crítica mundial, em geral, têm recebido com boa aceitação o relaunch, que, inclusive, revaloriza personagens legados a um segundo escalão, como Falcões Negros, Edge, Aves de Rapina, Desafiador, Aquaman, Nuclear, Gavião Negro, etc. Desde Crise nas Infinitas Terras e de Crise Final, Os Novos 52 é a mais nova revolução nos quadrinhos. A Mulher-Maravilha aqui é um pouco da Mulher-Maravilha de George Pérez, de Phil Jimenez, de Greg Rucka, na arte admirável de Cliff Chiang, e na estonteante história de Brian Azzarello. A Princesa Amazona goza de seus 26 poderes mais elevados, sua origem divina está intacta (e até mais arrojada!), é pacifista, belíssima e voa! Não direi mais coisas pra não dar spoiler, pois os arcos dela em UDC e LJA continuam uma trama curiosa e empolgante mês a mês. Não tem como não se apaixonar. Grandes coisas estão por acontecer nesse novo cenário, e, sem dúvida, o maior ícone feminino do heroísmo, a Mulher-Maravilha, continuará livre e indelével pra alçar novos voos em novos horizontes, como tem sido desde seu primeiro salto, lá, nos idos de 1942...

Diana Prince, a Mulher-Maravilha, em seu visual rebotado para a fase Os Novos 52! E ela continua voando...
Não perca no próximo volume a conclusão...

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WAGNER WILLIAMS ÁVLIS – crítico literário da Academia Maceioense de Letras (reg. O.N.E. ​nº 243), professor de Língua Portuguesa, articulista, historiador do Homem-Morcego.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Maratona Novos 52 - Universo Liga da Justiça Parte 4


Guia com todas as postagens anteriores da maratona:
http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/06/guia-de-leitura-da-maratona-novos-52.html

Análise de O Selvagem Gavião Negro #9-20, do encadernado The Savage Hawkman: Wanted, com roteiro de Rob Liefeld, Frank Tieri e Tom DeFalco e desenhos de Joe Bennett, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #9: Carter Hall mergulha fundo em suas pesquisas e investigações sobre o Metal Enésimo, mas essa busca pode custar sua vida e de todos ao seu redor. A caça pela armadura que ele usa é implacável.

Edição #10: Jogado numa arena para testar o potencial de sua armadura, o Gavião Negro precisa digladiar por sua vida e pela vida de Emma. Após uma aparente vitória, ainda resta a ameaça de Xerxes.

Edição #11: Carter Hall e Emma Ziegler viajam até Roma para se encontrar com um padre historiador especializado em arqueologia. Quando lê os pergaminhos que Carter lhe mostrou, sua atitude se torna suspeita.

Edição #12: Atacado pelo mercenário Lança, o Gavião Negro começa a desvendar alguns mistérios do Metal Enésimo e de seu próprio passado. E qual a relação entre Thanagar e os Demonitas?

Edição #0: Interlúdio, onde Shayera conta toda a história de Thanagar e como ela foi sendo transformada depois que seu irmão Corsar assumiu o trono de seu pai, até o fatídico dia em que ela presenciou seu amor Katar Hol matar seu próprio irmão adotivo e rei.

Edição #13: Carter descobre que é, na verdade, Katar Hol, oriundo do planeta Thanagar, sendo perseguido como um criminoso intergaláctico por Shayera, por crimes de assassinato. Quando estava sendo transportado para uma nave thanagariana, são atacados por Xerxes, que ainda deseja a armadura de Metal Enésimo. Primeira parte do arco Procura-se Gavião Negro.

Edição #14: Com a ajuda do Arqueiro Verde, Carter e Emma descobrem pistas que os levam até Nova York. Lá, o Gavião Negro se depara com o Exterminador, que está atrás de respostas sobre sua armadura feita de Metal Enésimo. Essa história se conecta com a edição #14 da revista Exterminador.

Edição #15: Com sua cabeça colocada à prêmio, o Gavião Negro é encurralado por Xerxes e Lança. Mas, com o Exterminador como seu aliado enfrentando os dois mercenários, Carter continua sua busca por Shayera.

Edição #16: Corsar está vivo, provando a inocência de Katar Hol durante todo esse tempo. Essa revelação pode mudar as perspectivas de Shayera e o destino do Gavião Negro, prestes a perder seu Metal Enésimo.

Edição #17: Carter e Emma tentam retomar suas vidas. Xerxes quer vender os armamentos que adquiriu com os thanagarianos. Ao acionar uma dessas armas, acaba atraindo a atenção do Metal Enésimo dentro de Carter, transformando-o novamente no Gavião Negro.

Edição #18: Gavião Negro e Aviva Metula atravessam um dos portais para o reino das sombras escapando da explosão enquanto tentavam deter a negociação de armas thanagarianas. Emma Ziegler visita a clínica do Dr. Phayne a fim de prover um tratamento adequado a seu pai.

Edição #19: O Prof. Ziegler decide se internar na clínica do Dr. Phayne, mesmo sob a desconfiança de Carter e Emma. À noite, porém, o Prof. Ziegler descobre os métodos nada convencionais de Phayne e um acidente provoca uma onda de terror.

Edição #20: À beira da morte, Carter é envolvido pelo Metal Enésimo e retorna mais forte e renovado, porém, muito diferente do que antes. Agora, o Gavião Negro está pronto para enfrentar o Arrasa-Quarteirão em pé de igualdade.


O segundo e último volume de Gavião Negro pelos Novos 52 mostrou um personagem com muito potencial, porém, não foi bem aproveitado. O escritor Rob Liefeld até tentou abordar a origem thanagariana do herói, mas, no geral, um grande desperdício de um personagem bem interessante. Leitura insatisfatória.

Análise de Capitão Átomo #7-12 e 0, do encadernado Captain Atom: Genesis, com roteiro de J.T. Krul e desenhos de Freddie Williams II, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: Enquanto faz testes com o Acelerador de Partículas com a Dra. Ranita, o Capitão Átomo tem vislumbres de sua origem, de como foi voluntário para o programa de testes do Dr. Megala.

Edição #8: O Capitão Átomo tem um encontro totalmente inesperado, uma versão sua do futuro chega ao presente atual para alertar sobre uma eventual destruição do planeta.

Edição #9: A atual versão do Capitão Átomo viaja vintes anos à frente, na véspera do dia em que a Terra foi destruída, para tentar impedir o que desencadeou o cataclismo. Tendo falhado em um primeiro momento, o Capitão Átomo retorna ao Fluxo do Tempo para reencontrar com suas diversas versões do futuro.

Edição #10: Dentro do fluxo temporal, uma das versões futuras do Capitão Átomo se surpreende com suas investigações sobre o que pode ter desencadeado o fim do mundo. No presente, Nathaniel Adams se encontra com Ranita mudando o rumo dos acontecimentos.

Edição #11: Enquanto o corpo do Capitão Átomo permanece imóvel dentro do Continnum, macabros eventos têm início dentro do complexo. E Nathaniel continua a desfrutar de sua “humanidade”.

Edição #12: Nathaniel e Ranita correm até o complexo científico para impedir que o estrago provocado pelo Capitão Átomo chegue a um caminho sem volta.

Edição #0: Cinco anos antes dos Novos 52, a história se concentra no momento em que Nathaniel Adam foi exposto às partículas quânticas e se transformou no Capitão Átomo, dando início a uma existência conturbada e insegura.

Conclusão da saga do Capitão Átomo, um conto reflexivo sobre poderes sem limites, divindade, humanidade e responsabilidade. Um grande potencial de uma série que acabou prematuramente. Leitura recomendada.

Análise de Terra-2 #1-6, do encadernado Earth 2: The Gathering, com roteiro de James Robinson e desenhos de Nicola Scott, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Cinco anos atrás, a Terra-2 foi atacada por guerreiros de Apokólips. Superman, Batman e Mulher-Maravilha deram suas vidas em prol da humanidade. Robin e Supergirl atravessam um portal misterioso (que as levariam até a Terra principal e viveriam suas aventuras no título Melhores do Mundo). Hoje, o mundo está a salvo, mas em heróis.

Edição #2: Hermes, o último do panteão dos deuses, à beira da morte, diz ao jovem Jay Garrick que uma ameaça ainda maior que a horda de Apokólips que assolou o planeta cinco anos atrás, é inevitável. O mundo precisa de novos heróis, e ele transfere seus poderes para Jay.

Edição #3: Testando seus poderes de velocidade, Jay vai parar na Polônia e conhece a Moça-Gavião. Na China, um acidente fatal de trem, e Alan Scott aceita os poderes do verde, tornando-se o Lanterna Verde, pronto para enfrentar o grande mal que está por vir.

Edição #4: A ascensão de Alan Scott como o Cavaleiro do Verde trouxe à atenção o Podre, que envia seu Cavaleiro do Cinza, Grundy. Ele ataca a capital e chama a atenção não só dos novos heróis, mas também do Exército Mundial e sua arma secreta – Al Pratt, o Átomo.

Edição #5: Mesmo com as forças unidas dos novos heróis, Grundy é indestrutível. Resta ao Lanterna Verde atacar o mal em sua raiz, diretamente no Cinza. O Conselho Mundial decide não arriscar e autoriza um ataque nuclear à Washington, DC.

Edição #6: Alan Scott descobre uma maneira de deter Grundy, já que ele não pode ser destruído em definitivo. Ao mesmo tempo, precisa impedir as ogivas nucleares de detonarem na capital norte-americana. Sem a ameaça de Grundy, o capitão Al Pratt deve executar suas ordens secundárias – prender Kendra Saunders, a Moça-Gavião.

A Terra-2 completamente reformulada, com seus principais heróis rejuvenescidos e grandes possibilidades para o futuro. Leitura recomendada.

Análise de Nuclear #7-12 e 0, do encadernado The Fury of Firestorm – Nuclear Men: Firestorm Protocols, com roteiro de Gail Simone e Ethan Van Sciver e desenhos de Yildiray Cinar, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: Depois da devastação no estádio, Jason retorna à Zithertech para lidar com as conseqüências. Ronnie está desaparecido, porém, na verdade, ele foi investigar o atentado terrorista e acabou sendo capturado.

Edição #8: Gravemente ferido, Ronnie é libertado por Pohzar. Jason se dirige à França para impedir outro ataque, mas acaba encontrando outros Nucleares, entre eles, a Águia Flamejante.

Edição #9: A LJI se encontra no meio da batalha entre os Nucleares. Jason se une à Águia Flamejante para invocar o Fúria e enfrentar OMAC.

Edição #10: Pohzar e Ronnie navegam rumo ao Paquistão, sua próxima parada para deter Nuclerares que estão espalhados pelo mundo. Jason, ao lado de Águia Flamejante, tenta descobrir mais sobre os poderes herdados do Prof. Stein.

Edição #11: No Paquistão, Ronnie e Pohzar contam com o apoio de Rakshasi, uma nuclear indiana. Jason e Águia Flamejante vão até à Rússia atrás de informações sobre Pohzar. Lá, Jason descobre o paradeiro de Ronnie e o perigo que ele corre.

Edição #12: Pohzar se funde com Ronnie para formarem o Fúria. Nesse momento Jason chega e descobre toda a verdade por trás dos Protocolos Nucleares e sua relação com a Dir. Zither.

Edição #0: É hora de Jason e Ronnie retornarem para suas vidas, agora que os poderes nucleares se foram. Ou será que não? Eles terão um prova final com o retorno de Hélice.

Continuação do arco anterior, explicando todos os mistérios por trás dos Protocolos Nucleares. O clima de espionagem corporativista e ação acabaram ficando além do seu potencial. Leitura insatisfatória.

Análise de Melhores do Mundo #0-5, do encadernado Worlds’ Fiinest: The Lost Daughters of Earth 2, com roteiro de Paul Levitz e desenhos de George Pérez, Kevin Maguire e Jerry Ordway, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Cinco anos atrás, Helena e Karen (Robin e Supergirl da Terra-2) vieram parar na Terra principal através de um portal misterioso. Desde então, Karen vem adquirindo todo tipo de tecnologia que poderia ajudá-las a retornar para seu lar.

Edição #2: A última aquisição de Karen era um dispositivo quântico em um laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento no Japão. Porém, todo o laboratório foi destruído por Hakkou, que parece conhecer os planos de Poderosa.

Edição #3: Hakkou está cada vez mais forte e maior, tornando-o um adversário praticamente imbatível para as Melhores do Mundo. A história também mostra um flashback do primeiro encontro entre Karen e Michael Holt, o Senhor Incrível.

Edição #4: Cada momento que passa, o irrefreável Hakkou representa um perigo radioativo maior. Poderosa e Caçadora precisam de uma cartada final ainda descobrir qual sua relação com a Terra-2.

Edição #0: História dedicada a mostrar o primeiro encontro entre Robin (Helena) e Supergirl (Kara) na Terra-2. Um momento que marcaria a amizade das duas até hoje.

Edição #5: Helena continua testando os limites dos poderes de Karen enquanto trocam algumas de suas experiências. Karen continua sua busca incessante para retornar pra casa e Helena tenta entender um pouco mais como funciona este mundo em que estão vivendo.

Lançamento interessante dos Novos 52 mostrando duas heroínas da Terra-2 presas na Terra principal, tentando retornar enquanto se adaptam a sua nova condição. Apesar das tragédias que passaram, Poderosa e Caçadora mantém um senso inabalável de justiça e amizade. Uma equipe criativa de peso contando uma história sublime com muita ação e bom humor. Leitura recomendada.

Análise de Liga da Justiça Internacional #7-12 e Anual #1 e Nuclear #9, do encadernado Justice League International: Breakdown, com roteiro de Dan Jurgens e desenhos de Aaron Lopresti, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: A explosão no prédio das Nações Unidas deixou um rastro de destruição e morte, como a do Soviete Supremo. Além disso, Fogo, Gelo e Víxen foram internadas com graves lesões.E para piorar, a LJI foi oficialmente desativada.

Edição #8: Batman pede ajuda ao Batwing, que visitava Mari no hospital. Os dois, juntamente com o Gladiador Dourado investigam que são os responsáveis pelos últimos ataques terroristas. Saindo do hospital, Guy Gardner, Godiva e Augusto General de Ferro são repentinamente atacados por OMAC.

Edição #9: Após um breve confronto, OMAC revela que está atrás do Batman para tentar desfazer o processo de transformação e voltar a ser novamente Kevin Kho. Eles ficam sabendo de outros ataques similares em Paris e se dirigem para lá.
Nuclear #9: A LJI se encontra no meio da batalha entre os Nucleares. Jason se une à Águia Flamejante para invocar o Fúria e enfrentar OMAC.

Edição #10: A busca pelos terroristas em Paris fracassa. A LJI retorna e é hora de ver como seus companheiros feridos e internados estão. Mas, o momento de tranquilidade não dura, quando os heróis são atacados pelo Decompositor e seus seguidores.

Edição #11: A LJI é capturada e levada até o Capitólio, o palco do confronto decisivo contra o Decompositor. Apesar de derrotado, o Projetor acaba por deixar um terrível legado.

Edição #12: Gladiador Dourado, OMAC, Augusto General, Godiva e Guy vão prestar suas últimas homenagens ao Soviete Supremo no cemitério onde foi sepultado. Mas são surpreendidos pelo irmão do Projetor, sedento por vingança. O que ele não sabia é que Batman também estava lá, nas sombras.

Anual #1: A ONU decide aprovar novamente a existência da Liga e aprova a expansão do grupo. Os primeiros novos integrantes são Olímpico e Besouro Azul. Irmão-Olho domina novamente OMAC dentro do novo QG da Liga para se apoderar da tecnologia local.

Último volume de Liga da Justiça Internacional, encerrando de forma um tanto quanto lamentável. Sem uma direção certeira sobre o tom e com vilões com motivações fracas e mal explicadas, o título desperdiça um grande potencial Leitura insatisfatória.

Por Roger


Maratona Novos 52 - Universo Liga da Justiça Parte 3


Guia com todas as postagens anteriores da maratona:
http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/06/guia-de-leitura-da-maratona-novos-52.html


Análise de Liga da Justiça #7-12, do encadernado Justice League: The Villain’s Journey, com roteiro de Geoff Johns e desenhos de Gene Ha, Carlos D’Anda e Jim Lee, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: Um estranho invadiu as instalações da Argus, roubou um item valioso chamado de Órbita de Rá e no processo acabou infectando o cientista Samuel Street com o vírus Esporo. Apesar da Liga deter o cientista e serem heróis proclamados pelo povo, ainda não desfrutam de total confiança do governo.

Edição #8: O governo que impor novos membros para a Liga da Justiça, e o Arqueiro Verde foi o primeiro candidato, embora não tenha sido aceito de início. Porém, Oliver Queen não desiste e “ajuda” a Liga a enfrentar um grupo de Garras, parte do arco Noite das Corujas das histórias do Batman.

Edição #9: Um ano após a criação da Liga da Justiça, David Graves, autor do livro Deuses Entre Homens está morrendo. Ele planeja se vingar da Liga e seqüestra Steve Trevor. Em Gotham, Batman. Superman e Cyborg tentam impedir mais uma rebelião no Arkham. Em Central City, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha e Flash cuidam de ataque à prisão Iron Heights. Todos eventos interligados. Tem início o arco Jornada do Vilão.

Edição #10: Depois de torturar alguns vilões, Graves descobre as fraquezas dos membros da Liga e invade a Torre de Vigilância. Ele acusa a Liga de matar sua família, e ataca os heróis com seus espectros que sugam seus piores temores.

Edição #11: Steve Trevor ainda está desaparecido, talvez até morto. Diana está determinada a salvar seu amigo e colocar um fim em David Graves, mesmo que precise passar por cima de seus companheiros da Liga.

Edição #12: A Liga da Justiça chega até o Vale das Almas para resgatar Steve Trevor e enfrentar David Graves, mas antes, seus membros terão de encarar suas próprias fraquezas.

Cinco anos após se reunirem, a Liga da Justiça deve encarar uma consequência de seu passado. Geoff Johns faz um retrato interessante da Liga na maneira como eles se portam como equipe, tendo em vista sua posição elevada perante o público, e ao mesmo, tempo, os coloca como apenas humanos quando enfrentam seus piores temores. Excelente arco. Leitura recomendada.


Análise de The Flash #9-12, 0 e Anual #1, do encadernado The Flash: Rogues Revolution, com roteiro e desenhos de Francis Manapul e Brian Buccellato e Marcus To, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #9: Flash vai parar em Gorilla City, sem nenhuma lembrança de quem é. A cidade é dominada pelo opressivo Rei Grodd. Os antigos anciãos acreditam que o Velocista Escarlate é o Mensageiro predito em antigos escritos que chegaria para libertar o povo da opressão. Íris West e outros tripulantes do navio em que estavam continuam presos dentro da Força de Aceleração.

Edição #10: Barry Allen retorna à Central City e é surpreendido com os protestos anti-Flash de seu suposto aliado, o Dr. Elias. Patty Spivot é enviada à Guatemala para resolver o assassinato de Cláudio Mardon, irmão de Marco, o Mago do Tempo. Isso a coloca em apuros, obrigando o Flash a fazer uma longa viagem para salvá-la e descobrir o responsável pelo assassinato.

Edição #11: Um bairro perigoso de Keystone City está literalmente sendo incendiado. Dado como morto, Barry Allen começa uma investigação secreta para descobrir quem é o incendiário. E o Flash acaba ficando no meio de um confronto entre o Capitão Frio e o Onda Térmica.

Edição #12: A Galeria dos Vilões está de volta, agora sob a liderança de Lisa Snart, a Patinadora, irmã de Leonard. Ela rejeita o irmão e reúne a equipe novamente. Seu próximo ato é se vingar do Dr. Darwin Elias, fazendo com que o Flash levasse a culpa.

Anual #1: A história mostra os eventos que aconteceram um ano e meio atrás, que levou ao fim da Galeria dos Vilões, o acidente com Lisa Snart e os motivos das desavenças com o Capitão Frio. Agora, Leonard faz uma improvável aliança com o Flash para sobreviver a seus ex-colegas.

Edição #0: Cinco anos antes, um acidente provocou a grande transformação na vida do cientista forense, Barry Allen, tornando-o o homem mais rápido vivo. Durante toda a sua vida, Barry jamais desistiu de provar a inocência de seu pai encarcerado e acusado de matar a própria esposa.

As edições regulares continuam a desenvolver a trajetória do Flash e aproveita para introduzir a Galeria dos Vilões nessa nova versão. E as edições especiais exploram mais o passado do herói velocista e seus inimigos. Leitura recomendada.

Análise de Arqueiro Verde #7-13, do encadernado Green Arrow: Triple Threat, com roteiro de Ann Nocenti e desenhos de Harvey Tolibao, Steve Kurth e Freddie Williams II, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: Ollie às voltas com as responsabilidades com suas empresas. De repente, conhece as Cotovias, três irmãs apaixonadas pelo Arqueiro Verde e seu trabalho de vigilante. À convite delas, Oliver viaja até seu QG no Canadá, mas cai em uma armadilha.

Edição #8: Com a queda do jato de Oliver e seu desaparecimento (ou suposta morte), as Indústrias Queen corre o risco de passar para as mãos de Emerson. Enquanto isso, no Canadá, o Arqueiro Verde faz uma descoberta com manipulação genética que o deixa surpreso.

Edição #9: O cerco se fecha para o Arqueiro Verde nas montanhas geladas do Canadá. Naomi e Jax partem em uma expedição para procurar por Oliver, recusando-se a acreditar que ele esteja morto.

Edição #10: Um robô ou um ser humano? A empresa Nacrotics oferece os melhores serviços robotizados atendendo qualquer clientela. Até que o Arqueiro Verde desconfia de que as coisas não são nada do que parecem.

Edição #11: Uma dupla de arqueiros que dizem estar fazendo um trabalho no estilo “Robin Hood” chama a atenção do Arqueiro Verde. Apesar de não representarem uma grande ameaça, sua filosofia faz com que Oliver reflita sobre a existência do Arqueiro na cidade.

Edição #12: Depois de perder sua companhia para Emerso, Oliver vai até a China tentar reaver parte das ações da Q-Core de volta. O Arqueiro Verde tenta sobreviver em uma cultura totalmente diferente da que conhece.

Edição #13: O Arqueiro Verde enfrenta forças espirituais antigas e sombrias para defender sua tecnologia de vigilância. Durante o confronto, recebe ajuda de Suzie Ming, uma aliada não somente no embate físico, mas ideológico também.

A escritora Ann Nocenti, que assumiu os roteiros nesse segundo volume, já fez histórias com temas relevantes (como aconteceu com o Demolidor nos anos 80), e dá para perceber que ela tentou fazer o mesmo aqui. Mas, simplesmente não funcionou. Uma narrativa confusa e enquadramentos que não parecem sincronizados entre si. Leitura insatisfatória.

Análise de Aquaman #7-13, do encadernado Aquaman: The Others, com roteiro de Geoff Johns e desenhos de Ivan Reis, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: Aquaman e Mera encontram uma relíquia atlante no Fosso e levam-na para o Dr. Shin, na esperança de que ele saiba do que se trata. De repente, Ya’wara, uma guerreira selvagem, que parece conhecer Arthur invade a casa de Shin para matá-lo e avisar Aquaman e outra conhecida, Kahina, foi assassinada pelo Arraia Negra.

Edição #8: Seis anos antes, Aquaman se juntou a um grupo de super-humanos, os Outros, formado por Ya’wara, Kahina, Agente, Prisioneiro e Vostok e tentaram deter o Arraia Negra. Hoje, o vilão está à caça do grupo e das Relíquias da Atlântida.

Edição #9: Arraia Negra vai atrás do Prisioneiro, mas ele consegue escapar com sua relíquia. Enquanto analisa o artefato encontrado no Fosso, Shin conta à Mera os acontecimentos passados envolvendo Aquaman e Arraia Negra, uma relação de ódio e vingança que dura anos.

Edição #10: Aquaman e Arraia Negra, duas vítimas presos em um ciclo de vingança, digladiam por suas vidas. No entanto, antes que o confronto se encerre, Arraia rouba a relíquia de Ya’wara e se dirige até a casa de Stephen Shin.

Edição #11: O Agente se junta ao grupo de Aquaman. Suas investigações revelam que o Arraia pretende encontrar uma relíquia secreta na tumba do Rei Morto, o primeiro Rei da Atlântida.

Edição #12: Arraia Negra finalmente encontra a sétima e escondida relíquia atlante – o Cetro do Rei Morto, o único artefato que pode fazer frente ao Tridente do Aquaman. Os Outros pedem a ajuda de Mera, mas durante mais um confronto violento, o Arraia faz outra vítima.

Edição #13: Corroído por um sentimento de culpa, Aquaman busca a redenção indo atrás do Arraia Negra, mas desta vez, ele não está sozinho. Desta vez, ele tem a companhia de Mera e os Outros.

No segundo volume, o escritor Geoff Johns introduz o grupo Os Outros e explora o passado de Aquaman. Johns sabe como expandir uma mitologia (ele já fez isso com o Lanterna Verde) de maneira natural e convincente. Leitura altamente recomendada.

Análise de Mulher-Maravilha #7-12, do encadernado Wonder Woman: Guts, com roteiro de Brian Azzarello e desenhos de Cliff Chiang e Tony Akins, e farei breves comentários sobre as edições.


Edição #7: A Mulher-Maravilha precisa resgatar Zola das mãos de Hera. Ela recorre à Hefesto, o criador de seu laço mágico. E aprende um pouco mais sobe seu passado, ou melhor, sobre o passado sombrio das Amazonas e o motivo de apenas guerreiras mulheres habitarem a Ilha Paraíso.

Edição #8: Armada com um arsenal provido por Hefesto, Diana parte para o submundo de Hades junto com Hermes para resgatar Zola. Eles a encontram, mas acabam sendo encontradas por Hades também.

Edição #9: Para libertar Zola, Diana foi prometida em casamento com Hades. Agora, Hefesto, Lennox e Eros precisam chegar a tempo de impedir o matrimônio.

Edição #10: A Mulher-Maravilha luta para escapar do inferno, mas o que se vê é uma lição do verdadeiro amor e altruísmo por parte da amazona.

Edição #11: Hera está decidida a impedir que a profecia se cumpra e pede à Apolo e Ártemis para trazerem Zola e bebê em seu ventre, herdeiro do trono de Zeus. Diana e Hermes tentam impedir, mas sem sucesso. Agora, em troca de sua missão, Apolo exige o trono de seu pai.

Edição #12: Apolo ascende ao trono e sua primeira ação é exilar a Rainha Hera. A Mulher-Maravilha vence Ártemis e propõe um acordo com Apolo. O bebê de Zola nasce, mas é levado por Hermes.

Continuação da trama principal do título envolvendo o herdeiro de Zeus e o trágico futuro dos deuses. Apesar de continuar a desenvolver bem todos os personagens, o escritor Brian Azzarello dá grande destaque à Mulher-Maravilha mostrando porque ela é uma das grandes ícones do universo DC. Leitura recomendada.

Por Roger



terça-feira, 13 de junho de 2017

Review: Midnight Nation (Top Cow)


Leia o review de Midnight Nation, série em 12 edições, lançado em 2000 pela Top Cow, escrito por J. Michael Straczynski e desenhos de Gary Frank.

Sinopse:

Na história, investigando um homicídio que somente policiais muito honrados se importariam em solucionar, o detetive David Grey se vê repentinamente aprisionado em uma realidade entre a vida e a morte. Nesse mundo macabro dominado pelo Povo da Meia-Noite – uma raça demoníaca que se alimenta de seres humanos miseráveis e desamparados –, David descobre que perdeu sua alma. A única chance de reavê-la é enfrentando uma aterradora jornada pelos mais sinistros recessos dos Estados Unidos. Guiado pela enigmática mulher chamada Laurel, ele terá 11 meses para resgatar seu espírito ou, caso fracasse, estará se autocondenando a uma sina pior que a própria morte. Com roteiro de J. Michael Straczynski e com os desenhos de Gary Frank. 





Análise:

À princípio você tem a impressão de que será uma história com muito suspense, terror e sobrenatural, o que não deixa de ser verdade. Mas a viagem de onze meses de David Grey e sua guia Laurel se torna muito mais do que isso. Trata-se de uma jornada de autoconhecimento, esperança, redenção, vida, morte e altruísmo. Cada final de capítulo aguça ainda mais a curiosidade do leitor. O personagem de David Grey é muito bem desenvolvido, mas não teria o mesmo impacto se não fosse a presença de sua companheira de viagem, Laurel. Os desenhos realistas de Gary Frank dispensam comentários. Leitura recomendada.

Por Roger