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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Citação: Kasparov Sobre o Xadrez -- Uma de inúmeras Pérolas --





"...Quando empresários usam o xadrez como metáfora, eles por vezes acabam sentimentalizando sem querer o que está relacionado com a vitória, por ver o xadrez como um afazer intelectual. Não é esse o caso de forma alguma. Não existe nada de meigo no xadrez; é um esporte violento, e quando você enfrenta seu oponente você está determinando a esmagar seu ego. Todos os mestres mundiais do xadrez com os quais competi ao longo dos anos compartilham de minha visão de que o xadrez é um campo de batalha onde o inimigo deve ser exterminado."


-- Gary Kasparov







segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Citação: DISCURSSO DE STEVE JOBS





Eu sempre defendo a leitura, porém mais importante do que ler, é compreender, aprender, praticar o que se lê (se for positivo para sí). E claro, nem sempre tudo o que lemos vai nos servir naquele momento, dependo da sua personalidade, boa parte do que você lê hoje só vai ser assimilado mesmo daqui a alguns meses ou anos. Esse texto que eu cito aqui, foi da declaração mais popular que Steve Jobs deu, é bem conhecido, além de facilmente encontrado pela internet. Eu tinha o lido há alguns anos, porém só ontem que o assimilei sem ficar colocando bloqueios mentais. Por isso deixo aqui, para talvez se você quiser, puder ter experiência melhor ou semelhante. Considero isso como uma porrada em mim por coisas que eu escrevi como 21 que parece 40.

VOCÊ TEM QUE ENCONTRAR O QUE VOCÊ AMA

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não fique sentado. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não fique sentado.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

-- STEVE JOBS





domingo, 28 de dezembro de 2014

Os Melhores Filmes de 2014


De jeito nenhum o ano estaria completo sem esse tipo de lista polêmica que sempre faz os leitores xingarem o redator de tudo quanto é nome e questionarem-no acerca da sua sanidade mental. Eram para ser os dez melhores, mas daí coisas relevantes acabariam ficando de fora, assim optamos por fazer um Top 15. Vamos então aos premiados, começando de trás pra frente que fica muito mais legal, fala a verdade.

15° lugar: Malévola. Uma superprodução da Disney protagonizada por Angelina Jolie com uma releitura de um conto clássico ambientado num mágico mundo medieval. Em uma palavra: Bonito.

14° lugar: O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro. Peter Parker é o incompreendido lançador de teias visto como herói por uns e como uma ameaça por outros e a Sony captou perfeitamente esse espírito fazendo um filme igualmente polarizador. Em uma palavra: Divertido.

13° lugar: Boyhood - Momentos de uma Vida. Tem cara de filme europeu, você vai achar que é cinema europeu, mas pasme, é americano, corajosamente seguindo uma linha não comercial. Acompanhe a vida de um garoto dos 6 aos 18 anos, sem trocar os atores, o diretor esperou 12 anos pra poder filmar tudo. Em uma palavra: Humano.

12° lugar: Frozen Uma Aventura Congelante. O projeto de adaptar para uma animação o conto Uma Rainha do Gelo ficou emperrado por tantos anos que todo mundo achava que não iria mais sair. Todavia, quando a Disney conseguiu fazer acontecer, o resultado foi de encher os olhos. Em uma palavra: Cativante.

11° lugar: Capitão América - O Soldado Invernal. Chris Evans volta e os irmãos russo também voltam, mas o filme não é nada da sequência que você poderia esperar baseado no primeiro, ou em Vingadores, a coisa toda parece mais um James Bond com toques Marvel, inesperado porém interessante. Em uma palavra: Instigante.

10° lugar: Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário. Fazer releitura de um clássico que possui uma ampla base de fãs é colocar a mão num vespeiro. Fazer uma narrativa nova mostrando a mesma história de outros pontos de vista e ignorando todos os diálogos e mais uns noventa por cento das cenas na história original? Suicídio narrativo. Mas olha aqui um exemplo de onde tudo devia ter dado errado e deu certo. Em uma palavra: Arrebatador.

9° lugar: Planeta dos Macacos: O Confronto. Se você não sabe nada sobre a saga vai parecer apenas mais um filme de ação esquecível com uma pitada de originalidade. Agora se você viu o anterior e sabe onde essa estrada termina vai sentir aquele mesmo gostinho de ver a jornada do Jedi Anakin para o lado negro da força. Em uma palavra: Interessante.

8° lugar: Azul é a Cor mais Quente. Ah, a Europa. A arte, a comida, as pessoas, tipo, tudo. Adele é a protagonista desse conto envolvente, três horas de filme e tudo acontece num ritmo irretocável, ele é humano, é sensível, é inesperado, é inebriante e não é à toa que a crítica especializada se derreteu. Em uma palavra: Visceral.

7° lugar: O Hobbit A Batalha dos Cinco Exércitos. A derradeira parte da jornada de Bilbo e Peter Jackson jura ser também sua derradeira incursão pela Terra Média. Será? Um filme que deve arrancar elogios e críticas na mesma proporção, Peter Jackson aqui acertou e aqui errou, mas ainda nos dá uma obra dotadas de muitas qualidades. Numa palavra: Épico.

6° lugar: X-Men Dias De um Futuro Esquecido. A Fox disposta a esquecer os (muitos) erros do passado reconduz Bryan Singer à cadeira de diretor e faz aquele que é o filme dos mutantes que muitos esperavam desde o começo, com um texto decente e ação decente, o Magneto que nós queremos ver e um Wolverine que é importante sem tomar o espaço dos outros além de coadjuvantes que têm mais do que uma cena de três segundos. Finalmente os X-Men do cinema têm um rumo. Vejamos o que acontece agora. Em uma palavra: Grandioso.

5° lugar: A Culpa é das Estrelas. O que alguém pode dizer desse filme que já não tenha sido dito? Sim é a história de dois adolescentes que se apaixonam, mas não tem nada de clichê e é diferente de todas as outras desse gênero que você deve estar lembrando para comparar. Sim, tem aquela coisa de sei lá quem morre, mas não é do jeito tradicional, aliás, nada aqui é tradicional. É interessante, diferente e, sobretudo, bem escrito. Em uma palavra: Lírico.

4° lugar: Interestelar. Chris Nolan terminou seus filmes do Batman, mas ainda não terminou de fazer filmes para o público nerd. Se você como eu é um grande fã de aventuras espaciais recheadas de teorias supercientíficas como O Mochileiro das Galáxias ou Ender's Game, Chris Nolan nos serve um prato de lamber os beiços. É mais um filme ambientado num futuro apocalíptico sem esperança, mas tudo o que esse filme tem de "mais um" pára por aí, desse ponto em diante é terreno novo. Aviso aos navegantes, vi muita gente reclamando que assistiu e não entendeu nada, é sobre ciência, se você não estiver familiarizado com a relatividade da teoria gravitacional de Einstein, vai boiar mesmo. Mas se estiver por dentro vai curtir muito o passeio. Em uma palavra: Inteligente.

3° lugar: Operação Big Hero 6. Animação 3D da Disney + História da Marvel = Perfeição. Aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo de 2014 entra em campo essa joia, a história do pequeno garoto gênio e seu amigo robô que têm que deter um bandido terrível e fazem alguns valorosos companheiros ao longo de sua jornada, uma história que já nasce clássica. Se o roteiro é certeiro e eficaz, a qualidade da animação não faz por menos, é de encher os olhos. Na aurora do século vinte e um cada vez mais entretenimento de qualidade é sinônimo de Marvel. Em uma palavra: Apaixonante.

2° lugar: The Way He Looks/Hoje Eu quero Voltar Sozinho. Contra o talento não existem argumentos. Bem vindo à história de um menino normal, como outro qualquer, eis a sua vida. Não faltam por aí filmes ou textos que tenham pretensão realista ou intenção de criar personagens fictícios que pareçam gente de carne e osso. Mas como nesse filme eu nuca vi. Onde tantos tentam, ele já acertou. Onde outros patinam, ele domina. Onde outros se aventuram, ele reina. Em uma palavra: Brilhante.

1° lugar: Os Guardiões da Galáxia. Depois dos Vingadores a Marvel extrapola o cenário e nos joga numa galáxia longínqua, onde 5 solitários aventureiros se juntam pelos mais egoístas dos motivos e acabam por se verem travando o bom combate. Sim, muitos filmes em quadrinhos tem sido feitos, incontáveis, mas eu não me lembro de nenhum outro que tenha me dado vontade de chorar feito esse, nem dá pra começar a listar onde eles acertaram poque simplesmente não teve onde eles não acertaram, tudo foi mil por cento, eu já devo ter assistido umas dez vezes e cada vez acho mais genial. Em uma Palavra: Espetacular.

E isso foi 2014. Foi um ótimo ano para o cinema. Duas notas de ressalva; Primeira: Fãs dos Jogos Vorazes, não peçam minha cabeça numa bandeja, estou começando os livros agora, o primeiro livro da trilogia Jogos Vorazes já está separadinho como o primeiro livro que eu lerei em 2015, e eu só assisto um filme depois de ler o livro, então não vi o filme de vocês, por isso ele ficou de fora. Segunda: Tinha também o Como treinar seu dragão 2. Desculpem, não vi também, no caso desse não vi nem o primeiro ainda, maus aí, relaxo meu. Acho que é isso. Alguns poderiam querer o Noé, alguns bateriam o pé por Se Eu ficar e teve tantos outros filmes, então não fique me xingando se seu filme não entrou, sabe, o segredo da felicidade é o dom de saber ignorar muita coisa, então faça sua própria lista e seja feliz.

 E era isso. E agora, o que o cinema nos trará em 2015?


 - Ítalo Azul - 



Se Um Dia



Se Um Dia...

Se um dia acordar tão triste
Sem ao menos conseguir se levantar
E esquecer que o amor existe
Eu espero estar aqui para lembrar

Mas se nada disso adiantar
Vem comigo ver o pôr do Sol no mar
Que amanhã será um dia melhor
E com certeza tudo isso vai passar

Essa vida é meio estranha mesmo
De repente dá vontade de chorar
Mas se vejo um sorriso seu
Isso basta pro meu dia iluminar

Não estamos aqui pra sofrer todo dia
Acredito que o melhor está por vir
Daremos um minuto para tristeza
E todo tempo que restar para ser feliz

JP


Aqui só tem a letra. Tivesse eu estudado Música com um pouquinho mais de afinco, seria capaz de transcrever aqui também a melodia. Mas como todos os meus ex-professores de músicas são capazes de atestar, eu não tenho esse dom. Talvez possua outros, esse não. Mas passada uma década eu ainda me lembro vividamente da melodia, tão bela e energizante quanto os versos que aí estão.

A Tristeza de Melissa



A Tristeza de Melissa 


Ela tem medo do escuro
Vive trancada em seu quarto
Sentada pelos cantos em um mundo imaginário
E só consegue chorar

Em sua frente comprimidos
Suicídio
Ela encontrou a solução

Não pensou em seus pais
Que choraram e se culparam
Por não terem notado
A tristeza de Melissa

Ela dizia ver fantasmas
E ouvia risadas
Mas ninguém acreditava
 - Ela só quer atenção

Pais ouçam seus filhos
Filhos ouçam seus pais
Pois os pais já foram filhos
E os filhos um dia serão pais
Somos todos iguais

E agora pela casa não são ditas mais palavras
Só quatro olhares tristes e quase sempre cheios de lágrimas

E no quarto de Melissa só retratos espalhados
Versos e desenhos tristes retratando pensamentos
Era um mundo tão estranho e tão distante de seus pais.


P/ Ítalo

 Com afeto e esperança
JP
Jefferson Pereira Pitta Neto

De uma das pessoas mais maravilhosamente depressivas que eu já conheci na vida.
Aí o moleque me vai e esquece de marcar a data. Mancada. Fazem uns dez anos, ou bem perto disso.