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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O cavalo do meu reino



Texto por: Silvio Antônio

Foi com a intenção de estudar, que após a sugestão iniciei a leitura do artigo “Meu reino por um cavalo”, neste mesmo Blog; no entanto descobri que este reino tem três cavalos de batalha nesta partida instrutiva; que são: Cd5,  Cg3 e o Cavalo preferido do Rei Ricardo III.
Como educador que sou, creio que a prática do jogo de xadrez deve ser incentivada como forma de apoio ao desenvolvimento do intelecto; pois o acaso não existe no xadrez; ou seja, por ser movido apenas pelo raciocínio dos dois jogadores, que são os únicos responsáveis pelo resultado.
Também o fato de registrar e posteriormente reproduzir lance a lance, gera uma memória que é uma fonte de aprendizagem; assim, percebo que aprender a jogar xadrez não é tão difícil quanto aparenta; claro que para chegar entre os melhores, assim como em todas as atividades é necessário dedicação e estudo.
E por falar dos melhores, o próprio Bob Fischer; estudava muito e para ocasião de um campeonato em Nova York em 1958; criou uma interessante cilada com a siciliana dragão; que é uma miniatura a qual convido vocês a observarem: 1e4;c5 2Cf3;Cc6  3d4;cxd4 4f3xd4;g6 = abertura Dragão acelerado. 5Cc3;Bg7 6Be3; Cf6 7Bc4; 0-0 8Bb3;Ca5 = a variante principal na qual Bob preparou uma armadilha. 9e5; Ce8? = caiu na armadilha; 10Bxf7+.

·                    Se Torre captura o Bispo = 10 ...;Txf7 11Ce6; dxe6 12Dxd8  vantagem...

·                    Se o Rei captura o Bispo = 10 ...; Rxf7 11Ce6; Rxe6 12De5+; Rf5 13g4+; Rxg4 14Tg1+; Rh5 15Dg2 ...#

·                    Se o Rei captura o Bispo e o peão captura o Cavalo = 11Ce6; dxe6 12Dxd8; ... vantagem

·                    Se o Rei vai para H8 = 10. ...; Rh8 11Ce6; dxe6 12Dxd8; vantagem...

·                    A melhor resposta seria = 9. ...; Cxb3 10exf6; Cxa1 11fxg7; o prejuízo seria menor...

Mas, para esclarecer melhor, podemos ver uma rápida aula sobre este tema no YouTube com o titulo: Armadilha #006 - Siciliana Dragão - Cilada de Bobby Fischer – Ajedrez.






Voltando ao jogo do artigo; é essa a importância de anotar e de estudar o jogo com a reprodução no tabuleiro, pois assim percebemos nossos equívocos e os corrigimos.


Quanto aos cavalos deste artigo são três e bem ativos:

1.            O Cavalo Branco; este bem posicionado e apoia a sua Dama para uma possível troca ficará a frente do peão negro “f” e  pode ter recursos para apoiar a corrida dos peões “a” e “b” a uma promoção.
2.            O Cavalo Preto; em um ataque solitário, busca um empate sua melhor opção com coragem, ousadia e sacrifico.
3.            O Cavalo do Rei Ricardo; que mal aparelhado caiu e fugiu...
Por isso, entendo que o forçar o empate é um ganho das pretas olhando a falta de recursos materiais e provavelmente dos recursos psicológicos; em que as brancas tem vantagem de três peões e uma torre e o fator tempo.
Em minha opinião teria fechado a porta no lance 26; com “f7”; semelhante ao que foi feito no lance 10. ...;c5 e no lance 16. ...; Cd4 ; porém o que envolve o momento psicológico e o motivo da batalha, é o que cria todas as possibilidades e abre varias outras ...


Mas isso só percebe quem estuda e prática com dedicação para corrigir os erros, criando novas oportunidades sobre as quais teremos novos prismas de percepção em outros campos de batalhas e outros objetivos que o futuro traz para o presente como oportunidades de novas conquistas.
Só para lembrar, quanto ao “Meu reino por um cavalo” veremos que William Shakespeare, um dos maiores; para não dizer “o maior” dramaturgo da literatura universal, registrou a dramaticidade que caracterizava a corte britânica; a história inglesa tem tido, ao longo dos séculos, palco de notáveis conquistas com inúmeras traições palacianas e usurpações do trono. A Vida e Morte do Rei Ricardo III, título original completo é o último dos quatro jogos da tetralogia de William Shakespeare sobre a história da Inglaterra. Depois de Hamlet é a mais longa peça de Shakespeare. Toda a tetralogia foi composta no início da carreira de Shakespeare: a data mais provável da escrita é entre 1591 e 1592.



Assim: o rei Ricardo III estava se preparando para a maior batalha de sua vida! Um exército liderado por Henrique, Conde de Richmond, marchava contra o seu. A disputa determinaria o novo monarca da Inglaterra. Na manhã da batalha, Ricardo mandou um cavalariço para verificar se seu cavalo preferido estava pronto. - Ferrem-no logo – disse ao ferreiro. O rei quer seguir em sua montaria à frente dos soldados. - Terás que esperar – respondeu o ferreiro. Há dias que estou ferrando todos os cavalos do exército real e agora preciso ir buscar mais ferraduras. - Não posso esperar! - gritou o cavalariço, impacientando-se. Os inimigos do rei estão avançando neste exato momento e precisamos ir ao seu encontro no campo. Fazes o que puderes agora com o material de que dispões. O ferreiro, então, voltou todos os esforços para aquela empreitada. A partir de uma barra de ferro, providenciou quatro ferraduras. Malhou-as o quanto pôde até dar-lhes formas adequadas. Começou a pregá-las nas patas do cavalo. Mas, depois de colocar as três primeiras, descobriu que faltavam-lhe alguns pregos para a quarta. - Preciso de mais um ou dois pregos - disse ele - e vai levar tempo para confeccioná-los no malho. - Eu disse que não posso esperar! - falou, impacientemente, o cavalariço. Já se ouvem as trombetas! Não podes usar o material que tens? - Posso colocar a ferradura, mas não ficará tão firme quanto as outras. - Ela cairá? - perguntou o cavalariço. - Provavelmente não - retrucou o ferreiro - mas não posso garantir. - Bem, usa os pregos que tens - gritou o cavalariço. E andas logo, senão o Rei Ricardo se zangará com nós dois. Os exércitos se confrontaram e Ricardo participava ativamente, no coração da batalha. Tocava a montaria, cruzando o campo de um lado para outro, instigando os homens e combatendo os inimigos. “Avante! Avante!”, bradava ele, incitando os soldados contra as linhas de Henrique. Lá longe, na retaguarda do campo, avistou alguns de seus homens batendo em retirada. Se os outros os vissem, também iriam fugir da batalha. Então, Ricardo meteu as esporas na montaria e partiu a galope na direção da linha desfeita, conclamando os soldados de volta à luta. Mal cobrira metade da distância quando o cavalo perdeu uma das ferraduras. O animal perdeu o equilíbrio, caiu, e Ricardo foi jogado ao chão. Antes que o rei pudesse agarrar de novo as rédeas, o cavalo assustado levantou-se e saiu em disparada. Ricardo olhou em torno de si. Viu seus homens dando meia volta e fugindo, e os soldados de Henrique fechando o cerco ao redor. Brandiu a espada no ar e gritou: - Um cavalo! Um cavalo! Meu reino por um cavalo! Mas não havia nenhum por perto. Seu exército estava destroçado e os soldados ocupavam-se em salvar a própria pele. Logo depois, as tropas de Henrique dominavam Ricardo, encerrando a batalha. E desde então as pessoas dizem: Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura; Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo; Por falta de um cavalo, perdeu-se uma batalha; Por falta de uma batalha, perdeu-se um reino; E tudo isso por falta de um prego na ferradura!!!

Graças a Deus que em nossas batalhas de hoje temos a opção de lutas diferentes do que da época de Ricardo III; porem pensando melhor na violência urbana que vivemos hoje talvez não... mas, isso é material e pensamentos para uma próxima leitura.


Força,
Graça e paz!

Fonte de referencia:






sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MEGA POST: PODER SUPREMO


“Quando você souber da verdade... Jamais olhará o céu da mesma maneira.”

Editora: Marvel Max
Número de edições: 18
Tamanho: 437 MB
Roteiros: J. Michael Scracz
Desenhos: Gary Frank



Poderia ser um conto versando sobre esperança e aceitação, assim como foi Kal-El em Actions e Comics, se não fosse a pretensa introdução do exército, do real, do indignante, embora ainda universo fantástico. Aqui, a nave com o bebê não será criada por um gentil casal, mas por militares contratados a se passar por pais. Tudo monitorado, temido, manipulado. Está aqui a base argumentátiva que leverá a jornada de Hiperion em “Poder Supremo”, não um herói adorado, mas uma arma que terá muitos poderes, menos o de ser um homem, de ser humano e aceito pelos demais. Se aliado dos EUA, uma bomba a ser usada nos inimigos, caso contrário, um transtorno político para a nação.
Assim, Mark Milton – nome dado ao alien pelo Estado – passa quase toda sua vida em um lar artificial, que nada mais é do que uma base monitorada 24 horas por dia. Como um deus enclausurado, Mark pode ver ao longe outras crianças, pode ver cada átomo de uma grama de jardim, entretanto por lealdade e esperanças de ser amado por sua família, vai aguentando todo o “treinamento”. Isso, palavra exata, tudo o que lhe é passado é parte de uma doutrinação exacerbadamente nacionalista. Aulas particulares, notícias de TV, filmes, conversas dentro de casa, uma espécie de Matrix personalizada que atenda o propósito de que quando grande, Mark lute no Exército por “seu país”, traduzindo luta em manter os Estados Unidos como nação invencível. Tudo seria mais fácil, se houve-se um sentimento de empatia. 


Não de Mark, tentando se adequar a todos os padrões de disciplina, mas de todos ao seu redor, incluindo os pais que o olham como uma bomba próxima a explodir a qualquer hora, o que faz dele um organismo invasor em qualquer cenário – dos poucos – que transitou no período de nascença á puberdade. A noção de incompatibilidade é a kriptonita de Hiperion, não há como enquadrar um deus em um conjunto de leis que não surtiriam efeito de punição, mas nem mesmo um deus está livre de um dos mais atroz sentimentos: a solidão. “A pele dele pode ser invulnerável, mas não o coração.”
Apesar dos arquétipos fantásticos da “Liga da Justiça”, “Poder Supremo” não é um enredo de super-heróis. Não existe espaço prático para boas intenções, a definição didática de “bem e mal”, tal como muitas vezes o “bem” não vence no final. Assim como a vida, só há lugar para “o sistema”, quando Mark deixa de ser um rosto representante disso, se vê sobrepujado por todas as variáveis maléficas que o sistema tende a impor, objetivando aos inimigos retornarem a vida de mentiras. Logo, alguém criado pelo governo, descubra que tudo lhe dito na vida são farsas, que mesmo salvar pessoas por sua escolha é apenas uma manobra militar para “atacar enquanto estão olhando para o outro lado”, bem como não existir para militares e governantes, ninguém único. Todo mundo é uma ferramenta a ser usada em determinado tempo até ser substituída por uma derivada ou melhor. De acordo com as ações do sistema, um vilão homicida em massa não é necessariamente um problema se responder ao sistema em missões secretas, mas um herói que se rebele – e prenda o vilão -- , por insubordinação é transformado de ideal americano à alien invasor.

“A Desconstrução de Mark Milton” – uma homenagem ao capitulo existencial “O Relojoeiro” de Watchmen – é um dos ápices de injustiça e guerra psicológica a fazer alguém se enquadrar “nas leis”. O tipo de material onde nem os mais cínicos conseguem ficar indiferentes. Em termos indelicados, “Poder Supremo” é “o anti-Reino do Amanhã” (Mark Waid / Alex Ross). O público, além de mais hostil, não é totalmente salvo, já que os que deviam impor a lei, são os primeiros a criarem monstros para violá-la. O mundo não quer um salvador que não seja da mesma espécie, que a mídia não aprove. O mundo, sempre ele, é uma esfera moldável pelo poder público, que teme um poder maior (divíno? Alien?), devido a isso, não haverão super-heróis, até porque a mínima conceituação disso não será tolerada por quem faz as regras. No máximo essas pessoas, com talentos que excedem a lógica, não obstantes seus atos para fazer a diferença, sempre serão tidos como infratores, porque aquilo que não pode ser controlado, tem que ser caçado. A união do time aqui, ao contrário da obra de Waid, não será tão iluminada e renovadora, será mais volátil, explosiva, incontrolável. Visto algumas engrenagens que tendem – por suas razões – a não se encaixar, a exemplo do Falcão.

Para os novatos, em termos resumidos, Falcão é uma contraparte do Batman, das milhares porém negro, mais rancoroso, com doses ainda mais intensas de paranoia e desconfiança, além do diferencial de matar e ser racista, isso devido a seus pais, serem assassinados em sua frente por intolerância racial. O discurso do Falcão é inspirado no famoso ativista negro Malcom X, a ideia do revide, de não dar a outra face, de tomar o seu espaço com as próprias mãos. Não por acaso, Falcão dá prioridade a resolver crimes raciais. O individuo que ele consegue ter algum entrosamento, é Stanley. Velocista também negro, que torna-se melhor amigo de Hiperion, o único, de fato. Em determinado momento, quando confrontado por Hiperion de Stanley ser um cara gentil, e não usar sua cor para justificativa de ódio contra todos, Falcão ataca “Ele é um negro da casa grande, enquanto eu, um da senzala”. Perto de Falcão, Bruce Wayne é um cara sorridente... Um detalhe, dentre vários de “semelhanças com obras posteriores plágio? é o Mercúrio do ultimo filme dos X-Men, lembrar em muito Stanley, ou como é conhecido “O borrão”.

J. Michael Straczynski é um dos roteiristas mais criticados negativamente nos últimos anos. Infelizmente muita gente só sabe associar o nome dele ao “Pacto que o Aranha fez com o capeta”, como se mais de vinte anos de vida profissional pude-se ser medido em um arco de 100 páginas. Me parece ser ignorado nos dias de hoje que Stracz foi um dos dez melhores roteiristas de quadrinhos da década passada, bem como um dos cinco melhores da Marvel, também na década passada. Mas o Parker-Octopus mangá ou Parker Stark ninguém vê né? No começo dos anos 2000, tempo que a Marvel estava se restabelecendo e investindo em um selo adulto chamado Max à confrontar a Vertigo -- atuante desde o final dos anos 80 – retomar plágios cara de pau da Liga da Justiça teria tudo para ser um tiro no pé. Isso em ideia, pois na prática foi entregue um material de grandeza similar á Miracleman – uma de suas prováveis inspirações – ou Watchmen – idem --. De Super-Homem genérico sem carisma, Hiperion vira uma persona complexa, um alien que tem tirado de si o direito de ser o Super-Homem em seu mundo adotivo. Seria uma possível metáfora a representação do Super-Homem da DC para as pessoas? Primeiro um ser idolatrado por gerações, para virar um simbolo que não consegue ser encaixado nos dias de hoje? Que foi “ultrapassado”? Pode-se dizer que sim. Cavaleiro das Trevas I e II também inspiraram alguns momentos.
Imprescindível dizer o quanto esses 18 números podem ter servido de inspiração – mesmo que involuntariamente – para muito material do “meio nerd”: Guerra Cívil (embora nessa, MJS estivesse envolvido), Injustiça (Tom Taylor), até mesmo o filme “O Homem de Aço” de Snyder e a animação LJ: Deuses e Monstros. Quando você lê “Poder Supremo”, jamais olha o mito de um “Super-Homem” no mundo como algo bobo novamente. Sua imaginação se direciona a isso:





Nota: 10.0 -- Exato. Meu primeiro 10 esse ano. Acho que isso faz dessa HQ, a futura melhor do ano no post dos melhores de 2015.


-----> Ou leia online: <------




















quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Review: Novo Universo de Warren Ellis e Guia de Leitura

Minissérie lançada pela Marvel entre 2007 e 2008, com roteiros de Warren Ellis e desenhos de Salvador Larroca e Steve Kurth. Leia o review do Planeta Marvel/DC desse encadernado, só aqui com exclusividade no Ozymandias Realista. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

GRANDE NOVIDADE! Batman: Europa forma duas grandes duplas...


A primeira dupla que se une é a do roteirista Brian Azzarello com o ilustrador Jim Lee.

A segunda dupla é o Batman e o Coringa.


Há uma série de razões pra ficar de olho no que vai sair de "Batman: Europa", então vou tentar explicar com calma, começando com a sinopse oficial:

"o impossível aconteceu: Batman é derrotado por um vírus sem cura. Mas alguém pode ajudá-lo, certo? Bom, sim: o Coringa. Quem infectou Batman com o virus? O que o Coringa pode fazer para salvá-lo? E como fazer isso acontecer antes que o Cavaleiro das Trevas morra? Juntos, os arqui-inimigos e colegas improváveis viajam pela Europa em busca de pistas enquanto o relógio corre".

Aliar o Coringa e o Batman como improváveis parceiros não é lá a ideia mais difícil de se ter no mundo, maaaaaaaas, como eu falei, há razões pra ficar de olho aberto com "Batman: Europa". Primeiramente, essa HQ já tá sendo produzida há mais de dez anos. Sim. Dez anos. A ideia da trama surgiu quando o artista e editor Jim Lee (Silêncio, Batman&Robin) passou um ano na Itália. Ele a transmitiu para o Azzarello e... por que tanto tempo em produção? É o que devemos descobrir quando lermos, porque até agora nenhum detalhe a mais da trama foi revelado. Mas já podemos perceber a atenção que foi dada ao trabalho pelos detalhes técnicos! Brian está dividindo o roteiro com o italiano Matteo Casali; os desenhos serão feitos por além de Jim Lee, o italian Giuseppe Camuncoli, o espanho Diego Latorre e o inglês Jock. Ou seja, uma equipe toda mesclada com artistas europeus. Ultimamente tem dado pra sentir já desde o anúncio o cheiro comercial de obras como Convergência, Futuro Perdido e Guerras Secretas. Vou te dizer que de "Europa" eu tô sentindo o cheiro é de compromisso.

P.S.: Preciso nem dizer que vai ser interessante ver um Coringa sem habilidades de super saias jeans(roxas, é claro). Você já pode ver algumas páginas que foram liberadas.






Lá fora a primeira edição já saiu dia 18. Há uma capa alternativa (primeira imagem do post) que uniu Lee com Bermejo. Sinceramente... o Bermejo copiou e colou o desenho que ele tinha feito pra "Nöel", mas beleza. A estória começa com o Cavaleiro das Trevas ainda em Gotham, enfrentando seu velho inimigo Homem-Crocodilo.

Primeira imagem do filme da Mulher-Maravilha


Tô atrasado, mas dia 21 a Gal Gadot havia compartilhado conosco a primeira imagem oficial do aguardado filme solo da Mulher-Maravilha. O longa deve sair em 2017, se eles não adiarem. Uma boa recomendação é a leva dos primeiros 35 quadrinhos feitos nos Novos 52 por Brian Azzarello, é muito bem feito e inovador. Gostei da foto, tem nada de absurdo ou preocupante, rs, mesmo eu, infelizmente, não botando muita fé na produção. Vale lembrar que essa será a primeira vez que a personagem será adaptada às câmeras com (supostamente) um mínimo de compromisso. Quanto a atriz Gadot, já conferiremos como a tiara e os braceletes servem nela ano que vem, quando ela lutará ao lado do Batman e do Superman em "Dawn of Justice", de Zack Snyder!

Se não adiarem..................

O VELHO LOGAN POR BRIAN M. BENDIS...


Editora: Marvel
Número de edições: 05
Tamanho: 132 MB
Roteiros: Brian Michael Bendis
Desenhos: Andrea Sorrentino

O final cinematográfico de Velho Logan (Mark Millar / Steve McNiven) atiçou por anos a imaginação dos leitores sobre como seria uma continuação daquilo. Gavião Arqueiro voltaria? Quem era de fato o Doutor Destino? Veríamos o bebê Hulk crescer? E principalmente: quem seriam os novos déspotas no caminho de Logan? Após o termino de Old Man Logan, lamentavelmente Mark Millar se achou maior que a Marvel e rumou para obras autorais questionáveis, McNiven até ilustrou uma delas, a “Nêmesis”, porém sem o mesmo detalhismo de outrora...  E quando ressurgiu a oportunidade ao ilustrador de retomar seus traços em Wolverine, o roteiro que veio foi desanimador...
Quem ousa-se dar continuação a considerada melhor história do Wolverine da década passada, deveria ter o mínimo de respeito e espirito competitivo em tentar superar “o original”, atitudes aparentemente não tomadas por Brian Michael Bendis, levando tudo como “mais um –- DOS VÁRIOS -- trampo mensal”, percebe-se isso com a velocidade do enredo, soluções fáceis e intenções de não se alongar em nada, ou mesmo responder algumas questões. A tão almeijada continuação vira um embaralhamento desordenado de multiversos fantasiosos e irreais, até mesmo para um quadrinho, já que linhas alternativas não respeitam mais nem linhas temporais...

A edição #01 é presa em excesso, –- leia-se repetições preguiçosas de argumentos feitos por Millar – enquanto a #02 se transforma em uma caça por um deus inatingível, em “outra realidade”. O foco de Bendis foi mais inserir com artimanhas –- Logan como um ponto cego do multiverso – o personagem no universo 616 para preencher a lacuna de sua versão tradicional, bem como “oferecer uma segunda chance” ao mesmo, tudo numa compressão para jogar a bomba passar adiante à Jeff Lamire em um futuro título mensal, com o mesmo desenhista: Andrea Sorrentino.

As ilustrações de Andrea Sorrentino são um verdadeiro achado, embora seu estilo -- ao meu ver – não case tão bem com o título, aqui um Ron Garney ou Adam Kubert seriam excepcionais, isso de maneira nenhuma desqualifica Sorrentino, seu estilo lembra bastante Tim Bradstreet e Jae Lee, seja pela maneira sombria, traço fino e predileção pelo preto e branco, além de aparentemente não ser fã de desenhar musculaturas de fisiculturistas em quase todos que aparecem na revista.
Restam só esperanças –- ultimo e mais ardil mal da caixa de pandora – do cavaleiro solitário Logan continuar de fato sua cavalgada de homem imortal X mundo irreparável, afinal, se o Cavaleiro das Trevas da DC vai ganhar até a parte 3, por quê não o mesmo para o da Marvel?
...


Nota: 5.6


domingo, 22 de novembro de 2015

Não desista; nunca pare de lutar


Texto escrito por: Silvio Antônio.

Jogar xadrez é muito mais do que somente saber mexer as peças; isso é fácil; porém, elaborar uma estratégia e saber utilizar as táticas de ataque ou defesa, é onde se mostra quem realmente se dedica ao estudo desta ciência de guerra, ou seja, é onde se deixa o brinquedo de criança e se mostra no tabuleiro que já compreende que na vida também tem lutas e aquele que está preparado, sabe utilizar melhor seus recursos, reconhecendo sua inteligência como a melhor arma que a natureza lhe proporcionou.
                             

“Não desista; nunca pare de lutar!”

1#(2x4) = 7r.5R1c.6P1.8.8.1p.2p5.8 = ?



Quando elaborei esta composição, estava pensando naquelas batalhas difíceis e de grandes investimentos das nossas forças, recursos físicos e emocionais, como também de esforços dos nossos colaboradores e amigos; então quando tudo parece perdido e o nosso inimigo está com grandes possibilidades de vitória e até mesmo o poder de nos humilhar  (Cavalo h7; peões c2 e b3.); então sacamos aquele pequeno canivete ( peão g6); e com um movimento correto e perfeito alcançamos a vitória que ninguém esperava.
      O xadrez tem essa possibilidade artística de representar situações de conflito que atravessamos em nossas vidas reais; é claro que o “mate em um” são os mais fáceis de elaborar e resolver, porém quando estive em uma situação dessas no ano de 2004, e quando encontrei a solução muita coisa mudou em minha vida; por isso elaborei esse; #1, que é uma lembrança... mas, não estou aqui para falar de minha vida e sim, sobre esta forma gostosa de estudar xadrez que é pelas composições problemas.
A composição enxadrística é a arte de criar problemas de xadrez; os problemas de xadrez são tão antigos quanto o próprio jogo de xadrez, ocupando um posto importante na história do jogo que durante séculos seguiu a evolução do nobre jogo adotando suas peças e regras, tanto antes como depois das transformações que tiveram lugar no decorrer do “Renascimento".
 A pessoa que elabora estes problemas recebe o nome de problemista ou compositor; e as composições problemas são os desafios, que proporcionam oportunidades para desenvolver o raciocínio e a habilidade para combinar peças de modo a definir uma estratégia para chegar ao xeque-mate em um determinado número de lances.
Existem varias categorias; vejamos algumas: Os  problemas de mates diretos” onde as brancas jogam e dão mate nas pretas em um número estipulado de lance. Os Estudos que são composições onde as brancas jogam e devem ganhar ou empatar. Os  finais teóricos onde, estes podem possuir várias formas de ganhar ou empatar e na maioria das vezes há um método a ser empregado para resolver um final teórico. Os inversos onde as brancas jogam e forçam as pretas a dar-lhes mate, enquanto as pretas tentam impedir que isto aconteça. A “análise retrogada” é um tipo de problema que deve-se pensar nos movimentos anteriores, retornando os movimentos até chegar em uma situação proposta. Os “ajudados” que formam um mundo à parte das outras categorias de problemas de xadrez; no mate ajudado que é a única forma de composição onde os dois lados colaboram para a execução de um objetivo comum, que é o mate ao rei preto; em geral as pretas executam o primeiro movimento, portanto um problema de mate ajudado em dois lances possui 4 movimentos: dois movimentos das pretas e dois dois movimentos das brancas.
Os requisitos necessários a uma boa composição são:


·         Deve haver uma ideia ou tema na execução do problema. Ou seja, é desejável que haja coerência e coesão entre as distintas variantes de um problema direto.
·         Idealmente esta ideia deve ser surpreendente, original e bem executada.
·         As defesas das pretas devem levar a mates no mesmo número de lances. (ou seja, em um problema de mate em 3 não pode haver uma defesa das pretas que leve mate em 4 lances). Em problemas sem ameaça, ou de zugzwang, todos os movimentos das pretas devem levar mate no mesmo número de lances.
·         Em ajudados curtos, de dois ou três lances, é muito comum haver mais de uma solução ao problema. Nestes casos o compositor busca promover a harmonia de efeitos mecânicos e estratégicos entre as soluções do problema, valorizando ainda mais a composição.
·         Não deve haver peças supérfluas ou desnecessárias à execução da ideia de um problema. Todas as peças devem ter uma função definida, ainda que esta função seja apenas evitar defeitos ou furos na composição.
·         A solução de estudos não tem um número estipulado de movimentos, como em problemas diretos, inversos ou ajudados, porém deve haver apenas uma forma de cumprir a estipulação do estudo nas variantes principais.
·         Já em um estudo a solução deve ser única, deve haver uma ideia central governando a composição e a ideia da solução deve ser original.


         Para exemplificar escolhi dois clássicos: primeiro o próprio Machado de Assis; fundador do primeiro clube de xadrez no Brasil; com um “#2”.
Também um “#3”; atribuído ao Papa João Paulo II, o “JP00” que tem uma interpretação própria e muito interessante.


Na revista carioca “Xeque”, em julho de 1947, o saudoso problemista mineiro J. B. Santiago publicou uma página denominada “Ramalhete de Saudades”, destacando alguns trabalhos daqueles que foram, segundo sua expressão, “semeadores do passado, que transformaram nossos tabuleiros em roseirais da poesia do xadrez”; desse ramalhete, a composição problema ao lado, de autoria de Machado de Assis, no qual “As brancas jogam e dão mate em dois lances”.

(8x6)#2= 4B1RD.1p2r2C.1P2p3.2Pp1p2.3P1P2.8.1c6.8. Vez branca.
          É bom considerar nesta composição problema a circunstância de ter sido feita numa época em que o xadrez no Brasil ensaiava os primeiros passos e, mesmo assim, conseguiu atrair a sensibilidade e inteligência do genial Machado de Assis!


No outro exemplo quero mostrar o simbolismo que percebe-se ao resolver o problema de três lances. Curiosamente todos os problemas do Papa João Paulo II, que vieram à público nas revistas: “Europe Echess” e “The Problemist”; são de Bloco. Coincidência ou não, trata-se da negação total à violência.

Simbolismo do “JP  00”.

(7x2) #3 = 8.p1P5.T2P4.P7.rPB5.2R5.8.8.

ü  Bispo (c4), imóvel durante toda solução, permanece ao lado do Rei demonstrando que, apesar da individualidade do Estado e da Igreja, ambos podem (e devem) atuar “lado– a– lado” em favor do bem.

ü  Logo no primeiro lance, o peão (c7), símbolo incontestável das classes mais humildes da sociedade, avança para a sua promoção que por sua vez, representa a esperança de dias melhores e ascensão social.

ü  A promoção à Cavalo, peça de menor força após o peão, indica que as conquistas devem ser graduais, ao contrário da riqueza fácil e instantânea ilícita ou não; proporcionada pelas sociedades de hoje e de ontem.

ü  Enquanto o peão promovido sacrifica a própria vida; retrato fiel da realidade, o outro (a5), realiza o lance derradeiro, mas não leva a glória; é a Torre (a5); quem dá o mate.

ü  Sem duvida são os peões os mais injustiçados, pois são fiéis às causas do bem até as ultimas consequências, mas nem por isso, seu valor é percebido por todos.

ü  Por fim, as forças do bem vencem sem sequer levantar “um dedo” contra seu adversário: 1.c8=C nada ameaça mas as negras não tem opção ( o mal não tem livre arbítrio); e jogam forçadamente 1. ... Ra3. Novamente, as brancas jogam 2.Cb6 oferecendo a própria carne que o mal não pode recusar; o lance 2. ... axb6 é forçado e fatal, pois possibilita o arremate 3.axb6#

ü  O mal perde por si só, por seus próprios atos. É a sua natureza!

Assim, deixo para vocês; essa composição que é uma arma tática da analise posicional (10x12)#5=t3rb1t.1pp3p1.p3bp1p.5d2.3DC3.1P6.PBP3P1.3TT1R1. Vez branco; mate em 5 lances; e quem gostou deixar seu comentário  ou no email : slsefamilia@hotmail.com

Bom estudo...
Força, Graça e Paz!

Até a próxima.




Fontes de Referencia:











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