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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Histórinha 1- Um conto da morte



Faz cerca de 4 meses atrás que eu enviei para o chefão fundador do blog(Ozymandias realista) duas histórinhas que eu tinha escrito. Essas faziam parte de um projeto que eu tinha de fazer uma caralhada e futuramente lançar em formato de quadrinho ou em um pequeno livro. Embora hoje em dia eu tenha perdido quase todas(Bem como colocado esse projeto de lado por enquanto) felizmente as duas que eu mais havia gostado estavam naquele e-mail então eu ainda tenho elas. E assim como o ano esta acabando, eu finalmente decidi aceitar a sugestão do Ozymandias e publicar eles aqui. O gif também foi sugerido por ele.

O conto da Morte:

Narração:Um homem anda pela rua a noite. Tolo.
A rua esta vazia, ele tenta não pensar nisso mas esta com medo. Medo de ser assaltado.
Pois a rua esta vazia. Ele tenta não pensar que foi uma idéia idiota ter saído a essa hora. Ele pensa que vai acabar tudo bem,que ele irá aprender a lição,que ele não sairá de novo.
Ele pensa que quando chegar em casa irá fazer as pazes com a sua esposa. Então ele é abordado por dois homens que sacam suas armas.
O coração dele dispara. Mas ele pensa que tudo vai ficar bem.
Quando os homens mandam ele dar tudo de valor com ele nesse momento ele retruca dizendo que não tem nada e que eles podem conferir.
Um dos assaltantes se irrita e tenta bater nele com a arma,ele reage dando um soco na cara do assaltante.
Em poucos segundos ele pensa que foi outra idéia idiota,  que ele deveria ter controlado seus instintos.
O outro assaltante dá um tiro nele.
Os assaltantes correm, ele cai ferido.
Enquanto rasteja procurando ajuda ele pensa em todas as coisas idiotas que fez. Promete a si mesmo que vai pensar mais antes de agir enquanto pensa que vai sair dessa, que tudo ficara bem.
Ele morre antes de achar ajuda.
Seu espírito se pergunta a razão.
Se pergunta a razão da minha existência.
Ele sempre me chamou de vida, agora me chama de morte. Acha que eu sou dois.
Eu sou apenas um.
Me chame como preferir.
FIM

Feliz ano novo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

[TIME PARADOX] Fim de arco da Mulher-Maravilha devia ser um novo início


TIME PARADOX: Esse post foi escrito há um ano atrás no Blog Joker. Devido a boa recepção, ele foi migrado para o Ozymandias Realista de forma quase idêntica. Há três razões pelas quais acredita-se que seja um bom momento de reanalisar um dos últimos arcos da personagem (além de ter sido muito melhor do que se esperava).
1.Falta pouco tempo para a personagem ser trazida pela primeira vez aos cinemas em Batman V Superman: Dawn of Justice, em 2016.
2.Ano que vem começarão uma publicação em capa dura dessa série no Brasil. Então você já pode ler um palpite adiantado.
3.Star Wars: O Renascer da Força estreou há algumas semanas e estão todos vangloriando a personagem Rey, só porque é uma personagem feminina normal sem ser sexista, mesmo ela sendo uma personagem forçada a isso de qualquer forma. Isso lembra que há sim boas personagens femininas no mercado de fantasia, e elas não precisam existir unicamente com o intuito de serem tais. Houve até a ideia de listar 10 aventuras com boas personagens femininas (que não fossem forçadas) em um post, mas não há tempo, então ficamos com a repostagem mesmo, já que muita gente ainda não deve conhecer essa série. Vale lembrar mais uma vez, o post é do ano passado, hoje as estórias da Mulher-Maravilha estando doze edições à frente das que são avaliadas aqui.
OBS.: O Ozy fez questão de deixar as HQs pra download no final.

Ass.: Douglas Joker.

P.S.: O tio ama vocês, ele tá só sem tempo, mas não esquece de vocês não.

Junto com 2014, a última série da Mulher-Maravilha nos Novos 52 chegou a um fim com 35 edições surpreendentemente bem estruturadas. Da edição #1 até a #35, Brian Azzarello e Cliff Chiang são a dupla quase imutável que cuida do novo universo de uma das principais heroínas da DC Comics, e eu li do primeiro até o último. Aí vai a opinião de um cara que foi ler um gibi solo da Mulher-Maravilha pela primeira vez esse ano, depois de mais de uma década lendo quadrinhos.

- Afinal, quem é a Mulher-Maravilha?
- Cale a boca, Douglas. Quer fechar o ano com um post ruim? Todo mundo sabe quem é a Mulher-Maravilha.
- Putz, é mesmo.

Então, reformulando... Todo mundo sabe quem é a Mulher-Maravilha e todo mundo fala que ela é da "Trindade da DC". Mas o que é a Mulher-Maravilha perto do Batman? Ou do Superman? Quem é a Cheetah perto do Coringa? Ou do Lex Luthor? Themyscira com Gotham e Metrópolis? Entende onde quero chegar? Por esse ponto de análise do que torna um herói de HQs "icônico", o Lanterna Verde ou mesmo o Flash deveriam ocupar o posto dela na Trindade, analisando logicamente. Mas ela não só está na Trindade, ela é também considerada a principal heroína mulher de todos os tempos, e é conhecida entre vários grupos, mesmo quem não lê HQs. Mas isso pode ter diversas razões, pega por exemplo o Homem de Ferro. Ele ficou super popular por causa dos filmes, mas vai acompanhar uma série mensal dele, vai...


E ao conhecer melhor a Mulher-Maravilha, concluí que apesar de ter sido muito bem criada e passada pelas mãos de ótimas artistas visionários (como o Péres acima)... QUE HISTÓRIAS ÉPICAS ELA TEM?! Há personagens como o Duas-Caras, que a história mais forte é a de origem, aí todas as histórias lembradas dele são sempre um reinício ou uma releitura do que o originou. Isso a Mulher-Maravilha tem, há versões da origem dela posteriores a sua criação de 1941 que são muito legais. Sim, 1941. Eu pesquisei tops na internet e... entre as melhores histórias dela, não há algo que soe como "esse é a Piada Mortal da Mulher-Maravilha", ou "a Morte do Superman da Mulher-Maravilha". Apesar do universo carismático e arcos bacanas, ela tem nada além disso que tenha marcado pessoas que conheçamos. O seu caso pode ser diferente, é claro, mas nunca conheci alguém que mencione uma historia da Mulher-Maravilha como épica. Achei isso muito esquisito pra uma personagem com mais de 70 anos de cronologia. Uma personagem que faz parte da "Trindade DC". E essa é a razão pela qual considero a personagem perfeita para um reboot. Eu tinha a impressão que a personagem ainda não havia chegado "lá".


Veio os Novos 52 e a DC tomou a decisão de não rebootar apenas dois universos: Batman e Lanterna Verde. Por que? Porque tava muito bem, não se mexe em time que tá ganhando. Eles estavam nas mãos de Grant Morrison e Geoff Johns, ambos dando uma longa continuidade com sagas muito bem encaixadas para os super-heróis nos dias atuais. E reboot, ao menos para mim, é para personagens que não estão mais se encaixando nos dias atuais. E isso é perfeito para alguns personagens da DC, criados de forma tão icônica, longe de terem qualquer defeito, facilmente ficando parecendo mais lendas antigas do que hqs se não forem feitas as modificações certas com o tempo. E isso é perfeito para a Mulher-Maravilha.


Eis que como tudo que já foi escrito da Mulher-Maravilha, a nova série dela nos Novos 52 vem sem chamar tanta atenção quanto o material dos outros membros da "Trindade": Batman e Superman. O Homem de Aço tem sido um personagem quase impossível de adaptar pra atualidade. Os gibis tão longe de serem bem legais, e por mais que eu tenha amado o último filme, ele dividiu opinião pra caramba. O que mais pegou do personagem nos últimos tempos foi, pasmem, a série Smallville. Acho bom você saber que eu... odeio Smallville. Ou seja, o novo Superman não foi tão bem adaptado (lembrando que o Batman ficou na mesma), já  Mulher-Maravilha eu achei bem mais interessante, então vamos parar de olhar pelo ponto de vista geral e focar na análise.

Azzarelo é um roteirista de HQs extremamente experiente, já tendo trabalhado com personagens da área umas quinhentas vezes no passado. Mas ele me surpreendeu por ter mostrado saber perfeitamente como se faz um reboot. Já leu "Coringa" e "Lex Luthor: O Homem de Aço" dele? Ele deixa os personagens em um ambiente realista, mas usando um filtro bem diferente do de Alan Moore e Frank Miller. Fica parecido com séries urbanas de televisão, como "Breaking Bad" e "Prison Break". Na nova Mulher-Maravilha também há esse filtro de realidade curiosamente diferenciado, mas Diana não é uma criminosa -_- ela é a Mulher-Maravilha, então ele trás um ar bem inédito para toda a aventura.


Na primeira edição tudo já começa com acontecimentos sem explicação. Os diálogos e sequências de ação são bem estruturados de forma que você termina o gibi tão rápido que parece que só leu cinco páginas. E aí você quer logo passar pro próximo. Entende o que eu tô te falando? Lembra séries de TV. E mais, há acontecimentos inesperados a cada edição, levando que qualquer coisa que você explique do enredo possa ser considerado um spoiler. Mais uma vez, me lembrando séries de TV. Apesar de toda a ideia do reboot e a preocupação se as mudanças serão bem-vindas ou não pelos fãs religiosos e também os novatos, o que consegue chamar mais atenção é o ritmo singular do roteiro de Azzarello bem acompanhado pela arte de Cliff Chiang que é algumas vezes substituído por Tony Akins, que tem um estilo similar, mas igualmente competente. Ainda acho que seria melhor se o Chiang tivesse cuidado de tudo, dá uma estranhada quando muda, mas nada que atrapalhe.

Todas as capas tem artes icônicas

Desde a primeira edição há três pontos fortes:

1-Tem droga nenhuma de história de origem.
2-As histórias NÃO SÃO interconectadas com as outras dos Novos 52, NEM MESMO as que incluem a Mulher-Maravilha com a Liga da Justiça. Sendo assim você pode lê-las sem se preocupar em ter que ligar pro Saul Goodman pra te arranjar correndo uma edição de "Herói Vendendo Pouco#X" pra saber uma ou duas conversas que não quiseram te revelar na série principal.
3-Seguindo a auto-suficiência, também não precisa ter lido nada que veio antes. Apesar de às vezes dar a impressão que precisa, Azzarello conta todo o necessário.

Logo no início são apresentados os personagens que levarão a história pra frente sob o acontecimento de que Zeus sumiu e simplesmente não existe mais. Apesar de se manter fiel, a própria Mulher-Maravilha sofre mudanças, como por exemplo a ideia dela na verdade não ter sido criada do barro, isso ser só uma lenda e ela ser filha de Zeus.

"Bem, somos família agora. E nesta família há dois tipos de membros. Aqueles contra você... e aqueles contra você. Então, com isso em mente..."



Já os outros deuses, simplesmente foram recriados do zero, o que sempre pode dar problema. E com certeza, sempre vai dividir opiniões.

O remake, as novas versões


Tudo foi feito naquela ideia "Mitologia Grega nos dias atuais". Eu gostaria de poder fazer comparação com "Percy Jackson", que também é assim, mas eu não conheço direito. De qualquer forma, Azzarello mergulha na sociedade, nas tribos e nos estigmas para sintetizar a forma humana de tudo que representa aqueles deuses. A Íris, Deusa do Caos, parece uma drogada, sempre bebendo uma taça de alguma bebida alcoólica, com a cabeça raspada e profundas olheiras; ao mesmo tempo tendo roupas e pose de milionária, ficando claro que ainda é uma divindade. Já o Ares, Deus da Guerra, um dos principais vilões da Mulher-Maravilha, tem NADA a ver com o que a gente já conhece. É um velhinho esquelético, sem os olhos e com os pés sempre sangrando, como uma vítima da guerra. Apesar de eu ter escrito tudo muito bonitinho até agora, nem tudo é chocolate. Hades e Posseidon por exemplo, são meio intragáveis. Esses dois por acaso foram feitos por Tony Akins, e não Cliff Chiang. Sendo dois dos principais, as suas aparências não aspiram grandiosidade, levando um tempo pra que você se acostume caso já tenha suas versões preferidas, o que é muito provável, afinal, a Mitologia Grega já foi redevorada centenas de vezes na Cultura Pop.







Não é? De qualquer forma, mesmo com algumas baixas, dá pra entender o que os artistas fizeram e entrar no mundo deles. Dessa forma a Mulher-Maravilha e seu grupo de amigos que a acompanha quase o tempo todo (Hermes, Zola, Órion, entre outros) são convidativos e bem apresentados. Mantendo o que torna suas histórias interessantes há tantos séculos, os deuses continuam seres imprevisíveis e multi-facetados, fazendo a trama valer só por eles mesmos. Mas não é um gibi só deles mesmos! É um gibi da...

MULHER-MARAVILHA!

"Me enfrente, Primogênito. Eu sou a filha de Hipólita e Zeus. Eu sou a Deusa da Guerra. Eu sou a Mulher-Maravilha! Mas eu só preciso ser eu mesma."

A história, obviamente, também se trata da personagem que dá o título do quadrinho. Mas por enquanto nos Novos 52, esqueça toda aquela coisa dela ser uma Embaixadora da Paz enviada da Ilha Paraíso. É claro que é importante na essência personagem, mas não consta nesse longo arco. É como se houvessem problemas maiores no momento. Herdeiros guerreando pra tomar o trono de Zeus... o vilão Primogênito que surge de repente dando nova vida às histórias... Enquanto isso Diana tem que lutar ao mesmo tempo que se descobre e afirma definitivamente quem é: a Mulher-Maravilha. Há altos e baixos, a protagonista só aguenta tudo mesmo por ser afinal, uma heroína. Diferente do Superman que foi adaptado pra atualidade sendo um pouco mais temperamental e flexível, Diana continua sendo correta como uma princesa ao mesmo tempo que é uma grande guerreira amazona. Todo o retrato emocional amoroso que Azzarello faz da personagem serve muito bem, mesmo ela não tendo tanto contato com a sociedade humana como em outras histórias.

"E é aí que você está errado. E digo isso como um elogio. Ninguém aqui deveria estar se dando bem. Eles deveriam estar pulando uns nas gargantas dos outros. Ainda assim eles não estão. Isso é sinal de um líder forte."

Durante trinta e cinco edições (mais a edição zero) essa estória e todos esses conflitos vão se desenvolvendo com os mesmos personagens, havendo pontos de virada incessantemente para que os mesmos problemas continuem, tendo uma mudança essencial apenas quando é apresentado o vilão Primogênito, que se torna o antagonista principal, mas não falarei muito sobre ele pra não entregar spoilers. Chiang e Azzarello são um daqueles casamentos criativos perfeitos, já que o desenhista esculacha em cenas de ação, na representação dos deuses nos tempos modernos, na passagem das cenas focando em coisas curiosas e poéticas (que nem acontece bastante nas histórias do Hellboy), eu virei um fã eterno dele tanto quanto da Mulher-Maravilha.


E o Brian Azzarello, que a maioria já conhece, não só não falha, como surpreende. Os heróis  e vilões são colocados como uma família MUITO problemática, de forma que suas brigas são constantes e a forma que eles sobrevivem faz parte do desenvolvimento da protagonista, que sendo uma heroína, quer naturalmente que tudo dê tão certo quanto o possível.

Zola deve ser uma das personagens mais bem feitas, sendo a conexão de Diana com o mundo humano

E como já falei, e repetirei, a trama tem surpresas e reviravoltas constantes. É sem dúvida alguma, uma boa peça de arte, na minha opinião, a melhor série que teve nos Novos 52. Durante esses três anos, a dupla pôde dar uma visão nova que a personagem sem dúvida alguma merecia. É extremamente singular, sendo que a DC já pegou o cheiro do Geoff Johns há muito tempo. Ele tem não só escrito a maior parte das multi-sagas principais, como mensais de Lanterna Verde, Liga da Justiça e Aquaman, não sei como ele tem tanto tempo... Isso passa muito longe de ser ruim, mas fica um pouco raro sentir algo mais diferente vindo 100% de outro autor. Sendo independente das outras séries mensais, Mulher-Maravilha dos Novos 52 nem sequer parece com o resto dos Novos 52, e não necessariamente por isso, é um grande e incrível acerto. Aliás, agora vou pisar fundo. Essa é a parte em que você violentamente pode ou concordar comigo ou simplesmente não.

A questão do Reboot

Sim, você reconhece esse gibi, hehe

35/36 gibis (contando com a edição #0) tão bons, um atrás do outro é algo que eu nunca havia visto com a maior amazona da DC. Aliás, não é algo que acontece bastante com qualquer série de histórias. Vou soltar logo que para mim Azzarello e Chiang foram para a Mulher-Maravilha da modernidade o que Frank Miller foi para o Batman nos Anos 80. Claro que não é tão grande pois Frank Miller não só fez um Renascimento para o Batman, mas para todo o mundo dos quadrinhos. Mas ele extrapolou o que deveria fazer, realmente trouxe a personagem pra onde ela talvez já devesse estar há um bom tempo: o Trono do Fascínio! Onde você fica impressionado com o personagem mesmo que haja uma visão diferente de quando ele foi criado, mas contando com alguns conceitos que se mantém suficientes para que ele continue sendo eterno.

Pra mim, e acho que pra todo o resto do mundo, "O Cavaleiro das Trevas" e "Ano Um" do Batman, são a versão suprema de um remake/reboot/renascimento. He... he... he... Eles continuam sendo referência do que o personagem é hoje, e até hoje ele é um sucesso. Mas afinal, o que faz de "O Cavaleiro das Trevas" tão diferenciado? Usarei as palavras do próprio Alan Moore(Piada Mortal, Watchmen) dos tempos quando ele não falava de super-heróis com ódio e desprezo:

"Sim, o Batman ainda é Bruce Wayne, Alfred ainda é seu mordomo e Gordon continua sendo o chefe do departamento de polícia. Ainda há um jovem ajudante chamado Robin, junto a um Bat-Móvel, uma Bat-Caverna e um Bat-Cinto de Utilidades. Coringa, Duas-Caras e Mulher-Gato continuam em evidência na lista de vilões. É tudo exatamente igual, com exceção de que...

...é tudo diferente."

Eu não teria como explicar melhor (aliás, eu não, o Alan Moore!). Os reboots só funcionam dessa maneira. Uma forma meio delicada, não necessariamente passando um furacão em tudo que já foi feito. É a forma que funcionou com Frank Miller, aliás, até com o Christopher Nolan dos filmes. Não adianta ficar lendo a primeira história da "Bela Adormecida" por todas as gerações. As crianças vão ficar com medo! Muita gente não gostou do filme do "Homem de Aço", eu também acho que o "Homem de Aço" voa bem longe da perfeição, mas passa bem pertinho da tentativa certa. Não vejo problema em reutilizar o estilo do Nolan, não se trata de ficar parecido com o Batman, se trata de dar certo. Eu ainda não consigo considerar as críticas que reclamam que no último filme o Superman não era o Superman porque houveram grandes efeitos e doses cavalares de ação, na verdade... eu adorei isso. Eu quero ver o Superman socando um vilão entre prédios e tendo que lidar com situações que eu não esperava, e não pegar um monte de pessoinhas caindo (sempre com a Lois Lane no meio) e tendo que enfrentar o Lex Luthor com falas e enxaquecas causadas pela kryptonita. Esse é o Superman, mas eu já vi tudo isso e tem até um nome que eu uso pra chamar isso; eu chamo de "Superman:O Retorno", e eu ODEIO. Aliás, nem cheguei a assistir duas vezes.


Tudo bem que o Henry Cavill não é o Christopher Reeve, ele pode não ser uma versão do Superman, mas dizer que ele não é o Superman só porque ele ficaria desconfortável na nave dos Ursinhos Carinhosos já é picuinha. Ele não só é o Superman como é a versão mais OP dele já vista em movimento. Sem dúvida mais interessante que o último que tem estrelado nos gibis. Nada que Lex Luthor, o Planeta Diário, Batman e algumas doses de kryptonita não resolvam atiçando nossa nostalgia. E voltando à Mulher-Maravilha, os caras acertaram bonito e fecham a série com muito louvor. Próximo ao desfecho há um pouquiiiiiiinho (bem pouquiiiiinho mesmo) de histórias mais lentas, mas depois do que você já leu tudo que veio antes com certeza não vai querer parar e o final é recompensador, tratando de deuses, humanos e deixando pontos soltos para a sua própria interpretação e filosofia.

E já sabemos o que será do futuro!


Essa série de Diana realmente terminou. Azzarello e Chiang não trabalharão mais com ela em 2015. Quem já tá prometido há um tempo pra fazer isso é Grant Morrison, o Lex Luthor da vida real (só que mais maníaco, mais estranho e com a careca mais brilhante). Porém, o que ele está fazendo também é "independente" e dessa vez voltará a origem da personagem, na época em que ela ainda estava para se tornar a maior heroína do Universo DC. Ao contrário do último escritor, ele já revelou querer trazer elementos da origem da personagem. Então sim, já veremos uma nova versão da personagem novamente, mas sendo com Morrison, dificilmente será ruim. Mas também tenho certeza que dificilmente esquecerei dessa última nova visão da personagem e seu Universo. Se houvesse uma versão encadernada eu compraria; não só pra ler de novo, mas também pra emprestar pra pessoas que com certeza se surpreenderiam tanto quanto eu.

"Acho que por muito tempo as pessoas trataram a personagem de forma muito intocável, e isso leva a estagnação. Por que o Batman é tão relevante? É porque ele continua sendo reinventando constantemente. Há um monte de histórias que você pode contar com o Batman. E há um monte de histórias que você pode contar com a Mulher-Maravilha também. Essa era a nossa ideia." Brian Azzarello

Os gibis estão lindos, agora temos que ver qual será o resultado da primeira adaptação da personagem para os cinemas, na pele de Gal Gadot. Ela aparecerá em 2016 (se não adiarem novamente) em "Batman V Superman: Dawn of Justice" de Zack Snyder e posteriormente deve ganhar um filme solo em 2017 (novamente, se eles não adiarem). Será que a personagem e toda sua mitologia conseguirão uma merecida ascensão de popularidade no público geral? Afinal, acho que nós leitores já nos acostumamos com a distância de atenção que existe entre os filmes e as HQs.



#01 ao 14 (Com a edição 0)

#15 ao 23 (Com as edições 23.1 e 23.2)

#24 à  #35 --

NA FORJA PARA 2016


Eu tenho um primo que há anos foi um dos meus melhores amigos. Gosto de pensar nele como um dos caras mais inteligentes que conheço, bem como meu maior adversário no xadrez ao passar dos anos. Após uns anos brigados, o procurei virtualmente para enfrentar ele no xadrez e conversar um pouco. O chamei para escrever no blog. E ele respondeu não estar pronto. "Como assim não está pronto?O Sr escreve há anos, leu uns 100 livros de filosofia, literatura e poemas há mais que eu" (E não estou sendo hiperbólico nesse questionamento), ao que ele retrucou "Preciso de uns 10 à 15 anos até eu ser de fato bom para escrever sobre outras obras". Foi engraçado, relativamente arrogante, mas em ultima análise: instrutivo. Essa é uma daquelas coisas que martelam na cabeça, nos últimos meses ando relendo muita coisa que escrevi, e realmente há muita coisa vaga. Não estou dizendo que pretendo virar um "crítico" de uma hora para outra, mas digamos que pretendo ler mais, para fazer textos mais amplos. Há muita "leitura complementar" agendada no meu caderno, o que é mais interessante que ficar vendo fogos na praia no dia 31, segue abaixo uma espécie de calendário das próximas publicações:


09/01/16 -- H.E.R.O: O ALEATÓRIO INTELIGENTE X UMA EXPLICAÇÃO PÍFIA

10/01/16 -- JUSTICEIRO MAX (Garth Ennis): OS EFEITOS DE UMA GUERRA PROLONGADA

12/01/16 -- 20 SONS IMERSIVOS VOL. 5

12/01/16 -- UM SOCO NO EGO

16/01/16 -- MIRACLEMAN: O REAL SUPER-HOMEM

20/01/16 -- BLACK MASS -- QUAL SEGREDO DO MOLHO?

18/01/16 -- PARECE QUE TODO MUNDO PAROU DE VER UMA LINDA BORBOLETA

20/01/16 -- 10 TRABALHOS DE ÓTIMOS ROTEIRISTAS... QUE NÃO LEVARAM A SÉRIO O QUE ESCREVIAM

23/01/16 -- O CURIOSO CASO DA REVISTA "MUNDO DOS SUPER-HERÓIS"...

26/01/16 -- O HOMEM DE FERRO ENTREGA MAIS PODER AO ESTADO, DO QUE O PRÓPRIO SUPER-HOMEM 

P.S: Fiz uma parceria com um canal do You Tube, peço desculpas ao rapaz desse canal por ter demorado tanto para falar dele. O nome do Canal é MUGI MAKAKIN, que pode ser acessado por esse link: https://www.youtube.com/channel/UCYDBvKtkNrmt7Az-AXkmYnw

O Canal é mais direcionado a Otakus, confesso que não gosto muito de mangás e animes, mas é sempre bom "abrir a mente" para algumas coisas.

Até lá.

Força e honra.


Os planetas mais estranhos já encontrados fora do nosso sistema solar - parte 2


Continuando a nossa singela listinha da semana passada com os planetas mais incríveis já descobertos no universo visível. Vamos lá:

**Algumas imagens são meramente ilustrativas e todas elas podem ser ampliadas clicando-se sobre as mesmas.**
O leve - HAT-P-1 fica a 453 anos-luz, na constelação de Lacerta. É um pouco maior do que Júpiter, mas curiosamente pesa menos do que cortiça. Acredita-se que esse peso se deva pelo fato de que ele possui mais gás (hidrogênio e hélio) do que massa propriamente dita e há quem acredite que de tão leve ele possa boiar na água. De qualquer forma ainda é um planeta muito quente.

Comparação de tamanho entre Júpiter (à esquerda) e HAT-P-1 (à direita).

O infernal - CoRoT-7b fica a 500 anos-luz. Com raio 80% maior do que o da Terra, esse planeta é um dos mais rochosos do universo. Com a temperatura de infernais 2500 graus, graças à sua órbita próxima da estrela, sua superfície é composta de lava líquida e por causa disso ele é talvez um dos únicos planetas que consegue gerar manchas estelares. Acredita-se que pode chover pedra por lá.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Em uma galáxia muito muito distante...

Esse Ano Novo ouviremos Motörhead


Isso se dá porque o vocalista, baixista, compositor, ícone e fundador da banda...

49% motherfucker...


51% son of a bitch...


Lemmy Kilmister... está morto!

Confira a nota oficial da banda:

"Não há maneira fácil de dizer isto... nosso poderoso e nobre amigo Lemmy faleceu hoje após uma curta batalha contra um câncer extremamente agressivo. Ele tomou conhecimento da doença no dia 26 de dezembro, e estava em casa, sentado na frente do seu vídeo game favorito do The Rainbow lançado recentemente, junto de sua família.
Não temos como expressar nosso choque e tristeza, não há palavras.
Nos próximos dias daremos mais informações, mas por hora... ouça Motörhead em volume bem alto, ouça Hawkind bem alto, toque a música de Lemmy BEM ALTO.
Tome um drink ou vários.
Compartilhe suas histórias.
Celebre a VIDA deste adorável, maravilhoso sujeito que foi vivida de maneira tão vibrante.
É exatamente isto que ele iria querer.

Ian 'Lemmy' Kilmister
1945 -2015

Nascido para perder, viveu para ganhar".


Velho e acabado, tentando manter o mesmo estilo de vida da juventude quando fundou o Motörhead há mais de 40 anos, o roqueiro já estava cancelando shows em grandes festivais desde 2013. Se recusando a descansar ele voltava após pouco tempo mostrando os mesmos resultados, como pôde ser visto esse ano no Brasil, ao não poder tocar no festival Monsters of Rock, que também incluía Judas Priest e Ozzy Osbourne.

Ele é considerado, e com muita razão, um dos fundadores da música pesada. Completamente das ruas, sempre gostou de drogas, jogos de azar (o Rainbow, onde ele morava e é citado na nota da banda, é um bar de jogos), vale lembrar que a música mais famosa do cara se chama "Ace of Spades". Aliás, também é o nome do álbum mais famoso dele. Sua carreira na música começou de forma bem expressiva, mas nada previsível. Ele foi roadie de Jimi Hendrix! O apelido da droga que ele gostava de usar era motorhead, seu gênero musical preferido o rock and roll, dá pra entender como uma hora acabou surgindo a banda...


O que me marca no Lemmy, e inclusive andei pensando nisso cada vez mais conforme seu estado de saúde se tornou notícia, é como pra mim ele foi mais louco que o Ozzy. Eu diria que o Ozzy tem mais estórias, afinal ele é ingênuo como o Pateta do desenho animado e já mordeu fora a cabeça de um morcego. Mas você pode ver que o vocalista do Black Sabbath já formou família duas vezes, teve um monte de filhos e netos, mora em uma mansão com sua esposa. Aliás, logo no início dos Anos 90 Ozzy Osbourne já estava declarando até aposentadoria.

O Lemmy não.

O Lemmy nunca parou. Ele tem mais de 20 álbuns e jamais parou de excursionar. Lançou o "Bad Magic" e o "Aftershock" há pouquíssimo tempo e já estava declarando que ia ter mais. Você não vê muitos sinais de uma vida pacata no histórico dele. Não faz muito tempo que ainda fumava e bebia, mesmo sendo o mais velho de seu meio. Lemmy era o vovô até agora, quando o Dio morreu ainda não tinha chegado nos 70 anos, que aliás, ele completou há pouco tempo esse ano. A maior parte das pessoas do movimento dele que restaram tinham dado uma parada com a loucura pra sobreviver. Não o caso de Lemmy, ele parece não ter largado do acelerador.

Olha, o Céu.
Muitos afirmam que era uma banda de fórmula repetitiva e realmente era. Eu curto muito, mas não nego isso, eram como o AC/DC. Mas nem por isso deixou de ter uma carreira interessantíssima, com muita coisa diferenciada. Gosto muito do álbum "March or Die", cheio de experimentalismos. Há músicas como "Orgasmatron", "Hellraiser", "One More Fucking Time", "God Was Never On Your Side", "Born To Raise Hell" e tantas outras. Vale lembrar que ele tinha diversos trabalhos paralelos. Na verdade minha faixa preferida da carreira solo do Slash é a em que Lemmy canta: "Dr. Alibi". Mesmo velho, ele não se esquecia o que era Rock and Roll. O que é um alívio, veja como os roqueiros do Brasil ficaram todos chatos e conservadores quando envelheceram '-'


Vale lembrar que apesar de maloqueiro, Lemmy não era burro! Na verdade ele era um intelectual, não sabia só balbuciar sobre rock and roll. Uma das baladas mais famosas do rock, "Mama I'm Coming Home" de Ozzy Osbourne, teve a letra feita pelo seu amigo do Motörhead. Confira outras como "God Was Never On Your Side" em que ele discute seu ceticismo espiritual vindo do ódio pelo seu pai que era cristão e abandonou sua família. Uma das minhas favoritas, "March or Die" mostra o seu cinismo também quanto a sociedade e suas imposições. Sem dúvidas um grande artista e um personagem único. O que eu mais gostava no velhinho era justamente o que me atraiu ao rock and roll desde sempre. Lemmy era ele mesmo, vivia sua vida e dizia o que pensava. Era um cara bem-humorado, não necessariamente se vangloriando como lenda dizendo como usou várias drogas e transou com várias mulheres. Na verdade gostava de deixar claro como a mídia aumentava as coisas. A maior prova de sua personalidade forte pra mim era o fato de ele ter toda uma coleção de acessórios nazistas que enfeitavam a sua casa inteira porque gostava do visual militar que eles tinham, mas tinha um tremendo ódio da ideologia.

Ainda assim sua casa era cheia de símbolos nazistas.

Ele era Lemmy e ele tocou rock and roll.

Ele era rock and roll.

Esse Ano Novo ouviremos Motörhead.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Star Wars VII é o pior filme do mundo


Eu sei, eu sei...

Esse título é meio incômodo, não é mesmo?

Ainda mais ultimamente em que as igrejas Marvel e DC tomaram o poder e todos procuram expressar suas opiniões se preocupando ao máximo em não conflitar ideias contrárias, times opostos, pontos fracos argumentativos e possíveis experiências de infância hiper-valorizadas.

Sabe-se lá porquê...

Mentira, eu sei sim. Tem a ver com exposição excessiva e zona de conforto. Mas não é sobre isso o post. É sobre Star Wars!

E foi uma bosta.

E você sabe o que nós desse site achamos do politicamente correto...

Gostamos de apunhá-lo no peito, olhando no fundo dos seus olhos sem sentir qualquer remorso por notar como são vazios.

Há três anos e dois meses atrás... 
Nesse planeta mesmo...


A DISNEY COMPROU STAR WARS! Em 2012, uma época em que os últimos games haviam sido fracos e as perspectivas pro futuro não eram muito fortes, com ninguém dando muita moral pro George Lucas dirigindo uma série de TV sobre os personagens secundários (que acabou nunca saindo). E é claro que eles não iam comprar pra não investir, então imediatamente anunciaram um sétimo filme para a série, depois sendo uma questão de pouco tempo para começarem a publicar novas HQs e games (o último game Battlefront estreou há pouco tempo, não cheguei a conferir).


A Internet foi abaixo com algumas das piadas mais memoráveis que já vi, um monte de memes, como o da Leia ter se tornado uma Princesa Disney. Mas também haviam previsões bem negativas, eu fui contrário desde o início. Levando em consideração que os últimos produtos da série já não eram interessantes há uns bons anos, eu acreditava em um renascer da série no meio da cultura moderna, já que a Disney sempre fez excelentes animações, séries de TV consideráveis e a trilogia do "Piratas do Caribe"; minha série cinematográfica de aventura preferida do séc. XXI. Ou seja, gritar contra a Disney me parecia puro pessimismo e hateragem, ainda mais que os filmes da Marvel só envolviam o Nick Fury tentando contatar o Hulk e o Homem de Ferro por causa da aquisição que eles fizeram em 2009. Lembrando que em 2012 tinha saído "Os Vingadores" e não as sequências auto-desafiadoras de Thor e Homem de Ferro... Minha opinião tinha uma base boa...

Isso não existia antes da Disney e ninguém pode negar.

Ao sair dos trailers, agora em 2015, todo mundo acabou dando o braço a torcer e ficando curioso, mesmo não havendo necessidade de uma sequência para "O Retorno de Jedi", parecia muito interessante um novo filme trazendo de volta atores antigos encarnando Han Solo, Luke, Leia e cia. Quanto a experiência geral... com isso me refiro ao multimídia... A vida toda aconteceu umas 2x de eu comprar uns gibis do Star Wars (que eram publicados pela Dark Horse) e pra guardar dinheiro, e unicamente pra guardar dinheiro, eu parava de comprar. Aí... MESES depois quando tinha tempo eu lia com calma e... Nooooossa se arrependimento matasse! Passava anos procurando toda oportunidade que desse pra comprar os que faltassem, era muito bom! Não sendo raro eu ler mais de uma vez. Aliás, no final de outubro fui em uma Comic-Con na minha cidade e comprei um monte que eu não tinha e tava lá pela metade do preço, não parei pra ler até agora, mas pra você ver como o arrependimento é real.


Ano passado mesmo, quando teve a primeira Comic-Con XP em São Paulo, eu fui com um amigo meu e a única coisa que eu comprei foram duas HQs novas do Star Wars pela Marvel pra já evitar esse futuro arrependimento. Quando deu pra ler... nossa... eu seria capaz de cometer um assalto pra recuperar o meu dinheiro. Nem consegui ler tudo. Dei pro meu irmão, mesmo resultado. Claro que estão sendo lan$ada$ vária$ ao me$mo tempo, então não posso afirmar que é tudo ruim, mas a minha primeira impressão foi terrível pra quem curtia tanto as publicações mais antigas da Dark Horse. Conheço pessoas que estão falando bem... que há nomes de peso da Marvel envolvidos... Mas ninguém me convenceu não, quando chamam o Brian Michael Bendis (Marvel) ou o Brian Azzarello (DC) pra fazer um trabalho comercial sai uma porcaria, sendo indiferente eles se tratarem de grandes artistas. E aí o Alex Ross ainda faz a capa! Tem umas tramas com os personagens antigões que pareceram não adicionar nada e umas que recontam séries antigas que eles tinham, como "Dark Times". Eu curtia bastante Dark Times, li essa versão nova e também não consegui terminar, me pareceu que tavam contando de novo, mas... pior. Bem... agora vamos finalmente falar do filme.




O DESPERTAR DA FORÇA!


Primeiramente (e pra eu não esquecer, porque a coisa vai ficar feia), gostaria de parabenizar J.J. Abrams e todos os envolvidos por ter vazado spoiler nenhum na Internet, nessa época chata em que você não só sabe o que vai acontecer no próximo filme de super-heróis, como nos dois outros que virão em seguida. Não que Abrams e os envolvidos vão ler o que eu escrevi... Mas prossigamos!

A estória(?)


Como não houveram spoilers, vou contar algumas coisinhas que não estão na sinopse, mas são reveladas logo nos primeiros 10 minutos de filme, não estragando nenhuma surpresa (inclusive porque não há qualquer surpresa que dê pra eu estragar, então não se preocupe, de verdade). O lendário Luke Skywalker sumiu legal após a ascensão de Kylo Ren, um novo sith aliado à Primeira Ordem, meio que um renascimento do velho Império Galáctico. Ren seria como o novo Darth Vader, ele mesmo já dizia no trailer "Vou terminar o que você começou" olhando o capacete do velho sith. A Primeira Ordem têm meio que uma nova versão de tudo que o Império tinha nos filmes antigos. A Leia agora lidera uma nova versão das tropas rebeldes, a "Resistência", e decidiu que era preciso reencontrar o seu irmão desaparecido, sendo disso que se trata o enredo principal.

É meio familiar e tal, de forma geral ele é quase um repeteco de muito do que rolava nos filmes antigos, me lembrou aquela porcaria de "Superman: O Retorno"(2006). Mas bem, como não rola muita coisa na estória, vamos falar dos personagens que sempre foram um dos maiores destaques da série.


Há uma porrada de personagens novos, e eles chamaram bastante atenção já que no primeiro trailer eles é que eram o destaque e não os personagens antigos. E como eles não eram do Universo Expandido (quadrinhos, games, livros e séries) todos os fãs antigos tinham a mesma reação depois de ver o trailer; "Ué, quem é o negão?"/"Ué, quem era a mina?" E aproveitando que estamos falando de negão e mina, vale relembrar um xucu xucu que tava tendo na Internet há uns meses atrás, mas eu acabei escrevendo nada sobre. Parece que tinha um grupo de pessoas que achava muito bonito haver um negro e uma mulher protagonizando o filme, pois nos outros eles eram supostamente desvalorizados. Havia um outro grupo de racistas-machistas-homofóbicos que diziam ser ofensivo uma mulher e um negro protagonizarem o filme.

E esse personagem! Ele não é-- Droga, ele é verde.

Bem, eu não acho que um filme protagonizado por alienígenas seja ideal pra discutir a diversidade racial dos seres humanos, mas beleza, vamos lá.  A Princesa Leia era uma senhora protagonista, sendo não só importante na trama, mas tendo relações profundas com os outros personagens e fugindo do estereótipo de princesa décadas antes de surgir a Fiona do Shrek. Quanto a ela ser a única, bem... Eu não lembro qual foi a última cultura em que mulheres eram relevantes no campo de guerra. Aliás, elas ocupavam as funções dos homens que tinham partido em lugares como fábricas (além de manterem as funções domésticas que já tinham) trabalhando em dobro para tentar manter tudo o mais próximo possível de como era antes. Com isso acho que seria meio nada a ver um filme chamado guerra nas estrelas ter um monte de mulher correndo pra cima e pra baixo.


E que eu me lembre um dos personagens mais legais era o Mace Windu, vivido por um dos atores mais legais de sua época, o Samuel L. Jackson. Ou seja, se é pra trocar UMA mulher e UM negro por outra mulher e outro negro... isso é babaquice. Mas só se for essa a intenção mesmo, porque não me incomoda nada ter uma mulher e um negro protagonizando o filme, só não queria deixar de falar disso já que pareceu ser uma questão importante da produção.

Agora...

Quem é o negão?


O chamam de Finn e ele não estava disfarçado de stormtrooper no trailer; o cara realmente é um soldado da Primeira Ordem, mas acaba passando pro grupo de heróis. Isso é uma grande novidade e que causa até estranhamento ao início do filme, já que os soldadinhos na série sempre foram o mais genérico possíveis, ver um deles tomando uma escolha e um papel diferente é bem interessante. Quer dizer, seria bem interessante. Indo direto ao ponto, o estilo do Finn de soldado que critica e repensa as suas ordens não convence em qualquer momento. Foi simplesmente mal trabalhado, muitíssimo mal trabalhado. Ele não parece quem diz ser em momento algum. Só isso. Deva-se à trama particular fraca, interpretação ou senso de humor sem pé nem cabeça ao estilo dos filmes Marvel... não convence. O garoto vem como novo herói importante na série.

Nick Fury mandou um abraço.

Quem é a mina?


Esta se chama Rey e é uma maloqueira do deserto ao mesmo estilo que conhecemos Luke e Anakin Skywalker. Por puríssima coincidência ela entra na aventura, mas é uma mulher de atitude e independente, se mostrando mais segura de sua própria competência do que o Finn, que era um bundão soldado. Estaria tudo bem, se... ela não decaísse junto com todo o filme, já que ela é justamente um dos personagens chave que leva a essa decadência. Digamos que ela se revela "incrível simplesmente porque é incrível", e eu não ligo se é homem ou mulher, qualquer personagem assim é uma merda pra mim. Ainda mais quando é um personagem novo cujo qual você ainda não pegou qualquer carisma e vem pagar de "mais incrível que todos, porque gente, ela simplesmente é incrível!"

Princesa Leia mandou um abraço.

E a Mara Jade mandou um tiro.

E quem é a bolinha?


É o B-88, o novo dróide. É engraçado como os dróides costumavam ser nos outros filmes. Normal.

E quem é Kylo Ren?


Conheça o pior vilão do milênio. Direto da série que trouxe a vocês o vilão mais famoso da cultura pop, agora trazem a nós Kylo Ren: um sith que não dá medo, sem qualquer carisma, visual estiloso, habilidade de combate marcante, surpreendente ou original, boa estória ou poder. A espada dele é diferente, mas... bem... acho que ninguém pulou da cadeira quando viu essas pontinhas ae do lado. Suas características se assemelham ao que passamos a chamar de "emo" na década passada... Quando parecia que os emos tinham morrido no entretenimento... Eis que chega Kylo Ren. Kylo Ren, o vilão que não solta raios, não dá um chute, não dá um pulo e não consegue sequer enforcar uma pessoa com a força. Não se iluda acreditando que o filme guarda alguma surpresa sobre Kylo Ren... Ele não guarda! O personagem ainda vem com toda uma pinta de quem vai ser o novo Darth Vader.

Jar Jar Binks mandou um abraço e falou uma coisa estranha que eu não entendi.

O desenvolvimento


O filme começa com aquela premissa que eu contei acima e com boas doses de ação, mas a trama revela nada que seja muito interessante ou inesperado, mesmo ninguém tendo ir ver o filme com spoilers. Você acompanha; não é um filme mal-feito, não é mal-dirigido. J.J. Abrams não fez um trabalho ruim na cadeira de direção. O roteiro que é uma porcaria mesmo, com uma problemática que não anda, absolutamente nenhuma surpresa. Até quando os personagens antigos aparecem já é esperado, com exceção do C-3PO. Nem sequer há frases ou diálogos marcantes. Quando se aproxima do clímax, há mudanças terríveis, relacionadas tanto à falta de surpresas quanto a doutrinação de enfiar esses personagens novos nada a ver como pilares do que se tornará a série. Simplesmente não fica bem e marca a passagem de um filme "que não tá dando em nada" pra um filme "que tá ficando ridículo". Repito, não criticarei o J.J. em momento algum porque ele fez um bom trabalho de direção. O lamentável mesmo é o roteiro.

Mas ainda assim, Sam Mendes (007 Contra a Spectre) e George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria) mandaram um abraço.

E tendo um roteiro ruim... O que sobra? É uma série de mais de 30 anos, então sobra o fan-service! Os personagens antigos.


Os únicos que não deram as caras foram os que morreram e o Lando 'negro' Calrissian. De resto foram todos trazidos de volta... Uma boa parte atores que estavam inativos no mundo do cinema.

Han Solo


Com cabelos brancos Harrison Ford volta ao papel. É um personagem muito legal e que não víamos há muito tempo. A experiência é divertida, ele ainda atira, pilota a Millenium Falcon e tenta ser malandrão. Na real, ele não mudou nada, nem na personalidade. É meio estranho, porque faz tanto tempo... A única característica da passagem é a cabeleira de prata mesmo. Mas um lado bom é que Solo não fez um tipo de participação especial, ele é um dos personagens principais e aparece por bastante tempo. O esquisito é que para uma série que mostrou mudanças de personagens por SEIS filmes, ver um dos principais ficar velho e mudar praticamente nada é meio decepcionante. Até o 007 que é sempre igual tem mudado nos últimos filmes, falando que ele tá pra aposentar e tal, já não mira direito como antigamente... O velho Solo parece ter mudado nada.

Rocky Balboa mandou um abraço.

Já o Chewbacca continua legal como sempre foi. Não é mencionado em qualquer momento alguma mudança que tenha acontecido com o personagem nas décadas que se passaram. Podia até ser interessante falar o que tinha rolado com os wookies que sobraram após a derrota do Império e o papel do Chewbacca nisso tudo, mas ele fica como personagem secundário mesmo. Por alguma razão, na maior parte das cenas de ação outro personagem pega a arma dele pra usar. Achei que iam soltar alguma coisa sobre ele estar velho e não ser o mesmo aventureiro de antes, mas mencionam nada do tipo. No final das contas pareceu que pegarem a arma dele só serviu pras piadinhas esquisitas que não adicionavam nada tampouco eram engraçadas.

Luke Skywalker


Luke Skywalker mandou um abraço.

Princesa Leia


Essa mudou. Agora ela não é mais princesa, mas sim general... ou comandante... não lembro direito, acho que é general que chamam ela, algo do gênero. Há uma explicação para ela e o Han Solo terem voltado a fazer exatamente o que faziam na outra trilogia há décadas atrás. É nada demais, mas pelo menos é uma explicação. Agora... POR QUE A LEIA NÃO É JEDI??? Eles mencionam que o Luke se dedicou a treinar novos jedis reunindo aprendizes.. Mas não a Leia! Isso já nem é desperdício das ideias do Universo Expandido, isso já chega ao cúmulo de ir contra o que havia ficado claro no próprio filme clássico, que não precisava de uma continuação, mas os próprios personagens principais (Luke, Vader e o Imperador) discutiam como Leia também possuía a Força. Com o Luke vencendo, ele viria a treinar a sua irmã gêmea. E não tem nem como eles revelarem que ela se tornou jedi em outro filme, já não condiziria com um monte de coisa que aconteceu (ou deixou de acontecer) nesse. Parabéns... deixaram de desenvolver direito a principal personagem feminina da série toda.

Aliás... Quase que a única personagem feminina. Não ficou parecendo uma aventureira/guerreira, tava mais pra algo do gênero da M, aquela velhinha de cabelo branco dos filmes do James Bond.

O que dizer então da Mara Jade??????????? Assassina (ruiva!) do Imperador que se tornava companheira romântica do Luke??????? Ela nem existe nesse filme! Era uma das personagens mais importantes do que rolava no Universo Expandido!

Agora vamos ao que já me disseram pessoalmente e é improvável que não comentem em algum momento.





- Mas Douglas! Eles cancelaram o Universo Expandido!

Eu sei... Eu sei muito bem. Mas sabe o Capitão América? Então, o Capitão América não fala aquele bagulho de referência? Eu me referia às referências!


Você já deve ter visto aquele primeiro filme do Homem-Aranha contra o Duende Verde, né? O do Sam Raimi. O Duende por acaso mata a Gwen Stacy? Não, a mina nem existia no filme, a única namorada do Peter lá é a Mary Jane, o que faz sentido já que é um filme só e ela é a namorada mais popular do personagem. Mas ainda assiiiiiiiiiiiiim, ele leva ela lá pra cima da ponte e rola a referência à estória mais famosa onde os dois antagonistas se enfrentam. Levando em consideração todo o Universo Expandido bem feito com autores premiados, eu esperava no mínimo uma referência. Mas mano! A Mara Jade nem existe!!!

O Boba Fett não retorna!

A Leia não vira jedi!

Não rola porcaria nenhuma!

Eu entendi que cancelaram o UE! Mas pra quê se é pra substituir por algo repetitivo e que nem tenta se equiparar??? A trama é ruim e as discussões meio espirituais sobre a Força que eram legais chegam a rolar em uma cena só, mas... adivinha? Adivinha? Não convence. Aquele lance de bem e mal que eles faziam como só eles não fica muito bem aplicado já que justamente os heróis e o vilão (e todo mundo) são no mínimo fracos. As lutas conseguem ser piores do que as dos últimos filmes, algo que eu achava impossível de rolar. O "Mad Max: Estrada da Fúria" pode ter uma estória mais fraca que os últimos, mas poxa... você entende aonde eles compensaram. Mas meu! Sem ação e sem estória da hora..................?


Eu sei que é complicado falar que um Star Wars foi péssimo e sair andando, só por isso escrevi tanto. Sinceramente, se fosse qualquer outro filme eu tinha feito no máximo dois parágrafos falando que era tudo ruim e pronto. Isso se tivesse me dado ao trabalho de resenhar um filme morto que nem esse. Porque na verdade é muito simples!

O vilão é uma merda.

O herói é uma merda.

A heroína é uma merda.

Os fan-services e presença dos personagens antigos é uma merda.

A trama é uma merda.

Tem o pior final que eu jamais vi.

As lutas são uma merda?

Conclusão: Merda + Merda = Um filme legal até? Não, cara... Não.

Nota: 1,5







A resenha é até aí. Tenho mais coisa pra escrever, talvez eu atualize o post depois, mas essa é a resenha. O resto vai ser só encheção de saco, observações a parte do filme, previsões pro futuro e afins; ou seja, extra. Quando eu fizer, atualizo nesse post mesmo.

Um abraço.