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sábado, 31 de janeiro de 2015

SENTIDO DIVINO


Gostaria que algum dos amigos me desse uma resposta lógica; Por que quando salva-se "uma" vida, (e geralmente é graças visualmente a presença de um animal, humano ou não... Um "terráqueo"!) dão "graças a Deus! Glória, aleluia! e enquanto morrem milhares na mesma fração de tempo, dizem que é culpa do egoísmo humano, do Satanás, do Comunismo, do Islamismo, do Capitalismo desenfreado!...???
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Deus tem realmente preferências por uns em detrimento de outros? Será que não há Deuses para suprir a fé destes “outros”? Ou isto se deve a parcialidade “divina”? Quais os pecados dos animais para tanto sofrimento físico e até mesmo subjetivo? Será que eles sofrem merecidamente por não dobrarem os joelhos? Ou devemos colocar a culpa também pelos pecados dos “terráqueos” humanos? 

Luís Carlos F. Lessa

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DOIS LÁPIS_UM PENSAMENTO #01 – RETORNO DAS RELAÇÕES DOS ESTADOS UNIDOS COM CUBA



Propus a Srta. Mary (uma velha amiga feita pela internet) que fizéssemos toda semana um post sobre o mesmo tema. Nesse post, cada qual vai fazer uma ilustração ou montagem sobre um assunto. Comecei indicando esse do título, e aqui estão os resultados, não cheguei a desenhar por ainda ta treinando lentamente à volta a desenhos assim, o resultado acabaria ficando insatisfatório. Mas dentro das próximas semanas, espero conseguir fazer uma versão ilustrada da minha montagem, segue ai o trabalho dela, e logo abaixo o meu.









quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Citação: John F. Kennedy


“Ter coragem não é algo que requeira qualificações excepcionais, formulas mágicas ou combinações especiais de hora, lugar e circunstância. É uma oportunidade que, mais cedo ou mais tarde, é apresentada a cada um de nós.”


John F. Kennedy


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O MELHOR DA TRILHA SONORA DE BREAKING BAD




Geralmente eu acho séries perda de tempo. Além de muitas terem atores, roteiros e direção canastronas, o pior de tudo é o tempo que elas levam para desenvolver histórias. Enquanto uma série mediana precisa de 4 ou 6 horas para passar uma mensagem, um filme de 120 ou 150 minutos de projeção apresenta bem mais conteúdo. Me apresentaram Breaking Bad há alguns anos e acabei assistindo freneticamente tudo menos de um mês, e apesar de Breaking Bad também ter se estendido demais em algumas partes, é algo memorável de se assistir. Ciente de que seria algo totalmente redundante eu tentar escrever e colocar episódios para download de Breaking Bad, dada quantidade absurda de material a respeito dos mínimos materiais da série, resolvi colocar aqui uma seleção que fiz com a trilha, colocando sons que além de bons, fazem a gente lembrar de ótimas cenas.






Compartilhando do Blog Parceiro: Lá é Diferente


   Nessa semana que passou, um dos assuntos mais comentados foi a execução "fria" de um traficante brasileiro pego com vários quilos de Michael Caine cocaína na Indonésia. Como sempre estou olhando as atualizações dos blogs parceiros, encontrei um texto curto, porém muito interessante escrito pelo 5n3v35, no qual ele observa a falta de rigor que o Brasil tem, portanto o quanto ele fica "horrizado" com países mais sérios. Pedi autorização ao autor para colocar o texto, e aqui embaixo está ele. O fundo da postagem branca, e não cinza como o comum, vai ser sempre para destacar textos convidados de outros blogs, lembrando que no final do post tem o link da postagem original, não deixe de conferir.

Vimos através da mídia que há muitas coisas que aqui no Brasil é normal e que lá fora é simplesmente diferente.
Aqui no Brasil vem se tornando normal desrespeitar religião, seja qual for. Tudo pode, até mesmo insinuar que Jesus Cristo é gay.

Vimos que para os Mulçumanos a coisa funciona diferente, pelo menos entre os radicais. Quando os EUA estavam produzindo um filme de segunda parodiando Maomé a coisa ficou séria. A coisa não parou por aí. O que para nós brasileiros é normal, uma caricatura desrespeitando alguma religião; novamente vimos que para os extremistas Islâmicos em furor... 12 pessoas morreram num atentado que chamou a atenção do mundo.


... voltamos a falar de liberdade de expressão.
Qual o limite?
... voltamos a falar de desrespeito a religião.
Qual o limite? 
Outra coisa que aqui no Brasil tem se tornado normal... e lá fora não é, na Indonésia são condenados a morte os traficantes.
Foi o que aconteceu com o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos e foram também executados na ilha de Nusakambangan, Ang Kiem Soe, um cidadão holandês; Namaona Denis, um residente do Malawi; Daniel Enemuo, nigeriano, e uma cidadã indonésia, Rani Andriani. Outra vietnamita, Tran Thi Bich Hanh, foi executada em Boyolali, na Ilha de Java.
Nossa Presidenta Dilma tentou que se desse um "jeitinho" no caso, como lá não é o Brasil... a execução aconteceu.
... é, há muita coisa lá fora que funcionam de forma diferente, assim podemos notar nestes dois casos.
Aqui no Brasil muita coisa pode e outras se lutam para poder, mas precisamos entender que em outras terras a coisa funciona de forma diferente.
Aqui nos "acostumamos" a ver manifestantes nus se masturbando dentro ou em praça publica com crucifixos. Bandidos entrando para a carreira política, "mata mas faz". Entre tantas coisas...
Cada lugar funciona de uma forma diferente. Cada povo com seus costumes. Cada nação com suas leis... o Brasil tem lei?

12 pessoas morreram num atentado que chamou a atenção do mundo. 

são condenados a morte os traficantes.

Dilma tentou que se desse um "jeitinho" no caso, como lá não é o Brasil...




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

JOHN WICK – DE VOLTA AO JOGO? -



“Tudo tem seu preço.”

História simples que brinca com alguns clichês de filme de ação, e entrega um filme interessante. Conheça John Wick, mais um “cara qualquer” que acabou de perder a mulher para o câncer. Desolado, ele vê que antes de morrer, a mulher lhe deixou um carro e um cão filhote, para que ele não ficasse sozinho. John está tranquilamente em um posto abastecendo seu carro, quando é abordado por um riquinho (desses que nós vemos de faculdade particular aqui no Brasil) que lhe dispara quanto quer no carro. John recusa e antes de sair recebe a frase “Tudo tem seu preço”. E tem, principalmente se tratando de John Wick, revelado como um assassino profissional aposentado, que agora tem de voltar ao jogo. Pelo quê? Mais simples ainda: uma surra que leva do riquinho, seu filhote de cão assassinado na sua frente, bem como seu carro roubado. O que vem a seguir é o que chamamos de clássica eliminação de capangas até se chegar ao chefe de todos, como em um vídeo game.



O que faz se destacar no filme mesmo é o papel que é quase um presente para Keanu Reeves exorcizar alguns demônios pessoais dele. Tirando alguns excessos da ficção, Keanu Reeves é o John Wick da vida real, portanto diferente de tantas atuações apáticas que ele deu ao longo da carreira, aqui ele entrega um trabalho sincero, em tom de desabafo, tanto que considero, junto com o Neo em Matrix, e em parte em Constantine, a melhor atuação da trilha dele no confuso mundo dos cinemas. William Defoe também dá as caras, tornando o filme mais atrativo, porém o personagem que lhe dão acaba sendo um tanto decepcionante, ele ficaria melhor como a função inicial de antagonista. Porém em tempos cada vez politicamente corretos, em que filmes atuais de ação se preocupam muitas vezes em colocar um protagonista galã do que uma história agitada e violenta, John Wick, pela maneira que é filmado, lembra os filmes de gato e rato dos anos 70, que tinham uma atmosfera noir, onde os finais eram memoráveis, por mostrar o ciclo violento pela busca de objetivos simples. Agora só resta esperar que não inventem de fazer sequências desse filme, principalmente aqueles que mudam o ator principal por questão de orçamento. 

Nota: 6.0






sábado, 17 de janeiro de 2015

Download HQ: Guardiões da Galáxia Vol.02


   Seguindo então com as nossas aventuras cósmicas chega agora (atrasado, reconheço) esse mega pack com o Volume 02 do título Guardians of Galaxy, saindo direto das páginas de Aniquilação e passando pela Guerra de Reis, pelo Domínio de Reis e fechando um segundo antes da Imperativa de Thanos. Após os cataclísmicos eventos da terrível investida do Aniquilador contra nossa realidade, Peter Quill enxerga a necessidade da formação de uma equipe para salvaguardar as barreiras físicas do universo antes que o pior aconteça. Desde o manjadíssimo Adam Warlock (mais sobre ele aqui em breve, postaremos a Trilogia do Infinito na sequência) ao inesperado Rocket Racoon acompanhe a formação desse grupo improvável numa série de aventuras já clássicas. Sem mais, desfrute a leitura.



 - Ítalo Azul - 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

CONSTANTINE V.S CONSTANTINE – FILME V.S SÉRIE

O que porra fizeram com a minha reputação?
Inspirado sobre o quanto tem se falado sobre essa série do Constantine ser cancelada ou não, resolvi pontuar algumas coisas que acho positivo, tanto no filme que foi feito em 2005 estrelado pelo Keanu Reeves, quanto a série que foi lançada em 2014 que conta até o presente momento com 8 episódios lançados. O que não pode deixar de ser dito, é o quanto falta para ambas serem ao menos 40% do que os quadrinhos de Hellblazer são.


ROTEIRO: 

Filme de 2005. Por mais que a série seja mais fiel ao material original, deve-se convir que o roteiro do filme, (embora bastante chapado por ter feito algumas modificações bruscas) é ainda mais corajoso e incisivo que o da série, que devido provavelmente ao baixo orçamento, vai barateando muitas vezes algo interessante que tinha para filmar.

FIDELIDADE: 



Eu penso que Constantine talvez tivesse emplacado como um sucesso se tivesse optado a criar livros e personagens plagiando Hellblazer, colocando tudo na roupagem que colocou, casos parecidos nós vemos por ai com certo bruxo da Warner em relação a “Livros da Magia”... Apesar de como mencionada a limitação que a série se impõe, incluindo a parte ridícula de não poder fumar, a série vem tentando aos poucos, pardamente adaptar o material de Jamie Delano com John Ringway nos anos 80 com o personagem, só que sem o charme que as histórias tinham nos anos 80, incluindo o psicodelismo.

NARRATIVA E DIREÇÃO: 

O filme. A direção é mais competente, só que mais uma vez saliento: censuras de TV e orçamento apertado só não te atinge se você tiver além de criatividade exemplar, e uma força de vontade maior ainda. O filme consegue prender mais sua atenção nas principais partes, graças à direção muita bem executada, um caso claro disso é a cena em que Lúcifer vem buscar a alma de Constantine, uma aula como se filmar.

EFEITOS ESPECIAIS:



Mais uma vez um filme, aliais, não só efeitos, como maquiagens e sons que casam bem com muitos momentos. Pena a canastrice vir depois de todos esses momentos bons. Enquanto o filme dá uma visão bem desenvolvida do inferno (embora os anos 80 em Hellblazer sejam supremos em desenhos do inferno), enquanto a série mostra um Nergal azul que aparece por alguns segundos, mas parecendo uma paródia da Sessão da Tarde.

PROTAGONISTA: 


A série, de certeza. A primeira vez que vi Matt Ryan, parecia que a ilustração do John tomando um café ao descobrir que tem câncer tinha ganho vida. Tanto que na expectativa entre Flash, Gotham e Constantine, eu cheguei a ter esperança de ver algo tão memorável como a fase do Garth Ennis, e quando eu falo dessa fase, “Hábitos Perigosos” que é a mais comentada, é só a ponta do iceberg, a porra toda começa mesmo quando a Kit deixa o John e ele vira um mendigo— Matt Ryan nasceu para o papel, apesar do Reeves ter claramente gostado e se esforçado a maneira dele no papel, mas enquanto Reeves atuava e você lembra do Neo, Matt Ryan se mostra uma transcrição.

PRINCIPAL ANTAGONISTA: 



A série ainda não tem, fica nessa de “inimigo da semana” e “vamos ver o que o nosso mapa vai revelar hoje para nossa aventura crianças” e não põe realmente alguém que realmente seja inimigo de John Constantine, mesmo John sendo estilo o Cazuza “...Digo Alô ao amigo, encontro um abrigo no peito do meu traidor”, o máximo que a série mostrou foi o Papa Meia-Noite, de modo parcial. O filme preferiu colocar inimigos mais insanos como o Anjo Gabriel, Balthazar e Lúcifer (Que deveria ser o Primeiro dos Caídos, já que Lúcifer é outro), a atuação breve de Peter Stormare é de longe a melhor do filme, junto com seu personagem.

COADJUVANTES: 


Sem dúvida um dos maiores chutes que o filme dá é fazer o Chas ter virado um discípulo juvenil do Constantine. A série mostra personagens de apoio mais consistentes, embora o Chas da série esteja ainda muito pacifico e seja sei lá o que, já que pode se regenerar. Quem sabe um dia teremos um Chas como o das HQs mesmo que chegava com um pé de cabra pra resolver as situações? Sem falar na Zed, que fica um pouco mais próxima da origem dos quadrinhos.


Em vez de definir “vencedor” eu te pergunto: Quais pontos a mais você destacaria? O que mais essa série precisa de verdade?

Filme: 


Episódios 01 ao 04 da série:

Episódios 05 ao 08 da série:


"EU SOU UM CARA FELIZ"


“Eu sou um cara feliz. Como quase todo dia coxinha e guarina no café da manhã, pedalo metade da cidade, consegui um emprego melhor e menos cansativo (anda nem me cansei, por que mencionei cansativo?) Tenho mais HQs e livros do que vou conseguir ler nos proximos dez anos, tenho saúde pra cacete, uma casa quase o tempo todo onde eu posso passar o dia largado no sofa dormindo, ou assistindo um dos meus duzentos e poucos filmes que aumentam a cada dia, posso ate desligar o celular e sumir por 15 minutos ou 15 anos, eu sou feliz. Haw Haw Haw…
Só demorei tempo demais pra me dar conta disso, reclamando por causa de dez ou quinze pessoas que agrediam, ao invés de eu simplesmente colocar um filme francês pra assistir, Huhuhu. Mas claro, há os "One my turns" como a musica do Pink Floyd retrata, nada que exercício mental e físico não supra.  E dias em que eu pergunto: "E se eu não tivesse sido tão rude? E se eu simplesmente tivesse ido pelo caminho mais simples, e se eu quebra-se o orgulho e fosse em busca da menina que eu amo, que se encontra casada?" Mas ai apenas olho pra trás e repito: FUCK ALL.”


Extraído de anotações sinceras de 18 de Maio, as 23:40, no Facebook. É interessante ver o quanto nossos desejos são voláteis as vezes, bem como a perspectiva das coisas em cada momento de vida.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Review: GOTHAM – EPISÓDIO 11 – ROGUES GALLERY





“-- Lembra-se quando tínhamos 14? Quando roubamos as carnes dos Santria`s?
-- Sim, eu lembro. 22 quilos de carne de porco. Nunca vi mamãe tão feliz.
-- A questão é: enquanto eu dividia, havia 6 quilos de carne de primeira linha, e eu fiquei com tudo aquilo. Não dei nada a você. Dei a você as piores partes.
-- Nunca soube disso.
-- Tem me incomodado desde então.
-- Estamos falando de muito tempo atrás.
-- Queria me desculpar. Desculpe por roubar a carne de você.
-- Esqueça isso.
-- Não. Irmãos não fazem isso, por que eu fiz aquilo?
-- Esqueça, está tudo bem.
-- Desculpa aceita.”


A resposta está lá, desde começo do episódio, como uma recompensa ao espectador que revê episódios de Gotham, e ao meu ver, o que separa um trabalho bem feito e um ruim é o modo que enxergamos as coisas ao rever, se vamos achar vários furos, ou se vamos nos indagar ainda mais. Apesar de um recomeço tímido, a série Gotham vai se encaminhando ainda mais para a citada “Guerra de Gangues” que ocorra na cidade pelos últimos episódios, definindo quem será o novo Rei do Submundo, e embora o Pinguim seja o candidato mais provável, obviedade (ainda bem) não é algo comum nesse seriado. Tive certo temor ao assistir esse episódio pela alta tentação que eles teriam de superlotar o Arkham com vilões do Batman e desviar totalmente da trama inicial da primeira metade do show, o que ainda bem, eles não fizeram.
Jim Gordon agora é um guarda fazendo rondas e rondas no hospício, tendo que solucionar o mistério de um indivíduo que está eletrocutando pacientes, deixando-os em estado vegetal, paralelo a isso, Selyna resgata uma certa garotinha que um dia se tornará uma das maiores adversárias de Batman, ao tempo que a relação amorosa de Montoya com a Bárbara acaba sem explicação. O avanço real na trama é um destaque maior ao braço direito de Fish Money: Butch.
O que concluímos nesse espetáculo é a verdadeira falta de controle, sobre nossas “amizades”, “subordinados” e planos (embora eles devam existir para uma probabilidade maior de vitória). Tirando alguns excessos, Gotham é o que corriqueiramente vemos no mundo, principalmente no Brasil: a pressão sobre alguém honesto para que ele se corrompa. E como mesmo insinua a série: “Nada mais perigoso do que um homem honesto”. O episódio termina com a engrenagem girando mais uma vez ao favor da traição, em um tom cínico conduzido por uma música que pretendo descobrir o nome. Se alguém sabe, por favor coloque nos comentários.

Nota: 7.2 



http://www.omelhordatelona.biz/gotham-s01e11-rogues-gallery/


 

domingo, 4 de janeiro de 2015

MELHORES E PIORES DE 2014 -- Lista não muito convencional



E aqui estamos nós, sobrevivendo mais um ano, com o conforto dos computadores e internet, não ficando mais a mercê da TV Aberta ou Fechada com a repetitiva programação de Natal, com todos os matérias B, C e Z que eles guardam para passar nesse mês. Passado o momento da maioria fingir se importar com os outros e gastar o dobro do dobro do salário que recebeu nesse mês, aproveite para ver uma lista que fiz improvisada com o que eu achei melhor em 2014. Concorde, discorde, faça download, amaldiçoe ou se divirta com ela. Até mesmo acrescente algo se valer a pena. E sim é um post atrasado, graças aos gigas que fiz upload no trabalho e na casa dos outros, há um quase divorcio e doses cavalares de GTA V online nas ultimas 72 horas, reduzindo meu raciocínio a apenas matar, matar e conseguir mais RP. Como comecei o blog em 2014, e não vi tanta coisa em 2014, muito material da lista foi de anos anteriores.


OBS1: Para download basta apenas clicar na imagem com esse nome logo abaixo de cada post (ou pelo menos quase todos.




MELHOR FILME: A Vida dos Outros


Há uma sala, nela se encontra um escritor/diretor de teatro, junto a sua namorada que é atriz protagonistas de suas peças. Ele toca esse sonata, em homenagem ao amigo da mesma profissão, que ele acaba de vir do enterro, mas do que um amigo: seu mentor. Após tocar essas notas, ele diz a ela: “Sabe o que Lênin disse a respeito dessa sonata? Parem de tocar ela, pois se eu a escutar mais um pouco, desisto da revolução para ficar apenas com ela.” Após a citação, ele pergunta a namorada: “Será que alguém que escuta essa música, que não só a escuta, mas que a escuta de verdade com o coração, pode ser verdadeiramente mal?” Mal sabia esse escritor, que sua vida não lhe pertencia mais, que tudo o que dizia era grampeado e escutado por um irredutível policial da Stasi (policia secreta alemã), que tudo o que ele pensava ter de vida, era só mais um projeto vigiado da Alemanha Oriental antes da Queda do Muro de Berlim. E por que todo esse trabalho com ele, seria um traidor do tão “amado” sistema socialista imposto lá? Pelo contrário a principio, o filme mostra sem pudor como funcionava o regime de medo imposto por uma real ditadura, em um lugar onde ou se era um corrupto do governo, ou se pertencia a lista dos caçados sobre a máquina alemã. Diferente de boa parte dos filmes, que retratam mais o nazismo, aqui temos uma obra-prima do cinema, ao mesmo tempo que nos relembra uma parte essencial da história mundial que antecede a reunião da Alemanha. Um dos melhores, se não o melhor filme da década passada para mim, um pérola que aparece de vários em vários anos em meio a um cinema cada vez mais sinônimo de blockbuster e 3D.





PIOR FILME: Espetacular Homem-Aranha 2




Era uma vez um rapaz muito talentoso, lá pelos idos anos 60, que teve “sorte” de encontrar um marqueteiro que criava rascunhos de histórias. Em um desses rascunhos, ele entregou algo como um cara que ganhava poderes de aranha e perdia o tio. E tinha umas ideias muito loucas pra vilões, possivelmente plagiando personagens que se perderam nas areias do tempo daquela época. Esse Marqueteiro se chamava Stan Lee, e se parecia com aquele cara rico que entrega um rascunho mal feito de como quer uma casa, e logo depois que a casa é construída pelo talento e habilidades de outros, ele vem tomar posse e dizer que o mérito maior é seu. O que importa é que se trata do personagem que introduziu não só a mim, como a maior parte dos leitores da Marvel nos quadrinhos. Junto com o Super-Homem, o Aranha realmente inspirou e passou valores morais para inúmeras crianças ao passar dos anos. Quando Sam Raimi fez o Homem-Aranha para o cinema em 2002, possivelmente ele fez o melhor filme da Marvel até os dias de hoje, bem como a sequencia feita em 2004, embora a maioria só goste de lembrar do fracasso comercial que foi Homem-Aranha 3, foram os filmes anteriores que melhor sintetizaram como eu enxergo até hoje a Marvel no quadrinhos: Personagens humanos, histórias bem escritas com humor inteligente, lições de vida, e batalhas grandiosas, cada qual em sua dose perfeita, os filmes de Raime agradavam igualmente crianças, adultos, fãs de quadrinhos. Embora esteja longe de ser uma transcrição perfeita das HQs, na época que o primeiro saiu, eu lembro do impacto que foi ver o personagem que eu só conhecia por desenho animado ganhar vida. E hoje, 13 anos depois, ainda não vejo eles de forma inferior, porque até mesmo o 3 é ainda muito melhor ao que um certo Mark Webb vem fazendo. Não é questão de birra para não “atualizarem o personagem para o século XXI”, Brian Bendis fez isso de uma forma totalmente inteligente em Ultimate Spiderman, o qual que li e reli mais de 5 vezes da edição 1 á 130. Vendi até tudo o que eu tinha para completar a Marvel Millenium para poder ler toda. A questão aqui é o quanto os envolvidos nesse filme querem fazer do Homem-Aranha mais uma moda adolescente, chega a indignar ver um personagem com uma mitologia tão rica ter essa sequencia que consegue ser pior do que o temível Espetacular Homem-Aranha. Eu encaro esses filmes mais como uma paródia do Homem-Aranha, do que um real longa sobre ele. Isso ou os criadores mal folhearam os quadrinhos, e se leram, acharam alguma “bobagem cafona” como os produtores acharam o universo do Batman nos anos 90, e o resultado de ambos, nós já sabemos. Electro com pilhazinha na cabeça, ficando com poderes porque caiu no meio de enguias, sendo um solitário que briga com o Aranha porque não foi lembrado, Harry Osborn parendo mais uma criatura de filme trash dos anos 90, deduzindo que o Aranha é o Parker por vê-lo do lado da Gwen Stacy... Por falar nela, ela no filme é que a inteligência, já que até para ganhar a luta o Aranha tem que escutar o raciocínio dela sobre como funcionam os poderes do Electro. Se você cresceu admirando a maneira criativa com que o Homem-Aranha usava para derrotar seus adversários (como o inversor magnético que criou para derrotar o Abutre na primeira luta), gosta dele tirando foto e encontrando J.J.Jameson, e lutando contra um cotidiano que empena nele, vai se decepcionar tanto quanto eu nessa comediazinha de adolescente.




FILME QUE SUPEROU AS ALTAS ESPECTATIVAS: Ninfomaníaca – Parte 01 e 02



Como todos os filmes de Lars Von Trier, quando você não assistiu nenhum deles e alguém te descreve, parece ser algo muito monótono. Como esses: “Mulher de 50 é achada espancada por homem, que a leva para casa e escuta suas experiências sexuais”. Sinopse simples, o coelho da cartola é como ele te entrega esse filme, de forma metafórica em vários sentidos, subjetiva e criativa, em um espetáculos de imagens que se tornam uma viagem de autoconhecimento, lhe fisgando pelos seus instintos. O que parece ser um conto sobre depravação sexual e apenas isso, acaba mostrando através do ouvinte, que pode simbolizar a quem assiste, o quanto tênue é a linha que nos separa da protagonista Joe (que inclusive tem esse nome em homenagem há uma canção do eterno Jimmy Hendrix). Na parte 1 ele introduz de uma maneira mais tendendo a comédia trágica inicial, mostrando como ela perde a virgindade para Jerome (Shia LaBeouf se redimindo na vida, entregando ineditamente uma atuação sólida) e o quanto estaria ligada a ele, apesar de... Os trailers mostram bem o que quero dizer:


 Vol. I





Vol. II 





FILMES QUE DECEPCIONOU AS ALTAS ESPECTATIVAS:Godzilla



Lembro de ser dezembro de 2013, e eu ler ansiosamente cada novidade que saia em sites sobre esse filme, principalmente no Actions e Comics. Me envolvia em discursões sempre, e na maioria delas acabava ganhando boas aulas sobre o que são “kaijus”, coisa que eu não conhecia ao certo por esse nome. Eu só havia assistido um filme do Godzilla, lá pelo começo dos anos 2000 na infância, mas pelos trailers, além de ser com o Bryan Craston (que eu queria ver mais em ação, após ter visto tudo de Breaking Bad em menos de um mês) prometia ser um dos filmes mais épicos dos últimos anos. Doce ilusão. O filme engana o espectador, como o dono de uma loja que coloca toda a sua qualidade em uma vitrine, mas quando entramos na loja, vemos que dentro não é tão fascinante quanto por fora. O filme se arrisca em ser dramático, porém feito de uma maneira tão B ou C que acaba sendo uma paródia de sí mesmo. Ao invés de uma história instigante, sobre a natureza ganhando forma, a humanidade lidando com algo imparável, por todos os ângulos mais criativos de câmeras, para dar ao espectador a sensação de pavor que o faria sair do cinema crente de que poderia existir tal monstro nesse mundo, o filme resume tudo aquilo que os trailers prometeram em uma simples perseguição do Godzilla a outros monstros que estão tentando se reproduzir. Nada mais. Acrescente um soldado feito por um ator canastrão que fica bem melhor em Kick-Ass, bem como o Godzilla sendo aplaudido pelas pessoas como em um final de filme da sessão da tarde onde tudo dá forçadamente bem... Isso foi Godzilla em 2014.




FILME QUE TODO MUNDO VIU E EU AINDA NÃO: Capitão América 2 – O Soldado Invernal



Me perdoem as pessoas mais “alegres”, mas o primeiro filme do Capitão só me deixou mais descrentes da Marvel Studius fazer filmes elaborados de maneira tão criativa e envolvente quanto os quadrinhos. Acrescente isso aos filmes do Thor e Homem de Ferro 3 e verá que para eles tudo virou uma gozação, é só fazer a mínima palhaçada que sabem que faturam alto, quase não há mais envolvimento em se fazer algo realmente bom, o que é indignante dado a quantidade de material bom que eles poderiam “adaptar” de maneira inteligente. Se fosse a Fox ou a Sony fazendo esses mesmos filmes (não que eu defenda ela, nos últimos anos, o que elas fizeram de bom com quadrinhos só foi o X-Men Dias de um Futuro Esquecido).


MELHOR ANIMAÇÃO: Batman – Assalto ao Arkham


  
Eu iria colocar a melhor animação como “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, mas daí lembrei de uma mais recente, de 2014: Batman – Assalto ao Arkham; E concordo com muita gente, o Batman mal precisaria aparecer ou ter o nome nela, é uma animação sobre o Esquadrão Suicida: um grupo com super-vilões condenados que aceitam trabalhar para o governo em troca de redução de pena, em missões... suicidas. A Marvel tem o equivalente a esse grupo, só que o deles são os “Thunderbolts”, ambos são muito bons, apesar de que eu suspeito que Esquadrão Suicida foi inventado bem antes.
Tudo começa com a missão dada a eles de matar o Charada, acusado de terrorismo, mas que no final é apenas alguém que deve ser eliminado por saber demais do governo. São convocados pessoas como o Pistoleiro, Nevasca, Dr. Bomerangue, Arquelina, e outros em um plano para se infiltrar no Asilo Arkham, que põe o próprio Batman no bolso. Uma animação muito bem escrita, crítica e adulta, mostrando bem o por quê a DC domina nas animações. O link abaixo tem a opção dublada e legendada no mesmo arquivo.




MELHORES TRILHAS SONORAS:



Guardiões da Galáxia



Finalmente um filme interessante com a Marvel Studius, uma bela jogada do diretor, que por acrescentar seus toques pessoais oitentistas, acabou dando um destaque para essa obra, não deixando ela como um “Vingadores genérico para te distrair enquanto Vingadores 2 não vem. Não foi o melhor filme que eu vi em 2014 como boa parte das pessoas, mas eu estaria sendo injusto se não cita-se a trilha sonora. Tão boa quanto a de Homem de Ferro 2 e Homem-Aranha 2, que devo falar futuramente.








ALI

 Vim ver esse filme apenas esse ano, e enquanto ainda não preparo um mega post sobre o Muhammad Ali, coloco essa bela trilha sonora, totalmente inspiradora, sobre um dos maiores lutadores que a humanidade já conheceu. Faixas como “Tommorow” lembram o possível lutador que existe em você.






Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

O filme que acabou não superando Begins e Dark Knights, mas que ainda é anos luz a qualquer outro filme do Batman feito de 66 para cá. Um filme que não foi melhor, pelo Nolan ser bem menos perfeccionista que os anteriores, mas que apesar de algumas falhas, ainda é uma sátira politica sem igual a como as pessoas enxergam o terrorismo na maioria das vezes como “revolução social”. O método de Bane e a Liga das Sombras é bem similar a certos cubanos que muita gente enxerga como “injustiçados pelos EUA”, que agora tiveram caminho liberado pelo Obama... Além do filme também ter sido inspirador, foi através dele que finalmente comecei a ler compulsivamente o Batman e uma boa fatia da DC nos últimos anos. Sem falar do som composto por Hans Zimmer ser um show a parte, a mínima composição que ele faz já se destaca, ainda mais quando ele compõe para um filme inteiro. A mais grandiosa cena do filme, não teria música melhor para expressá-la no universo do que “Why we fall?”, em 2:03 de duração, ele conseguiu compor a máxima do que o Batman me inspirou sobre a grandeza que o espirito humano pode ter. Considero esse CD como a obra máxima de trilhas sonoras até o momento.




Gladiador

 Mas não podemos esquecer de outro exemplo de grande força e honra que o cinema nos mostrou. Foi com esse filme que comecei a ver o cinema como arte, e não como um entretenimento qualquer. Foi a partir de cenas como o Imperador Comodus descendo para lutar com Maximus ao som de opera que vi o poder que temos em mãos ao se fazer uma história, e o mais importante: ao narrá-la. Hans Zimmer faz uma melodia palpável ao ponto de que fica quase impossível esquecer cada momento desse filme, simplesmente escutando algum trecho de suas composições. Embora a mais conhecida seja “Now we are free”, a suprema para mim é a “The Battle”.






O Homem de Aço

Quais as consequências reais de um ser como o Super-Homem no mundo? Isso altera a religião? A politica? O modo das forças militares se prepararem? E ainda pior, a humanidade sempre (em sua maioria) tendo os alienígenas como mitos, dado o clichê de quase sempre serem verdes e quererem invadir a Terra, como ela reagiria sabendo que existe uma real invasão alienígena, a qual não se sabe ao certo de um certo Kal-El que é procurado por eles, é um aliado ou inimigo dela... Foi por não usar o raciocínio e ter se acostumado com o cinema mastigado atual, onde se compra uma pipoca e se ri com os amigos por 120 minutos sem a película passar nada de útil, bem como o público que não lê quadrinhos, ter associado filmes assim a coisas “leves e descontraídas”, que um filme mais sério como esse já vira uma coisa “sombria”. Particularmente eu vejo esse filme como uma obra bem inspiradora, sobre o super-herói que foi a matriz para todos que chegaram nos quadrinhos desde dos anos 30. O post sobre Homem de Aço fica para depois, mas assim como Guardiões, essa trilha sonora não pode ser ignorada.






MELHOR DOCUMENTÁRIO: Bob Fischer Contra o Mundo



Eu já falei sobre essedocumentário aqui. Recomendado não só para entusiastas do xadrez como eu, mas para pessoas que se interessem sobre como a genialidade e o egocentrismo irracional andam de mãos dadas na vida.


MELHOR DIRETOR: Lars Von Trier



O que eu posso dizer desse cara? Não dá para enquadrá-lo em algum lado, sempre há alguém que se ofenda muito com ele. Pode ser o que for, Consevador, Esquerdista, Centrista, Ateu, evangélico... Lars Von Trier faz obras tão “depressivas”, que o depressivo real delas é vermos o quanto ele mostra com naturalidade todo o lado bestial das pessoas. Seja o quanto podem ser cruéis com um pouco de poder como em Dogville, o lado perverso de Adão e Eva em “Anticristo”, o relativismo circunstancial que determina a tristeza de alguém em “Melancolia” e mais recente Ninfomaníaca, ao qual expõe questões sexuais que a maioria se recente em falar. Definitivamente um artista para se colocar facilmente na mesma lista que grandes como Kubrick, Coppola, Fincher, Scorcese, Snyder, Nolan, Tarantino e outros.


MELHOR LIVRO: Manual do Idiota Bem Sucedido

Apesar de algumas piadinhas que muitos não vão rir, o principal do livro é te convencer que o mal sempre vence e que se o individuo quiser vencer, vai ter que passar por cima dos outros de maneiras canalhas. Reli esse ano, o livro é uma ironia muito bem feita com os livros de autoajuda que inundam o mercado editorial todos os anos, bem como me serve para entender melhor a cabeça da maioria das pessoas, que queremos ou não estamos cercados por elas, seja na faculdade, trabalho, vizinhança, dentro de casa... Quando não somos as pessoas que estão sendo descritas no livro. Se lido atentamente, tem um sentido prático muito interessante.


MELHORES REEDIÇÕES DE ENCADERNADOS:




MELHOR QUADRINHO LIDO: FURY – Minha Guerra se Foi


Existem filmes que eu considero o exemplo máximo sobre guerra: Nascido para Matar e Apocalipse Now. Juntando-se a eles, acrescento agora esse que para mim é o Réquiem do Garth Ennis. O cara é um gênio, é certo que muito leitor não considera ele um leitor sério, e só um cara que faz “palhaçadas de humor negro em HQs”, mas se tem uma coisa que em todos esses anos eu vi ele se destacar ainda mais é quando roteiriza histórias de guerra. E por mais que os temas de títulos dele fossem outros, como Preacher ou Hellblazer, ele sempre encaixava um conto de guerra, e aqui temos ele fazendo o que sabe fazer de melhor. O que parece ser só mais uma história de ação no começo, se revela como uma profunda reflexão sobre guerras importantes da história narradas através da perspectiva de Nick Fury, as quais incluem a passagem dele no Vietnam ou mesmo em uma missão secreta para assassinar Fidel Castro em Cuba. Ennis não toma nenhum partido, apenas entrega as coisas como elas são ao leitor, mostrando ambos lados errados, o quanto perdem, manipulam e glorificam com o sangue derramado. Nick Fury é mostrado como um viciado em lutar, cujo maior medo é não ter um confronto para participar, pensamento que ele descobre ser superado por um certo Frank Castle que serviu como fuzileiro com ele no Vietnam. Tardiamente ele se vê como um peão em jogo maior, vendo o quanto toda a carnificina ajudou mais a interesses políticos do que ao próprio mundo (embora em muitos casos também tenha ajudado).
O mundo, bem como nossas escolhas na vida sobre com quem vamos viver, abandonar ou poupar, é colocado de uma maneira fria e realista, definitivamente essa não é uma historinha com final feliz, tal qual como as nossas vidas: é um relato do que conseguimos realizar na vida até ficarmos velhos e derrotados, ou mesmo o que não fizemos, e o quanto nosso arrependimento tardio pode levar a causas extremas. De longe, a maior cenas de todas, é na ultima edição, no qual no enterro de um amigo, Nick Fury aperta a mão e conversa com um antigo inimigo... Para variar, a Panini até hoje não publicou esse material no Brasil.




MELHOR TÍTULO MENSAL: Batman Novos 52 – Scott Snyder e Greg Capullo


Eu tinha antipatia por Scott Snyder. O superestimado Vampiro Americano que lamentavelmente ocupava um lugar no antigo mix da Vertigo que parou de ser publicada, irritava pela história clichê e previsível com pinta de inovadora. Quando sai em busca da mensal do Batman e vi esse escritor, quase não li. Mas daí foi chamado atenção para uma pertença trama envolvendo corujas, e para minha surpresa, acabei lendo um dos melhores arcos do últimos anos. Snyder parece ter feito uma pesquisa de mercado, ou coincidentemente seu estilo de escrever consegue mesclar traços de Frank Miller, Jeph Loeb com Tim Sale, trilogia do sr. Nolan, bem como em algumas partes, um pouco da jogabilidade que mostrada nos jogos para PS3 da trilogia Arkham. A HQ, além de inteligente e muito bem elaborada pelos desenhos dinâmicos e geniais de Capullo, presta uma verdadeira homenagem a extensa mitologia do morcego, ao mesmo tempo em que acrescenta ao ponto certo mais a ela, Snyder temeroso da resposta do público ao revisitar clássicos como “Ano Um”, “Piada Mortal”, ou “A Morte de Robin” referencia com respeito a elas ao mesmo tempo que cria memoráveis arcos como “Corte das Corujas”, “Morte em Família” e “Ano Zero”.

A boa notícia foi a Panini ter republicado há pouco tempo todo o arco da Corte das Corujas (que envolvem as 11 primeiras edições do Batman dos Novos 52) em um encadernado de capa dura, por menos de 30 reais. Aconselho comprar o quanto antes, sabe como funciona aqui no Brasil, eles colocam menos exemplares do que deviam, e sempre tem alguém para comprar vários do mesmo para vender pelo triplo ou quadruplo do preço daqui a pouco tempo quando esgotar.




MELHOR DESENHISTA ATUAL: Lee Bermejo

Em seu currículo constam capas para Hellblazer, e quadrinhos como “Lex Luthor – O Homem de Aço”, “Coringa” e Batman – Noel (ainda sem review no blog e perto de ser publicado pela Panini) apenas para citar alguns. Aqui eu selecionei dez desenhos dele, cada qual uma obra de arte incomparável para mim.













MELHOR SERIE DE TV: Gotham



Como a maioria eu apenas enxerguei como uma maneira da Warner fazer dinheiro com essa onda de adaptações de quadrinhos. Eu tive a mesma dúvida que a maioria: Para quê fazer uma série do Batman sem o Batman? E a isso no primeiro episódio já me foi respondido pelas atuações sólidas, roteiro bem escrito e direção firme, tudo em um padrão que supera e muito boa parte das séries que vemos por ai, que mais parecem programas antes da Malhação da Globo, como “Agents of S.H.I.E.D.S”, além do modo que eu me identifiquei com o James Gordon, como exemplo de profissional e pessoa.
Diferente de Arrow, que preferiu plagiar boa parte da trilogia do Nolan, o que Gotham faz é referenciar a qualidade dela, fazendo referencias a quadrinhos como Ano Um, Gotham Contra o Crime, ao tempo em que filma e edita lembrando clássicos do cinema como Taxi Driver. Gotham vai se tornando palpável, e ao passar dos episódios o espectador mais cético sobre o porquê da existência de um Batman, vai entendo porque ele surgiria como uma resposta racional a ela. O roteiro se mantém em um nível inteligente ao ponto de sustentar uma história que se encaixe no espaço quase vago entre o assassinato dos pais de Bruce e seu retorno a Gotham determinado a fazer justiça com as próprias mãos. Diferente de Bruce, que ainda tem esconderijos, equipamentos e extenso treinamento, o que cativa em Jim Gordon é a coragem com que ele se expõe para resolver o que vê de errado, dando um tapa na cara de uma sociedade cada vez mais omissa que trabalha na base do “Qual é minha culpa? As coisas são assim e pronto”, ou “O sistema é assim”. Vejo nele a figura do verdadeiro profissional de bem que quer promover mudanças reais aonde vive, bem diferente de boa parte dos brasileiros... Embora muito se fale, e com razão, sobre o Pinguim, que promove uma atuação diferente, mas igualmente genial a de Danny De Vitto, o vilão número 1 da série para mim é Don Falcone. Cada aparição sua é um misto de classe, terror e metodismo que falta em boa parte dos vilões que vemos hoje em dia. Mesmo que estraguem tudo quando a série retornar agora em Janeiro, já teremos tido dez episódios memoráveis.

Episódios 01 ao 05




Episódios 06 ao 10



MELHOR GAME: GTA V


Michael -- O melhor personagem de vídeo game que vi até hoje.


Praticamente tudo sobre esse jogo já foi dito, as únicas coisas que digo é que em toda a minha vida jogando, nunca tinha encontrado uma obra tão ampla e bem feita. Mesmo esse jogo sendo de 2013, podem se passar quantos anos forem e ele será sempre atual, o único que pode destrona-lo um dia seria o GTA VI, que dizem os boatos, uniria todos os GTAs em um. GTA online é ainda mais insano. Aqui seguem quatro personagens que eu criei para jogar:

Coringa inspirado no Heath Ledger.



Cassady de Preacher.

Frank Castle do Universo Marvel Max.

Walter White de Breaking Bad.


OBS2: Dada a pressa e o excesso de algumas informações para alguns, alguns textos não saíram com uma qualidade boa para mim. Em breve vou escrever sobre alguns temas citados aqui de maneira mais ampla.


Força e honra.