smc

Pesquisar este blog

domingo, 17 de setembro de 2017

COLEÇÃO QUARTETO FANTÁSTICO - PARTE 4




INTRODUÇÃO DE OZYMANDIAS REALISTA: Entrei no mundo dos gibis de maneira incisiva quando eu tinha 11 anos, através de uma extinta revista chamada “Geração Marvel: Homem-Aranha”. Apesar de ser de 2005, a mesma possuía o agora desprezado “formatinho”, e destinava suas 50 e poucas páginas a histórias levemente alteradas em roteiro e arte recontando as primeiras aventuras tanto do Homem-Aranha, quanto do Quarteto Fantástico. Sendo assim, salve contextos de épocas diferentes, eu tinha o superficial conceito acerca da gênesis da família mais famosa dos quadrinhos, tal quais aventuras irreplicáveis deles viajando no tempo e se tornando piratas, derrotando o Homem-Impossível pelo tédio ou mesmo tendo que trabalhar para Namor, arrecadando fundos por terem falido... Passada mais que uma década dessa entrada na arte sequencial, eu finalmente pude retornar à matriz de tudo, lendo tardiamente os primeiros 50 números (mais que) inspirados da dupla Kirby / Lee (exatamente nessa ordem para mim!), brilhando meus olhos ao perceber o avanço conceitual do título á frente dos supracitados clássicos da virada de eras em 1986, não restando dúvidas em estar revisando o alicerce que a Marvel se firmou para se impor como a editora líder de vendas e popularidade no mundo. Apesar de hoje, por negócios mesquinhos, renegar os 4 que lhe colocaram onde estão.


Por mais contraditório que possa ser, sinto que extrai mais dessa leitura agora, do que poderia ter feito na infância sem o “enciclopédico” conhecimento de um todo. É absolutamente assustador notar que as nuances iniciais dos mitos, logo em suas dez primeiras edições, já firmariam um caminho de décadas, bem como um descompromissado escritor amador (Lee) e um ex-membro de gangues (Kirby) seriam seus pioneiros, tudo junto ao controverso Marvel WayDedico minha parte do post ao Rei Kirby. Desenhou e criou em tempo recorde mais do que qualquer outro ser humano fará em vida, e um dia, espero, que seja reconhecido entre o grande público tal qual Stan Lee, Neil Gaiman, Alan Moore ou Frank Miller. Os quatro citados chegaram nos ombros gigantes do Rei, por mais injustiçado que seja, REIS NUNCA MORREM OU PERDEM SUA MAJESTADE.

"Alguns artistas, como Jack Kirby, não precisam de roteiro algum.  Quero dizer, eu só falava pro Jack, 'Vamos deixar o próximo vilão ser o Dr. Destino'... Ou talvez nem isso eu dizia. Ele me dizia. Então ele vai pra casa e faz. Ele é tão bom com roteiros, tenho certeza que é mil vezes melhor que eu."
-Stan Lee


POSTS DE ANÁLISE ANTERIORES


COLEÇÃO HELLBOY

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

DJ VS OZY: DOIS CABEÇAS DURAS


Hoje o blog faz 3 anos, e dentro de uma semana deve sair um post sobre, dessa vez com participação "de geral". Não tendo nada pronto, resolvi improvisar essa "redublagem" mostrando alguma típica "discussão" entre eu e o DJ, claro que nada sério, só a mesma zoação de sempre. Aos poucos que acompanham esse espaço, devem ter lido -- ou visto de longe -- a Coleção do Quarteto Fantástico, programada inicialmente para ser em 4 posts, o que por si só, já seria muito. Mas eis que surge eu, ao estilo do Máquina de Combate do vídeo abaixo, lutando para que seja em 6, para poder dividir melhor todo o conteúdo...


Look at this place! Where is the honor in it?


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Breathe, breathe in the air...



Breathe, breathe in the air
Don't be afraid to care
Leave but don't leave me
Look around, choose your own ground
For long you live and high you fly
And smiles you'll give and tears you'll cry
And all your touch and all you see
Is all your life will ever be
Run, rabbit run
Dig that hole, forget the sun
And when at last the work is done
Don't sit down, it's time to dig another one
For long you live and high you fly
But only if you ride the tide
And balanced on the biggest wave
You race towards an early grave



"É sério que o Ozymandias assistiu duas vezes seguidas nossa série?"

domingo, 10 de setembro de 2017

Len Wein faleceu!!!


Co-criador do Wolverine e do Monstro do Pântano, foi noticiado pelo Twitter de Brian Michael Bendis que o roteirista está morto! Aqui a mensagem que Bendis deixou:

“Len Wein, co-criador do Wolverine e do Monstro do Pântano & responsável pelos X-Men que você ama mais do você imagina. Obrigado #RIP”
“Len criou muita coisa e ainda por cima era uma das pessoas mais amadas da história, muito à frente de seu tempo”.
Uau! Pouco depois do Bernie Wrightson, desenhista que o ajudou na criação do Monstro do Pântano. Nós fizemos um especial do Monstro do Pântano em homenagem à morte do Wrightson, agora fica valendo como homenagem pro Len Wein também. Se quiserem conferir e compartilhar pra que as pessoas relembrem do cara, aqui o link:


O homem morreu aos 69 anos, ainda escrevia. A causa da morte ainda não foi revelada.

sábado, 9 de setembro de 2017

COLEÇÃO QUARTETO FANTÁSTICO - PARTE 3



TEXTO DE INTRODUÇÃO DO ROGER: Sinceramente falando, foi tudo culpa do último filme do Quarteto Fantástico. Eu realmente me considero uma pessoa que consegue gostar de muitos filmes que geralmente são bastante criticados. Mas o filme do Quarteto foi demais, não deu pra gostar de nada. Até a minha esposa, que não conhece nada de super-heróis, mas assiste comigo todos os filmes, achou que havia algo de "estranho" quando vimos o último Quarteto (desta vez, assistimos em casa, o que já contribuiu para minha esposa achar que havia algo de errado, já que nós temos assistido tudo desde X-Men de 2000). Com isso, comecei a ler e reler tudo quanto é HQs do Quarteto, até o Heróis Renascem, que normalmente é bem criticado. Eu queria saber se existe alguma história tão ruim do Quarteto já publicada. E veja só, não encontrei nenhum material impresso do grupo que fosse ruim, apesar de eu não ter lido todas as histórias, é claro. Pelo contrário, trata-se de um título com grande potencial. Bem, passado algum tempo, eis que recebo a honra de ser convidado pelo meu amigo Douglas Joker para participar de um post comemorativo pelos "cem" anos do mestre Jack Kirby, enfatizando a cronologia do Quarteto Fantástico. Já me senti atraído pela proposta, por achá-la completamente diferente de qualquer outra homenagem já publicada pela Internet. Mas o trabalho seria (e está sendo) monumental. Fui incumbido de contribuir com algumas histórias e tive de revisitá-las, pois já fazia um tempo (como eu disse antes) que havia lido material do Quarteto. Fazer isso foi tão prazeroso que, acabei revisitando outros títulos, o que está me dando a oportunidade de reler bons materiais de outros heróis. Além disso, revisitar essas obras reforçou minha opinião de que o último filme do Quarteto foi um crime contra o grupo e seus criadores.


"Tudo na aparência dos quadrinhos mudou completamente por esse irritado, super-carregado, genial, veterano da Segunda Guerra judeu que viveu o pior anti-semitismo na história americana. Esse é o ponto que eu faço repetidamente. Algumas pessoas não aguentam ouvir isso. Você não pode entender a história dos super-heróis sem entender a história do judaísmo americano, porque começa com Superman, Siegel e Shuster. Chega ao clímax com Jack Kirby e você vê tudo isso do Kirby explodindo no Quarteto Fantástico e todo o resto. Eu quero dizer, as páginas não eram grandes o bastante para Jack Kirby. Quem mais viria com um personagem chamado Galactus? Digo, o cara que come planetas."
-Frank Miller


Alguns super-homens...


...pra te lembrar que o Ozymandias Realista ainda não terminou sua comemoração do centenário de Jack Kirby, o pequeno grande senhor da foto acima. O especial Quarteto Fantástico ainda continuará! Confira as duas últimas partes nos links abaixo:

Wolverine e os X-Men por Jason Aaron Volume 3



Parte 01:  http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/08/review-wolverine-e-os-x-men-por-jason.html

Parte 02: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/09/wolverine-e-os-x-men-por-jason-aaron.html

Review de Wolverine e os X-Men #9-13, do encadernado Wolverine e os X-Men by Jason Aaron #3, com roteiro de Jason Aaron e desenhos de Chris Bachalo e Nick Bradshaw, e tecerei breves comentários sobre as edições.

Aquele sabor de Ultimate War... -- Ozymandias.


Edição #9: A Força Fênix está de volta e se dirige para a Terra. No Instituto Jean Grey para Estudos Avançados de Wolverine, seus dois telepatas – Rachel Grey e Quentin Quire – sofrem ataques psíquicos. Esperança Summers que está com o grupo de Ciclope até é atacada, chamando a atenção dos Vingadores. Capitão América reúne uma equipe de Vingadores com a adição de Wolverine e se dirigem à ilha de Utopia. Enquanto que o Fera se junta à outro grupo de ataque para tentar interceptar a Força Fênix antes que ela chegue ao planeta.

Edição #10: Scott Summers vai até a escola de Wolverine para recrutar mais mutantes. Preocupados com Esperança e a chegada da Força Fênix, Homem de Gelo, Rachel Grey e o Anjo se juntam à equipe de Ciclope. Enquanto isso, Lorde Gladiador do Império Shiar enviou à Terra sua força de elite para eliminar a Força Fênix e qualquer um que ficar em seu caminho.

Edição #11: Enquanto que Vingadores e X-Men se enfrentam, Esperança pede ao Wolverine para levá-la à Lua a fim de tentar interceptar a Força Fênix, mas antes, eles têm de passar pelo comando de ataque especial Shiar. E por falar em Shiar, Gladiador chega ao Instituto Jean Grey atrás de seu filho, o Jovem Gladiador.

Edição #12: A Força Fênix chegou à Terra e se dividiu em cinco hospedeiros mutantes – Ciclope, Emma, Namor, Colossus e Magia. Agora, Ciclope pede a seus X-Men que encontrem Esperança, que está sob os cuidados dos Vingadores, que também contam com o apoio de Wolverine e Fera.

Edição #13: Gladiador encontra com os X-Men portadores da Força Fênix. Ele ordena sua guarda Warbird que encontre e proteja seu filho enquanto ele enfrentasse Ciclope, Emma, Colossus e Namor.

Wolverine, seus companheiros e alunos entram no conflito entre Vingadores e X-Men envolvendo a Força Fênix. Lados são trocados, amizades são desfeitas. E a edição #13 é uma das melhores, enfocando a guerreira Shiar Warbird. Leitura recomendada.

Já vi essa cena em algum lugar... -- Ozymandias.


Por Roger


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

DEFENSORES - 5 Pontos Positivos VS 5 Pontos Negativos


Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que, o saldo geral, eu gostei bastante do seriado dos Defensores, provavelmente só ficando atrás das duas primeiras temporadas do Demolidor. Agora, gostaria de deixar apenas minhas breves observações sobre cinco pontos positivos e cinco negativos que eu achei sobre a série.



Cinco pontos positivos, não exatamente em ordem crescente:

1. O primeiro episódio foi um dos melhores, mostrando não somente todos os quatro personagens principais, mas também os personagens de apoio, indicando que cada um possui sua “vida própria” e independente.



2. Pelo menos, no começo, cada personagem era apresentado sob uma cor de plano de fundo bem específico, mais uma vez, mostrando que cada um tem sua própria personalidade. Demolidor (tom avermelhado), Jéssica Jones (tom azulado), Luke Cage (tom amarelado) e Punho de Ferro (tom esverdeado).




3. A trama mostrou que tudo o que foi feito antes foi levado em conta, o que deixou a história cronologicamente bem amarrada.




4. Achei as cenas de luta bem empolgantes.




5. Referências ao material original, que são os quadrinhos obviamente. Apesar das diferenças criativas que sempre acontece em qualquer adaptação, a série mostrou algumas referências, mas vou citar apenas uma, senão vou estourar o limite de cinco pontos positivos. Uma das referências que eu mais gostei foi a da que aconteceu com a Misty Knight no final da série, juntamente com a Coleen Wing.




Cinco pontos negativos, não exatamente em ordem crescente:




1. A motivação do Tentáculo ficou bem abaixo do que eu esperava, principalmente sobre o uso do Punho de Ferro para obter o que eles queriam.



2. Ainda não consegui me acostumar com a Elektra desse “universo”. Em termos de interpretação e da própria motivação da personagem em si.



3. Onde estão os ninjas do Tentáculo?? Aqueles que apareceram, por exemplo, na segunda temporada do Demolidor...



4. A personagem da Sigurney Weaver, no começo da série, prometia bem mais do que acabou entregou, de acordo com a minha expectativa.




5. Um dos cinco líderes do Tentáculo, o japonês Murakami. De início, dava a impressão de que ele seria um adversário “imbatível” ou algo assim, já que foi o último a ser apresentado, mas foi bem decepcionante, inclusive dando a entender que era o mais fraco dentre eles.




Por Roger

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Arte de Psycho Mantis


Vilão do jogo Metal Gear Solid. Arte publicada na página do Facebook Sabaku no Maiku.

10 razões pra você ler "Superman: Entre a Foice e o Martelo"


"Liguem para os laboratórios S.T.A.R. e coloquem o Dr. Lex Luthor na linha. A Guerra Fria acabou de evoluir e se tornar um novo animal."

Era absurdo como por tantos anos não se conseguia encontrar uma das melhores histórias do Superman pra comprar no Brasil! Enfim! Foi republicado! Se você nunca fez isso, é a oportunidade de conferir essa história imperdível do Homem de Aço! Neste texto passaremos pelos seus melhores pontos para convencê-lo disso!


1.O melhor "O Que Aconteceria Se...?" de todos!


O universo de super-heróis está cheeeeeeeeio de versões alternativas de suas próprias histórias. Apesar de uma compreensível tendência a produtos de pouco valor virem desses experimentalismos, há muita coisa legal. E se a Gwen Stacy não tivesse morrido? E se o Robin não tivesse morrido? A coisa costuma ir por esse lado. Nesta história do Superman a diferença é menor, mas ao mesmo tempo muito maior. O foguete que os seus pais criaram para salvá-lo da explosão de Krypton o mandando pra Terra aterrizou com algumas horas de diferença na sua rotação. Ao invés de cair no Kansas... Kal-El caiu na Ucrânia, território da União Soviética na época. Stálin pega o poderoso bebêzinho para se tornar seu soldado quando crescer...



2.Mark Millar com o universo DC

A cara dele de quem escreve as melhores histórias do mundo, mas tem que tá afim

O que o roteirista Mark Millar faz é ir desenrolando as consequências desse paradoxo até as últimas consequências. O homem prova como é muito mais que capaz de fazer isso. As histórias de Millar na DC (com Flash, Monstro do Pântano) não são muito reconhecidas, mas é justamente o contrário com as da Marvel: Guerra Civil, Os Supremos, Fantástico e Wolverine: Velho Logan, que influenciam adaptações de todos os lados. Bem, essa aventura do Superman é o marco que ele deixou na distinta concorrência antes de se aliar à Marvel. Temos um post especial dedicado justamente aos trabalhos do cara: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2016/04/analise-colecao-mark-millar.html


3.Uma nova Terra e um novo Universo DC


Com a melhor arma possível, a esquerda vence a Segunda Guerra Mundial com facilidade. O que vem depois é uma Guerra Fria reversa. A maior parte do planeta está se entregando ao comunismo e apenas uma minoria se mantém capitalista com dificuldade. Mas Mark Millar mistura essa versão do nosso mundo com uma versão alternativa do próprio universo DC! Desde o início é muito divertido acompanhar. Ver como para as amazonas pareceu mais sensato enviar a Mulher-Maravilha para negociar valores pacifistas com a Rússia e não com os Estados Unidos, o Batman completamente contra a forma fascista que o Superman está lustrando o planeta inteiro.


4.Um dos melhores combates entre o Superman e o Batman

Batman não tem dó não, não importa em qual hemisfério esteja!
Mesmo não sendo os mesmos Bruce Wayne e Kal-El que estamos acostumados, de forma rápida a história consegue criar um embate inesquecível entre os dois personagens a la O Cavaleiro das Trevas. Algo que todo fã gosta de ver, quando bem executado. Vai além disso, e as relações de inimizade que o kryptoniano faz com diferentes personagens são todas interessantes de acompanhar. A galeria de inimigos do Homem de Aço passa a ser armas criadas em laboratório pelos Estados Unidos para tentar destruir esta versão ditadora do herói. O Brainiac ao invés de ter engarrafado a cidade de Kandor, o faz com Stalingrado. Aproveitando que estamos falando dos inimigos, vale uma atenção especial ao careca mais famoso da cultura pop.


5.Lex Luthor como você nunca viu antes


Esqueça aquela desgraça que nos mostraram com o Jesse Eisenberg nos cinemas. Esse Lex Luthor é um cientista maluco ao mesmo tempo contando com todos os fatores que sempre fizeram dele um vilão tão marcante de um dos heróis mais famosos já feito. Millar segue o estilo da época do reboot do John Byrne, em que Luthor é um perigo para o kryptoniano não por enfrentá-lo com armaduras e armas mirabolantes, mas pela sua personalidade obsessiva e total falta de escrúpulos. Na história há desenvolvimento cronológico, os personagens envelhecem e o mundo se altera. Não é uma história gigantesca, e a forma que Millar mostra todos esses avanços políticos e econômicos em pouco tempo é exagerada de uma forma muito bem feita, afinal, se tratam de utopias.


Com isso o Lex Luthor é um gênio extremamente caricato, jogando vários jogos de xadrez, fazendo descobertas e lendo livros inteiros, tudo ao mesmo tempo! Defendendo os Estados Unidos como representantes do Capitalismo até as últimas consequências, esse Lex Luthor ficou um nêmesis perfeito contra essa versão socialista do Superman. As escalas de tudo pelo qual os dois lutam são muito altas!


6.Ainda se trata do Superman!


"Eu jamais fui um soldado. Um soldado sempre segue ordens. Um soldado conhece e odeia seu inimigo. Um soldado só luta e morre pelo seu povo... Eu simplesmente lutava pelo que era certo."

Apesar de ser um ditador comunista e a versão original ser um super-herói bonzinho lutando por "verdade, justiça e o modo americano", Mark Millar tomou cuidado para que o personagem do Superman continuasse sendo o mesmo: um cara que quer fazer a coisa certa. Com isso, além de um excelente "O Que Aconteceria Se...?", essa história também é um complemento muito bom da personalidade do personagem, o mostrando nessa posição opressora, utópica e violenta. Muitos conflitos do personagem são mostrados o tempo todo com muita competência.


7.Lambendo os dedos ao término da refeição


Neste universo particular que é criado, o roteirista leva toda a situação a extremos quase inimagináveis, te surpreendendo de novo e de novo. No final ele consegue ligar tanto os elementos relacionados à mitologia da DC, quanto a história política dos homens e questões existenciais de maneira otimamente coesa. Difícil não ficar satisfeito ao final. "Superman: Entre a Foice e o Martelo" é um exercício de criatividade como poucos!


8.Saia do mundo real e se isole um pouco no melhor que o mundo das HQs tem a apresentar

A filha do presidente ajudou ele a virar deputado, hahaha
Faça um favor a si mesmo e não se deixe levar por comentários negativos que foram feitos sobre a obra logo que anunciaram a republicação, a acusando de ser uma tentativa de doutrinação marxista. As pessoas que falaram isso nem devem ter lido o gibi, já que Millar não passa o pano em Stálin e seu regime em qualquer momento (afinal, como fazer isso com um dos maiores genocidas da história?), a violência e a fome da época são mostradas, inclusive há vários esquerdistas que não gostam dessa história. Então não ouça essas bobeiras, o comprometimento da história não é com panfletagem ideológica, mas sim com a imaginação.


É para mais do que fãs de HQs, do Superman e da DC. É para qualquer um que quer ter uma boa experiência com ficção. É um exemplo de como as HQs podem (e provavelmente devem) se aproveitar dos seus recursos fantasiosos em universos de heróis, como os da Marvel e da DC Comics, para proporcionar experiências que tem como objetivo e resultado principal o entretenimento inteligente e recompensador.

Tanto os extremistas da direita que passam pano no Ku Klux Klan e nos ladrões evangélicos, quanto os da Esquerda que conseguem o contorcionismo lógico de ter carinho afetivo pelo Lula e pela Dilma não gostam dessa HQ. Pra mim um excelente sinal de que a ideia dela não é agradar qualquer um dos dois, hehe, como tem que ser.


9."Injustiça" é pra meninos, "Entre a Foice e o Martelo" é para homens


Não estou dizendo que "Injustiça" não tenha sido legal, pelo contrário, eu curti muito na época também. Um dos trunfos interessantes da HQ era terem feito um evento na DC equivalente à Guerra Civil, da Marvel, o que até então não tinham. Mas pra quem conhece as principais histórias, "Injustice" não passa de uma mistura de "Reino do Amanhã", "Crise nas Infinitas Terras" e "Entre a Foice e o Martelo". Se você já curtiu a história desse game e sua adaptação pras HQs, "Entre a Foice e o Martelo" é a melhor versão de uma história com um Superman ditador. Inclusive, se for pra comparar com Injustiça, ela ganha justamente por não ter se estendido desnecessariamente por vários títulos pra continuar vendendo bastante, é uma história curtinha que foca no essencial.


10.TÁ BARATO, MOLEQUE!


A Panini deixou em um preço ótimo! Eles colocaram R$32,90!!! A Eaglemoss tem lançado encadernados da Arlequina por mais de cinquenta reais! É o momento perfeito para conhecer a história, uma ótima oportunidade!

"Você é o oposto da doutrina marxista, Superman. A prova viva de que nem todos os homens são iguais."