quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

LIGA DA JUSTIÇA VS ESQUADRÃO SUICIDA #02






“Você não é o único que tem um plano para cada contingência, Batman.”

Roteiro: 
Josua Williamson
Desenhos: 
Tony S. Daniel
Editora: 
DC (Rebith)
Tamanho: 47 MB
Nível: ☆☆

Duas sensações nítidas: edição bem mais rápida que a anterior, e queda desconfortável de arte. Tanto que algumas páginas depois, pensei que fossem desenhos do Jim Lee, só que ele no modo mais preguiçoso possível, logo depois notei que era de Tony S. Daniel. Olha, esse cara não é um grande exemplo pra mim, mas ele até fazia um trabalho regular / competente nos Novos 52, fosse desenhando Detective Comics ou o Exterminador (esse, que ele mesmo escrevia também), acredito que o prazo curto e os quilos de personagens por quadro devem ter contribuído a isso. 

No “roteiro”, só temos uma certa surpresa no desfecho, os combates já eram quase que “demarcados”, não teve muita criatividade no desenrolar, para ser sincero, o único achei interessante foi o “Flash VS Bumerangue”. Foi sutil, e não subestimou o leitor, porque os demais, principalmente o do Batman contra o Pistoleiro ficaram bem aquém do esperado. A trama, me lembra um pouco o Novos Vingadores vol. 1 do Bendis, só que de uma forma bem mais insubstancial. Mesmo com o “gancho” para a edição #03 pareça criativo, é algo que sabemos que não irá muito para frente. 


Tem dois comentários que eu gostaria de fazer, que podem soar incômodos. Um: O DC Rebith até agora não me empolgou tanto para ser sincero, eu estava gostando mais do N52, porém vale ressaltar que não estou lendo muita coisa. Mas até agora o que li, que está sendo essa mini, e o Batman escrito pelo Tom King do #01 ao #13 (post cheio de rage em breve?) não se justificaram para mim. O segundo comentário, esse um pouco mais incômodo ainda, é que a DC parece um tanto deslocada quando se trata desses encontros de equipes em comparação com a Marvel. Claro que escrever um enredo sem pé nem cabeça, visando só pegar público de cinema não ajuda, mas peguemos por exemplo nas antigas o trabalho que o Mark Millar fez em X-Men VS Supremos. Sério, em quatro edições, e com história inacabada (que se concluiria no arco “O Retorno do Rei” em Ultimate X-Men) o cara conseguiu dizer mais que esses dois títulos atuais da DC.
Nota: 3.1

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