sexta-feira, 12 de maio de 2017

Megapost: Coleção Graphic Novels Marvel #41-50 (Editora Salvat)


Graphic Novels Marvel #41 – Dinastia M – O Herdeiro, que reúne as edições #1-6 da minissérie Son of M, escrito por David Hine e desenhos de Roy Allen Martinez, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Durante a saga Dinastia M, a Feiticeira Escarlate decide que é hora de acabar com os mutantes. A maioria perde seus poderes, incluindo seu irmão Mercúrio. Amargurado e incapaz de suportar a vida como um homo sapiens, Pietro não vê outra alternativa a não ser tentar recuperar seus poderes com as névoas terrígenas. Em Attilan, ele se submete as névoas, que lhe restaura seus poderes, mas de uma forma diferente. Com suas novas habilidades, Pietro quer devolver os poderes de todos os mutantes afetados pelo Dia M. Ele rouba cristais terrígenos e, com sua filha Luna, vão até Genosha.

Dinastia M – O Herdeiro conta uma das consequências de Dinastia M sob a ótica de Pietro Maximoff. Durante a história vemos uma pessoa desesperada ou esperançosa, egoísta ou abnegada, vilão ou herói? O escritor David Hine tenta explorar a psique de Pietro através de suas ações, hora impensadas, hora friamente calculadas. O Herdeiro é uma ótima história, e embora gire em torno de Pietro, dá grande espaço para os Inumanos e sua mitologia. Leitura recomendada.

Li Graphic Novels Marvel #42 – Os Novos Vingadores - Motim, que reúne as edições #1-6 da revista New Avengers, escrito por Brian Michael Bendis e desenhos de David Finch, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Seis meses se passaram após os eventos que levaram ao fim dos Vingadores no arco A Queda. A Balsa, prisão de segurança máxima da Ilha Ryker é atacada e uma fuga de prisioneiros super poderosos é inevitável. Mesmo assim, alguns dos vilões são detidos por um grupo de heróis que já se encontravam no local – Mulher-Aranha, Demolidor, Luke Cage e outros heróis que apareceram depois – Capitão América, Homem-Aranha e Homem de Ferro. Esse foi o ponto de partida para a criação dos Novos Vingadores que, à princípio, se reuniram para capturar os vilões que conseguiram escapar da Balsa.

Brian Michael Bendis foi escolhido para ser o responsável em arquitetar os rumos do universo Marvel nessa época. Desconstruir e revitalizar os Vingadores foi sua primeira tarefa, e ele o fez com maestria. Bem ao seu estilo de narrativa, com ação, diálogos afiados e bom humor, a escolha dos heróis que compõem os Novos Vingadores foi bem apropriada e promete ditar o ritmo do futuro das próximas histórias do grupo e do universo Marvel de um modo em geral. Leitura altamente recomendada.

Li Graphic Novels Marvel #43 – Homem de Ferro - Extremis, escrito por Warren Ellis e desenhos de Adi Granov, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
O roubo de um projeto experimental, o Extremis, que dá a seu usuário, super poderes, maiores até que os do soro do supersoldado. Sua co-criadora, a Dra. Maya Hansen, pede ajuda a seu antigo amigo Tony Stark para descobrir o paradeiro do Extremis, porém, antes que os dois possam fazer algo mais, se deparam com um terrorista supremacista que injetou o vírus em si. Ele atacou o escritório do FBI em Houston e seu próximo alvo é a Casa Branca. Nem mesmo o Homem de Ferro foi capaz de detê-lo, e a vida de Tony está por um fio.

Uma nova origem para o Homem de Ferro, desta vez, o atentado sofrido por Tony Stark foi no Afeganistão durante os anos 90. Porém, a essência dessa origem permanece a mesma, com Ho Yinsen ajudando o empresário ferido a criar a primeira armadura do Homem de Ferro. A personalidade de Tony Stark também permanece basicamente a mesma, mas com uma atualização para os tempos atuais. O ponto forte foi a construção do personagem e suas motivações dentro de uma trama simples e eficiente. Uma narrativa fluída e bons diálogos, além dos desenhos peculiares de Adi Granov. Extremis apresenta o Homem de Ferro para uma nova geração (pelo menos na época de seu lançamento em 2005) de forma dinâmica e atraente. Leitura altamente recomendada.


Li Graphic Novels Marvel #44 – Capitão América – Tempo Esgotado, que reúne as edições #1-7 de Captain America Vol.5, escrito por Ed Brubaker e desenhos de Steve Epting, lançado pela Editora Salvat. 

Análise:
Após a dissolução dos Vingadores, Steve Rogers passa a ter recordações de seu passado que aparentemente nunca aconteceram. Enquanto lida com essas lembranças, se vê em um jogo perigoso ajudando a SHIELD a descobrir quem matou o Caveira Vermelha, roubou o Cubo Cósmico e ameaça explodir Londres, Paris e Nova York. Apesar de tentar correr contra o tempo, parece que os esforços do Capitão América e da SHIELD são em vão.

Ed Brubaker resgata vários elementos do passado do Capitão América e cria uma trama recheada de ação, suspense, intriga e traição, bem ao seu estilo. Guia os principais personagens ao redor do mundo, tentando resolver o mistério por trás da identidade do assassino principal, que só é revelada nos instantes finais. Uma interpretação dinâmica e atual, e ao mesmo tempo, mostrando o devido respeito pela mitologia do Sentinela da Liberdade. Leitura altamente recomendada.

Li Graphic Novels Marvel #45 – Capitão América – O Soldado Invernal, que reúne as edições #8-14 de Captain America Vol.5, escrito por Ed Brubaker e desenhos de Steve Epting e Michael Lark, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Continuação direta do arco anterior – Tempo Esgotado – o Cubo Cósmico está em posse de Aleksander Lukin, o que o torna perigoso e instável. Além disso, seu operativo, o Soldado Invernal é um assassino extremamente frio e capacitado a executar qualquer ordem que lhe for dada. O Capitão América e a SHIELD estão sempre um passo atrás das atividades terroristas do Soldado Invernal e a situação só piora quando eles descobrem a verdadeira identidade do operativo de Lukin.

Ed Brubaker mantém um ritmo equilibrado mesclando suspense, drama e muita ação, fazendo bom uso do recurso de flashbacks para ilustrar as atividades do Capitão América ao lado de Bucky durante a Segunda Guerra Mundial. Uma amizade que foi bem construída, dando o suporte necessário para a incerteza demonstrada por Steve Rogers ao lidar com o retorno surpreendente de seu amigo. Um retorno construído de modo muito bem explicado e coerente (a edição #11 é dedicada exclusivamente para essa finalidade), outro mérito do roteirista. E um final que abre boas possibilidades para o futuro. Leitura altamente recomendada.

Li Graphic Novels Marvel #46-47 – Planeta Hulk, que reúne as edições #92- 105 de Incredible Hulk Vol.2, escrito por Greg Pak e desenhos de Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Os Illuminatti – Reed Richards, Homem de Ferro e Dr. Estranho – enviou o Hulk a um planeta onde não haveria vida inteligente para feri-lo e ser ferido. Porém, a nave não aterrissou no lugar planejado e Hulk se viu em Sakaar, um planeta governado com mão de ferro pelo Rei Vermelho. O Gigante Esmeralda é capturado, vendido como escravo e teve de lutar por sua vida dentro da Grande Arena. Sua determinação o coloca como aliado de um grupo de guerreiros escravos que viriam a ser conhecidos como o Pacto de Guerra e juntos, eles lutariam pela liberdade e pela paz local.

Uma incrível saga criada por Greg Pak, desde a concepção da história, novos personagens, lugares, históricos, culturas. Temas apropriados para um tema como esse – jogos políticos, crenças religiosas, opressão, escravidão, luta pela liberdade – com muita ação, drama e até mesmo alguns bons momentos de descontração. Cada personagem importante foi muito bem construído, com seus próprios arcos contando o seu passado e suas motivações, ajudando o leitor a se importar com eles. Um grande momento da vida do Hulk mostrando seu lado selvagem e heróico, justificando porque é um personagem tão querido por muitos. Mais do que apenas mais uma boa história do Hulk, Planeta Hulk traz elementos muito bem construídos em uma narrativa fácil de se entender e prender a atenção. Leitura altamente recomendada.

Li Graphic Novels Marvel #48 – Quarteto Fantástico - O Fim, que reúne a minissérie Fantastic Four: The End em seis edições, escrito e desenhado por Alan Davis, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Apesar de fazer parte de um futuro alternativo, Alan Davis escreveu essa história de forma tão magnífica que poderia ser considerada oficialmente a última história do quarteto Fantástico. Uma trama aparentemente simples, mas com várias amarras e reviravoltas, além de várias subtramas que prendem o leitor para saber o desfecho. O Quarteto Fantástico prova que nasceu para aventuras épicas, basta saber explorar bem esse potencial, coisa que Alan Davis fez muito bem.

Ele homenageou toda a mitologia do grupo, desde o desfile de vários personagens importantes – Doutor Destino, Alicia, Galactus, Surfista Prateado, Diablo, Touperia, Pensador Louco, Inumanos, Krees, Skrulls, Namor, Pantera Negra, Aniquilador e a Zona Negativa, e todos com participações importantes na história. Nem todos os heróis da Marvel tem à sua disposição tanto material interessante para ser bem desenvolvido quanto o Quarteto Fantástico.

Além disso, Alan Davis retratou a personalidade de cada membro do grupo de forma que eles pudessem ser desenvolvidos dentro da própria trama em si, e destacou de forma brilhante, não só o lado familiar do Quarteto, mas o que eles, de fato são – amigos. Um clímax de tirar o fôlego e desenhos espetaculares fazem desse arco, uma das melhores histórias do Quarteto Fantástico de todos os tempos. Leitura obrigatória.

Li Graphic Novels Marvel #49 – Zumbis Marvel, que reúne a minissérie de cinco edições Marvel Zombies, escrito por Robert Kirkman e desenhos de Sean Phillips, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Uma Terra alternativa em que todos os heróis foram infectados por uma misteriosa praga e transformados em zumbis devoradores de carne humana. Depois de devorar o (aparentemente) último sobrevivente Magneto, os heróis zumbis se vêem diante de uma ameaça de proporções cósmicas. A chegada do Surfista Prateado anunciando a vinda de Galactus. Agora, eles precisam fazer de tudo para combater o Devorador de Mundos... e a fome.

O escritor de Walking Dead, Robert Kirkman usa seus “conhecimentos” de um mundo apocalíptico dominado por zumbis, só que, dessa vez, por heróis zumbis da Marvel. É até interessante a forma como ele coloca os zumbis contra Galactus, afinal, os dois lados lutam para saciar sua própria fome! O humor negro e situações inesperadas estão presentes em todo o arco, mas, particularmente não é uma história que em agrada. Leitura insatisfatória, mas deve ter sua parcela de leitores.

Li Graphic Novels Marvel #50 – Guerra Civil, que reúne a minissérie em sete edições, escrito por Mark Millar e desenhos de Steve McNiven, lançado pela Editora Salvat. 


Análise:
Uma ação impensada e precipitada dos Novos Guerreiros ao atacar um grupo de super-vilões, faz com que toda a cidade de Stamford pague o preço. Surpreendidos por Nitro, que causa uma devastadora explosão matando centenas, entre eles, muitas crianças que estudavam em um colégio perto, os super-heróis passam a ser alvo de um projeto – a Lei de Registro – que tem como objetivo registrar, treinar, limitar e coordenar as ações de seus heróis como se fossem funcionários públicos. Dois lados dentro da comunidade heróica são definidos - o lado pró-registro do Homem de Ferro e o lado contra do Capitão América. Alguns preferem, à princípio manterem-se neutros como o Pantera Negra, Doutor Estranho e os X-Men, mas, a verdade é que a guerra está declarada, principalmente depois de um infeliz incidente envolvendo uma réplica de Thor atacando os heróis antirregistro.

“O público não quer máscaras e identidades secretas. Todos querem se sentir seguros”.

A Marvel não esconde e nem omite suas posições políticas e geralmente as transporta para dentro do cenário de seu universo de heróis, e Guerra Civil é mais uma delas. Era uma época em que o Presidente Bush, na época, em uma caça às bruxas após o atentado do 11 de setembro, acaba desviando a atenção do atentado em si por empreender um ataque aparentemente estratégico ao Iraque, e de modo similar, a caçada empreendida pelo Homem de Ferro aos renegados, do Capitão América, chegando a usar os Thunderbolts chega a ser obsessivo e exagerado, desviando-se de focos mais importantes. Por outro lado, durante toda a saga, é perceptível a preocupação de Tony em não se esquecer do que aconteceu com as vítimas de Stamford, coisa que não fica aparente pelo lado do Capitão América, onde sua luta focaliza-se na liberdade e direitos assegurados. Como disse o Doutor Estranho, que se manteve neutro durante a guerra: “Não há certo ou errado neste debate. É apenas uma questão de perspectiva”.

“Há forças dentro da SHIELD e do governo que adorariam tornar todos os super-humanos ilegais”.

Os EUA estavam às portas de mudanças, principalmente no âmbito político e Guerra Civil apontou para essa era, criando dois grupos específicos – os que iriam ou não apoiar o governo (que parece ter usado o atentado do 11 de setembro como um trampolim após um governo com início moroso e descompromissado). Ao mesmo tempo, dentro do universo de seus heróis, o escritor Mark Millar foi muito feliz em criar uma trama atraente, reflexiva e profunda. É uma saga que mexe com emoções e opiniões. Naturalmente o destaque fica por conta do Homem de Ferro e do Capitão América, mas fica claro que o Quarteto Fantástico foi belamente homenageado, talvez uma maneira de agradecer à Stan Lee, seu criador. Começa com Johnny Storm ser a primeira grande vítima das consequências do incidente em Stamford. E depois continua com as participações pontuais de Reed e Sue. Aliás, as cartas escritas por eles são outro atrativo, refletindo exatamente suas personalidades e a atual condição do universo Marvel naqueles respectivos momentos. Enfim, ainda há muito a se dizer sobre Guerra Civil, por isso, o melhor mesmo é ler essa obra. Leitura imperdível.

Por Roger

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