terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

TEM TUDO... O RESTO É SÓ PREGUIÇA E COVARDIA!


As citadas três páginas do vídeo logo abaixo copiadas, confesso que eu ainda não as encarei até o fim, tentei 5 anos atrás e falhei...(Embora tenha tido um trabalho de alguns minutos para formatar tudo).



PRIMEIRA SEÇÃO

Passagem do conhecimento racional comum da moralidade ao conhecimento filosófico

NÃO É POSSÍVEL conceber coisa alguma no mundo, ou mesmo fora do mundo, que sem restrição possa ser considerada boa, a não ser uma só: uma BOA VONTADE. A inteligência, o dom de apreender as semelhanças das coisas, a faculdade de julgar, e os demais talentos do espírito, seja qual for o nome que se lhes dê, ou a coragem, a decisão, a perseverança nos propósitos, como qualidades do temperamento, são sem dúvida, sob múltiplos respeitos, coisas boas e apetecíveis; podem entanto estes dons da natureza tornar-se extremamente maus e prejudiciais, se não for boa vontade que deles deve servir-se e cuja especial disposição se denomina caráter. O mesmo se diga dos dons da fortuna. O poder, a riqueza, a honra, a própria saúde e o completo bem-estar e satisfação do próprio estado, em resumo o que se chama felicidade, geram uma confiança em si mesmo que muitas vezes se converte em presunção, quando falta a boa vontade para moderar e fazer convergir para fins universais tanto a imprudência que tais dons exercem sobre a alma como também o princípio da ação. Isto, sem contar que um espectador razoável e imparcial nunca lograria sentir satisfação em ver que tudo corre ininterruptamente segundo os desejos de uma pessoa que não ostenta nenhum vestígio de verdadeira boa vontade; donde parece que a boa vontade constitui a condição indispensável para ser feliz.
Há certas qualidades favoráveis a esta boa vontade e que podem facilitar muito sua obra, mas que, não obstante, (394) não possuem valor intrínseco absoluto, antes pressupõem sempre uma boa vontade. É esta uma condição que limita o alto apreço em que, justificadamente, as temos, e que não permite reputá-las incondicionalmente boas. A moderação nos afetos e paixões, o domínio de si e a calma reflexão, não são apenas bons sob múltiplos aspectos, mas parece constituírem até uma parte do valor intrínseco da pessoa; falta contudo ainda muito para que sem restrição possam ser considerados bons (a despeito do valor incondicionado que os antigos lhes atribuíam). Sem os princípios de uma boa vontade podem tais qualidades tornar-se extremamente más: por exemplo, o sangue frio de um celerado não só o torna muito mais perigoso, como também, a nossos olhos, muito mais detestável do que o teríamos julgado sem ele. A boa vontade é tal, não por suas obras ou realizações, não por sua aptidão para alcançariam fim proposto, mas só pelo "querer " por outras palavras, é boa em si e, considerada em si mesma, deve sem comparação ser apreciada em maior estima do que tudo quanto por meio dela poderia ser cumprido unicamente em favor de alguma inclinação ou, se , se prefere, em favor da soma de todas as inclinações. Mesmo quando, por singular adversidade do destino ou por avara dotação de uma natureza madrasta, essa vontade fosse completamente desprovida do poder de levar a bom termo seus propósitos; admitindo até que seus esforços mais tenazes permanecessem estéreis; na hipótese mesmo de que nada mais restasse do que a só boa vontade (entendendo por esta não um mero desejo, mas o apelo a todos os meios que estão ao nosso alcance), ela nem por isso deixaria de refulgir como pedra preciosa dotada de brilho próprio, como alguma coisa que em si possui valor. A utilidade ou inutilidade em nada logra aumentar ou diminuir esse valor. A utilidade seria, por assim dizer, apenas o engaste que faculta o manejo da jóia no uso corrente, ou capaz de fazer convergir para si a atenção dos que não são suficientemente entendidos no assunto, mas que nunca poderia torná-la recomendável aos peritos nem determinar-lhe o valor. Há todavia nesta idéia do valor absoluto da simples vontade, neste modo de a estimar prescindindo de qualquer critério, de utilidade, algo de tão estranho que, a despeito do completo acordo existente entre ela e a razão comum, pode todavia surgir uma suspeita: quem sabe se, na realidade, não se alberga aqui, no fundo, senão uma vaporosa fantasmagoria e (395) se não será compreender falsamente a natureza em sua intenção de conferir à razão a direção de nossa vontade. Pelo que, propomos-nos examinar, desde este ponto de vista, a idéia do valor absoluto da pura vontade.
Na constituição natural de um ser organizado, ou seja, de um ser constituído em vista da vida, assentamos como princípio fundamental que não existe órgão destinado a uma função, que não seja igualmente o mais próprio e adaptado a essa função. Ora, se num ser prendado de razão e de vontade a natureza tivesse como fim peculiar a sua conservação, o seu bem-estar, numa palavra, a sua felicidade, devemos confessar que ela teria tomado muito mal suas precauções, escolhendo a razão desse ser como executora de sua intenção. Todas as ações, que um tal ser deve cumprir para realizar este fim, bem como a regra completa de seu comportamento, ter-lhe-iam sido indicadas com muito maior exatidão pelo instinto, podendo desse modo aquele fim ter sido muito mais facilmente alcançado do que por meio da razão; e se a uma tal criatura devesse ser concedida por acréscimo a razão, esta não deveria servir-lhe senão para refletir sobre as felizes disposições de sua natureza, para as admirar, para delas se regozijar e se mostrar grata à Causa benfazeja; que não para submeter àquela, fraca e ilusória direção sua potência apetitiva, estragando assim os planos da natureza, Numa palavra, a natureza teria impedido que a razão se imiscuísse num uso prático e tivesse a presunção de, com suas fracas luzes, formular para si o plano da felicidade e os meios de a alcançar; a natureza teria tomado sobre si a escolha, não só dos fins, como também dos meios, e com sábia previdência os teria confiado ao instinto.
É fato que, quanto mais uma razão cultivada se afadiga na busca dos prazeres da vida e da felicidade, tanto mais o homem se afasta do verdadeiro contentamento; donde acontece que para muitos, e justamente para os mais experimentados no uso da razão, se eles são bastante sinceros para o confessar, surge um certo grau de mesologia ou, por outras palavras, de ódio da razão. Feito o cômputo das vantagens que auferem, não digo da descoberta de todas as artes que convergem no luxo vulgar, mas também das ciências (que, no fim, lhes aparecem como um luxo do entendimento), verificam eles que as fadigas sofridas superam em muito a felicidade desfrutada; (396) e, por tal motivo, comparando-se com a categoria de homens inferiores, que de preferência se deixam guiar pelo instinto, nem concedem à razão senão diminuta influência sobre seu procedimento, acabam por sentir mais inveja do que desprezo deles. Importa, além disso, confessar que o juízo de tais homens que rebaixam muito e chegam a reduzir a nada as pomposas glorificações das vantagens que a razão nos deveria proporcionar relativamente à felicidade e contentamento da vida, não provém de maneira nenhuma do mau humor ou da falta de agradecimento à bondade da Providência; mas que, no fundo deste juízo, se alberga a idéia, não expressa, de que o fim de sua existência é, de fato, diferente e muito mais nobre, que a este fim e não à felicidade a razão é peculiarmente destinada, e que, por conseguinte, a ele, como a condição suprema, devem as mais das vezes submeter-se as intenções particulares do homem.
Com efeito, dado que a razão não é suficientemente capaz de guiar com segurança a vontade no concernente a seus objetos e satisfação de todas as nossas necessidades (que ela em parte concorre para multiplicar), e que um instinto natural inato a guiaria mais seguramente a esse fim; atendendo entanto a que a razão nos foi outorgada como potência prática; isto é, como potência que deve exercer influência sobre a vontade, é mister que sua verdadeira destinação seja produzir uma vontade boa, não como meio para conseguir qualquer outro fim, mas boa com si mesma; para o que a razão era absolutamente necessária, uma vez que, em tudo o mais, a natureza, na repartição de suas propriedades, procedeu de acordo com. fins determinados. Esta vontade poderá não ser o único bem, o bem integral; deve porém ser necessariamente o bem supremo, a condição donde dependem os restantes bens, e até mesmo a aspiração à felicidade.

Neste caso, é perfeitamente coadunável com a sabedoria da natureza o fato de a cultura da razão, indispensável para obter o primeiro destes fins que é incondicionado, limitar de muitos modos, ao menos nesta vida, a obtenção segundo, que é sempre um fim condicionado, ou seja, a felicidade, até ao ponto de reduzir a nada a sua realização. Nisto a natureza não age contra toda finalidade, pois a razão, que reconhece que seu supremo destino prático consiste em criar uma boa vontade, não pode encontrar o cumprimento deste propósito senão satisfação a ela adequada, ou seja, resultante da realização de um fim que só ela determina, embora daí redunde algum prejuízo para os fins da inclinação. [...]
Leitura completa nesse PDF AQUI.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Maratona Novos 52 - Universo Dark Parte 1



Análise de Liga da Justiça Dark #1-6, do encadernado Justice League Dark: In The Dark, com roteiro de Peter Milligan e desenhos de Mikel Janin, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Madame Xanadu tem visões terríveis sobre o futuro. Agora, no presente, a Liga da Justiça falha em tentar conter Magia. Shade, Constantine, Desafiador e Zatanna, um a um, esses personagens aparecem de locais diferentes convergindo a um só destino.

Edição #2: June Moone portadora da Magia procura pelo Desafiador para que ele possua seu corpo a fim de se certificar de que a bruxa m\a não se encontra mais nela. Dawn, a Columba e namorada de Boston é abordada por Magia enquanto dirigia. Zatanna se encontra em um misterioso transe no meio da rua.

Edição #3: Boston acompanha June Moone. Constantine liberta Zatanna do transe hipnótico. E Shade continua ajudando Xanadu em encontrar peças fundamentais para seu quebra-cabeça final.

Edição #4: Zatanna se aproxima da casa onde está Magia, mas é repelida e acaba sendo transportada pelo portal de Shade. Xanadu recebe a visita de Constantine e June finalmente se encontra com seus destino.

Edição #5: Com o esforço final de Constantine, Magia consegue ser controlada e é deixada aos cuidados de Xanadu. A vidente tenta manter o grupo unido. Ela diz que isso é importante para evitar o futuro caótico que se aproxima, mas todos vão embora.

Edição #6: Constantine, Shade, Zatanna e Desafiador, cada um deles com seus próprios pesadelos. Madame Xanadú os reúne e lhe explica que esses pesadelos são vislumbres de um futuro que irá acontecer caso não fiquem juntos. Antes que qualquer um pudesse tomar alguma iniciativa diante dessa inusitada notícia, Xanadú tem visões sobre a morte de Andrew Bennett e o retorno de Caim, o primeiro dos vampiros. É o prelúdio para o crossover Ascensão dos Vampiros.

Um novo grupo formado por personagens do rico universo místico da DC. Uma ideia interessante com um bom início, dando destaque para cada personagem principal. Leitura interessante.

Análise de Monstro do Pântano #1-7, do encadernado Swamp Thing: Raise Them Bones, com roteiro de Scott Snyder e desenhos de Yanick Paquette e Marco Rudyreves comentários sobre as edições.


Edição #1: Uma série de distúrbios naturais por todo o país chamam a atenção da Liga da Justiça, e Superman vai verificar a situação com Alec Holland, que não é mais o Monstro do Pântano.

Edição #2: Alec é visitado por um avatar do verde anterior que explica o que realmente aconteceu no momento de sua transformação em Monstro do Pântano. O Parlamento das Árvores precisam de seu campeão, mas Alec recusa. Porém, ao retornar , é caçado pelas criaturas dominadas por Sethe e salvo por Abigail Arcane.

Edição #3: William, meio-irmão de Abigail recebeu o chamado do Podre no hospital onde estava internado. Alec e Abigail chegam para tentar evitar que o garoto descobrisse seu segredo, mas tarde demais.

Edição #4: O Parlamento das Árvores alerta Alec Holland sobre os perigos de estar perto de Abigail e condena a decisão de se recusar a se tornar o guerreiro do Verde.

Edição #5: Enquanto estavam procurando por William, Alec e Abby são atacados pelo garoto forçando Alec a manifestar seus poderes do verde.

Edição #6: Abigail foi capturada e está para se tornar a principal agente do Podre. Alec foge, implorando para se transformar no Monstro do Pântano, mas é abatido por William.

Edição #7: À beira da morte e comas forças do Verde se esvaindo, Alec se torna novamente o Monstro do Pântano com a ajuda de sua fórmula biorrestauradora.

Arco de estreia espetacular com o escritor Scott Snyder ampliando a mitologia do Monstro do Pântano dando-lhe um novo pano de fundo. Um dos lançamentos mais promissores dos Novos 52. Leitura altamente recomendada.

Análise de Homem-Animal #1-6, do encadernado Animal Man: The Hunt, com roteiro de Jeff Lemire e desenhos de Travel Foreman e Steve Pugh, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: o cozinheiro Lyle Edwin, cuja filha tinha câncer no hospital onde ele trabalhava morreu. Ele enlouqueceu e fez crianças da ala onde sua fi;há estava de reféns exigindo que os médicos devolvam sua filha. Buddy vai até o hospital resolver o caso. Ele consegue, mas ao acessar o campo morfogenético, seus olhos começam a sangrar, porém, os médicos não detectam nada de errado. Buddy tem um pesadelo com a podridão.

Edição #2: Maxine começa a manifestar estranhos poderes e parece que está relacionado a um lugar chamado de Vermelho. Buddy e a filha partem para lá. Estranhos acontecimentos com os animais do zoo.

Edição #3: No Vermelho, Buddy encontra com os Totens, que são ex-avatares do vermelho, assim como Buddy é um avatar. Eles contam a verdadeira origem do Homem-Animal, ele não foi abduzido por alienígenas, mas por agentes do Vermelho para ele mesmo se tornar um agente do Vermelho e cuidar da próxima avatar que deve ser Maxine. O Vermelho é atacado por dois agentes do Podre e Buddy enfrenta eles. Ellen e Cliff também são atacados por outro agente da Podridão.

Edição #4: Os Totens do Parlamento contam para Baker a origem do Podre e menciona Alec Holland o Monstro do Pântano que também pode ajudar.

Edição #5: Buddy retorna do Vermelho e enfrenta o último agente do Podre que está atrás de Ellen e Cliff. Maxine tenta ajudar o pai, mas sem perceber acaba fazendo com o que a podridão se espalhe nos animais. Um totem do Vermelho que voltou para ajudar – o Sr. Meias – disse que só o Monstro do Pântano pode ajudá-los.

Edição #6: Um tipo de interlúdio. Enquanto estão tentando se esconder dos animais infectados, Cliff está assistindo o filme estrelado por seu pai onde ele interpreta um vigilante aposentado Trovão Vermelho.

Um road movie recheado de terror e suspense e a mitologia do Homem-Animal expandida nesse excelente arco de estreia. Com vários elementos clássicos e bem estabelecidos e novos rumos para Buddy Baker e sua família. Leitura altamente recomendada.

Análise de Ressurreição #1-8, do encadernado Resurrection Man: Dead Again, com roteiro de Dan Abnett e Andy Lanning e desenhos de Fernando Dagnino, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Mitch Shelley tem o poder de ressuscitar, e a cada vez, com uma habilidade diferente. Ele está à caminho de Portland, sem ter certeza do motivo. Mas esse não é o único problema de Mitch.

Edição #2: Mitch está à procura de respostas pois não se lembra de quase nada. Vai até uma cada de repouso em Portland onde seu pai estava internado. Mas infelizmente ele faleceu há um ano. Um amigo de seu pai, o ex-vilão aposentado Darryl se dispõe em ajudar Mitch, quando a casa de repouso é atacada pelas Dublês de Corpo.

Edição #3: O Céu e o Inferno estão atrás da alam de Mitch. Todas às vezes em que ele morre e ressuscita tem provocado um desequilíbrio na contagem total de mortos que são direcionados para lá. Na casa de repouso em Portland, Mithc, apesar de seus poderes, é derrotado pelas Dublês de Corpo.

Edição #4: Darryl tenta ajudar Mitch enquanto ele está inconsciente. Mas as Dublês de Corpo prometem que todas as questões de Mitch serão respondidas se ele for com elas. Mas, antes que isso pudesse acontecer, o anjo Suriel aparece e desintegra o Ressurreição.

Edição #5: Três anos atrás, Mitch Shelley comandava um projeto de pesquisa de aprimoramentos em soldados ministrando experiências de forma desumana. Mas um ataque inesperado mudou o rumo das coisas. Hoje, sem saber, Mitch está sendo levado ao Asilo Arkham.

Edição #6: Não há nada que possa comprovar sua identidade e sem nenhum indício de seu passado, Mitch passa seu tempo dentro do Arkham sedado e sem perspectiva de sair. Uma tentativa de fuga do Asilo liderada pelo vilão Sumo pode ser a chance de Mitch se livrar e ainda ajudar o Comissário Gordon a deter a rebelião.

Edição #7: Depois de escapar do Asilo Akham, Mitch é impelido a ir até Metrópolis. Lá ele ajuda a polícia apreender uma quadrilha que estava fabricando metanfetamina. A cada parada, Mitch tem visões de seu passado, um passado que não parece ser tão heróico quanto ele gostaria.

Nova versão do Ressurreição pela mesma dupla de escritores que consagrou o personagem nos anos 90. O clima de suspense ajuda a manter o leitor interessado até o fim do arco e na expectativa do próximo. Leitura satisfatória.

Análise de Eu, Vampiro #1-6, do encadernado I, Vampire: Tainted Love, com roteiro de Joshua Hale Fialkov e desenhos de Andrea Sorrentino, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Andrew Bennett, um dos mais antigos e poderosos vampiros que existe sempre manteve a humanidade a salvo de Mary, a Rainha de Sangue, que foi justamente criada por ele. Mas agora, Mary se libertou de seu controle e está disposta a trazer o horror com seu exército de vampiros.

Edição #2: Nos subterrâneos da cidade, Andrew tenta deter Mary, mas ela consegue escapar deixando-o encurralado por uma horda de vampiros.

Edição #3: Gravemente ferido, Andrew procura a ajuda de seu velho amigo, Prof. John Troughton. Recuperado, ele descobre um ataque coordenado em quatro cidades e segue pistas até a próxima – Gotham. Mas agora, os dois têm o apoio da jovem caçadora de vampiros, Tig.

Edição #4: A caminho de Gotham, Andrew conhece Steve, um vampiro renegado que ele teve de matar, mas depois descobre ser pai de Tig. Participação especial de John Constantine.

Edição #5: Ao chegar a Gotham, o grupo de caçadores de vampiros liderado por Andrew Bennett recebe o acréscimo de um desconfiado Batman para enfrentar Mary e seus vampiros.

Edição #6: Durante o confronto, Tig fica sabendo de algo que pode libertar centenas de vampiros da maldição, mas para isso, ele precisa matar Andrew, cortando-lhe a cabeça. Nesse instantes, surge Cain, o mestre de todos os vampiros. É o prelúdio para o crossover Ascensão dos Vampiros.

Conto de terror clássico com vampiros dentro do Universo Novos 52 da DC. Eu, Vampiro foi criado originalmente nos anos 80 por J.M. Dematteis. Leitura interessante.

Análise de Frankenstein – Agente da Sombra #1-7, do encadernado Frankenstein, Agent of SHADE: War of the Monsters, com roteiro de Jeff Lemire e desenhos de Alberto Ponticelli, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Frankenstein trabalha para a SOMBRA, agência que cuida de ataques sobrenaturais. Quando uma pequena cidade do interior é invadida, Frank e sua nova equipe, o Comando das Criaturas são enviadas para evitar que a invasão se espalhe.

Edição #2: A SOMBRA descobre que os monstros são criaturas de outra dimensão que estão invadindo a Terra já há muito tempo. A única solução é enviar o Comando das Criaturas para destruir o planeta todo e resgatar sua agente desaparecida Lady Frankenstein.

Edição #3: No Planeta Monstro, Frankenstein consegue derrubar o primeiro titã monstruoso, restando dois. Então, dois grupos são formados e eles têm menos de quatro horas para derrotar os titãs e impedir que nosso planeta seja invadido.

Edição #4: Contagem regressiva enquanto Frank e seus companheiros agentes da SOMBRA tentam destruir os dois titãs que restam.

Edição #5: Em duas frentes de batalha, Frankenstein enfrenta OMAC e a SOMBRA tenta impedir os ataques cibernéticos do Irmão-Olho.

Edição #6: Afetados pela tentativa de invasão do Irmão-Olho, os Humanids desenvolvem algum tipo de consciência e libertam todas as experiências fracassadas da SOMBRA que estavam presas. E Frank e o Comando das Criaturas estão atrás de um agente renegado.

Edição #7: Uma luta pela sobrevivência e pela libertação da SOMBRANET, o centro de operações da organização secreta.

Ação, aventura e bom humor nessa série muito bem conduzida por Jeff Lemire. Leitura recomendada.

Análise de Cavaleiros do Demônio #1-7, do encadernado Demon Knights: Seven Against the Dark, com roteiro de Paul Cornell e desenhos de Diógenes Neves Michael Choi Robson Rocha, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: A Horda, um exército de bárbaros da Rainha Errante, ruma até a cidade de Alba Sarum, mas antes, deve passar por um vilarejo. Mas, eles jamais esperariam encontrar uma resistência de origem no local.

Edição #2: Uma força formada por Etrigan, Madame Xanadu, Vandal Savage, “Sir” Ystin, Exoristos e Al Jabr consegue rechaçar a Horda temporariamente. Porém, Mordru, aliado da rainha, usa de sua poderosa magia para impedir que um escudo místico proteja a vila de Little Spring.

Edição #3: O escudo mágico de Xanadu suga toda a sua energia, mas não irá durar muito tempo. É hora dos Cavaleiros do Demônio e os guerreiros do vilarejo de Little Spring se prepararem para o iminente ataque da Horda e seus dragões mecânicos.

Edição #4: Sir Ystin tem uma nova visão com Merlin e o Cálice Sagrado, renovando suas forças e esperança. O cálice deve ser encontrado rapidamente, pois também é desejado pela Rainha Errante.

Edição #5: Durante à noite, o espírito de Mordru aparece a alguns dos guerreiros – Cavaleira, Al Jabr, Exoristos – tentando convencê-los a entregar o grupo e se unir à Rainha, porém, todos permanecem leais. Infelizmente, há um traidor que se junta à Horda.

Edição #6: É hora da Horda atacar, liderados por Vandal Savage. A Cavaleira consegue evocar o auxílio de um exército galopante e partem para Alba Sarum para pedir socorro. Mas antes deles chegarem, as muralhas do vilarejo são colocadas abaixo, restando apenas Etrigan, Al Jabr, Xanadu, Ystin e Exoristos.

Edição #7: A Rainha Errante quer eliminar Ystin pela chance de obter o cálice somente para sim. Com seus poderes recuperados, Xanadu enfrenta Mordru. Mesmo assim, os poderes dos Cavaleiros do Demônio não são suficientes. Será que a Cavaleira conseguirá o apoio de Alba Sarum à tempo?

Magia e misticismo em uma aventura medieval com alguns dos personagens clássicos da DC como Madame Xanadu, Etrigan e Vandal Savage. Uma reunião inusitada que deu certo. Leitura recomendada.

Por Roger



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Provável último post que farei sobre Hellboy 3


O Guillermo del Toro twittou as seguintes palavras:


"Hellboy 3 Sinto muito trazer isso: Falei com todos os envolvidos. Devo dizer que há 100% de certeza que a sequência não vai acontecer. E essa é a última coisa que direi sobre isso."

Olha, tem uma razão porque com o passar dos anos eu gostar não apenas de passar análises secas sobre o que eu recomendo pras pessoas mas também sempre deixar pelo menos um parágrafo pra como eu me senti com aquilo. Eu notei que passa o tempo e eu posso voltar, ler o que eu escrevi e fica meio que um álbum de fotos, tudo registrado, lembro qual foi a sensação da época. Praticamente não sinto vontade de fazer isso agora, é muito desanimador. Eis o post de quando eu vi no site Judão que o público, o Ron Perlman e o Guillermo del Toro tinham agitado um coro pedindo "Hellboy 3" pros investidores da Legendary Pictures. Eu registrei como eu me sentia:


Pelo post eu me lembro daquela noite. Meu irmão não acreditava, eu tinha ficado até emocionado. Não demorou e ele baixou os dois filmes pra ver de novo. Parece besteira, mas eu realmente nunca tinha ouvido disso acontecer. Tantas pessoas gritarem para que um filme seja feito em uma conferência como se fossem pessoas pedindo "No More Tears" em um show do Ozzy Osbourne. É sério, na minha cabeça não lembro de outro caso que isso tenha rolado. Eu curtia os filmes, passam longe de serem meus filmes preferidos, mas me divertiram demais nos momentos certos. O segundo saiu no mesmo ano que "Iron Man" e "The Dark Knight" e mesmo assim eu tinha adorado, um dos filmes de aventura que mais me satisfez na minha adolescência. Quando rolou isso na Comic-Con eu só sabia que tinha Hellboy 2 e não tinha o 3, não imaginava que tinha alguma treta de quererem fazer o 3 e os produtores não quererem investir. Sei lá, eu simplesmente não pensava nisso, aí depois dessa comecei a acompanhar TUDO. Eu sempre postava no meu blog, achava legal que boa parte dos leitores acompanhavam com entusiasmo também, pode ser que só estivessem zuando, mas parecia que todo mundo se interessava pela ideia. Cara, parecia uma briga que ia ser vencida. Atores, tanto os principais quanto os secundários, dizendo que não só topavam um terceiro filme como morriam de vontade de fechar a série. A cada ano aumentam mais as adaptações de quadrinhos produzidas. O del Toro também demonstrava interesse, até o Stan Lee tinha compartilhado no Facebook dele falando pras pessoas ajudarem o Ron Perlman.



Fazia sentido esperar que em breve teríamos um logo de verdade, um trailer e o bendito filme. Mas não. No início desse ano del Toro pediu manifestação dos fãs como ajuda, foi mexer os gravetos de novo e quase sem explicações nos traz essa novidade. Não tem muito o que dizer, não vai acontecer. Quero dizer, temos séries da Jessica Jones, do Luke Cage, filme dos Guardiões da Galáxia, do Homem-Formiga, do Deadpool, do Adão Negro, até da versão LEGO do Batman. A Disney então, meu Deus. Tão fazendo em live-action Tarzan, A Bela e a Fera, até Dumbo e Ursinho Pooh. Eu realmente não sei o que pode ter de cativante em um live-action do Dumbo ou do Ursinho Pooh. Meu, aquele Animais Fantásticos e Onde Habitam? Fui ver com a minha mãe, meu Deus, que coisa mais chata. Tudo não só vai ser sequenciado, como já é certo que vai ser sequenciado duas, três, quatro vezes. Ano passado fui ver um filme que tava anos em produção, milhões e milhões e mais milhões de dólares investidos, foi uma das coisas mais horríveis que eu já vi! Roteiro horroroso, incrível capacidade de estragar todos os personagens, em um ponto que eu só me perguntava, se era pra fazer, por que haviam feito aquilo?! Meu, você fica esperando pra ver a Mulher-Maravilha num filme, você vai ver... Não é a Mulher-Maravilha, é a Mulher-Gato. Aí na última luta do filme transformam ela na Mulher-Maravilha. Cara, é muito chato, não é por nada que eu parei de ir ver. Pensei, gasto meu dinheiro, crio expectativa e o filme é uma piada ridícula? Já deu.


Espero que o filme do "Logan" seja bom, já que também tem um tom conclusivo. Quero dizer, todos estamos vendo o Hugh Jackman naquele papel há muitos anos, por melhores ou piores que sejam os filmes, e eu gosto muito desse tom conclusivo quando bem feito, curti muito o último Batman do Christopher Nolan, foi um filme muito sério e bonito. Mas parece que com o Hellboy não teremos tanta sorte, por mais bizarro que seja acreditar que isso é verdade. Tô cheio de coisas pra fazer, mas resolvi fazer esse post pra registrar a sensação... A DC tá tentando contatar caras como Mel Gibson, George Miller e Matt Reeves pra dirigirem seus filmes. Eles contam com atores como J.K. Simmons, Margot Robbie, Jared Leto e William DaFoe quando a última coisa que lançaram foi o "Esquadrão Suicida". Esse é o contexto do dia que Guillermo del Toro, Mike Mignola e Ron Perlman confirmaram que não vão fazer Hellboy 3.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

IVAN REIS MOSTRANDO QUE NEM TODOS ARTISTAS SÃO ARROGANTES


É até triste para mim admitir que só vim conhecer o trabalho desse cara com os Novos 52 da DC. Como sempre lia a Marvel, meu maior exemplo de desenhista brasileiro nos quadrinhos sempre foi o Mike Deodato Jr, isso até conhecer o Ivan e seus trabalhos ímpares com o Aquaman, Lanterna Verde ou mesmo Liga da Justiça (Embora o Aquaman eu ainda ache mais detalhado). Como essa semana teve alguns acontecimentos um tanto pesados, busquei me afastar um pouco do xadrez e admirar profissionais assim, que falam sobre o que fazem da maneira mais tranquila mesmo, que tem um amor ao que fazem absolutamente palpáveis, como o supracitado Hugh Jackman interpretando o Wolverine. Assista o vídeo e observe um pouco do herói por de trás do lápis:



CRONOLOGIA DOS X-MEN NOS CINEMAS DE FORMA SUPER SIMPLES!


Antes de tudo, esse post não é meu, ele é do Orson Krennic, publicado originalmente ontem, em uma comunidade do Disqus que eu participo, a "Sala de Justiça" Ex-Zona Negativa. Com a permissão dele, resolvi postar aqui esse material. Se trata de um apanhado de anos, mostrando toda a trajetória dos X-men nos filmes, incluindo até mesmo diferentes terras (leia-se dimensões). O apanhado capta desde de X-Men -- O Filme (2000) ao Logan (2017). Sugiro dá play no som antes de começar.


"A cronologia dos X-Men é uma das mais conturbadas, vou tentar explicar ela para vocês neste post.
Terra 1:

3600 A.C- En Sabah Nur é traído e entra em hibernação.
1832- James Howlett em Alberta, Canada. 
1845- Howlett mata seu pai biológico e foge com Victor Creed
1861- James e Victor lutam na Guerra Civil norte americana.
1917- Novamente, James e Victor lutam na Primeira Guerra Mundial.
1930- Erik Lenhsherr nasce.
1932- Charles Xavier nasce.
1934- Raven Darkholme nasce.
1944- Erik tem o primeiro contato com seus poderes.
1944- Raven e Charles se conhecem.
1945- Howlett testemunha a explosão de Nagasaki e salva Yashida.
1959- Emma Frost se junta ao clube do inferno e William Stryker passa a estudar mutantes.
1962- Eventos de X-Men: Primeira Classe.


1963- Magneto, supostamente mata JFK e é preso. Os outros membros da Irmandade são cassados e derrotados.
1965- A Escola Xavier abre.
1967- Bolivar Trask abre a Trask Indústrias.
1960-1972: Howlett e Victor lutam na Guerra do Vietnã.
1973- Eventos de Dias de um Futuro Esquecido (espera um pouquinho!)


1975- Howlett e Victor se juntam a equipe X.
1981- Erik e Xavier conhecem Jean Grey. 
1985- Dentes de Sabre caça os membros da Equipe X.
1986- Logan se torna Arma X e ganha esqueleto de Adamantium.
1987- Wolverine perde a memória.
2004- Eventos de X-Men, o filme.
2005- Eventos de X2.


2006- Eventos de o Confronto Final. Mortes de Ciclope, Jean Grey e Professor X (que transfere sua consciência ao corpo vegetativo de seu irmão gêmeo), Magneto perde e recupera seus poderes.
2011- Eventos de Wolverine- Imortal.
2013- Cena pôs créditos de Wolverine- Imortal.
2015- Programa Sentinela começa a ser produzido.
2023- o Mundo está apocalíptico, Kitty envia a consciência de Logan de volta a 1973 e ele junto com Xavier e Fera, impede Mística de matar Trask, criando outra linha alternativa.



Terra 2:

1973- Wolverine, Xavier e Fera impedem o assassinato de Bolívar Trask.
1983- Eventos de X-Men: Apocalipse.
1993- Eventos de X-Men: Supernova.
2023- Wolverine da Terra 1 acorda no corpo do Wolverine da Terra 2.

Terra 3:

2015: Eventos de Deadpool.

Depois temos Deadpool 2, X-Force entre outros que se passam nesta terra.

Terra 4:

2029: Os mutantes estão cada fez mais sumindo, e essa linha considera todos os filmes antigos como cânones, mais na verdade ocorreram de forma menos exagerada e em menor escala. Nessa linha, um envelhecido Logan cuida de um doente Professor X, suas tentativas de fugir de seu legado acabam quando uma jovem mutante surge, perseguida por forças sombrias.



Ficou mais claro? Ou mais difícil? De sua opinião nos comentários!"


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

SE EXISTIAM DÚVIDAS SOBRE O GENTILI TER LEVADO TALK SHOWS NO BRASIL Á OUTRO PATAMAR...


Acho que essa foto acima lhe responde. Vídeo em breve. "Quando se é um cara do banco de reservas e se é posto para jogar, fica evidente que você só sai se lhe arrancarem do campo."



Não seja aquilo que te fizeram @wponx @20thcenturyfox

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Megapost: Coleção Graphic Novels Marvel #31-40 (Editora Salvat)

Leia a primeira parte com as edições #1-10 aqui
Leia a primeira parte com as edições #11-20 aqui
Leia a primeira parte com as edições #21-30 aqui

Graphic Novels Marvel #31 – Quarteto Fantástico - Ações Autoritárias, que reúne as edições #503-508 de Fantastic Four, escrito por Mark Waid e desenhos de Howard Potter, lançado pela Editora Salvat.


Após o aparente fim de Destino, o Quarteto Fantástico vai à Latvéria e Reed decide que a melhor maneira de lidar com a situação é se tornar o novo monarca do oprimido povo, trazer verdadeira paz e acabar com o arsenal de Von Doom. Porém, esse ato político não passa despercebido pelas Nações Unidas que resolvem intervir. Liderados por Nick Fury, exércitos de várias potências mundiais d\se unem para “libertar” a Latvéria e prender Reed Richards. Num último ato de desespero, Reed resgata Destino do inferno e o prende em definitivo numa espécie de prisão dimensional, mas ao serem resgatados pelo restante do grupo, algo inesperado e fatal acontece.

Um arco impressionante mostrando as consequências da batalha definitiva entre o Quarteto e Dr. Destino. Fica até difícil definir com exatidão as motivações de Reed no decorrer de toda a trama, o que é um mérito do escritor, pois abre várias possibilidades. Egocentrismo, egoísmo, desespero, altruísmo, fracasso, sentimento de culpa, verdadeira coragem ou frustração? Ou uma somatória? A verdade é que Mark Waid traz uma história surpreendente com um final ainda mais surpreendente. Leitura obrigatória.

Graphic Novels Marvel #32 – 1602, que reúne as edições #1-8 da minissérie 1602, escrito por Neil Gaiman e desenhos de Andy Kubert, lançado pela Editora Salvat.


Estranhos fenômenos acometem a Inglaterra de 1602 sob o reinado de Elizabeth. Pessoas com poderes extraordinários se encontram em vários setores dessa sociedade. O chefe de segurança Nicholas Fury, o mago Stephen Strange, o jovem aprendiz Peter Parquagh, Calos Javier e seus pupilos – os Sanguebruxos – o Inquisidor e seus lacaios – Wanda e Petros, todos eles tem suas participações que os levarão à experiências inesquecíveis e um desfecho de tirar o fôlego.

Neil Gaiman cria 1602, reimaginando esta parte do multiverso Marvel, combinando eventos e personalidades reais com os fantásticos personagens da Casa das Ideias. E não se limitou apenas em inserir a mitologia que faz parte das origens dos heróis e vilões que ele usou, mas soube como mesclar essas histórias com acontecimentos reais da época, como a Inquisição, intolerância religiosa, corrupção e ganância política e superstições em uma jornada fascinante. Não conheço muito bem as obras de Neil Gaiman a ponto de fazer uma análise profunda dele como obra literária, mas 1602 me entreteve como um leitor de quadrinhos com uma história bem elaborada e instigante. Leitura imperdível. 

Graphic Novels Marvel #33 – Guerra Secreta, que reúne as edições #1-5 da minissérie Secret War, escrito por Brian Michael Bendis e desenhos de Gabrielle Dell’Otto, lançado pela Editora Salvat.


Alguns heróis estão sofrendo atentados, e isso chama a atenção do Capitão América. Uma missão secreta liderada por Nick Fury, há um ano atrás, e formado pelo Capitão América, Homem-Aranha, Luke Cage, Wolverine e Demolidor volta para assombrar esses heróis hoje. Naquela ocasião, Fury descobre que a Primeira-Ministra eleita da Latvéria, Lúcia Von Bardas, estava financiando armamentos tecnológicos para vários vilões americanos, e a recusa do governo em lidar com essa situação, forçou o líder da SHIELD a derrubar Von Bardas do poder, com a ajuda de sua equipe secreta. Mas, os problemas são mais profundos do que se possa imaginar.

Uma trama bem no estilo espionagem, característico da SHIELD, com muita ação, suspense, intrigas políticas e descobertas inesperadas. O escritor Brian M. Bendis plantou uma pequena semente do que viria a se tornar uma excelente fase do universo Marvel na década de 2000, principalmente com a formação da equipe secreta, que serviria de base para os Novos Vingadores de 2005, do próprio Bendis, e o papel de Nick Fury que seria desvendado apenas na saga Invasão Secreta. Os desenhos são sensacionais, bem realistas, ao estilo de Dell’Otto, com um destaque especial para a colorização. Leitura recomendada.

Graphic Novels Marvel #34 – Vingadores – A Queda, que reúne as edições #500-503 da revista The Avengers e The Avengers Finale, escrito por Brian Michael Bendis e desenhos de David Finch e Olivier Coipel, lançado pela Editora Salvat.


Era mais um dia comum na vida dos Vingadores, se não fosse por um detalhe – de repente, em apenas um dia, a Mansão é destruída, Mulher-Hulk perde o controle, Scott Lang e Gavião Arqueiro morrem, o Visão é destruído, Tony Stark é destituído de seu cargo como Secretário de Defesa e as Nações Unidas rompem suas ligações com o grupo. Quem poderia estar por trás do pior dia na história dos Maiores Heróis da Terra?

Brian Bendis assume o último arco do grupo, como uma preparação para o vindouro novo título – Novos Vingadores. Ação desenfreada e uma revelação surpreendente caracterizam essa história, típico da mitologia que marcou as décadas anteriores dos Vingadores. É possível que essa saga marque o início de uma fase de muito sucesso não só para a franquia Vingadores, mas para o universo Marvel como um todo. Uma boa leitura.

Graphic Novels Marvel #35 – Mulher-Hulk – Mulher Solteira Procura, que reúne as edições #1-6 da revista She-Hulk, escrito por Dan Slott e desenhos de Juan Bobillo e Paul Pelletier, lançado pela Editora Salvat.


Às vezes não é fácil conciliar a vida de super-heroína com a de advogada, mas quando recebe uma proposta de trabalhar na agência Goodman, Lieber, Kurtzberg & Holliway que lida com casos de super-humanos, Jennifer Walters pode usar todos os seus talentos. Desde casos envolvendo um homem de família que não quer seus recém-adquiridos poderes acidentalmente, um fantasma que quer depor no tribunal e até mesmo o Homem-Aranha processando J. Jonah Jameson por calúnia, a Mulher-Hulk vive uma nova etapa inusitada em sua vida, tanto profissional quanto pessoal.

Dan Slott conseguiu impor um tom muito divertido, ao mesmo tempo em que preserva as raízes da personagem, desenvolvendo especialmente seu lado psicológico. Jennifer Walters é insegura, com complexo de inferioridade, mas deve deixar a Mulher-Hulk de lado para se tornar a advogada que o universo Marvel necessita. Uma boa pedida. Leitura recomendada.

Graphic Novels Marvel #36 – Surpreendentes X-Men - Superdotados, que reúne as edições #1-6 da revista Astonishing X-Men, escrito por Josh Whedon e desenhos de John Cassaday, lançado pela Editora Salvat. 


A Escola para Jovens Superdotados está de volta com um novo corpo docente administrativo formado por Ciclope, Emma Frost, Fera, Kitty Pryde e Wolverine. Além de cuidar e treinar jovens mutantes, Scott está determinado a transformar os X-Men em heróis a começar com o uso de uniformes mais “heroicos”, ou coloridos. Enquanto isso, a Dra. Kavita Rao anuncia a cura para o gene mutante e o misterioso guerreiro Ord do planeta Grimamundo liderando um grupo de mercenários precisa matar Colossus a fim de evitar uma catátrofe em seu planeta natal.

A estreia de Joss Whedon num título dos X-Men foi simplesmente fenomenal. Diálogos afiados, bons momentos de humor, grandes lutas, e uma trama bem elaborada. A “cura mutante” gerou bastante controvérsia e foi bem desenvolvido, mas ao mesmo tempo, o relacionamento entre os cinco x-men foi bem explorado. Whedon deu atenção em especial à Emma Frost e Kitty Pryde, que rendeu momentos incríveis.

Ele também fez muitas homenagens à fase clássica de Chris Claremont e John Byrne – a volta dos uniformes coloridos, o relacionamento direto e sem rodeios entre os integrantes do grupo, um adversário alienígena, Colossus fazendo o lançamento especial do Wolverine, entre outras coisas. Logo no início do arco Whedon já deixou claro sua intenção de trazer os elementos clássicos dos X-Men de volta, mostrando o retorno de Kitty Pryde à mansão – era como se a volta de Kitty representasse uma volta aos bons tempos de Claremont/Byrne. Leitura altamente recomendada!

Graphic Novels Marvel #37 – Surpreendentes X-Men - Perigoso, que reúne as edições #7-12 da revista Astonishing X-Men, escrito por Josh Whedon e desenhos de John Cassaday, lançado pela Editora Salvat. 


Os X-Men e o Quarteto Fantástico lidam com um monstro gigante que pertence ao Touperia. Asa tenta se adaptar com a “cura” de seus poderes, mas não consegue e acaba se suicidando (ou será outra coisa?). Kitty e Colossus ainda estão tentando se entender após a incrível descoberta de que Peter está vivo. A Sala assume uma forma robótica e ataca todos os X-Men, encurralando Kitty e os alunos dentro da própria sala. Finalmente ficamos sabendo que o Clube do Inferno parece estar por trás manipulando Emma Frost.

Joss Whedon trabalhou com um conceito muito interessante – a Sala do Perigo – já que ela foi, de fato, projetada para “destruir” os X-Men. Então, quando ela assume vida própria, a única coisa que ela sabe fazer é tentar matar os mutantes. Na verdade, há outros fatores envolvidos, mas mesmo assim, Whedon soube desenvolver bem esse aspecto clássico nas histórias dos X-Men. Os desenhos de Cassaday continuam um show à parte. Leitura altamente recomendada!

Graphic Novels Marvel #38 – Pantera Negra - Quem, é o Pantera Negra?, escrito por Reginald Hudlin e desenhos de John Romita Jr., lançado pela Editora Salvat.


Wakanda é um pequeno país da África que jamais foi conquistada apesar das inúmeras tentativas de invasão. Um povo guerreiro, estratégico e recursos altamente tecnológicos à sua disposição. Essa aparente fortaleza intransponível chama a atenção da alta patente dos EUA, especialmente por se tratar de uma nação fechada quando se trata de assuntos de cooperação internacional. Além disso, Ulysses Klaw, o Garra Sônica, reúne um grupo de vilões formado por Rino, Batroc e até mesmo convence o Cavaleiro Negro, com o objetivo de invadir Wakanda. T’Challa precisa salvar seu povo, sua nação e sua família.

O roteirista Reginald Hudlin explora o universo do Pantera Negra, enfatizando o reinado e suas tradições, além de explorar Wakanda, seu povo, sua cultura e seu poder militar. Incluir um vilão tradicional como o Garra Sônica foi uma decisão acertada. Hudlin também aborda o aspecto político ao mostrar a maneira como o governo americano reage diante de uma potência rival. Um excelente início para quem deseja conhecer o personagem. Leitura recomendada.

Graphic Novels Marvel #39 – Motoqueiro Fantasma – Estrada para a Danação, que reúne as edições #1-6 da revista Ghost Rider Vol.4, escrito por Garth Ennis e desenhos de Clayton Crain, lançado pela Editora Salvat. 


O Motoqueiro Fantasma está preso no inferno. Porém, recebe uma chance de liberdade, mas, para isso, precisa deter a entidade demoníaca Kazann, que pretende trazer o inferno à Terra, com a ajuda do inescrupuloso empresário Earl Gustav. Só que, a situação não é tão simples quanto parece. O Motoqueiro foi convocado por Malachi, um anjo renegado que esconde um grande segredo. Além disso, dois agentes – o caçador Hoss e a arcanjo Rute – também foram enviados pelos seus respectivos domínios. Por que tanto interesse assim em Kazann? E como o Motoqueiro Fantasma se encaixa nessa questão entre o Céu e o Inferno?

Garth Ennis com todo o seu sarcasmo e humor ácido está à vontade nesse arco do Motoqueiro Fantasma. Sem se apegar profundamente a pontos cronológicos, Ennis cria uma história que pode atrair qualquer leitor sem conhecimento prévio. É visível o humor negro do autor em vários momentos, como por exemplo, quando o Motoqueiro acaba de sair do inferno e atropela um grupo de radicais preconceituosos prontos para sacrificar um inocente, sem se dar conta do que acabou de fazer, tamanha era sua alegria. Os desenhos de Clayton Crain e a colorização se encaixam perfeitamente nesse ambiente caótico. Uma excelente pedida. Leitura altamente recomendada.

Graphic Novels Marvel #40 – Dinastia M, que reúne as edições #1-8 da minissérie House of M, escrito por Brian Michael Bendis e desenhos de Olivier Coipel, lançado pela Editora Salvat.


Após seu colapso e ataque aos Vingadores, Wanda Maximoff foi levada em estado catatônico até Genosha para ser tratada por Magneto e Xavier. Porém, quando todas as tentativas de cura parecem ter se esgotado, os Novos Vingadores e os Surpreendentes X-Men se reúnem para decidir o destino da Feiticeira Escarlate. Sabendo disso, Pietro “corre” até Genosha para avisar seu pai. Quando os dos grupos chegam à ilha, não encontram mais ninguém, além de serem envoltos em um misterioso clarão.  E assim, inicia-se a Dinastia M, uma realidade criada a partir dos desejos de todos os heróis e vilões envolvidos nessa saga. Apenas Logan parece se lembrar de como eram as coisas antes e ele parte em uma jornada para encontrar e ajudar seus companheiros a despertar dessa ilusão utópica.

Dinastia M procura responder o que aconteceu com a Feiticeira Escarlate após os eventos de Vingadores – A Queda, mas também deixa outras questões a serem respondidas por todo o universo Marvel, especialmente sobre o destino dos mutantes. Além disso, é interessante a forma com o escritor Brian M. Bendis aborda a questão do poder de decisão. Primeiro, Vingadores e X-Men se reúnem para decidir o destino de Wanda. Segundo, quando alguns heróis haviam acordado para a realidade, foi levantada a questão se seria certo reverter tudo ao que era antes, pois não se tratava de impedir algum dano, ela já estava feito. Com isso, Bendis cria mais do que apenas uma minissérie envolvendo dois dos maiores grupos de heróis da Marvel, mas coloca os heróis em situações importantes e que dá o que pensar. Leitura altamente recomendada.

Por Roger