terça-feira, 21 de março de 2017

[TABACARIA]


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15-1-1928 (FERNANDO PESSOA)

domingo, 19 de março de 2017

E se pudessem lágrimas vir... Elas viriam!


Um dia após a morte de um dos criadores do rock, Chuck Berry, que estava com 90 anos de idade, hoje morre Bernie Wrightson (69), desenhista que cocriou o Monstro do Pântano, personagem da DC que se tornou uma das maiores referências do terror gótico. Apesar de já ter trabalhado com HQs de super-herói, ele ficou reconhecido mesmo pelos seus trabalhos de terror, pode notar como mesmo o Monstro do Pântano sendo um personagem bondoso, seu rosto lembra uma caveira. Ele trabalhou em "Eerie" e "Creepy" naquele bom estilo Tales From The Crypt e um dos seus trabalhos mais famosos é a versão ilustrada do clássico Frankenstein. Há pouquíssimo tempo, coisa de menos de um mês, podiam ser encontrados nas bancas dois volumes das primeiras histórias do personagem, se chama "Monstro do Pântano: Raízes". Eu tenho aqui e vou passar o que o escritor, Len Wein, escreveu na introdução em 1991 sobre a forma que eles se envolveram na criação.


"A gente não tinha ideia de que criaria uma lenda.

Naquela manhã cinzenta de dezembro de 1970, quando peguei o trem 'E' nos arredores do Queens em direção a Manhattan, tudo em que eu pensava era qual seria meu próximo trabalho. Como roteirista profissional de quadrinhos com dois anos e meio de atuação, sobrevivi vendendo principalmente histórias curtas de mistério para as revistas de antologia da DC, Marvel e da lamentavelmente finada Gold Key Comics, a maior parte já extinta, mas não esquecida.

No decorrer da viagem de meia hora, tive um vislumbre de uma ideia para uma história. Uma aventura de amor repleta de perigos, assassinatos e, ao fim, vingança. Por que decidi tornar o protagonista uma espécie de monstro do pântano, um arremedo mucoso de homem, não me recordo mais. Mas essa decisão estava destinada a mudar o rumo de minha carreira.

Quando cheguei ao escritório da DC Comics, tinha a premissa muito bem delineada na cabeça e corri para a máquina de escrever mais próxima (naqueles tempos todos usávamos máquinas de escrever) para colocar a ideia no papel.

Apresentei a proposta de uma página em espaçamento simples para Joe Orlando, o editor de The House of Mistery e The House of Secrets, entre outras séries. Coincidentemente, Joe andava pensando em fazer uma história nos moldes de It, a clássica obra de terror de Theodore Sturgeon, que é sobre um desajeitado monstro do pântano. (E eu nunca havia lido até a excelente adaptação de Roy Thomas para a Supernatural Thrillers, da Marvel, alguns anos depois.) Joe leu a minha sinopse entusiasmado, fez algumas sugestões (como o Monstro perder o bracelete dado pela esposa no fim da história), deu o sinal verde e fui pra casa trabalhar no roteiro.

Apenas mais um dia na vida de um roteirista freelance morto de fome, pensei.

No final de semana seguinte fui a uma festa pré-final de ano na casa de meu parceiro de longa data, Marv Wolfman. Mais tarde naquele dia, por razões que infelizmente não lembro, eu estava escorado no meu carro no geladoar da tardinha com Bernie Wrightson olhando a neve cair e proseando. Bernie tinha terminado há pouco tempo com sua namorada e estava meio deprimido. Falei que sabia como ele se sentia. E aí tive a chance de mencionar que estava trabalhando numa história que combinava com o nosso humor. Sugeri que ele podia se interessar em ilustrá-la como um jeito de exorcizar seus demônios, e ele prontamente concordou.

E assim nasceu a lenda."

Pra quem já leu a primeira edição que está disponível no primeiro volume de "Raízes", dá pra notar o inegável tom melancólico de sofrimento sentimental. Que bom que eles transformaram um sentimento triste em uma grande investida criativa! Eu ando meio sem tempo, então vamos direto ao assunto: Especial Monstro do Pântano, vocês querem?

Frank Miller, Neil Gaiman, Bill Sienkiwickz, Bernie Wrightson e Dave Gibbons.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Maratona Novos 52 - Universo Liga da Justiça Parte 2


Análise de Capitão Átomo #1-6, do encadernado Captain Atom: Evolution, com roteiro de J.T. Krul e desenhos de Freddie Williams II, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Enquanto enfrentava um vilão relativamente fácil, o Capitão Átomo sente seus poderes falhando e vai até a base de pesquisa no Kansas falar com seu mentor, o Dr. Megala. Porém, sem muito tempo, segue para Nova York para deter uma erupção vulcânica provocada por um raro e forte terremoto.

Edição #2: Nathaniel Adams, ex-piloto submetido voluntariamente a teste com o Campo Quântico, se tornou o Capitão Átomo, cuja extensão dos poderes ele descobre a cada dia. Dessa vez, até mesmo curou uma criança de um tumor cerebral.

Edição #3: Depois de salvar a vida de Mikey, o Capitão Átomo realiza uma série de salvamentos, mas começa a se questionar até que ponto ele poderia intervir em situações críticas. Na Líbia, encontra com Flash que o indaga sobre seus poderes, quando precisa lidar com uma ogiva nuclear.

Edição #4: O General Eiling tenta usar o Capitão Átomo como uma arma de guerra, mas Nathaniel recusa e vai embora de volta ao Continnum. Lá, se encontra com sua amiga e cientista Ranita Carter. Quando ela o toca, suas mãos se queimam.

Edição #5: O General Eiling se dirige à Washington atrás de uma assinatura energética similar a do Capitão Átomo. Nathaniel resolve se dirigir até a capital e se depara com uma enorme criatura orgânica que absorveu uma cidade inteira.

Edição #6: Nathaniel descobre que a criatura monstruosa era, na verdade, um dos ratos de laboratório submetido aos mesmos experimentos que ele, por isso, as similaridades energéticas. Infelizmente, o Capitão Átomo não tinha como permitir que a criatura continuasse a se expandir indefinidamente.

Cercado pela intolerância, o ex-piloto Nathaniel Adams tenta conviver em um mundo que o repele, enquanto descobre mais sobre seus poderes e seu novo papel no mundo. Questões filosóficas interessantes em se tratando de um ser tão poderoso quanto o Capitão Átomo. Leitura altamente recomendada

Análise de Nuclear #1-6, do encadernado The Fury of Firestorm – Nuclear Men: God Particle, com roteiro de Gail Simone e Ethan Van Sciver e desenhos de Yildiray Cinar, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Jason Rusch é o gênio nerd. Ronnie Raymond é o astro de futebol. Ambos se detestam, mas se quiserem sobreviver, terão de se transformar em algo... nuclear. Perseguido por um grupo de mercenários contratados por uma corporação inescrupulosa, por estar em posse de uma fórmula poderosa criada pelo falecido Professor Martin Stein, Jason convoca os poderes do Nuclear, mas não sozinho.

Edição #2: Agora não há mais volta. Jason e Ronnie, juntamente com sua colega de escola Tonya, estão sendo caçados pela equipe de elite Hiena e procurados pela polícia, e tudo por causa dos Protocolos Nuclear do Prof. Stein.

Edição #3: Depois de derrotar a Hiena, Jason e Ronnie são obrigados a convocar o Fúria para enfrentar Hélice, o primeiro experimento humano com os protocolos Nuclear, e marido de Candance Zither, a responsável por trás desses ataques.

Edição #4: Mikhail Arkadin, co-criador do Protocolo Nuclear ao lado de Martin Stein, não está contente de saber que seu projeto foi roubado e está sendo negociado no mundo todo. Jason leva Tonya, ferida, ao hospital mais próximo enquanto que Ronnie vai atrás de seus familiares.

Edição #5: A diretora Zither convenceu o pai, mas não totalmente a Jason sobre seu projeto de um país seguro com a presença de um Nuclear. Eles são convencidos a participar de uma apresentação, mas percebem tarde demais que tudo não passava de uma armadilha com consequência trágicas.

Edição #6: Arkadin, o Phozar está caçando Nucleares ao redor do mundo e seu próximo alvo são os dois Nucleares americanos – Ronnie e Jason. E para piorar a situação, Phozar acha que os dois foram os responsáveis pela destruição no estádio que dizimou duas mil pessoas.

Nos Novos 52, Nuclear tem uma versão bem diferente da original, incluindo sua origem e até mesmo as pessoas que o formam. A trama é baseada em terrorismo corporativo e foi escrito para ser impactante, mas poderia ter sido melhor. Leitura razoável.

Análise de Senhor Incrível #1-8, do encadernado Mister Terrific: Mind Games, com roteiro de Eric Wallace e desenhos de Gianluca Gugliotta, Scott Clark e Oliver Nome, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Michael Holt passou por uma tragédia familiar, e agora defende a justiça com sua inteligência e recursos tecnológicos. Em Los Angeles, algumas pessoas estão sendo mentalmente afetadas e sua capacidade de raciocínio é ampliada de modo descontrolado.

Edição #2: Com sua mente misteriosamente dominada, Holt aciona uma poderosa máquina que cria ondas causando grandes abalos sísmicos, mas consegue reverter o processo. Depois disso, o Sr. Incrível tenta descobrir o que está acontecendo e quem é o responsável. Antes que pudesse efetuar seu próximo passo, Michael é surpreendido pelo Tormenta Cerebral.

Edição #3: Decidido a acessar os cérebros de todo mundo, apenas a astúcia do Sr. Incrível pode parar o Tormenta Cerebral.

Edição #4: Atormentado com os últimos acontecimentos, Michael se retira para a Nona Dimensão onde fica seu santuário. Porém, ao chegar lá, é aprisionado pelos Kryl e levado a uma prisão intergaláctica povoada por uma multidão de seres alienígenas.

Edição #5: Michael liberta os prisioneiros e lutam pela liberdade. Percebendo que não conseguirão conter a rebelião, os Kryl decidem abandonar a nave-prisão e erradicá-la. Apenas uma prisioneira que se considera uma aberração tem o poder para salvá-los.

Edição #6: É Dia dos Namorados, e depois de escolher seu sucessor como dono das Indústrias Holt, Michael viaja até a Islândia para visitar uma de suas instalações, quando o trem em que viajava é atacado por um mercenário francês meta humano.

Edição #7: Houve uma invasão de segurança nas Indústrias Holt. Enquanto isso, o Sr. Incrível investiga um cargueiro abandonado que foi parar no Porto de L.A. com cargas explosivas!

Edição #8: As Indústrias Holt são atacadas por uma ameaça cibernética e conhecida. Mesmo depois de derrotar o invasor, antes que pudesse comemorar, o Sr. Incrível é cercado pelos Falcões Negros por causa da tecnologia das Esferas-I.

O Senhor Incrível durou apenas oito edições até ser cancelada, mas deixou um bom inicio de arco. Além disso, a trama na Nona Dimensão traçou paralelos interessantes entre a escravidão e o preconceito, pontos altos da revista. Leitura interessante.

Análise de Universo DC Apresenta #1-8, do encadernado DC Universe Presents: Featuring Deadman and Challengers of the Unknown, com roteiro de Paul Jenkins e Dan Didio e desenhos de Bernard Chang e Jerry Ordway, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Desafiador #1-5.
Edição #1: Boston Brand foi um acrobata arrogante assassinado durante uma apresentação. Mas sua vida não havia chegado ao fim, pelo contrário, recrutado pela deusa Rama, Boston recebeu a oportunidade de redenção ao ajudar pessoas com vários tipos de problemas.


Edição #2: À medida que busca respostas para suas dúvidas, Boston passa a desconfiar das motivações de Rama e invade o sobrenatural Clube Moonstone, procurar o livro que conta toda a sua vida.

Edição #3: Desafiador consegue arrancar o livro de sua vida e algumas informações da Bibliotecária, que o levam até o Filho da Manhã.

Edição #4: O momento que Boston Brand tanto aguardou, a descoberta de sua existência e do destino que Rama lhe imputou. Um passeio pelo desconhecido em forma de questões filosóficas pode colocar o Desafiador na perspectiva correta... ou despertar a ira de Rama.

Edição #5: Boston Brand faz o inconcebível, desafia Rama em um assunto que sempre foi o âmago da questão, mas que nunca havia sido trazido à tona.
Excelente história que aborda temas existenciais de maneira instigante. Afinal, o que deveria nos mover – a busca pelas respostas, ou pelas perguntas? Leitura altamente recomendada.

Desafiadores do Desconhecido #6-7
Edição #6: Os Desafiadores do Desconhecido, um reality show que tenta renovar sua audiência vai ao Himalaia. Lá, seu avião é derrubado e, a partir daí, mistérios e perigos rondam a equipe.

Edição #7: Os Desafiadores retornam à Metrópolis, mas sem Clay e Ace desaparecidos. Eles juram ter conhecido uma cidade chamada Nanda Parbat, mas não conseguem provar. Porém, o amuleto Espiral pode ser a chave para seu sucesso. Próxima parada – Alemanha, para conseguir o segundo talismã.

Edição #8: A busca pelo terceiro talismã, na Bolívia, fez mais uma vítima nos Desafiadores. Porém, quando o quebra-cabeças estava para ser montado, uma entidade usando o corpo de Ace Morgan resolve intervir e reclamar os amuletos para si.

A versão dos Desafiadores do Desconhecido para os Novos 52, com um toque contemporâneo, sendo apresentado como um reality show de aventura e sobrevivência. Leitura satisfatória.

Análise de O Selvagem Gavião Negro #1-8, do encadernado The Savage Hawkman: Darkness Rising, com roteiro de Tony Daniel e desenhos de Phillip Tan e Cliff Richards, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Carter Hall trabalha como criptologista em um laboratório de pesquisa liderado pelo Prof. Ziegler, que tem se especializado em achados arqueológicos alienígenas. Em um desses achados, uma terrível criatura, Morphicius é liberada.

Edição #2: Após um confronto violento, Morphicius foge. Mais tarde é levado ao misterioso Dr. Kane que tem planos malignos para a criatura e um vírus letal.

Edição #3: Carter descobre a verdade sobre a chegada e a existência de Morphicius, que na verdade, se trata de um organismo que propaga destruição.

Edição #4: O Gavião Negro precisa parar Morphicius antes que ele espalhe sua praga contaminando a Terra toda.

Edição #5: Um livro antigo e aparentemente sem valor, esconde os segredos do Orbe da Morte. O Gavião Negro precisa desvendar esse mistério antes que o Fantasma Fidalgo se apodere dele.

Edição #6: O metal Enésimo no corpo de Carter é capaz de rastrear o Orbe da Morte. Mas, antes que o Gavião Negro possa pegá-lo, Jim Craddock, o Fantasma Fidalgo se apodera do artefato.

Edição #7: Craddock pretende retornar ao mundo dos vivos utilizando o Orbe, mas se isso acontecer, todo ser vivo em um raio de muitos quilômetros serão automaticamente dizimados.

Edição #8: Askana, a assistente transmorfa do Dr. Kane pede ajuda ao Gavião Negro para salva-la de alguns caçadores alienígenas.

O escritor Tony Daniel desenvolve os dois primeiros arcos do Gavião Negro pelos Novos 52, deixando algumas questões a serem resolvidas, principalmente no que se refere à origem do guerreiro thanagarianno. Leitura satisfatória.

Análise de Liga da Justiça Internacional #1-6, do encadernado Justice League International: The Signal Masters, com roteiro de Dan Jurgens e desenhos de Aaron Lopresti, e tecerei breves comentários sobre as edições.


Edição #1: Gladiador Dourado, Gelo, Vixen, Fogo, Soviete Supremo, Augusto General de Ferro e Godiva, a Liga da Justiça Internacional formada por heróis de vários países e sancionados pela Nações Unidas para servir como uma força-tarefa supervisionada. Sua primeira missão, encontrar um grupo de expedição desaparecida no Peru... além de tentarem uma convivência razoável.

Edição #2: Ao chegar ao Peru, o grupo de separa com uma criatura gigantesca e é derrotada de modo humilhante. Guy Gardner resolve se juntar à Liga, que já contava com o auxílio do Batman. O problema é que, há mais dessas criaturas e, além disso, explodiram a Sala da Justiça.

Edição #3: Gladiador Dourado divide a LJI em quatro grupos para cobrir o Peru, a Rúsia, o Canadá e África do Sul, onde os quatro gigantes estão transmitindo uma espécie de sinal para fora do planeta. Guy segue esse sinal e se depara com uma gigantesca e ameaçadora nave.

Edição #4: Capturados, a LJI conhece Peraxxus, um coletor que deseja levar todo o minério do planeta. Agora, os quatro gigantes foram acionados e o processo de destruição da Terra começou.

Edição #5: Restam menos de três dias para Peraxxus esgotar por completo os recursos naturais da Terra. A LJI precisa agir sem demora e se dirigem ao espaço para tentar invadir a nave e deter o poderoso parasita.

Edição #6: Depois de expulsar Peraxxus, é hora da ONU decidir se o grupo irá ser oficializada ou extinta em definitivo.

Estreia da Liga da Justiça Internacional às mãos do veterano Dan Jurgens, que também escreveu esse título nos anos 90. Para quem esperava algo no tom da antiga Liga da Justiça “cômica” deve ter se decepcionado. Leitura razoável


Por Roger



terça-feira, 14 de março de 2017

BATMAN DERROTANDO UM BAR DE VILÕES


E você sabe o por quê: 

PORQUE...
ELE... 
É... 
O ..............
BATMAN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



__/__/__>>

INDO AINDA MAIS FUNDO NO BAÚ...


Sempre estou lendo tirinhas do Victor Hugo C.

Não posso negar, que parte de mim, sempre que vê a maneira que ele desenha, se lembra de quando isso era emocionante para mim no passado, acho que por quase toda a vida. A minha história com ilustrações é quase a mesma que a do xadrez, se bem que se parar pra pensar, é sempre o mesmo ponto, só mudam as atividades, seguindo sempre o mesmo ciclo:

1.  Descubro uma coisa que gosto muito de fazer, e só quero saber dela, limitando a vida social.

2.  Faço essa coisa de maneira tão ruim, que começam a vim zombarias contra ela, e comentários como “nunca vai conseguir fazer isso um dia.”

3.  Paro tudo, só para dedicar várias horas por dia á aquilo, e querer estudar não só aquilo, mas tudo o que cerca aquilo, o por que daquilo (parece que Piaget explica esse meu processo de aprendizagem...)

4.  Após ter um desempenho bom ou razoável, calo a boca dos “críticos” e começam a me elogiar por algo.


5.  Vem a raiva por agora chegarem elogiando e gostando, já que antes ninguém ajudava em porra nenhuma, e simplesmente largo pra lá essa coisa, pra entrar em outra!

Todas as coisas seguiram os cinco passos.

Ai vez ou outra, encontro algumas lembranças de anos idos (esqueceu que eu guardo tudo?), e hoje trago alguns “desenhos” que seriam do Fênix Fanzines #02, a continuação DESSE FANZINE.

Só que se atentarmos á lógica, já não estamos aqui dentro de uma continuação do Fênix Fanzines? Não seria todo esse blog -- que qualquer dia o Google pode apagar sem mais nem menos, como fez com o Blog do Neófito – uma forma inconsciente de vencer toda essa autossabotagem?

...















Ok. Já chega. Eu só tinha 17 anos e nada pra fazer. Só isso.


domingo, 12 de março de 2017

A era dos melhores filmes já feitos


Eu não pretendia escrever mais análises de filmes de super-heróis depois de "Batman V Superman", inclusive porque mal tenho os assistido, mas como o colega Roger (responsável pelo especial do Kevin Smith) pediu que eu fizesse um contraponto, resolvi aproveitar esse domingo pra registrar as minhas impressões de "Logan". Vamos fazer uma análise breve dos filmes dos X-Men/Wolverine.

Primeiros filmes: legais. Na época eram alucinantes, hoje dá pra ver que tem uns buracos feios (tem gente que não liga, mas eu não gosto), mas todos divertiam, até o 3, apesar dos dois primeiros serem os melhores. Vale lembrar que na época não tínhamos tantos, então eles eram o melhor que havia.

Reboots que não são reboots: o "Primeira Classe" achei maravilhoso, "Dias de Um Futuro Esquecido" era legal mas cheguei a achar trágica a tentativa de trazer de volta a trilogia original que já tinha acabado há tanto tempo. Aquele final "felizes para sempre" meu Deus do céu... Origens Wolverine eu detestei logo quando vi, nunca assisti de novo e "Wolverine: Imortal" e "X-Men: Apocalypse" então vi nem uma vez.

Agora vamos falar de um assunto que eu prefiro bem mais...

Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara!

"O Velho Logan" está entre as 10 HQs da Marvel que eu mais curti tranquilamente. Os rumores de um filme do Wolverine baseado nesse arco já rolavam há um tempo, desde quando fizeram o "Wolverine: Imortal". O roteirista Mark Millar é bem marketeiro e dizia que queria ver o arco adaptado mesmo a Fox não tendo os direitos de personagens como o Incrível Hulk, Venom e Gavião Arqueiro que estão entre os principais da HQ. A minha opinião é que o Millar tá mais preocupado com o dim-dim, ele até escreveu as sequências do Kick-Ass ao mesmo tempo que o roteiro dos filmes. Chegou a dizer que não ia ter problema adaptar, porque dava pra trocar o Hulk pelo Blob num filme... Não, cara... Não dá não. Quem é fã sabe muito bem a diferença entre o Hulk e o Blob, velho. Então já me dava umas mordidas de nervoso a ideia de adaptarem a história, pra mim era impossível fazerem um filme tão legal quanto a HQ (e deve ser impossível mesmo).

Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara!

Eis que saiu o primeiro trailer do filme e o negócio era Wolverine velho em um mundo meio desconstruído mesmo, com X-23 e Professor X no elenco. Uma adaptação da ideia da HQ. O trailer era muito interessante, tendo um tom diferenciado ao som de Johnny Cash. Tentei controlar a ansiedade pela decepção que haviam sido os últimos mesmo com trailers legais. Mesmo eu tendo ido assistir só dois dias depois da estreia já tinha lido comentários dizendo como estava entre os melhores filmes de super-heróis já feito, era o melhor filme da Marvel e todas essas coisas que a gente tem ouvido todo semestre, todos os anos. Junto com as declarações feitas pelo dublador brasileiro que até conheceu o Hugh Jackman, começou a rolar um carinho especial pela versão cinematográfica do personagem mesmo antes de assistir. Afinal, a promessa era um adeus pro Wolverine que conhecemos há tanto tempo.


O ambiente feito no início é similar com o da HQ do Mark Millar. Wolverine diferente, meio velho, passivo e cansado. Mundo não chegou a acabar, mas não tem X-Men e os mutantes também estão quase extintos. Eis que ele tem que botar o pé na estrada. As semelhanças acabam aí, vamos pras novidades. Aqui Logan é um coroa motorista, só coloca as garras pra fora se arranjar briga, o que acontece às vezes, já que continua um bebum. É apaixonante como eles mudaram o personagem pra mostrar uma fase realmente diferente da sua vida. Cara, isso acontece em quase filme nenhum, só lembrar do Homem de Ferro. O cara realmente tá ferrado, sem caminho, sem perspectivas de melhora. Há vários pequenos detalhes geniais, só de ver o cara tendo que usar óculos pra enxergar direito com mó jeito de tiozão já faz toda a diferença e é muito legal! Eles tiveram coragem de propor uma abordagem nova e realmente fizeram, seguiram em frente com a ideia. Melhor ainda do que isso! Não acabou aí!


O que é aquele Professor X?! SENSACIONAL!!! Sério, tem vezes que a gente se apaixona por algumas coisas que acontecem nas histórias e isso aconteceu comigo em relação às transformações desses dois personagens. Se o Wolverine que quase não envelhece está velho, o Xavier ainda mais. Além disso, está com problemas mentais, mal de Alzheimer, que no caso de alguém que tem tanto poder no cérebro, é perigoso pra toda a raça humana. Brilhante! Como último aluno que sobrou, Logan cuida do velho Charles, que vive escondido com o Caliban, personagem secundário que também ficou muito bem caracterizado e interpretado. Pra fechar logo os principais, vamos comentar a X-23.


Consideravelmente conhecida no grande público, a mini-Wolverine também está adaptada ao universo desse filme e ficou muito bem. Como uma criança fechada e violenta, ela demora pra se soltar e desenrolar com os personagens, interagindo sempre de forma reservada, mas ambas as fases ficaram boas: quando a garota está reservada e quando ela está interagindo mais também. Quando ela luta é muito radical, tanto quanto o Wolverine, senão mais. O Professor X também ficou tão legal senão até melhor que o Logan, bem impressionante se parar pra pensar que é um moribundo numa cadeira de rodas. Destaque pro relacionamento entre os personagens. O Wolverine tem dificuldades de superar o fim que levaram todos os seus colegas, não estando muito interessado em criar novos laços, porém sabemos que ele sempre foi "papai lobo" (suas relações com a Jubileu e a Vampira, por exemplo), então é interessante como isso acontece com a sua versão miniatura, que tem garras saindo até dos pés.


Eu não li tudo dos X-Men porque... primeiro que isso é impossível... Mas cheguei a perguntar pra uns colegas, os que escrevem aqui mesmo, se conheciam algum outro lugar onde havia uma versão parecida dessa do Professor Charles Xavier antes de fazer este post. O máximo que já vimos foi o professor meio catatônico, em estado vegetativo. Mas velho com alzheimer?! Ninguém conhecia, então estamos considerando que talvez seja um (grande) trunfo criativo do filme ter feito essa abordagem supostamente inédita do personagem. Junto a isso a relação dele com o Logan foi COMPLETAMENTE SURPREENDENTE! Tem umas cenas que é como se fosse o Alfred com o Bruce Wayne, ou até melhor! Afinal, ninguém esperava! É emocionante e bonito. Eu só lembro de ver maiores aprofundamentos de relação do Charles com o Magneto e o Ciclope, ao ponto que mostraram nesse filme eu realmente não lembrava. A história é triste e dramática. É diferente da HQ "Velho Logan" mas explorando o lado mais pessoal dos personagens (e a doença do Xavier) traz o sentimentalismo de forma diferente e competente.

Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara!
A trajetória do Wolverine como personagem adaptado foi uma coisa interessante, vamos voltar pra quando ele começou a ficar popular nas HQs.


Eu posso ter crescido com o Wolverine do Hugh Jackman, mas pelo que sempre leio, o personagem se destacou por ser um homem não idealizado, como Thor, Superman e afins. Ele era definitivamente coroa, peludo, baixinho, ranzinza e beberrão. Era praticamente um maluco do bar, mas seu lado que trabalhava como agente secreto ou com os X-Men entrava nas aventuras. Então muitas pessoas ficaram parcialmente desapontadas ao verem o primeiro filme terem um galã encarnando o personagem. Digo "parcialmente" porque não dá pra realmente não gostar do Wolverine do filme, tipo que ele é legal, mas achavam ruim, "como um cara que é eleito o mais sexy do ano está interpretando o Wolverine?!", entende? Hehe. Imagina se fosse o Joe Pesci sem camisa o Wolverine.

Brincadeira Alert

Imagina primeiro, depois continua lendo. Em "Logan" é onde Jackman, além de ter interpretado muito, mais se adequou com esse tipo de caracterização masculina, dá pra notar logo no início. E tem a parte dos...

18+

Depois do sucesso surreal que foi o filme do Deadpool, a Fox liberou que o filme fosse pra maiores, o que é sempre uma discussão polêmica por causa da faixa juvenil do público. Aqui os xarás são furados e fatiados como nunca antes, há sangue, queimaduras e feridas a doidado. Desde o início dá pra notar que eles aproveitaram pra falar palavrão pra caramba e há uma parte com nudez. Ajudou com a impressão de abordagem inédita e parece que censura virou a notícia agora. Tão falando que o do Spawn vai ser ainda maaaaaaais violento e o da Mulher-Maravilha vai contar com uma versão estendida para maiores. Bem, E DAÍ?! "Mad Max" foi uma loucura desenfreada e quase não se via violência explícita, é besteira pegar isso como parâmetro. O próprio Batman do Nolan era chocante sem ser explícito.


Então, o filme é perfeito? Não, pelo contrário. É como se todos esses pontos positivos não evoluíssem. Você tem toda uma base que não só é muito boa, como até inovadora. O problema é que mais ou menos da metade pro final eles não dão qualquer tipo de acelerada e de forma extremamente desapontadora o filme começa a cansar! Eu, particularmente, chegou um ponto que realmente já tava querendo que acabasse logo, porque realmente não tava andando. É uma pena, mas desanda, o roteiro se revela fraco quando chega nos seus pontos de virada. Mais pro final são revelados uns dois inimigos, mas são muito ruins, o principal é extremamente fraco. Cara, não importa se os mutantes tão em extinção. Continua fazendo parte da série que teve

-Magneto
-Mística
-Sebastian Shaw
-Sentinelas
-FÊNIX NEGRA!

Tipo, não dá pra perdoar vilão chato, mano, não dá.


Estes são os pontos positivos e negativos. Agora...

Mais algumas curiosidades


Entre todas as outras boas ideias do filme, eles colocam uma linha de HQs de super-heróis que existem dentro do universo do filme. Claro que é uma ideia super legal e ainda aparece bastante. Há breves menções ao que aconteceu no passado levando ao estado atual dos personagens, você vai juntando as partezinhas, mas senti falta de mencionarem o Magneto em algum momento, já que ele era um dos mais legais e era um super-terrorista, podiam ter comentado na TV ou no rádio, mas eu pesquei nada. Também é feito paralelo com um filme antigo em algumas cenas que ficou bacana.

Veredicto!!!

"Logan" começa como um alívio artístico pro gênero. É inesperado e corajoso, um filme com culhão. Mas o roteiro é o que sustenta tudo, erraram no roteiro, não dá pra fingir que não erraram. Pô, um filme do Wolverine, tem necessidade do cara ficar dirigindo e dormindo tanto tempo? Não, né? Ficou desequilibrado, não tem nada de definitivo em uma última história do Wolverine assim. Dava pra equilibrar muito bem, apresentar ele e os outros personagens que foram tão bem interpretados e depois ir aumentando as escalas. Pega o próprio quadrinho de exemplo, chega um ponto que o Wolverine entra em contato com o presidente (e decapita ele...). No filme podia ser diferente, mas contar com um aumento de escala do tipo, mas não aumenta. Infelizmente, além de não aumentar recicla a fórmula que já tinha sido usada em outras cenas do filme, recicla sem parar. Não vem falar que é assim porque foi dramático, tem nada a ver, dá pra equilibrar.


Eu vi que o diretor falou que tinha mais interesse em fazer um filme sobre os personagens do que sobre a história. É isso ficou legal, mas cara, não dá pra ignorar que é o Wolverine. Teve bastante coisa legal? Beleza, mas o hype é escandalosamente exagerado. 

QUALQUER HQ DO WOLVERINE MAIS OU MENOS FAMOSA É MAIS ÁGIL QUE ESSE FILME

Sabe, a pessoa depois vem falar que "se você não gostou você não conhece de verdade o Wolverine, você deve ser fanboy da DC", zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz... Não enche que é um dos meus personagens favoritos. "Eu, Wolverine", "Velho Logan", "Inimigo do Estado", "Arma X", até algumas mensais que eu não chego a lembrar quem escreveu são mais divertidas. Esse "Logan" não é o ápice de naaaaaaaaaaada. De nada mesmo. Ele só foi o ápice dos filmes do Wolverine, o que não é grande coisa já que todos foram horríveis. Isso acontece direto, as ideias são legais, mas o roteiro trava, não adianta. Por um lado as ideias legais REALMENTE se destacam e deviam servir de inspiração, eu adoraria que tivessem coragem de fazer um Superman ou um Homem-Aranha ambientados no futuro assim, no sentido de realmente mostrar tudo de uma forma diferente. De resto, a empolgação não se mantém. Trazendo a explicação do título do post... Deadpool, Guerra Civil, agora o Logan... Todo filme que sai agora falam que é o melhor do mundo, quando muitas vezes não superam nem o Homem-Aranha lá do Sam Raimi. 


"Logan" é legal, corajoso, inspirador, infelizmente se torna cansativo e repetitivo, ao ponto que chego a discordar que seja uma despedida tão grandiosa do personagem como estão dizendo. Foi respeitável e admirável, não é aqueles filmes que a gente fica até com raiva, como "Homem de Ferro 3" e "Homem-Aranha 3", longe disso. Mas o Batman do Christian Bale, por exemplo, foi infinitamente melhor. É um filme que deve ser lembrado, é quase certeza que ele deve influenciar produções futuras, mas é o melhor de absolutamente nada.