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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

E LIVROS SOBRE BOBBY FISCHER NO BRASIL?


ANTES DE TUDO, a posição que ele ta mostrando no diagrama nessa foto dele aos 13 anos, é a analisada nesse excelente vídeo do professor Júlio Lapertosa. Fischer nesse momento defende o xeque que leva de Torre com a própria Dama, em uma sequência vencedora FIRMADA em xeques descobertos!



Garry Kasparov, em seu raro livro “Xeque-Mate”, faz uma das mais corretas afirmações: “Pergunte a qualquer transeunte, qualquer um, sobre um jogador de xadrez, e mesmo que nunca ele tenha jogado, ele dirá o nome de Bobby Fischer.” Seguramente, o jogador que mais conseguiu dinheiro e fama no mundo, e tido por muitos, como não um dos reis, mas O Rei. Assim, como para a maioria dos enxadristas que saibam o mínimo de história, não dá para cogitar o ano de 1972, ou a Guerra Fria como um todo, sem citar Fischer. É natural que existam muitos livros sobre ele, mas não no Brasil. Porque, como sabemos, nosso país é muito evoluído para isso, tem seu carnaval, “gemidão do Whats app”, futebol, MMA (?), “Funk Carioca” (pobre James Brown) e as ocasionais brigas no Facebook por orientações diferentes sobre a vida. Aqueles que ousam sair dessas esferas citadas, estão quase de imediato fadados ao fracasso, e foi o que aconteceu (graças da Deus que parcialmente) ao excelente site P4R. Há um livro chamado “End Game” (Frank Brady), e eles, decidiram divulgar um financiamento coletivo para a tradução e publicação do mesmo, com o intuito de difundir uma cultura tão ignorada... E eles logo desistiram, quando perceberam a falta de retorno do projeto. Por isso eu intrometido resolvi fazer uma seleção rápida de alguns que livros sobre Fischer que li (alguns não de forma completa) para que possam comprar ou baixar net afora.


O ESCUDEIRO DE CAÍSSA - Fernando Melo

Número de páginas: 160 (aproximadamente)
Custo: R$ 32,50

Livro escrito com no mínima muita paixão pelo jogador / jornalista e “amante da deusa do xadrez” Fernando Melo. Ele é inclusive o fundador do longevo blog “Reino de Caíssa”. Comprei e o li compulsivamente, com um tabuleiro do lado, todo. Tem menos páginas do que eu esperava, mas de todos da lista, é o mais indicado para quem nunca pegou um livro de xadrez antes. A leitura é fluida, e possivelmente entrará para a minha lista dos melhores livros que li esse ano. Uma curiosidade é que está prevista para sair uma continuação intitulada “Caçada ao Tigre de Aço” cobrindo a jornada de anos que Fischer levou até conseguir superar o ex-campeão mundial Tigran Petrosian, conhecido como um dos maiores (se não o maior) jogadores posicionais com defesas quase impenetráveis! Pode ser comprado clicando AQUI.




DUELOS DE XADREZ: MINHAS PARTIDAS COM OS CAMPEÕES MUNDIAIS-- Yasser Seirawan

Número de páginas:335
Custo: R$ 72,90


De acordo com o título do livro, narrando os combates que Yasser teve com os campeões mundias (e os que quase o foram), pode soar enganoso o nome de Fischer na capa, visto que Yasser nunca chegou a enfrentá-lo profissionalmente por razões cronológicas, enquanto que o mais perto que isso chegou de acontecer foi apenas um dia que passaram juntos conversando. Isso não impediu Seirawan, um inquieto pesquisador (além de já ter sido um dos melhores GMs no ranking mundial) de traçar por linhas claras boa parte da ascensão e queda do americano, bem como tentar quebrar alguns mitos se solidificaram no mesmo. Pode ser comprado clicando AQUI.




MINHAS 60 MELHORES PARTIDAS -- Bobby Fischer

Número de páginas: 420
Custo: ?


Escrito pelo próprio Fischer (lançado no Brasil em 1969), e possivelmente um dos livros mais lidos e estudados pelos enxadristas “das antigas”. Particularmente, não o fiz por estar em notação descritiva, um erro que retificarei em 2018. Se eu não estiver enganado, foram os únicos dois livros que ele escreveu, esse e o “Bobby Fischer ensina xadrez”, embora esse segundo seja recomendado mais para um nível bem iniciante. Pode ser baixado AQUI.











MEUS GRANDES PREDECESSORES VOL. 4 -- Garry Kasparov

Número de páginas: 512
Custo: R$ 89,90



Garry Kasparov na sua coleção máxima de livros (aliás, existe outro GM que tenha lançado mais livros?) “My Great Predecessors” destrincha em detalhes não só toda a carreira de Fischer, mas faz o mesmo com igual profundidade a alguns de seus maiores adversários, indo de Samuel Reshevsky, Mikhail Tal, Tigran Petrosian ao considerado injustamente “ultimo obstáculo” Bóris Spassky. As versões em português foram traduzidas pelo campeão nacional GM GiovanniVescovi, o que por si só já é mais um ótimo adicional. Para os que tem grana, coragem e o hábito de colecionar, descobri hoje uma “promoção” onde se dá para comprar os 5 livros da coleção, com frete grátis, por R$ 449,50, ficando cada livro nesse investimento por R$ 89,90, o que é lucro, pesando com a possibilidade de ser de 100 há 150 cada livro comprado de forma individual. Pode ser comprado clicando AQUI.

Fischer no programa de Bob Hope, em 1972

OU PARA A ERA DO YOU TUBE: Recomendo a análise do análise partida por partida do único mundial que Fischer jogou, o de 1972 onde sagrou-se campeão mundial, pelo raio x do GM Krikor (auxiliado pelo livro do Glicoric):





Resumidamente, só não aprende hoje, quem não quer...


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

MULHER-MARAVILHA -- TRILHA SONORA


"A Mulher-Maravilha foi a única coisa boa de Batman VS Superman", "eles" disseram. Antes disso, a pobre (?) Gal havia diante de si a herculea tarefa de se converter de Olivia Palito á princesa amazona. Particularmente, eu não via nada de especial nessa israelense, havia me empolgado com ela no filme mais pela trilha sonora do Zimmer, novidade eu era do time dos que preferiam um "mulherão" estilo a Gina Carano como a Maravilhosa. Porém, ao ver o filme solo, e prestar mais atenção na personagem nos quadrinhos (que até hoje nunca parei para ler de forma solo, por conservar meu preconceito desde criança, de se tratar de "histórias de meninas") percebi a visão do Zack Snyder, em escolher uma mulher que fosse bonita, majestosamente bonita, mas sem volúpia para o filme não cair facilmente com algo parecido com uma paródia pornográfica, tal qual os desenhos do Ed Benes:


Engraçado que eu não achei o filme essas... aham... "mil maravilhas", mas achei ele "ok", eu como bom chato ainda prefiro o Homem de Aço de BvS. Mas ele possui algo superior ao da Liga de forma bem clara e pouco comentada: a trilha, e é ela que deixo abaixo para apreciação.




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Novíssimos X-Men Volume 2 (Marvel NOW)



Li Novíssimos X-Men #6-10, do encadernado All-New X-Men: Here to Stay, com roteiro de Brian Michael Bendis e desenhos de Stuart Immonen, e tecerei breves comentários sobre as edições.



Edição #6: A jovem Jean Grey convenceu seus companheiros mutantes a ficarem no presente a fim de realizar o sonho de Xavier. Ela descobriu ontem sobre seus poderes telepáticos e precisa de treinamento. O jovem Scott, inconformado com seu “eu” do futuro decide sair da escola e é perseguido por Wolverine.

Edição #7: Mística fica sabendo de uma versão jovem do Ciclope e vai em seu encontro tentando tirar proveito da situação. Mostrando que deseja apenas ajudar, Mística manipula o jovem Scott espalhando algumas sementes discordantes.

Edição #8: Os dois Anjos se encontram. Enquanto o jovem Warren tenta descobrir o que aconteceu em seu futuro, eles presenciam e acabam com um ataque da Hidra à Torre dos Vingadores. E Jean Grey está determinada a ficar nesse tempo, custe o que custar.

Edição #9: Kitty Pryde treina os Novíssimos X-Men na atual Sala de Perigo, com resultados decepcionantes. Fica claro que a liderança de Ciclope sobre o grupo se abalou depois dos últimos acontecimentos. Na Ilha Ryker, Mística e Dentes-de-Sabre livram Lady Mental da prisão. E os Fabulosos X-Men chegam à Escola Jean Grey.

Edição #10: Mística e seus aliados roubam um carro-forte fazendo-se passarem pelos X-Men. O Ciclope adulto faz uma proposta para recrutar mais alunos para sua Escola Xavier, a fim de que possam receber o treinamento necessário para sua revolução mutante.

Depois de decidirem, embora não unanimemente, ficarem no tempo atual e levar o sonho de seu mentor, o Professor Xavier avante, é o momento dos Novíssimos X-Men lidarem com as consequências dessa decisão e se adaptar aos novos tempos e seus novos companheiros, incluindo suas versões futuras. O estilo Bendis com muitos diálogos funciona nesse arco, que tem como principal objetivo mostrar os jovens X-Men interagindo com os atuais. Leitura recomendada.


Por Roger


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DEFENSORES #07 (2017)


Roteiro: Brian Michael Bendis
Desenhos: David Marquez
Editora: Marvel
Grupos de tradução: Cozinha do Inferno / Só Quadrinhos / Ozymandias_Realista
Tradução e diagramação: Ozymandias_Realista
Revisão: Fábio_BR
Finalização: Raito
Tamanho do arquivo: 17 MB



“Mas, viu? Foi tudo ótimo. Toda essa agitação desse novo milênio não te faz bem. Cê tem que deixar as coisas acontecerem.”

Defensores ainda se mantém como um bom quadrinho de ação, se mantendo, (mesmo que sem muito trabalho) melhor que o seriado da Netflix. É provável e histórico, que a “a guerra do Rei do Crime” seja o último arco de Brian M. Bendis com esses personagens. A troca de time do careca, foi um dos tópicos mais discutidos no mundo dos quadrinhos nesses últimos meses. Particularmente, fiquei impactado por isso, e temi até pelo cancelamento desse título, isso enquanto ainda diagramava a edição #05.



A trama é corrida, com bastante porrada e humor, características mais que básicas do Bendis. Toda a inserção do Deadpool, por mais “incompatível” que seja com a equipe, serve mais para dar voz ao desabafo do roteirista sobre o ponto banal que a industria assumiu. Aqui, o “mercenário tagarela” faz piadas com “Marvel Legacy” e o quanto precisa fazer propaganda pra essa iniciativa, e mesmo ironiza as condições precárias dos roteiristas que se matam para isso acontecer. Embora o que tenha virado notícia seja o beijo que ele dá na boca do Justiceiro. Claro, totalmente pro tom da comicidade do que força a barra (como acontece tantas vezes) da homossexualidade de algum personagem hétero. Me lembrou, o mesmo que o Maskára fazia na série animada com um dos policias que o perseguia.



O Demolidor ainda está um tanto deslocado em todo o esquema, enquanto o Punho mostra em páginas de brilhar os olhos feitas por David Marquez, porque ainda é “o cara”, bem inverso os protagonismos com as contrapartes do seriado, acredito ser proposital. Quanto ao Kid Cascavel, após ter sido o “vilão escada”   na parte anterior, vai aos poucos se fixando como “subvilão”, ao tempo que o leitor aguarda um Wilson Fisk que dificilmente –sem trocadilhos- colocará a mão na massa.



Nota: 6.5


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Opinião rápida: Mitologia Nórdica


Esse livro saiu há alguns meses e foi falado em vários lugares. Pude lê-lo essa semana, então posso passar uma rápida impressão pra vocês.


O grande Gaiman conheceu o Thor na infância por meio das HQs do Jack Kirby na Marvel, na época que quem colaborava com ele era o Larry Lieber, irmão do Stan Lee. Ele começa o livro apresentando as origens mais específicas dos personagens principais: Thor, Odin e Loki. Não dura muitas linhas, Gaiman começa então a narrar toda a origem mitológica do universo nórdico, com os nove mundos, a sabedoria gigantesca de Odin, os filhos de Loki e afins. Todas as histórias contadas são muito boas, a maioria bem divertidas, algumas chegam a ser engraçadas ao ponto que eu até dei risada. Na versão original desses contos havia um tom bem cartunesco do Thor nocautear as pessoas e os asgardianos comerem e beberem em quantidades absurdas em pouco tempo. Uma boa parte dos elementos da história servem pra explicar coisas que eram curiosas e ainda não tinham explicações científicas na época, como terremotos e ondas do mar. Ele vai seguindo por vários eventos que parecem sempre muito pertinentes à história do povo de Asgard, até chegar no Ragnarök: o fim de tudo.


Eu mesmo NUNCA fui fã de Mitologia Nórdica. Tinham bandas de metal que eram baseadas nisso e eu nunca gostei, nunca joguei mais de 40 minutos do RPG Ragnarok e o próprio Thor foi uma revista em quadrinhos que nunca curti por causa do jeito dele de falar. E resumindo... Eu gostei muito do livro, recomendo de verdade, é uma aquisição que eu acredito que valha a pena. A princípio achei suspeito um livro com um título como "Mitologia Nórdica" ser tão pequenininho, temi que fosse apenas comercial, mas ao terminar de ler não senti que ele seja uma enganação e não carregue as melhores histórias da mitologia nórdica. Foi a impressão minha, que entendia bem pouco dessa mitologia até então, e acabei de ter bons momentos lendo esse último livro do senhor Gaiman. Eu não deveria estar surpreso, hehe.

RECOMENDADO!

Eu ia dizer que gosto muito dele, mas acho que todo mundo gosta, não é mesmo? Hehe.

A EQUIPE COMENTA: 3 ANOS DESSE BLOG



Em setembro de 2014, teve inicio a esse espaço aqui. Não há nada de especial, mas acabei me viciando em cuidar. Ou será que tem algo de especial, e só no dia que eu perder eu descubro? O interessante mesmo, foi ter conseguido reunir personalidades distintas, e consegui ser tolerado por elas. Por mais irônico que possa ser, em um post de equipe, na minha vida pessoal (isso existe?) eu sempre sou mais o cara que "resolve sozinho". Isso por já ter me decepcionado quase sempre, nas tentativas de times. São sempre coisas complicadas, mas na internet, consigo me manter com mais parceiros escrevendo comigo, e "blogs amigos" do que consigo contar. Por mais hobbie que isso possa ser, é uma caminhada parecida com a vida profissional. Há outros sites que acompanho, que infelizmente acabaram com suas equipes, outros que surgem, e muitas vezes, membros deles que seguem "carreira solo". Gosto de pensar nisso aqui, como uma razoável biblioteca virtual. Faz anos que não vou em uma tradicional, mas gosto da ideia de ter uma a cada login, e o melhor, poder e organizando, o grande número de postagens por temas, aliás, estamos rumando à 1000. Como observador, notei que nossa "produtividade" caiu do ano passado para cá, embora nossos views tenham aumentado, e em consequente, novas pessoas interagindo nos comentários. Isso se deve ao número maior de MEGA POSTs, cada qual valendo por uns 5 posts, dependendo do assunto. Uma rápida menção, houveram quatro ausências de depoimento da nossa equipe. Todos estavam ocupadas e não puderam fazer, entretanto, o espaço continua aberto, e posso atualizar a qualquer hora com o delas. Uma foi a Liuka, dona do UMAD, e outra foi a Brhenda Thaísa, Vevel Concurseiro e Bóris Yellnikoff. Vou colocar um link de algum post dele ai abaixo, já que fica dando erro quando tento linkar...
 (http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/01/hoje-e-comum-confundir-norma-com-apelo.html)



Roger: Três anos de luta e diversão, isso é muito elogiável! Posso me considerar como uma pessoa que já pegou o trem em movimento, por volta de maio de 2015. Um amigo em comum, o ANT, nos apresentou. Fui tão bem acolhido nesse espaço aconchegante que, se depender de mim, será uma estadia permanente. Aproveito para agradecer pela oportunidade e parabenizar o site. Long Live Ozymandias Realista!

Post preferido em 3 anos:
http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2016/12/a-morte-ronda-as-familias-impressoes.html

Dono do blog: 
http://planetamarveldc.blogspot.com.br/



Douglas Joker: Eu fui salvo por esse tal de Ozymandias Realista. Havia decidido que não tinha mais como sustentar meu blog, mesmo com os pedidos dos meus caros leitores de continuar. Na mesma época quase sendo colocado nesse blog, hoje me sinto até melhor do que em outros anos no meu velho blog. Dividi-lo com outras pessoas me dá mais tranquilidade pra ficar mais tempo (às vezes até um ano) me dedicando à posts maiores, e com a minha rotina nem seria possível mais sustentar um site por conta própria. No final deu tudo mais certo do que eu esperava, e sinceramente, tem ficado cada vez melhor. Espero ainda ter mais alguns anos de Ozymandias Realista pela frente.


Post preferido em 3 anos: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2015/11/poder-supremo.html





Ney Bellas: Gostei de  "Review: Batman do Futuro (2011)" Me deixou curioso e me levou a ler o material. E tb concordei com a análise (Após ler!)  O 2º post "Review Cinema: Malévola" Também não achei lá essas coisas, mas a crítica foi tão bem construída que até valorizou o filme. O 3° post: Animação “Piada Mortal” – Crítica Analítica [com spoilers] Esse post é fantástico, pois particularmente acho que animação não chega aos pés da comic, mas o texto extrapola de forma fantástica e acaba por valorizar uma obra que por mim teria passado sem importância. Agora quanto ao Blog digo que é MUITO interessante e mostra que há um lugar seguro longe da mesmice apática das "notícias genéricas" e das constatações do óbvio.

Dono da Página: https://www.facebook.com/groups/memorianerd/

Post preferido em 3 anos: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2016/11/matando-piada-o-final-afinal-de-piada.html



ANT: Então, fazem 3 anos que começou o Ozymandias Realista. Admito que nem sempre fui um colaborador, comecei apenas como leitor do Blog Joker (quem lembra?), depois passei a comentar lá, passei a ter o meu próprio blog (que é só um passatempo) e por fim acabei vindo para cá. Tenho que admitir que não fui muito com a "cara" (até porque nunca nem vi a cara dele) do Ozy, foi uma discussão política que tivemos, eu que na época era petista de carteirinha acabei discordando muito daquilo que ele tinha para falar. Com o tempo, e mesmo antes de eu me "endireitar" já acabei me dando melhor com ele, é um cara muito simpático. Hoje em dia já faz um tempinho que ele me convidou a postar aqui e embora eu não faça isso com frequência, fico feliz de participar de um projeto que ao meu ver vem crescendo bastante com o tempo. 

Sobre o post favorito, fico com a tríplice aliança do politicamente correto (ou melhor,duas partes dele já que não pode escolher post próprio).
"Mas só pode um!"
Ok, chefia, nesse caso fico com o Pimp my Pride do Joker que agora está no Ozymandias também (trapaceio mesmo, quero nem saber) 

Post preferido em 3 anos: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/09/time-paradox-pimp-my-pride.html

Dono do blog: http://ant-megablog.blogspot.com.br/


Omalukodapizza: foram três anos de muito aprendizado e respeito ao mundo nerd com o compromisso de passar a noticia respeitando sempre a verdade por trás dela, e que por muitos anos mais a Parceria entre Ozymandias Realista e Tia Nerd se consolide até que seja conhecida no mundo todo, e ainda depois disso se fortaleça mais e mais!

Post preferido em 3 anos: 

Dono do blog: http://tianerd.blogspot.com.br/
Ozymandias_Realista: Esse post era para sair em setembro, mas segurei até agora (dezembro) e é possível que ele só ganhe a luz do dia próximo mês. Isso porque para mim (e talvez para alguns dos que frequentem aqui vez ou outra) ter cada mente criativa exposta, para quebrar essa imagem errada de que o blog é de uma pessoa só. Sim, eu fundei, mas a partir do momento que várias outras pessoas entraram, é delas também. E eu? Bem, cada pessoa na internet "me conhece" de algum lugar diferente, seja como "comentarista", "desenhista", "enxadrista", "resenhista" (essa palavra existe?!) e vários "istas" dependendo de como eu me acorde. De 3 anos para cá, a minha filosofia em "contratar pessoas" (embora que nem eu, nem algum dos colaboradores tenha retorno financeiro) é mostrar a ela que esse espaço é para se publicar sobre quase tudo, entanto que tenha coerência, não importa se coincida com as minhas visões acerca do mundo, estamos em um espaço virtual para debate, e portanto, estamos (ou pelo menos estou) com "a cara a tapa" para que alguém detone o que escrevi nos comentários ou em outro lugar, ou concorde. Portanto estou sempre disposto a "experimentalismos", um leitor por entrar aqui hoje e ler sobre um quadrinho, entretanto amanhã sobre xadrez, e assim de forma randômica ele não terá um modelo previsível de postagens, mas um verdadeiro fanzine virtual feito de forma diária, ou quase isso. Ainda tenho um "gás" para mais três anos, e se um dia eu vier a sair, sei que tem pessoas amigas e competentes ao meu lado, que administrariam tudo muito melhor que eu.

Força e honra.
  
Post preferido em 3 anos: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2016/01/analise-colecao-alan-moore.html

Wagner Ávlis:


Lição de anatomia reversa

Sabe aquela discussão sobre geração espontânea? Aquela em que Louis Pasteur mostrou que o ar contém corpúsculos organizados, e que os microrganismos que surgiam nos líquidos não fervidos, "não eram oriundos do nada, mas descendentes de outros organismos similares"? Pois bem, isso tudo aí é o blog Ozymandias Realista, um lugar onde a geração espontânea de ideias e conteúdos corre solta, se materializa. De início, achei estranho um lugar onde a figura do proprietário não era determinante – e não só a dele, como a de qualquer outro “microrganismo” colaborador do blog –; aprendi, com o tempo (o tempo..., esse fator constante da biogênese), que aqui o determinante é o que se produz e não quem produz. É a soberania do conteúdo sobre o continente, da ideia acima do idealizador, a problematização muito além da mera notícia. Se hoje uma penicilina fosse nos fagocitar, a partir de nós, descenderiam novos organismos similares para replicar a geração espontânea disso aqui. Eis meu aprendizado desses 3 anos de blog, uma natural lição de anatomia pelo averso do que hoje se proclama por aí ser “nerd”.
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Post preferido dos 3 anos (“Coleção Quarteto Fantástico” – as 5 partes):
 http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/08/colecao-quarteto-fantastico-parte-1.html

Curador da coleção βαтмαи Ѧитσℓσgιαѕ: https://plus.google.com/u/0/collection/Y26cb






INTRODUZINDO OS NOVOS MEMBROS NA EQUIPE:






DANIEL NÁSSER: Eu tive o prazer de acompanhar a gênese deste projeto,  onde meu amigo Ozy pode liberar dos porões de sua alma conturbada toda sua criatividade e agudeza de espírito. De lá para cá, durante estes três anos,  acompanhei esporadicamente este espaço democrático,  vivo e sempre mutável,  como ele. Mudar é uma característica dele, da arte, nossa, como seres pensantes, e do mundo.  Então, que venham mais três,  trinta e tantos anos e mudanças quanto possível for.
Mudar e nunca ser mudo.

Post preferido em 3 anos: ???








CAPITÃO SUPER NERD: É um prazer entrar para uma equipe de cavaleiros que trabalham com tanto afinco nesse blog e percebo que só tenho à evoluir com essa união. Esses três anos é consequência do sucesso adquirido com esse empenho. Parabéns merecido.

Post preferido em 3 anos: https://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/08/ponto-zero-uma-analise-de-batman-ano.html

Dono do blog: www.capitaosupernerd.com.br/






MARKÃO GIBIS: Olá gente do bem, aqui é o Marco Antonio, Vulgo Markão Gibis Gibis no Facebook, à partir de agora também estarei aqui com vocês , para poder repassar com muita simplicidade um pouco de meu conhecimento da cultura POP mundial e principalmente de nosso queridos multíplos universos Gibinísticos. Sempre com aquele toque de nostalgia .

Post preferido em 3 anos: ???





VICTARION GREYJOY: Fui convidado recentemente pelo Ozymandias para participar do blog, apesar de ser novo por aqui, já vi várias postagens que gostei muito, colocarei aqui a que mais me interessei. Estou na esperança de contribuir bastante, falando a respeito da política atual e cultura pop, exceto quadrinhos, que ainda não é o meu forte (espero aprender mais com o blog). Livros, filmes, séries, músicas e xadrez são mais do meu gosto. Espero ter gostos semelhantes ao de vocês.


Post preferido em 3 anos: 
http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2016/12/mega-post-pink-floyd-parte-01-03.html


SOCRAM OF KRIPTON: Demorei até finalmente escrever, fico contente em ver que o blog está crescendo e espero que cresça cada vez mais, para algo ser bom, tem que fazer a pessoa sentir uma certa afinidade, tem que se identificar com oque está fazendo, lendo, ouvindo ou assistindo. vejo que temos pessoas de vários gêneros diferentes, culturas diferentes e ainda sim aprendendo a lidar uns com os outros, cada um com a sua personalidade formada (ou se formando), enfim, conceitos a serem vistos por ângulos diferentes, isso mostra que o blog está cumprindo com o seu dever. Logo estarei postando alguns poemas meus e fazendo alguns questionários interativos, para que possamos conhecer um pouco mais cada um e interagir de forma descontraída com outras pessoas com pensamentos semelhantes aos nossos. Espero realmente poder ajudar algumas pessoas e por fim, conhecer cada um de vocês.

Quanto ao post favorito...

Seria fácil escolher algum post relacionado ao Superman (meu personagem favorito, pena ser mal aproveitado) porém como eu disse antes, “Pra ser algo bom, tem que fazer a pessoa sentir uma certa afinidade, tem que se identificar” e eu não poderia deixar de falar sobre o post feito pra mim. Pra quem não o viu, recomendo, conhecerá muito sobre o autor e sobre mim...

Post preferido em 3 anos: http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2016/01/um-soco-no-ego.html

Lição vitalícia!




segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

UM PAÍS DE CHATOS

GENIAL, MAS... Nelson Rodrigues não cabe no Brasil de 2017.

   SERIA POSSÍVEL Nelson Rodrigues existir como autor no Brasil de hoje? Não dá para saber com certeza científica, mas é extraordinariamente difícil imaginar que pudesse escrever e dizer tudo o que escreveu e disse. Quem deixaria? Nelson Rodrigues é o maior autor de teatro que o Brasil já teve – seu nome estaria no topo da literatura mundial se não tivesse  nascido, vivido e escrito na língua portuguesa. Mas hoje seria considerado uma ameaça nacional. A mídia veria nele um agente da “onda conservadora” ou uma voz de “extrema direita”; estaria banido pela boa sociedade cultural brasileira como intolerante, preconceituoso e fascista. Os educadores públicos fariam objeções à leitura de seus textos nas salas de aula. Sua entrada poderia ser proibida no departamento de novelas da Rede Globo. Procuradores e juízes estariam em cima dele o tempo todo, tentando condená-lo por machismo, racismo ou homofobia. Pense um pouco no que Nelson estaria escrevendo, por exemplo, sobre transgêneros, “feminicídio” ou a indignação contra o papel higiênico preto – isso para não falar sobre o homem pelado como obra de arte, ou nas multas aplicadas aos clubes de futebol quando a torcida grita “bicha” para o goleiro do outro time. Não dá. Nelson Rodrigues não cabe no Brasil de 2017.
   Como poderia ser diferente, num país tão empenhado no policiamento da atividade de pensar? Não existe hoje no Brasil nenhuma obrigação moral e cívica mais cobrada do cidadão do que se manifestar contra o “preconceito” e a “intolerância”. Não espere, portanto, nenhum Nelson Rodrigues num ambiente assim. Em vez disso, fique atento às suspeitas da ocorrência, próxima ou distante, de qualquer comportamento que possa ser classificado como preconceituoso ou intolerante. Aí, se quiser ser um bom cidadão, assine o mais depressa possível um manifesto de condenação, desses que aparecem todos os dias no jornal — ou, se não tiver cacife para tanto, por não ser licenciado como celebridade, faça alguma coisa a respeito, nem que seja um telefonema anônimo para o “Disque-Denúncia” mais próximo. É fácil descobrir a opinião que você deve ter a respeito dos assuntos em circulação. Preconceito e intolerância, em termos práticos, são o que o Comitê Brasileiro de Vigilância do Pensamento decreta, de hora em hora, que são preconceito e intolerância.
   Que “comitê” é esse? É o habitual aglomerado de artistas, com ou sem obra, pessoas descritas como intelectuais, com ou sem algum intelecto visível, a gente de currículo em estado gasoso, mas que por alguma razão é apresentada como “importante”. São eles os árbitros, hoje em dia, do que é certo ou errado neste país. Decidem como todos os demais cidadãos devem se comportar do ponto de vista moral, social e político. Não toleram que alguém demonstre intolerância – é assim que chamam automaticamente qualquer ponto de vista não autorizado por seu livro de regras. O delito essencial, por esse catecismo, é pensar com a própria cabeça a respeito de uma lista cada vez maior de assuntos, Sobre cada um deles há decisões já tomadas em ultima instância; são apresentados diariamente nos meios de comunicação.
   O resultado é o combate a tudo o que possa ser carimbado como intolerância está criando no Brasil mais uma raça de intolerantes. Acaba de ser derrubada no STF, por exemplo, a regra baixada quatro anos atrás pelos organizadores do Enem pela qual levavam nota zero os estudantes que escreverem na prova de redação alguma coisa contrária aos “direitos humanos”. Considerada por quem? Por eles mesmos, os burocratas do “Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais”. Ou seja: nomearam a si próprios árbitros do que os alunos podem ou não pensar e dão zero quando não gostam do que o aluno pensa. Nem no regime militar se chegou a esse grau de megalomania na tentativa de controlar o pensamento alheio; nunca, na época, alguém assinou um papel em que se determinava a anulação de provas de conteúdo subversivo. Quem é essa gente para decidir o que você pode dizer?
   Outro exemplo comum de hostilidade a ideias discordantes é a conversa da “identidade de gênero”—ou a questão, ou até a “causa”, das pessoas atualmente descritas como “transgêneros”. Ficou estabelecido, como princípio moderno e gerador de mais justiça, que os serem humanos não devem ser diferenciados, para propósitos de identificação, pelo sexo anatômico com que nasceram. Podem escolher o gênero que combinar mais com o seu jeito de ser, no momento que julgarem necessário fazer essa opção. Tudo bem: cada um pensa o que quiser, e, além do mais, todo cidadão é livre para levar a vida como prefere, ou que pode, em termos de sexualidade. Mas não há nenhuma razão para a sociedade se escandalizar com quem não concorda, ou não entende, que as pessoas sejam assim – ou não acredita que esse seja um assunto de interesse universal. Qual é o problema? Não deveria ser considerado intolerante, retrogrado ou totalitário quem acredita que os sexos são só dois, masculino e feminino. Ou que todo ser humano, sem exceção, tem um pai e uma mãe, que obrigatoriamente são um homem e uma mulher. Ou que é impossível um homem ficar grávido, por lhe faltarem um útero, trompas, ovário – ou por não ter leite, não menstruar e não produzir óvulos, da mesma maneira que uma mulher não produz espermatozoides. Não se pode haver, é claro, nenhum problema com nada disso. Só que há.

“Vai se inventado, de cima para baixo, uma sociedade mal-humorada, neurastênica e hostil à liberdade de expressão”

   A lista de pecados capitais contra o pensamento obrigatório vai longe. Você estará perto da blasfêmia se argumentar que animais não tem direitos, pois a noção de direitos se aplica unicamente a seres humanos – animais não podem ter o direito de votar, por exemplo, ou de ter nacionalidade, ou de receber salário mínimo. Mas dizer isso é infração gravíssima. Está vetado, igualmente, o debate sobre a questão ambiental como um todo; é considerado suspeito qualquer pessoa de mais pesquisas científicas sobre temas como aquecimento global, ou a cobrança de dados mais seguros sobre a previsão de que o Rio de Janeiro vai ser engolido pelo mar daqui a alguns anos. Defensivos agrícolas são uniformemente descritos como “agrotóxicos”; não insista. Também é tido como preconceito grave discordar da ideia de que o crime no Brasil é um “problema social” e que criminosos, portanto, são vítimas da sociedade, e não agressores. O deputado Jair Bolsonaro foi condenado por uma juíza do Rio de Janeiro, ainda outro dia, por ter feito uma piada de quilombola durante uma palestra. A Constituição, obviamente, proíbe que um deputado seja punido por falar o que lhe passa na cabeça, mas a juíza argumentou que “política não é piada” e foi em frente. Não é piada? De que país ela está falando?
   A intolerância contra opiniões que incomodam começa a produzir, depois de algum tempo, disparates como esse. É uma surpresa que o Ministério Público ainda não tenha proibido as piadas de papagaio, ou que uma juíza não tenha decretado que a dama deve valer a mesma coisa que o rei no jogo de baralho. Vai se inventado, de cima para baixo, uma sociedade mal-humorada, neurastênica e hostil à liberdade de expressão. É um ambiente que convive mal com a observação dos fatos, a ciência e o raciocínio lógico. Estão construindo, talvez acima de tudo, um país de chatos. ■

Escrito por: J. R. Guzzo e publicado originalmente na VEJA, edição de 15 de novembro de 2017.