terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Instrutorwillian no blog Ozymandias Realista


Saudações a todos!

Agradeço ao meu amigo Ozymandias por esse privilégio, em participar desse blog, na qual tenho tamanha admiração. Me sinto honrado em participar desse blog que desde 2014 vem se destacando não só pela qualidade das postagens, mas pelos mais variando assuntos do mundo dos quadrinhos. E ficar ao lado de grandes conhecedores de HQ's é uma grande responsabilidade, confesso não ter o mesmo conhecimento que muitos redatores geniais aqui, mas posso garantir ser um grande fã dessa arte. 



A admiração pelas Histórias em Quadrinhos e super heróis nasce de diversas formas: as vezes pelo cinema (o que tem acontecido muito nos dias de hoje), outras vezes em uma revista que encontramos em uma banca, quase sempre nos atraindo por uma bela capa, de inestimável valor e impecável técnica de desenho artístico e pintura, ou ainda por uma inexplicável paixão de infância, por contos, histórias pra dormir e tudo que mexe com a imaginação. Só lembrando, pode não parecer, mas a geração de leitores de gibis, esta se renovando, um dos responsáveis disso é o cinema, que atualmente esta lançando novos olhares e perspectivas para esse mundo fictício, que tanto amamos.




Pra inaugurar minha participação neste blog, não poderia deixar é claro, de também comentar aqui sobre outra grande arte na qual sou fã, o xadrez.




Eu sei que isso já foi comentado aqui, mas pra unificar esses dois assuntos, não posso deixar de mencionar um material que a editora Planeta DeAgostini lançou certa vez e eu gostei muito (cheguei a comprar alguns, mas não consegui ter a série completa), intitulado: "A batalha do xadrez com os Super-Heróis Marvel". Se bem me lembro, eram 64 fascículos (exatamente o número de casas do tabuleiro de xadrez), lançados periodicamente junto com uma peça do jogo.




Abaixo um link sobre o trabalho:

https://www.planetadeagostini.com.br/colecionismo/xadrez-marvel

Resultado de imagem para Xadrez Marvel

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Um grande abraço a todos e agradeço por deixarem participar deste valioso espaço.




Até a próxima!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Hellboy no Inferno!!! A ÚLTIMA JORNADA DO DEMÔNIO!


"Em 23 de dezembro, 1944, Hellboy apareceu em uma bola de fogo nas ruínas de uma igreja próxima de East Bromwich, Inglaterra. Em 1952 ele conseguiu status honorário humano por um ato especial das Nações Unidas e começou a trabalhar como agente de campo para o Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal. 



Ele saiu do B.P.D.P em 2001 e viajou para a África, onde foi raptado por sereias. 



Após vários anos perdido no mar, ele retornou para a Inglaterra, enfrentou alguns gigantes, 



se apaixonou, 



e descobriu que era um descendente direto do Rei Arthur, e portanto, rei por direito de toda a Grã-Bretanha.



Pouco depois ele enfrentou um dragão 



e foi morto." introdução de Hellboy NO INFERNO


Ano retrasado as histórias do nosso anti-cristo favorito tinham chegado ao fim, junto com a aposentadoria do seu criador do meio das HQs. Mignola havia anunciado que agora só trabalharia com pinturas porque deve tá trilhardário já. Porém, é só agora que a Mythos Editora anunciou a publicação da segunda parte de "Hellboy no Inferno" para os brasileiros, em 176 páginas que devem contar com as últimas cinco partes e alguns extras estilo making-of. Se quiser comprar é melhor pegar a pré-venda no site da Mythos, que tá com 35% de desconto, depois é capaz que só ache em torno de 70 reais, que é quanto tava custando a primeira parte (que inclusive pode ser adquirida novamente pelo site).


Com o fim do Hellboy, eu havia me dedicado a fazer um especial sobre o anti-herói em três partes, todas extremamente bem recebidas pelo nosso público. Como ainda não tinha terminado "No Inferno", eu prometi que quando lesse eu analisaria pra vocês; o que farei agora. Se perdeu, confira os links das três partes do especial Hellboy:

1: http://ozymandiasrealista.blogspot.com/2016/10/colecao-hellboy-parte-1_13.html
2: http://ozymandiasrealista.blogspot.com/2016/10/colecao-hellboy-parte-2.html
3: http://ozymandiasrealista.blogspot.com/2016/12/colecao-hellboy-parte-3.html

Os textos chegaram em mil visualizações, com exceção do primeiro, que quase alcançou CINCO MIL!!! Sempre bom agradecer a todos que nos acompanham, apoiam e ajudam a compartilhar o conteúdo, hehe, afinal, grana a gente não ganha mesmo, é só pelo hobby.


"Eu achava que tudo seria mais simples quando eu estivesse morto. Mas não foi bem o que aconteceu."

Logo no começo é interessante pensar como, mais de vinte anos depois de sua estreia, estamos vendo o fim da jornada do personagem e ele ainda mantém tanto de sua essência. Não tenho dúvida que em "Sementes da Destruição" há uma grande influência do John Byne, e nas primeiras histórias depois dessa há um terror pesado, como "Lobos de Santo Augusto"; mas depois o Mignola parece que chutou o pau da barraca e colocou um senso de humor no mínimo inesperado para uma história que conta com referências a H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe. Essa inusitada mistura se tornou identidade das aventuras do detetive, com raras exceções onde eles caem completamente pro terror ou completamente pra comédia. A maioria é uma mistura dos dois.


Acontece que Hellboy foi um personagem da Dark Horse, e um personagem bem autoral, mesmo as histórias secundárias não costumam fugir da supervisão do seu cocriador, Mike Mignola. Então tendências temporárias e modismos não influenciaram a carreira do vermelhão, que na história "Fúria" chegou ao fim. Tantos anos depois, ainda é possível perceber o mesmo estilo que marcou o personagem. Pra agradar aos fãs, o próprio Mike Mignola volta a desenhar a HQ, algo que ele não fazia há muitos anos, desde "A Ilha", trabalhando só nos roteiros e fazendo as capas, deixando o resto com Duncan Fegredo na série principal. Estava tudo muito bonito, mas é legal ver esse retorno às origens no último arco. A coloração do veterano Dave Stewart deixa tudo realmente bem morto, passando o tom fantasmagórico da morte com cores que pouco fogem do cinza. De vez em quando há um pouco mais de vermelho, afinal, a história se passa no Inferno, mas o próprio Hellboy está acinzentado aqui.

Fica parecendo um Hellboy fantasminha, coitado
Logo forças paranormais e estilosas surgem para orientar o demônio morto quanto à sua jornada pelo mundo inferior e atualizá-lo sobre algumas novidades da famosa cidade de Pandemônio. O Inferno não é mais o mesmo, a maior parte de sua população fugiu quando ficou sabendo que o grande Anung Un Rama (nome verdadeiro do Hellboy) estava descendo pra lá, já que as profecias sobre ele eram terríveis. Isso, porém, traz um novo panorama para o personagem. Ele descobre que no Inferno terá uma oportunidade de realmente viver uma nova vida, como sempre quis, mas constantemente tinha suas tentativas frustradas.


"Você quer começar de novo? Você quer uma nova vida? Primeiro você tem que terminar a última."
"-Hellboy, você se lembra de mim?
-Vocês caras parecem todos iguais."
Como sempre acontecia, Mignola coloca uma tonelada de referências literárias e mitológicas na história. Estando o personagem no inferno, é claro que não ia faltar. Vai desde "Um Conto de Natal"  do Charles Dickens e "Macbeth" do Shakespeare até mitos como o de Plutão e Satan. Alguns personagens como Alice, Abe e Elizabeth até são lembrados, mas não têm qualquer participação, aqui é só a galera do inferno mesmo. Apesar de já estar morto, o herói trágico continua tendo que reafirmar que não quer aceitar seu destino maligno, encontrando parentes e algumas personalidades do seu passado cujas almas haviam parado lá. É interessante como mesmo havendo tantas aventuras, o Mignola ainda inventa coisas inéditas que aconteceram no passado do personagem, sempre mantendo aquele tom meio de improviso, como se qualquer coisa sempre pudesse ser adicionada na história. Uma dessas recordações tá entre as mais divertidas que eu já vi nas aventuras do Hellboy.


O senso de humor é aquele já conhecido, quem gosta não vai se sentir enganado. Não tem nada pra você cascar o bico, mas há uma constante fanfarronice em como certas coisas são ditas e feitas normalmente como se houvesse nada de errado nas mais bizarras situações, com mortos e demônios. Você não chega a rir, mas fica sempre com aquela sensaçãozinha de sarro implícito entre coisas sinistras.


O abstrato que havia ficado mais forte na época que havia o Duncan Fegredo desenhando continua bem presente aqui, a sequência narrativa não segue um estilo comum. Há vários elementos chave da história inclusive que passam de maneira bem abstrata. Apesar de ser grande fã do autor e do personagem, confesso que não é meu tipo preferido de narrativa quando tenho que voltar as páginas pra ter certeza do que aconteceu, prefiro que as coisas fiquem mais claras. Além de que o Mignola deixa tanta referência que eu me pergunto se já era a intenção ficar um mistério ou teve alguma pista que eu não peguei.


"-Eu já estou morto. Quanto pode piorar?
-Muito. Pode piorar muito."

Apesar do tom de fantasma andarilho pelo inferno, há vários conflitos e momentos de tensão que o personagem enfrenta. Além disso, não é porque é o final do personagem que eles ficam revisando tudo da vida dele o tempo todo, há muitos fatores que são da própria história, ela é bem autossuficiente. Isso inclui acontecimentos importantes e até personagens novos que possuem bastante carisma. Eles têm até histórias próprias que são contadas! Algumas são bem legais, como a do Edward Grey, Mignola não perdeu o jeito de criar contos particulares cativantes pros personagens secundários. Como disse logo no início, o que mais marca é como o estilo do personagem se mantém, mas mesmo assim a história conta com novas ideias, não utilizando a nostalgia e o fan-service como muletas. Além de que ver o Mignola e o Dave Stewart ilustrando o inferno ser uma maravilha, já que o gótico vitoriano sempre foi a praia do cara e o Stewart já provou sua competência diversas vezes.


Todas essas características também trazem a falta de preocupação com um tom de grandiosidade. A jornada do herói continua melancólica e trágica da mesma forma que começou. Me deu vontade de ver mais coisa do personagem. Pra quem tem, o jogo Injustice 2 tem uma DLC que vem com o Hellboy pra você controlar.


Os filmes do Guillermo del Toro não terão sequência, infelizmente, mas confirmaram um reboot (...) com o ator da série Stranger Things. Eu esperei muito por uma sequência dos anteriores, devo nem assistir ao novo, e mesmo que eu acabasse assistindo, o que é quase impossível, acho que eu nem escreveria sobre. É que eu nunca tinha ficado tão chateado em um filme não receber continuação, duvido muito que eu assista um reboot claramente feito pra atrair pós-modernos, tanto é que pegaram um ator e um diretor de uma série recente enquanto TODA a equipe anterior tava topando fazer uma sequência, eu realmente não vejo a mínima graça nisso e estou até torcendo pra que seja um lixo. Mas não perderei o "A Forma da Água", que é do Guillermo del Toro e parece ser uma "sequência espiritual" da versão que ele havia feito do personagem Abe Sapien, tem até o mesmo ator, o Doug Jones.


Esse eu com certeza devo escrever uma análise logo que eu assista. Até lá, caros leitores, negociem bem com seus demônios... e guardem muito dinheiro pra comprar HQs da Mythos e.e

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Megapost Caçador de Marte parte 1(por essa vocês não esperavam)


 Para quem não me conhece (eu não venho postando muito), eu sou o cara que escreve aqui e faz parte dos 1% que tem o Caçador de Marte como super-herói favorito. Esse post aqui é sobre a extraordinária série do Caçador  escrita por John Ostrander. Aqui vou falar de edições separadamente assim como de arcos completos, porque assim posso colocar mais citações porque assim o post pode se estender (a série teve apenas umas 36 edições) e quem sabe, despertar interesse em quem não tenha lido.

Peregrinação (edição 0)


"Outra coisa que nos diferencia é que você não foi testemunha da morte de seu povo. Eu sim."

 Aqui temos a origem do marciano revelada. Tenho que dizer que eu já vi diversas versões da origem desse personagem e essa é fácil a melhor. Uma praga chamada de "maldição de Hronmeer" assola Marte, se infiltrando na mente dos marcianos e os incendiando (fogo é a única fraqueza dos marcianos). J'onn J'onzz é o único a sobreviver e parte para enfrentar o responsável pela morte de seu povo. Além de ser uma história bem emocionante, marca a primeira aparição do vilão Maléfico, maior inimigo do Caçador de Marte.

Histórias menores (edições 1, 2 e 3)


"Você é amigo ou inimigo da humanidade?"
"Sou um amigo. Aprecio tudo sobre ela. Cada vida é única de possibilidades e há valor em cada uma de suas vidas. Acredito neles mais do que você. Acredito em suas habilidades de adaptar-se e sobreviver. Então eu sou seu inimigo implacável."

 Nessas pequenas histórias, somos apresentados não só a novos vilões como a algumas das identidades secretas do Caçador (no plural!). Os vilões são:

O cabeça- Elitista que quer levar a humanidade ao espaço por acreditar que só assim ela pode sobreviver. Não se importa em matar "desqualificados" para cumprir seus objetivos.

Antares- Máquina pertencente ao enxame  (que é melhor descrito na história dc 1.000.000). Tem uma "luta de Megazord" com o Caçador.

Bete Noir- Projeção mental de uma criatura criada pelo projeto Cadmus. Bete precisa absorver a mente de outros para que possa se manter sua projeção e é uma telepata ainda mais forte do que o Caçador.

Maléfico (edições 4, 6, 7, 8, 9)


"Meu coração ainda terá o ódio, mesmo que não saiba o motivo, e algum dia eu terei minha vingança contra todos vocês."

Neste arco, o Caçador enfrenta seu maior inimigo, Maléfico (ou Ma'alefa'ak), que vai a Terra por vingança (a razão de ele querer se vingar seria um spoiler). A história funciona muito bem, em parte porque o vilão é bem legal, em parte porque o plano dele é bem feito, em parte porque vemos o Caçador ter que explorar seus diversos poderes, e em parte porque os diálogos são bem interessantes. É a história perfeita para quem quer conhecer mais sobre o Caçador por captar bem sua personalidade e seu papel dentro do universo Dc.

Anéis de Saturno (edições 13, 14, 15 e 16)



" O que fazemos, fazemos para prevenir a união, a miscigenação de nossas raças. Para esse fim, nós queremos sacrificar qualquer coisa... mesmo aqueles que amamos."

 Quando os saturnianos vermelhos e brancos, em guerra por séculos, conseguem criar um acordo de paz por meio de um casamento real, conspirações são criadas para assassinar o príncipe vermelho e a princesa branca, impedindo a paz. O Caçador de Marte, como o último dos marcianos (que criaram os saturnianos) decide ajudar e impedir a conspiração.
 A história desenvolve ainda mais o personagem do Caçador e lida com temas como o racismo, além de ser muito bem desenvolvida e ter um certo ar de mistério.

Carne e ossos (edições 5, 10 e 17)


"Eu escolhi um caminho que eu ande com honra. Não importa o preço, eu não perderei-me desse caminho."

 O "departamento de operações extranormais" (DEO) começa a investigar o Caçador de Marte e procura descobrir suas identidades secretas para o coagir a entregar as identidades do resto da Liga da Justiça.
 Nessa história vemos mais identidades do Caçador e observamos ele lidar com seus valores morais, mesmo quando eles o atrapalham.




Então, por enquanto é isso, sei que não vou poder fazer muita coisa nos próximos dias, então vou dividir esse post em duas partes apesar de não ser tão grande quanto outros MEGAPOSTS desse blog. Hasta la vista...




Todo o talento e insanidade de Wally Wood em CANNON


Eu acho legal como tem vários autores de HQs que metem o louco às vezes e fazem uns negócios muito sem-noção. Acho que quase todos fazem isso, até Alan Moore, Mark Millar, você vê umas coisas completamente insanas. CANNON é desse tipo, mas tem suas várias particularidades. O trabalho foi trazido ao Brasil pela editora Pipoca & Naquim, que tem uma história muito interessante. Eles eram um blog e um vlog do Youtube, com o nome "Pipoca & Nanquim", que comentavam sobre cultura pop. Diferente de muita gente que se coloca a falar disso sem entender nada, dizendo um monte de asneiras, eles trabalham no mercado com edição e tradução de quadrinhos e livros, sendo não só muito familiarizados, como também apaixonados pelo assunto. Os três principais eram o Alexadre Calari, Bruno Zago e Daniel Lopes, que são os que aparecem nos vídeos, mas ainda tem uma outra turminha que ajuda por trás da câmera.

Além de serem inteligentes, os três têm um puta carisma

É muito raro eu acompanhar vídeos de canais do Youtube, seja youtubers ou canais de videogames, pela simples razão de que eu não gosto, nunca tive paciência mesmo. O Pipoca se destaca como o único que eu procuro assistir quando quero uma boa fonte de informações, o que, infelizmente, muitas grandes referências não são faz tempo. A proposta deles como uma editora, de acordo com os próprios, é pegar muitos materiais que eles se perguntam, "como ninguém nunca publicou isso aqui?" e trazer pra nós.  Eis que eles trazem CANNON do falecido escritor/desenhista Wallace Wood.


É uma personalidade meio tabu. Ex-soldado militar, Wood foi um dos melhores no território da nona arte, marcando em revistas de comédia como Mad, HQs de super-heróis, ficção científica, eróticas, terror e até publicidade. Workaholic, sofria de enxaquecas crônicas devido ao pouco sono e a rotina movida a cigarros, cerveja e café. Após sofrer de falência renal e ter um derrame, Wood viu que o estado do seu corpo não permitiria mais que ele desenhasse, que era a única coisa que fazia, e numa frequência monstruosa. Eis que na noite de Dia das Bruxas de 1981, Wood com 54 anos se matou com um tiro na cabeça sem deixar qualquer bilhete. Não surpreende que o nome dele seja menos popular que o do Stan Lee... Mas vamos falar da vida dele! Vamos falar de CANNON!


"-Aliás, Bill, o que você acha de hippies de cabelo comprido?
-Me mostra um que eu mato!"

As revistas de CANNON eram publicadas como entretenimento para os soldados americanos que estavam lutando na guerra do Vietnã em 1969 e precisavam de alguma forma de distração. CANNON era um grande soldado americano que havia sido capturado pelos comunistas e sofrido lavagens cerebrais. A CIA conseguiu recuperá-lo, mas viu que a única saída era fazer outra lavagem cerebral resetando Cannon completamente, o transformando em uma máquina de matar sem qualquer sentimento. A partir daí o homem é mandado em missões secretas onde a fanfarronice rola sem qualquer limite. Eles seguem na onda dos filmes do 007 que estavam fazendo sucesso na época e o soldado se vira das formas mais zueras, seguindo seu papel de "soldado sem qualquer sentimento!" Diferente do 007, que pegava mais mulher do que atirava, aqui o romance é ainda mais absurdo! A cada dois quadros tem uma mulher pelada ou semi-nua, sem exagero, acho que nem filme pornô tem tanta mulher pelada.


É como se as minas não conseguissem dar dois passos sem que as camisas abram de alguma forma. Em qualquer parte que você abra vai perceber que o negócio é super zuado. É tudo preto e branco em formato horizontal. Em alguns momentos o machismo erótico chega aos níveis da misoginia. É tipo assim:
"-Ai Cannon, estava pensando que a gente poderia passar mais tempo juntos...
-Não vai me falar que você quer casar, caralho?
-Oh, Cannon..." e a mina começa a chorar.

Mas é pura doideira, trash de ação como poucos. Eu, particularmente, que nunca tivê paciência pra 007, sempre achei idiota, me diverti mais com o Cannon, que pelo menos se assume como uma história sem noção mesmo. Há até o Hitler que possui a psique de um cara do nada e aí ele vira o Hitler!!!

É difícil achar uma página que não tenha uma mulher pelada

Uma coisa curiosa, é que enquanto muitos clássicos antigos de HQs, como os X-Men do Chris Claremont, soam ultrapassados, com muito texto, isso não acontece com CANNON, a narrativa é extremamente ágil e os desenhos muito bem feitos, principalmente de equipamentos, como veículos e armas (o próprio Wood havia sido militar) e, é claro, as mulheres bonitonas que aparecem o tempo todo sensualizando, mesmo quando não faz o menor sentido. Claro que não é uma HQ tradicional, como uma HQ feita pra soldados em guerra seria tradicional? Mas tendo isso em mente é uma leitura interessante que dura bastante tempo, diverte pra quem gosta de besteirol. Me surpreendeu pra um material de tantos anos atrás. Claro que, uma mulher mais sensibilizada com vulgaridades pode achar tudo muito ofensivo, mas é bom ter em mente o contexto da publicação.


O mais interessante pra mim foi conhecer o Wally Wood, que eu NÃO TINHA A MÍNIMA IDEIA DE QUEM ERA!!! O cara é um dos maiores nomes dos quadrinhos e eu nunca tinha ouvido falar, estranhei. A razão é de que ele passou pouquíssimo tempo no mercado de super-heróis mainstream, que é o que costuma chegar com mais barulho no meio popular. Sendo todos os envolvidos no Pipoca & Nanquim muito apaixonados por HQs, dá pra notar a dedicação no design todo, resultando em uma publicação muito bonita, claramente com o intuito de apresentar o gênio do Wally Wood pras pessoas, o que pelo visto eles conseguiram. Particularmente, fiquei curioso pra conhecer os trabalhos de space opera do cara, onde dizem que ele também foi um expoente. Pornô não é bem minha praia...


Outras publicações que a editora Pipoca & Nanquim fez foram "Espadas e Bruxas" de Esteban Maroto, uma adaptação em quadrinhos de "Moby Dick" por Christophe Chabouté, "Beasts of Burden" de  Evan Dorkin com Jill Thompson e "Um Pequeno Assassinato" do Alan Moore, que logo que puder eu posto uma análise pra vocês. Eles têm sempre trazido coisas que soam um tanto inéditas, são sempre publicações interessantes. O foda é que é um negócio meio elite, você não vai achar uma HQ deles que custe menos de cinquenta reais, é tudo assim "chic". Engraçado, acho meio paradoxo. Nos últimos anos tenho parado de comprar algumas HQs que acompanhava porque ficou tudo mais caro com a crise e tal. Enquanto isso abre uma editora nova começa a publicar AINDA MAIS gibis, e teve a popular Darkside também, que começou a publicar HQs ano passado, que já deve ter lançado uns 4 ou 5 títulos em menos de um ano. Tudo nesse estilo assim, "pra elite". Engraçado, e eu sem dinheiro, hehehehe. Mais opções pra gente comprar, mas temos que ter dinheiro pra comprar, hehe.

Novíssimos X-Men Volume 3 (Marvel NOW)


Li Novíssimos X-Men #11-15, do encadernado All-New X-Men: Out of Their Depths, com roteiro de Brian Michael Bendis e desenhos de Stuart Immonen, e tecerei breves comentários sobre as edições.



Edição #11: Warren decide se unir aos Fabulosos X-Men do Ciclope adulto, causando uma ruptura inesperada no grupo original, além de poder afetar gravemente o espaço-tempo.

Edição #12: Mística e seus aliados continuam a realizar grandes roubos fazendo-se passar pelos jovens X-Men. Isso leva o Capitão América e sua equipe dos Fabulosos Vingadores a procurar pelos mutantes na Escola Jean Grey. Jean descobre o que a Feiticeira Escarlate fez com os mutantes ao final da saga Dinastia M e fica furiosa. E o encontro entre Alex Summers e o jovem Scott.

Edição #13: Com uma fortuna roubada, Mística se oferece para comprar a ilha de Madripoor das mãos da Madame Hidra. Wolverine e os Novíssimos X-Men descobrem o local onde estão negociando. Durante o confronto, Jean manifesta a Força Fênix.

                                                                  

Edição #14: Os X-Men conseguem capturar uma célula terrorista da Hidra e derrotam Mística e Lady Mental, mas Dentes-de-Sabre e o Samurai de Prata escapam.

Edição #15: Os Novíssimos X-Men retornam à Escola Jean Grey. Scott e Bobby vão até a cidade para dar uma volta. Jean continua a treinar seus recém-adquiridos poderes, quando descobre que Hank McCoy sempre foi apaixonado por ela.

Os Novíssimos X-Men estiveram bem ocupados nesse volume, lidando com a saída de Warren, a chegada dos Vingadores, provando sua inoc6encia e com várias descobertas que fazem parte do processo de aprendizado e amadurecimento da equipe. Leitura recomendada.


Por Roger







sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

COLEÇÃO GRANT MORRISON - ROUND 1


Será que nós não paramos de fazer tantas análises? Tantos especiais?  Não temos vida além desse blog??? Muahahahahahahahahahahahahaha! Você está lendo a primeira parte da coleção de análises de HQs do Grant Morrison, meu caro! Começando o ano no Ozymandias Realista!!! Mas então, deixa eu explicar, o Morrison nem sequer tá entre os autores favoritos dos colaboradores do blog aqui, mas a popularidade e importância dele no mercado é um fato, então já fazia um tempinho que eu tava estruturando um especial dedicado ao cara. Mas caramba! Como tem material dele!!! Material de sobra, com um monte de personagens importantes do tipo Batman e Superman, além de materiais alternativos de SOBRA. O negócio era ir analisando com calma e postando conforme desse. A minha intenção era nesse primeiro round focar no início da carreira do cara na DC, avaliando a série do Homem-Animal e da Patrulha do Destino. Mas eu não consegui ler a Patrulha e percebi que não ia conseguir ter acesso tão cedo, então achei melhor adiantar com uma seleção diferente. Ainda tem a famosa série do Homem-Animal, algumas outras de personagens famosos da DC, depois focamos em algumas publicações do selo Vertigo, ok? Na próxima parte tento focar na Patrulha do Destino e mais algumas outras publicações pra complementar, beleza? Agora vamos pra mais uma lista de histórias doidonas... Você gosta, não gosta? Se gosta é um dos nossos, e  esses posts são pra você.


"Como escritor, acho que quadrinhos, histórias, metáforas e símbolos são veículos muito melhores para minhas opiniões pessoais do que entrevistas, certamente."