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sábado, 30 de maio de 2015

Não assista o clipe de Praise Abort?

"I hate my life
And I hate you!
I hate my wife
And her boyfriend too!


I hate to hate
And I hate that
I hate my life so very bad
I hate my kids
Never saw that...
I praise abort!"

Enquanto o Rammstein não lança um álbum novo desde 2009, deixaram seu vocalista insano fugir da cela. Creio que a maioria deve me conhecer com a boa propaganda que Ozymandias faz de mim já há um bom tempo, mas de qualquer forma, sou Douglas Joker, e hoje me encontro em um dilema se mesmo estando na minha cabeça devo apresentar essa música para as pessoas. Por isso eu digo: NÃO ASSISTA! É uma música sobre aborto completamente perturbadora. E meu chapa, pra eu ficar assustado é porque deve ser assustador (de acordo com a minha experiência de vida tendo como ídolos Coringa e Alice Cooper...).




Assistir esse clipe me trouxe uma série de reflexões. Eu pensei... hora de voltar a registrar. Esse homem gigantesco e assustador já trabalha com arte há mais de 20 anos, mas o mais notável é sua banda Rammstein; que além da sonoridade única com vocais em alemão e heavy metal pesadíssimo com bastante liberdade alternativa, possui letras bizarras! Eles passam por todos os pontos, descrevem acidentes aéreos, paixões profundas, desejos de estupro ou até mesmo o drama de um ser gerado artificialmente em laboratório que desconhece sua função no mundo, sendo familiar apenas com o desejo de vingança (que nem Frankenstein e Liquid Snake). Eu (Douglas Joker) em particular, me encontro em um período bem chato com entretenimento. Primeiro que estou demonstrando sintomas de velho clamando como tudo na minha época era melhor ou mais original. Segundo que quase nada levanta minha atenção ou ansiedade, mesmo quando se trata de coisas que eu sempre curti muito, como filmes de super-heróis, tenho andado cada vez mais entediado. Gosto de quase nenhuma banda que surgiu na última década e esse ano o primeiro filme que me agradou foi o recente "Mad Max: Estrada da Fúria", meio que o filme de ação que esperávamos a vida inteira mesmo sem saber. Mas isso fica pra outro post.


Eis que sexta-feira de manhã me deparo com o primeiro clipe da carreira solo do artista que acompanho que tem maior índice de conhecidos meus que declaram ter medo (até minha mãe). O conceito do álbum "Skills in Pills", que não deve demorar pra lançar, é justamente a hipocrisia da sociedade moderna, a música "Praise Abort" fala então sobre a polêmica operação de aborto. Irônico o alemão sempre foi, mas ouvir o que ele fala agora em inglês soa bem incômodo para os ouvidos.

"I like to fuck
But no french letter
Cause without kids
Life is so much better!"

Antes da primeira música (que fechará o CD) ser liberada, Till já havia comentado sobre isso:

"Nós realmente não queremos ser desagradáveis, provocativos ou insultantes. Esta é a primeira vez que os falantes de inglês poderão entender as minhas letras, o que é geralmente impossível no Rammstein. É muito sexual, mas isso é o que eu tenho feito no Rammstein por vinte anos, mas só que ninguém entende! Agora eles irão investigar as minhas letras em alemão, e depois pensar: 'O que diabos ele está fazendo?!'".

Já fazendo mais de um dia que essa música foi lançada, devo dizer que minha reação foi a mesma que costumo ter com os trabalhos do Rammstein. Ao princípio estranhei e fiquei enojado a um ponto quase de ofensa, de tão diferente e sujo que é. Mas essa sensação foi tão forte que depois não resisti a ouvir de novo, e agora já ouvi várias vezes! Exatamente como sempre aconteceu com Rammstein (que começarão a trabalhar em um novo álbum no final do ano, para ver se o lançam em 2017). Bem, conclusão...


Till pode ser um maluco doente, mas esse clipe foi completamente inesperado e me deu aquela "mexida" que ultimamente quase nada na arte tem tido coragem de fazer, sempre com suas ideias previsíveis que parecem ter medo de sair da zona de conforto. Dessa forma, por mais horrível que tenha sido, acabei achando "Praise Abort" inspirador. E olha que eu nunca curto essas coisas que são violentas graficamente. Também vale lembrar como o soar dessas coisas malucas e inesperadas sendo ditas nos lembram como, por mais que tentem nos convencer do contrário, somos livres para expressar o que quisermos, mesmo que seja diferente. Um bom lugar se você quiser conhecer mais das polêmicas músicas do Rammstein é o post do link abaixo:

http://douglasjoker.blogspot.com.br/2013/06/top-10-musicas-polemicas-do-rammstein.html

OBS.: Esse clipe já está com quase 800.000 views no Youtube, em apenas um dia.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

HOMEM DE FERRO 1 -- TRILHA SONORA



Tentar dá uma animada no movimento desse blog com esse CD. É só clicar na capa logo abaixo para download. Escutando atentamente dá para ver que até as ideias fluem melhor, uma das melhores trilhas de filmes que eu já vi, porém não tão comentada e repercutida como deveria. Escute e tente se aprimorar sobre pressão como fez o Tony Stark no filme...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Top 10 Heróis DC

Depois de falar sobre meu Top 10 da Marvel, chegou a hora de falar um pouco sobre meu Top 10 da DC (pré-Novos 52) com meus heróis preferidos. E, mais uma vez, a lista é influenciada por algumas fases específicas que esses personagens passaram. Segue a lista:


10. Mulher-Maravilha
Depois de Crise nas Infinitas Terras, a DC promoveu a reformulação de seus três principais heróis – Superman (John Byrne), Batman (Frank Miller) e Mulher-Maravilha (Geroge Pérez). Embora eu goste da origem do Superman pelo Byrne no arco Man of Steel (e dos desenhos é claro), acho que as outras histórias que foram publicadas na revista “Superman” e “Action Comics” apenas razoáveis. O Batman Ano Um do Frank Miller é um clássico imbatível, mas as histórias mensais publicadas em “Batman” e “Detective Comics” também eram apenas razoáveis (não se esqueça que isso é apenas a Opinião do Planeta, ou seja, a minha opinião, ok).
No caso da Mulher-Maravilha, além dos excelentes desenhos (que eu já gostava desde a época dos Novos Titãs), as histórias do Pérez eram muito bem trabalhadas, mesmo para a época. Ele desenvolveu bem a mitologia e a origem da Mulher-Maravilha, as “tramoias” dos deuses do Olimpo, e até mesmo o Steve Trevor foi um personagem bem desenvolvido.

9. Xeque-Mate
Quando comprei a revista DC 2000 Nº 1 (Editora Abril) vinha na capa a estreia desse grupo, além da Mulher-Maravilha do Pérez e o Homem-Animal do Grant Morrison (que seria publicado na edição Nº 3), ou seja, simplesmente a melhor revista que um fã de HQs poderia comprar. Inclusive essa revista se apresentava como “a revista uma década à frente”, no que eu concordo plenamente.
Bem, o Xeque-Mate era um grupo de espionagem sem superseres, e isso era um conceito bem interessante para mim, já que o universo DC sempre foi recheado de heróis super poderosos. O grupo tinha esse nome porque sua hierarquia se baseava nas peças de um xadrez mesmo, e como não havia especificamente personagens considerados como “os principais” tudo podia acontecer. Excelente série, até mesmo bem violenta para a época.

8. Questão
Um herói que vivia se indagando sobre várias coisas, inclusive sua própria motivação em combater o crime. A primeira vez que li sobre o Questão foi na revista Batman Nº
 1 (lançado pela Editora Abril em 1987, e que trazia a estreia do Batman Ano Um – só coisa boa). E logo na primeira história ele enfrentava a Lady Shiva e aparentemente morria. Isso me deixou chocado, já que eu ainda era moleque na época, e lembro de ficar bem impressionado com o nível de violência da luta entre os dois e não via a hora de chegar logo a edição seguinte.
Essa fase escrita pelo mestre Dennis O’Neil é simplesmente fantástica, e muito à frente do seu tempo. Confira uma matéria muito bacana sobre essa fase clicando aqui.

7. Nuclear
Meu primeiro contato com as histórias do Nuclear foi na revista Superamigos (publicado pela Abril) e mostrava uma fase muito boa escrita por John Ostrander.
O Nuclear é um herói que se formava através da fusão do professor Martin Stein e o estudante Ronnie Raymond (parece um nome que o Stan Lee gostaria de ter inventado).
A fase que eu acompanhei foi muito boa, e mostrava que o professor Stein descobriu que tinha um câncer e pouco tempo de vida. Então, os dois decidem que o Nuclear deveria aproveitar esse tempo para fazer um desarmamento nuclear (um tema muito comum nos anos 80). Havia algumas dúvidas como – se o professor Stein morresse, o que aconteceria com o Nuclear? Como os outros heróis iriam encarar essa atitude do Nuclear invadindo outros países que tinham armas nucleares sem pedir permissão?
O clímax dessa saga aconteceu na revista Super Powers Nº 12 e tem a participação da Liga da Justiça e do Esquadrão Suicida. Vale a pena correr atrás em sebos!

6. Esquadrão Suicida
E por falar em Esquadrão Suicida, mais um título que era escrito pelo John Ostrander, que sempre teve uma pegada mais política nas suas histórias.
Imagine um grupo sancionado pelo governo formado por vilões. Cada missão que eles cumprissem, suas penas diminuiriam. Para garantir que ninguém escapasse, era implantado uma bomba que detonaria se eles tentassem fugir.
O grupo era completamente disfuncional e ainda tinha a líder Amanda Waller (bem melhor do que sua versão dos Novos 52). Ela era “jogo-duro” e, apesar de não ter nenhum super poder, todos temiam ela, mesmo sendo vilões assassinos, era muito hilário.
As histórias tinham um ritmo bem acelerado e, igual ao Xeque-Mate, você nunca poderia prever o que poderia acontecer com os personagens, já que eram todos os vilões, e as missões sempre eram “suicidas”. A história em que o Batman descobre a existência desse grupo (que também era chamado de Força Tarefa X), onde ele invade a prisão Belle Reve e encara a Amanda Waller, foi muito engraçado.

5. Lanterna Verde
Acho impressionante o conhecimento que o roteirista Geoff Johns tem do universo DC, dá pra perceber que o rapaz é fã mesmo.
O trabalho que ele fez à frente do Lanterna Verde foi tão bom, que passou a ser um dos meus heróis preferidos (antes eu nem ligava pro personagem). Johns criou toda uma mitologia até mesmo inserindo outras cores do espectro emocional, cada um com sua tropa e suas próprias características. Ele até mesmo soube como dar destaque para os outros lanternas da Terra como o John Stewart, Guy Gardner e Kyle Rayner. Mas, acima de tudo, ele desenvolveu com detalhes o Hal Jordan, sempre mostrando suas motivações e o que levava o Jordan a ser como ele era – tanto no lado heroico, quanto no lado “irresponsável”.
Mesmo nos Novos 52, Johns soube como continuar essa saga enorme, adaptando para o universo rebootado. E o clímax onde o Sinestro tem uma conversa final com o Hal foi de arrepiar (não vou contar para não dar spoilers, mas leia, que vale a pena – Green Lantern New 52 #20).

4. Homem-Animal
Como eu já disse, além das histórias do Xeque-Mate, a revista DC 2000 também trazia o Homem-Animal de Grant Morrison – um clássico imperdível (começou a ser publicado em DC 2000 Nº 3).
Acho que antes disso, o Homem-Animal era um herói de último escalão – quem iria se interessar por um herói que “roubava” os poderes de outros animais, era casado, tinha dois filhos, ativista dos direitos dos animais e um ator de filmes B? Bem, Grant Morrison se interessou e criou toda uma mitologia em torno do herói.
Havia várias cenas que eram colocadas nas histórias que, na hora, eu achava que não era nada, mas no futuro, se revelava muito importante. Por exemplo, tem uma história em que a filha Francine vê o vulto de uma figura humana perto de sua casa, mas depois, nada mais é revelado. Só no futuro, ficamos sabendo de quem se tratava, e foi uma revelação surpreendente.
Tem uma história chamada Evangelho do Coiote (DC 2000 Nº 7) que é imperdível. Tive de ler três vezes seguidas para começar a entender o que o Morrison quis dizer naquela história, se bem que, ainda tenho minhas dúvidas.

3. Novos Titãs
Quando a Editora Abril começou a publicar os heróis da DC, lançou três revistas – Super-Homem, Batman e Heróis em Ação. A revista Heróis em Ação Nº 1 trouxe a estreia dos Novos Titãs de Marv Wolfman e George Pérez, e eu gostei muito da história e dos desenhos também, tinha um traço mais realista e “flexível”, bem diferente dos desenhos mais “duros” da Marvel (por exemplo, os desenhos do John Romita ou do Sal Buscema).
Apesar de ser um grupo de jovens, eles acabavam enfrentando inimigos de “adultos” como Trigon e Exterminador. Mesmo assim, as habilidades individuais trabalhando como uma equipe sempre fez com que o grupo conseguisse superar vilões poderosos.
E tinha também o desenvolvimento dos personagens, cada um tendo seus próprios problemas para resolver – como a indecisão de Wally West em ser um herói ou não, os problemas familiares do Ciborgue, a incerteza de Donna Troy não saber sua verdadeira origem, o Robin querendo ser independente do Batman, a Estelar tentando ser feliz e livre num mundo que não é o seu, o Mutano que, por ser um jovem subestimado, acabava se tornando o lado humorístico do grupo (igual ao Homem-Aranha) e a Ravena então, nem se fala.
Depois da dupla Wolfman/Pérez, ninguém mais conseguiu manter a boa qualidade das histórias, até que, em 2003, Geoff Johns assumiu o título e foi muito bom. Ele aproveitou seu vasto conhecimento do universo DC e trabalhou vários conceitos antigos dos Novos Titãs (da era Wolfman/Pérez) e o resultado ficou muito bom.

2. Liga da Justiça Internacional
Em 1987 a dupla J.M. DeMatteis e Keith Giffen, com desenhos de Kevin Maguire, criaram sua versão da Liga da Justiça – foi o cúmulo da diversão! Muito bom! Na verdade, quase ficou em 1º lugar no meu Top 10.
Depois da saga Lendas, a dupla de roteirista tinha que reformular a Liga da Justiça, mas não poderia usar alguns dos membros fundadores como o Superman e a Mulher-Maravilha porque eles teriam suas origens recontadas. Mesmo assim, a equipe composta por Batman, Caçador de Marte, Besouro Azul, Shazam, Canário Negro, Guy Gardner, Senhor Destino, etc foi uma combinação perfeita para a proposta humorística. Todos os membros, embora muito mais poderosos, temiam, ou pelo menos respeitavam o Batman, que estava exageradamente autoritário. Quando o Gladiador Dourado entrou na equipe e acabou fazendo dupla com o Besouro Azul, fez tanto sucesso, que até hoje, é lembrado!
Max Lord, na época, um empresário, viu na Liga, uma oportunidade de criar um grupo internacional com sedes em vários países, o que acabou culminando na criação da Liga da Justiça Europa com Mulher-Maravilha, Homem-Animal, Poderosa, Capitão Átomo, etc.
Houve também a inclusão de um vilão alienígena chamado Lorde Mangá Khan e seu robô escravo chamado L-Ron, e a relação entre os dois era hilário.
A participação do lanterna verde Gnort, que era desprezado por todos os membros também foi muito engraçado.
Houve dois retornos dessa versão da Liga com as revistas “Nós Já Fomos a Liga” e “Não Acredito Que Não é a Liga da Justiça”, ambos já lançados pela Panini e igualmente divertidas, também criadas pela dupla DeMatteis e Giffen e desenhadas pelo Kevin Maguire.

1. Batman
Cheguei a ficar na dúvida entre o Batman e a Liga da Justiça Internacional sobre o 1º lugar na lista. O motivo é que eu achava as histórias mensais do Batman (pós-Crise nas Infinitas Terras) apenas razoáveis. Só deu uma melhorada quando o Ed Brubaker e o Greg Rucka assumiram as histórias no final da década de 90 e o Grant Morrison da década de 2000, mas aí já era quase no final da fase pré-Novos 52.
Só que os arcos lançados em forma de encadernados foram muito bons – Cavaleiro das Trevas Retorna, Ano Um, A Piada Mortal, Longo Dia das Bruxas, Vitória Sombria – só clássicos.
Inclusive o Cavaleiro das Trevas e o Ano Um tinha um roteiro bem mais adulto e bem mais elaborado para a época (anos 80). Sim, o Frank Miller já foi um gênio e tem seu merecido lugar no rol dos grandes roteiristas de HQs.
É justamente por esses motivos que eu coloquei o Batman no meu Top1, além do fato dele ser um herói sem super poderes, mas muito inteligente, a ponto de solucionar crimes e criar todo um arsenal para que ele possa atuar.

Bem, como deu para se perceber, tirando o Lanterna Verde, todos o resto do meu Top 10 se deu devido ao que a DC produziu no seu universo pós-Crise nas Infinitas Terras. Foi a fase que eu mais acompanhei e gostei muito. Apesar de ser ainda na década de 80, eu achava as histórias da DC bem mais elaboradas do que as da Marvel. Talvez por isso, até hoje, eu seja 55% DC e 45% Marvel.
Inclusive, apesar de ter muita coisa ruim, eu considero os Novos 52 uma excelente e corajosa iniciativa da DC. Mas isso fica pra outra hora.


Por Roger

sábado, 23 de maio de 2015

Top 10 Heróis Marvel



À pedido do meu amigo ANT do MEGABLOG, resolvi criar um TOP 10 da Marvel (pré-Marvel NOW) com meus heróis preferidos. Vocês irão perceber que minha lista de preferências está muito relacionada com a fase que os personagens tiveram nos quadrinhos. Segue a lista:


10. Cavaleiro da Lua
É verdade que o Cavaleiro da Lua nunca foi uma unanimidade, tanto é que, a série que mais durou até hoje foi no começo dos anos 90 (durou até a edição Nº 60 mais ou menos). Mas eu acho um personagem bem interessante, principalmente por causa da sua personalidade múltipla (a série do Bendis trabalhou bem isso em 2011), além de ser um avatar do deus egípcio Konshu. Acho bacana o visual do Cavaleiro da Lua dando um ar de mistério no herói. Recentemente, o herói ganhou mais uma chance com uma série própria que começou com o Warren Ellis, e está muito bom, mesmo com a troca de roteirista (atualmente é o Brian Wood). Mas isso é uma história para outra oportunidade.

9. ROM, o Cavaleiro do Espaço
Quando comprei a revista Incrível Hulk Nº 1 pela Editora Abril, tinha uma história do ROM. Ali, mostrava que ele era de um planeta que foi conquistado pelos Espectros, por isso, ele decidiu vir à Terra para combater os Espectros e evitar que nosso planeta também fosse dominado pelos aliens malignos. O problema era que os Espectros era transmorfos e podiam assumir a forma de qualquer ser humano. Somente ROM podia detectar os Espectros com sua arma analisadora de Espectros e enviá-los ao limbo. Porém, para quem estava vendo, dava a impressão de que o ROM estava desintegrando as pessoas.
Essa premissa me chamou muito a atenção, até porque eu era bem moleque na época, e ficava curioso pra saber como o ROM iria conseguir acabar com a ameaça dos Espectros, se a população ficava conta ele.
Estava relendo essas histórias recentemente, e dá pra perceber como o roteiro é inocente demais para os parâmetros de hoje, mas mesmo assim, dá pra se divertir.

8. Capitão América
Nunca fui fã do Capitão América, mas depois que comecei a ler a fase do Ed Brubaker, simplesmente não consegui mais parar. Ele conseguiu ressuscitar o Bucky Barnes de uma maneira que não ficou forçada, e ainda inseriu um personagem bastante interessante – Soldado Invernal. A aceitação foi tão boa, que o Bucky substituiu o Steve Rogers depois da Guerra Civil, e manteve o bom nível. E depois, trouxe de volta o Capitão Steve Rogers, também sem ser forçado.
Ed Brubaker soube como trabalhar com personagens clássicos do Capitão, como o Caveira Vermelha, Arnin Zola, Sharon Carter, Union Jack, Falcão, Pecado (filha do Caveira), Os Invasores, entre outros, num clima de espionagem e bem mais urbano, que é bem o seu estilo mesmo. Dá pra imaginar personagens assim num mundo bem mais real e urbano? Pois é, mas o Brubaker consegue fazer isso de um modo que você quer saber o que vai acontecer depois.
Um momento marcante foi, sem dúvida, na edição Nº 25 que traz a “morte” do Steve Rogers. Mas eu também recomendo a leitura da edição comemorativa Nº 600 que traz várias histórias, mas uma em especial chamada “The persistence of memorabilia” – não sei como foi traduzido pela Panini – é fantástica (roteiro do Mark Waid, diga-se de passagem).

7. Adam Warlock
Depois de um começo meio confuso, o mestre Jim Starlin assumiu o personagem nos anos 70 e trouxe uma personalidade bem definida como um herói conturbado em busca de justiça. Ele acaba se confrontando com sua versão maligna do futuro e no final, acaba enfrentando o Thanos. Essa história foi publicada em Grandes Heróis Marvel Nº 1  pela Editora Abril e tem a participação de vários heróis, um clássico imperdível.
Sempre gostei dos desenhos do Starlin, e os roteiros, mesmo sendo escrito nos anos 70, se fosse hoje em dia, não deve nada pra ninguém.
Foi nas histórias do Warlock que eu conheci a Gamora (dos Guardiões da Galáxia).

6. X-Factor
Estou falando do X-Factor do Peter David de 2006. Uma agência de mutantes que procura ajudar aqueles que foram afetados pela saga Dinastia M (aquela que a Feiticeira Escarlate diz: “Chega de mutantes!”). A formação do grupo é bem inusitada (Madrox, Guido, Lupina, Monet, Layla Miller, Rictor, Syrin).
O Rictor é um dos ex-mutantes que teve seus poderes eliminados na Dinastia M, a Layla Miller é uma menina que aparece do nada e diz que sabe das coisas (é uma das personagens mais divertidas), Madrox, o Homem-Múltiplo é um dos mais interessantes e o Peter David desenvolve muito bem esse personagem com suas várias cópias. Outro ponto forte é a maneira como a Monet e a Syrin (filha do Banshee) se interagem.
A edição Nº 13 é uma das melhores – depois de passar pela Guerra Civil, cada um dos membros da X-Factor vai para o divã fazer uma consulta com o Dr. Samsom (aquele do universo do Hulk), e eles acabam revelando o que pensam sobre os outros, é muito divertido.

5. Tropa Alfa


John Byrne criou esse grupo, mostrando a origem de cada um e desenvolvendo cada personagem. Isso foi importante para me manter interessado nas histórias da Tropa Alfa, pois se tratava de heróis novos que não eram conhecidos – além dos desenhos de Byrne que sempre foram bons.
O ponto alto foi na revista Grandes Heróis Marvel Nº 15 onde mostra o desfecho da trama que começou desde a primeira história da Tropa, onde morre um dos personagens mais importantes de uma forma bem dramática.

4. X-Men
Conheci os X-Men por causa das histórias que eram publicadas em Superaventuras Marvel, na fase do Chris Claremont e John Byrne. Essa fase era muito boa, e mostrava mutantes de vários países. As histórias tinham várias tramas que eram desenvolvidas aos poucos, por isso, não dava para perder nenhuma história, pois todas eram importantes. É claro que a Saga da Fênix foi o ponto alto dos X-Men nessa época, mas me lembro também de ficar bem impressionado quando li Dias de Um Futuro Esquecido que saiu em Superaventuras Marvel Nº 45.
Depois disso, a coisa “desandou” e só voltei a gostar de X-Men com essa fase do Bendis como Novíssimos X-Men, onde ele coloca sua “marca registrada” que são os bons diálogos com um toque de humor.

3. Ultimate Homem-Aranha


Tudo que foi feito de bom e de ruim com o Homem-Aranha em quase 40 anos, o Bendis conseguiu pegar tudo e transformar em boas histórias. Para mim, o Homem-Aranha que eu conto é o Ultimate, ainda mais com tanta coisa absurda que fizeram com o aracnídeo do Universo 616. A origem foi tão bem trabalhada que o Tio Ben só vai morrer lá pela edição 4 e 5! Dá para acompanhar bem como seria um rapaz comum que, de repente, tem sua vida transformada por causa de uma picada de aranha radioativa, tendo as alegrias e os problemas relacionados à sua idade. Achei bacana a forma como grandes vilões como o Duende Verde, Octopus, Kraven, Venom, foram apresentados – de uma forma bem mais “aceitável”. O arco de histórias chamado “Hollywood” mostra o Sam Raimi e o Avi Arad produzindo um filme do Homem-Aranha e como o “verdadeiro” Homem-Aranha/Peter Parker e os outros personagens coadjuvantes lidariam com uma situação dessas – muito inteligente.
E a saga clímax “A Morte do Homem-Aranha” é o ponto alto de tudo que foi construído com o personagem. É uma saga bem emocionante.
Acho que o Bendis gosta tanto dessa versão que, até hoje, com mais de 14 anos, ele ainda escreve as histórias do Ultimate Homem-Aranha Miles Morales.

2. Novos Vingadores
Nunca gostei muito dos Vingadores, e acho que muitos também não estavam gostando, tanto é que a revista foi cancelada em 2004.
Com o lançamento de Novos Vingadores do Brian M. Bendis, comecei a me interessar, pois sempre gostei da maneira como o Bendis faz bom uso dos diálogos. No começo, estranhei um pouco a presença do Wolverine e do Homem-Aranha, mas a qualidade das histórias eram muito boas.
Gosto de histórias com um “toque” de humor para divertir e os Novos Vingadores traz muito disso, principalmente nos diálogos. Tem uma cena em que os heróis estão reunidos na Torre Stark, e a Jéssica Jones (esposa do Luke Cage) fica sabendo que o Peter Parker é o Homem-Aranha, e que ela era apaixonada pelo Peter na época da escola. O Luke Cage fica meio desconfiado com essa conversa toda e é bem hilário.

1. Demolidor
A primeira HQ que eu ganhei do meu pai quando estava internado no hospital – eu tinha uns sete anos de idade – foi o Demolidor que era publicado pela Editora Bloch.
Anos depois, quando eu já era um colecionador, me lembro de ter comprado na banca o Superaventuras Marvel (Ed. Abril) Nº1 que trazia na capa o Demolidor, Conan e Luke Cage. Essa edição começava a mostrar a trajetória do Demolidor nas mãos do Frank Miller (primeiro apenas como desenhista e depois assumindo os roteiros também).
Fiquei muito impressionado com os desenhos e a qualidade das histórias que eram bem mais elaboradas que as outras publicadas na mesma época. Duas cenas que me marcaram muito foram: (1) quando a Elektra lança sua adaga e acerta o Ben Urich depois de lutar contra o Demolidor (Demolidor Nº179) e (2) quando o Mercenário acerta ela com sua própria adaga, foi a revista em que a Elektra morre (Demolidor Nº181).
Depois disso, teve A Queda de Murdock, Demônio da Guarda, a fase do Bendis, a fase do Ed Brubaker, a fase do Waid, ou seja, só coisa boa. Não tem como o Demolidor não ser meu Top 1!

É claro que, como toda lista de favoritos, essa lista também pode mudar, e nem tenho muita certeza se a ordem com minhas preferências é essa mesmo, mas a única certeza é o Demolidor estar em 1º lugar. Os outros estão mais ou menos no mesmo nível.
Numa outra oportunidade, pretendo falar um pouco sobre o que estou gostando da Marvel NOW e também meu Top 10 da DC.


Por Roger

quinta-feira, 21 de maio de 2015

HISTORIETA REALISTA DE QUINTA DO EL FANZINE #01


Bem, não é a primeira deles, não é a primeira que eu coloco aqui, mas ainda assim vai ser a primeira da sessão regular que vai ter aqui todas as quintas-feiras. Convidei eles para serem colaboradores daqui, e não aceitaram, mas disseram que posso postar o trabalho deles ele contanto que eu coloque o link. Como eu sou um corno que não tem mais lenha para queimar, bem como sou fã do trabalho dos caras eis a de hoje relacionada à “inclusão social v.s criminalidade”.

Link da postagem original:

http://el-fanzine.blogspot.com.br/2015/05/historieta-de-quinta-76.html

70 jogos proibidos, banidos e mais controversos do mundo - parte 2


Semana passada mostrei aqui 35 jogos controversos e banidos. Nesta segunda parte revelarei mais 35 jogos que deram o que falar nos últimos tempos. Só lembrando que se você clicar sobre as imagens censuradas poderá vê-las sem as tarjas. Vamos à lista negra:

<VEJA TAMBÉM!>
 http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/07/discos-da-semana-sempre-atualizando.html

OS INJUSTIÇADOS

Indigo Prophecy – também conhecido como Fahrenheit, é um dos jogos mais espetaculares que já joguei. Tem uma jogabilidade totalmente diferente de qualquer outro jogo, mas o simples fato de o personagem principal sofrer de algo que mais parece esquizofrenia para os conservadores de plantão já foi suficiente pra ser proibido em alguns lugares do mundo. Eles alegam que o jogo induz as pessoas a se tornarem assassinas.


Bravely Default – o RPG teve problemas na Arábia Saudita por causa dos gráficos. Os árabes alegam que os personagens, principalmente as mulheres, tem poucas roupas e tem uma imagem sensual demais, sem contar que parecem ser crianças. Na verdade as personagens tem de 15 anos pra cima e a Square Enix alegou que o estilo delas é muito comum e aceitável no Japão, país originário do jogo, mas não adiantou e o jogo acabou sendo proibido na Arábia Saudita por induzir o jogador à pedofilia e à promiscuidade sexual infantil. O Oriente Médio é famoso por recusar essa cultura japonesa de personagens muito novos. Para evitar mais problemas, a idade das personagens foi alterada em um livro dentro do jogo quando foi lançado no Ocidente, então agora elas tem mais de 18 anos. Os jogos do Japão mantiveram a idade inicial.


No More Heroes – o jogo é muito violento e cheio de sangue, o que não agradou alguns países, principalmente os da Europa. Para evitar o banimento, os desenvolvedores trocaram personagens que explodiam em puro sangue para uma coisa preta bizarra que mais parecia fumaça ou petróleo, sei lá.


Fallout 3 – nem a violência e nem a história incomodaram, mas um fato bizarro acontece nesse jogo: você pode explodir uma cidade inteira com uma bomba nuclear. O governo do Japão não gostou da ideia e tentou proibir a venda do jogo. Gato escaldado tem medo até de água fria, não é mesmo? Os desenvolvedores então modificaram para que o acionamento da bomba fosse realizado por um outro personagem automaticamente e não pelo jogador como no jogo original. Na Austrália a proibição se deu porque alegaram que o personagem usava vários tipos de drogas (como morfina pra recuperar a saúde) e que podia matar crianças durante as partidas. O uso de drogas é comum nos jogos como GTA ou Half Life e tais jogos tiveram esse aspecto ignorado pelas mesmas autoridades. Vai entender esse parâmetros de censura deles...


Rule of Rose – é um jogo bizarro, devo confessar, mas ao mesmo tempo apaixonante. Com uma história totalmente controversa e diferente de tudo que você já viu, além da jogabilidade excelente, o jogo promete te causar pesadelos. Foi banido na Itália e outras autoridades pelo mundo criticaram duramente a violência infantil presente no jogo, além do fato de que pessoas são enterradas vivas durante a trama. Mas o que se pode fazer quando crianças sádicas e insanas te atacam?


South Park: the stick of truth – o que se pode esperar de um jogo com a turma do South Park? Pois é, mas isso não impediu vários países da Europa e a Austrália de banir o jogo em seus países.  O motivo foi que algumas cenas mostravam alienígenas introduzindo uma sonda anal em humanos. Como a gente já conhece o sarcasmo da série, é claro que eles responderam à altura e na Austrália as cenas foram substituídas por um Coala chorando com uma mensagem explicando a censura. Na Europa substituíram por uma imagem com a estátua de Davi de Michelangelo fazendo "facepalm", também com a mensagem escrita sobre a censura.


Left for Dead 2 – em Carmageddon (falei dele no post anterior) você podia matar zumbis à vontade na Europa, mas não no Left for Dead. Bom, pelo menos não na Austrália e na Alemanha que baniram o jogo por conter muita violência, mutilação e sangue. Sem outra alternativa, os desenvolvedores tiveram que modificar o jogo e tirar as mutilações e sangue. Pelo menos assim conseguiram voltar a vender o jogo nos dois países.


Final Fight – o jogo consistia basicamente em descer a porrada nos inimigos, mas várias autoridades não gostavam de ver algumas mulheres no meio desses inimigos apanhando pra valer. Elas foram substituídas por homens afim de evitar que os jogadores fossem induzidos a praticar violência contra a mulher.


Wolfenstein 3D – neste jogo você tinha que combater os nazistas em um castelo nazista, chegando a encarar o próprio Hitler como chefão. Mas algumas autoridades pelo mundo insistiram para que o símbolo nazista fosse tirado do uniforme dos soldados e das bandeiras ao redor do mapa. A Alemanha chegou a banir o jogo mesmo ele sofrendo alterações e tendo todos os símbolos nazistas removidos. Outro gato escaldado, hein?!


Assassin’s Creed – parece que não só o Marcelo Rezende odeia esse jogo como também os árabes. O jogo foi proibido na Arábia Saudita porque eles acharam que não passava uma boa imagem do seu próprio país, sendo que a ironia começa quando o jogo tem fama de retratar fielmente a Arábia.


A série Doom – um dos mais famosos jogos de tiro e pai de vários FPS foi banido do Brasil. O motivo? A violência explícita, é claro! Algumas igrejas ainda o classificaram como “coisa do demônio” porque os inimigos são demônios de fato e no 3 você chega até a ir pro inferno e lutar com um “pet” do tinhoso pra tentar escapar.


Death Race – o jogo feito para o fliperama consistia em atropelar gremlins. O problema é que eles pareciam humanos e por isso o jogo teve que ser banido.


The Punisher – o jogo segue a linha da história original e por isso é de se esperar que se tenha muita violência, principalmente durante os “interrogatórios”. O governo britânico não gostou nada disso e baniu o jogo até ele finalmente ser modificado.


Duke Nukem 3D – outro jogo proibido em vários países e no Brasil. Além da violência explícita, o governo brasileiro alegou que há incitação sexual no jogo. O personagem principal ainda tem o péssimo hábito de falar palavrões e se meter com strippers.


Saints Row 4 – a Austrália acabou banindo o jogo, mas não porque é extremamente violento e de um sadismo surreal ou porque os personagens se drogam na versão original, muito menos porque uma das personagens tem uma espada feita de um pênis de borracha gigante. O motivo foi uma arma chamada “Alien Anal Probe” (sonda anal alienígena). Aparentemente a singela arma não agradou em nada as autoridades australianas que retrucaram dizendo que a arma incentivava a violência sexual.


Ice Climber – é um jogo em que você é um esquimó e tem que descer a marretada em blocos de gelo pra conseguir subir pelos obstáculos da tela. O problema é que a versão japonesa original continha bebês foca como inimigos. O governo dos Estados Unidos achou que não era uma boa ideia ver as crianças americanas “marretando” as pobres focas bebês, então os desenvolvedores tiveram que trocá-las por homens da neve.

De foquinhas inocentes...
...a homens da neve do mal.

A LISTA NEGRA DA LISTA NEGRA

A saga Postal – é um jogo que começa tranquilo e de repente: “santa maionese, o que diabos está acontecendo aqui?”. É, é desse jeito. De um dia pacato a um inferno em terra, esses jogos propiciam situações hilárias e ao mesmo tempo bizarras. Em Postal 2, o mais famoso, as pás, tesouras, pranchetas, gatinhos, tudo vira arma porque incendiar um shopping inteiro não é o bastante! Já os inimigos variam de manifestantes malucos a muçulmanos terroristas. O jogo ainda conta com palavrões durante os diálogos, racismo, homofobia, xenofobia e você ainda pode urinar nos outros. Os jogos foram banidos em vários lugares, principalmente na Nova Zelândia, Malásia, Alemanha e França, onde você pode pegar até 10 anos de cadeia se tiver uma cópia dele. No Brasil também é banido, mas até onde se sabe não dá cadeia.


The Guy Game – eu não sei bem como funciona, mas parece que se você conseguir completar as missões ganha um “prêmio”: aparecem cenas de mulheres sem a parte de cima do biquíni. Foi banido dos Estados Unidos por causa de seu conteúdo pornográfico que ia contra a lei, o que é uma ironia (ou seria hipocrisia?) já que a indústria pornô é muito famosa por lá e inclusive, digamos, de fácil acesso.


Night Trap – hoje é um jogo bobinho, mas na época em que foi lançado (1992) gerou uma polêmica das brabas! Lançado pro Sega CD, o jogo logo se tornou infame e acabou indo parar na lista de discussões do senado americano. Um grupo de jovens está passando uma noite numa casa onde as pessoas desaparecem do nada. Para evitar outro desaparecimento, uma equipe especial chamada SCAT é designada para monitorar por câmeras de vídeo toda a noite e você é membro dessa equipe. Ali aparecem mulheres com poucas roupas, às vezes em cenas um pouco sensuais, que são atacadas por vampiros bizarros hi-tech. A capa do jogo parecia ser algo indicado para crianças, mas o conteúdo da história era bem diferente. O jogo ainda trazia vídeos verdadeiros para tentar dar mais realismo às câmeras de segurança, mas infelizmente a qualidade era uma droga e as cenas filmadas porcamente davam um ar de filme “trash” ao jogo. Essa técnica é conhecida como “Full Motion Video” (FMV). As autoridades americanas alegaram que o jogo induzia os jogadores, que na época eram em sua maioria do sexo masculino, a praticar todo tipo de violência contra as mulheres. O jogo foi considerado vergonhoso, ultraviolento, doentio e repugnante. Acabou saindo das prateleiras 2 anos depois, mas voltou para outros consoles e sistemas, inclusive para o PC mais tarde. Eu disse que o jogo é bobinho porque pros padrões atuais de “GTA” e “Manhunt”, um jogo com cenas que mais parecem ter sido retiradas de um filme trash não é tão repugnante assim. Ele me lembrou o “Five Nights at Freddy's”.


Phantasmagoria – assim como o jogo acima, este jogo usa FMVs como cenas. Um casal se muda para uma ilha e lá é o cenário de coisas sobrenaturais. O jogo era tão grande que eram necessários 7 CDs para rodá-lo e isso encareceu o preço final, o que diminuiu significativamente as vendas. Ele foi lançado para PC e Sega Saturno. Ainda tinha cenas de assassinatos brutais, apelo sexual e até estupro.  O jogo acabou sendo banido em grande parte do mundo.


Série Leisure Suit Larry – todos os jogos da série são sobre Larry, cujo único objetivo na vida é dormir com o máximo de mulheres possível. A única exceção é o último título porque é protagonizado pelo sobrinho do Larry enquanto está na faculdade. Os jogos são cheios de piadas machistas e apelações pornográficas. Os jogos foram banidos de alguns países e censurados em outros.


Harvester – mais um jogo FMV, onde você acorda numa cidade com um culto bizarro e não se lembra de nada. A partir daí você encara muita violência, canibalismo, esquartejamentos e até pode atacar bebês. O jogo, que mais parece uma versão do inferno em formato de software, foi banido no mundo todo. É raro encontrá-lo pra vender.


Kz Manager – quando você pensa que já viu de tudo, pense de novo! O jogo consiste em administrar o estoque de um campo de concentração nazista. E não é só isso não, você ainda tem que lidar com prisioneiros judeus/turcos/ciganos, manter estoque de munições e principalmente de gás. O objetivo do jogo é agradar opiniões públicas e manter a produtividade do campo em alta, mas para isso você terá que executar alguns prisioneiros de vez em quando. O jogo foi banido da Alemanha, como era de se esperar. Ah, esses gatos escaldados...


Chiller – aqui os papéis estão invertidos: você é o vilão. Mas calma, não há nada ruim que não possa piorar. O jogo de arcade consiste basicamente em torturar pessoas e matá-las o mais rápido possível. Não há motivo nenhum para se fazer essas atrocidades com os pobres homens de pixels, ou seja, o jogo consiste em torturar por pura vontade e “diversão”. Foi proibido no mundo todo e é considerado por muitos um dos mais sádicos e doentios da história. Na verdade é jogo é chato e monótono pros padrões atuais, mas a ideia é assustadora. Eu sei que Manhunt é muito pior, mas em 1987 jogar algo como Chiller era doentio!


Custer Revenge – lançado para o Atari 2600 em 82, o jogo usava um personagem icônico da história dos Estados Unidos, o General Custer.  Tal personagem usava apenas um chapéu de vaqueiro, um lenço, botas e, bem, deixa pra lá...mas o objetivo principal era desviar de flechas de outros índios e no final estuprar uma índia amarrada num cacto/poste. Ondas e mais ondas de protestos se espalharam pelos Estados Unidos. Parte eram índios reclamando que estavam fazendo piada com algo tão sério quanto o massacre que seus ancestrais tinham sofrido nas mãos do homem branco, parte eram mulheres que obviamente ficaram “emputecidas” com o fato de haver estupro de uma índia no jogo (membros do Women Against Pornography ou Mulheres Contra a Pornografia tentaram boicotar a venda e o lançamento do jogo) e parte eram pais furiosos que não queriam que seus filhos tivessem contato com um jogo tão ridículo. A Mystique, empresa de jogos de uma produtora de filmes pornô chamada Caballero Control Corporation, acabou sendo processada pela Atari por causa do conteúdo ofensivo. Nem mesmo classificando o jogo como proibido para menores de idade salvou a pele da Mystique e o criador do jogo ainda teve a pachorra de dizer que era só uma “brincadeira”. O resultado foi que o jogo acabou sendo proibido e retirado das prateleiras. Algum tempo depois a Mystique faliu e vendeu o título a outra empresa, que fez um remake onde a índia era menos inofensiva e ainda lançou mais outro remake onde era a índia que atacava o General Custer, mas nenhum desses novos jogos foi muito longe e logo foram proibidos também.

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RapeLay – eu considero o mais doentio da lista, não tenho vontade de jogar e acho que não deveria nem ter sido criado pra começo de conversa. O cara que teve essa ideia deve ser um doente mental. No jogo você é um homem de 39 anos que estupra uma garotinha de 13 anos, sua irmã de 17 e sua mãe. As garotas gritam, choram, sangram e você ainda pode ameaça-las de morte. Depois você deve força-las a abortarem. Há ainda, acredite se quiser, o modo multiplayer que permite uma suruba descabida (que tipo de pessoa joga essa desgraça afinal?). Ele é proibido no mundo inteiro e não é pra menos, né? Os desenvolvedores alegaram que o jogo era vendido apenas no Japão e que não quebrava nenhuma lei japonesa (ô senhor imperador, tá na hora de rever essas leis aí hein!), mas logo pararam de produzi-lo. Ô joguinho de mal gosto!


MENÇÕES (DES)HONROSAS

7 Sins – você sempre quis levar uma vida de mulherengo e cafajeste, mas dos bens sucedidos? Então jogue o simulador 7 Sins! Persuadir pessoas, conquistar mulheres, roubar produtos e mentir são só algumas das funções que o jogo permite. Ele lembra muito o “The Sims”, mas com um toque de “pecado”. Aqui seu único objetivo é chegar ao topo da elite social, mesmo que para isso tenha que trapacear e se render aos 7 pecados capitais.


Zombies Ate My Neighbors – um dos melhores jogos pra Super Nintendo onde você tinha que salvar seus vizinhos de hordas de zumbis que estavam na sua vizinhança. Na Europa os inimigos que seguravam uma motosserra tiveram que ser substituídos por lenhadores com um machado por causa de problemas com a cultura local.


Left Behind: Eternal Forces – baseado no livro “Left Behind” de Tim LaHaye e Jerry Jenkins, o jogo conta a história de pessoas que foram deixadas para trás depois do arrebatamento e agora tem que lutar pra sobreviver. (pra quem não sabe ou não lembra: a Bíblia diz que quando Jesus voltar vai levar todos os salvos com Ele para o céu e deixar os maus na Terra para sofrer. Isso é o arrebatamento.) Desastres naturais e um caos na sociedade criam um clima de instabilidade total no planeta, porém há uma segunda chance para aqueles que se mantiveram neutros: ou se juntam com os salvos ou podem seguir o anticristo e serem condenados. Para isso há um grupo de cristãos que tenta converter os neutros. O problema é que a política deles se baseia em “converter ou matar” e isso gerou tanta polêmica que o jogo enfrentou problemas com processos e críticas. Muitos afirmavam que promovia o fanatismo religioso, a intolerância e a guerra, além de ofender a crença cristã.


JFK Reloaded – uma empresa escocesa chamada “Traffic Games” criou um  jogo no mínimo inusitado: você é o atirador que tem a missão de matar John F. Kennedy. O jogo ainda fornece uma análise dos seus disparos e conforme o resultado dela, seus pontos podem aumentar ou diminuir. Claro que o jogo não foi nada bem recebido nos Estados Unidos, onde muitos jogadores se sentiram ofendidos. A desenvolvedora, por sua vez, alegou que o jogo tem propósitos educativos.


Super Columbine Massacre RPG – em 1999 o mundo testemunhou o horror criado dentro de uma escola por dois moleques totalmente insanos que atiraram em diversos alunos e professores, matando muitos deles nos Estados Unidos. Os conservadores colocaram parte da culpa em jogos de FPS, que eram os preferidos dos atiradores. Isso, claro, irritou pra valer toda a comunidade gamer do mundo porque simplesmente não tem lógica, afinal não é um jogo de tiro que faz um assassino. Eis que em 2005, Danny Ledonne lança um jogo feito no RPG Maker (programa para fazer jogos RPG de forma fácil) onde você joga como Eric Harris e Dylan Klebold, os atiradores da escola Columbine. O objetivo é simples: exterminar os seus colegas de escola como aconteceu em 1999. Muito embora Danny afirme que  jogo tinha propósitos educativos, não é preciso jogar mais do que 5 minutos e perceber que a situação apresentada no jogo é bem bizarra e sádica. Apesar de vários protestos, ninguém conseguiu derrubar o site oficial e os downloads na internet.


Todo e qualquer jogo de tiro (ou FPS) – quando vivo, Hugo Chavez desceu uma ordem que proibia todo e qualquer FPS (first person shoot ou tiro em primeira pessoa) na Venezuela. Ele alegava que tais jogos promoviam a violência, sem contar que em alguns ele mesmo era assassinado e isso podia incitar a população venezuelana a atacá-lo na vida real.


Todo e qualquer jogo sem exceção – a Grécia tem uma lei contra jogos de azar e uma falha no texto acabou causando a proibição de todo e qualquer jogo no país. Ao que tudo indica, os jogos eletrônicos eram softwares e as máquinas de jogos de azar também usavam softwares portanto tudo foi considerado jogo de azar e proibido, sem contar que tem gente que joga e ganha com isso. O simples ato de jogar videogame era um crime, o que causou mais de 50 prisões e fechamento de muitos cyber cafés. Felizmente eles refizeram a lei e corrigiram a falha, permitindo aos gregos jogarem livremente em seus consoles e PCs com a única condição de que jamais se poderia lucrar com isso.


E pra fechar com chave de ouro, eis a dupla dinâmica (também criados pela Mystique):

Beat'em & Eat'em – no alto de um prédio há um homem pelado ejaculando constantemente. No chão há duas mulheres peladas com a boca aberta. Você as controla. Quando atinge-se a marca de 69 “engolidas”, você ganha uma vida. Pra piorar a situação, o manual de instruções recomenda não errar a pontaria para não gerar um advogado ou médico de sucesso. É.

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Philly Flasher – achou ruim o jogo acima? Então veja este aqui: no alto de um prédio há uma bruxa pelada jorrando leite pelos peitos com a ajuda de estímulos de uma varinha de condão. No chão há dois presidiários “animadões” com a boca aberta. (longo suspiro) Chega dessa lista!

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Achou que faltou algum jogo na lista? Diga-nos nos comentários!

Veja também:
Parte 1
Censura na era dos 8 e 16 bits da Nintendo
Portaria nº 724 de 1999 (proibição oficial de alguns jogos no Brasil)