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domingo, 14 de maio de 2017

11 CONSELHOS PARA MELHORAR SEU NÍVEL DE XADREZ



Não elaborei a lista, mas a endosso, e estou disposto a seguir os itens dela que ainda não estou a usar. É certo que não existe “receita para o sucesso”, porém certos pontos levantados podem sim fazer a diferença no xadrez e na vida. A lista pertence ao canal do You Tube “Partidas Inmortales de Ajedrez”, e o vídeo a qual elas pertence, apesar de estar no idioma espanhol, é perfeitamente compreensível graças a ótima locução do cara. Resolvi comentar abaixo de cada tópico, o que funcionou ou não para mim. Como se alguém liga-se. 

{VEJA TAMBÉM ESSAS 10 DICAS DE COMO USAR O CHESS BASE 12, UM DOS MELHGORES PROGRAMAS DE XADREZ DE TODOS OS TEMPOS:}


Vídeo das 11 dicas:



01 – DIAGNOSTIQUE QUAL SEU ESTILO DE JOGO


Ainda acredito em estilos, mas não tanto quanto antes, hoje compreendo que por mais que aja predominância, não existe extremos de dizer “jogador x é só de ataque, e x é só de defesa”, isso é no mínimo uma falta de vontade em se aprofundar nas partidas de um determinado atleta, e tecer esses comentários prontos em rodinhas de clube de xadrez. Um exemplo comum são as pessoas que dizem “Ah, Karpov era um excelente posicional defensivo, enquanto Kasparov era um tático agressivo impagável”, é certo que há uma boa fatia de ambos que atestem isso, mas nenhum dos dois chegaria onde chegou seguindo apenas isso. Entra aqui o fator adaptação, em vários momentos, ambos tiveram que “contrariar seus estilos” ou perderiam feio. Uma posição de xadrez é mais complexa que qualquer egolatria estética, portanto o ideal é compreender em que tipo de posição se quer chegar, e como a vai administrar.

02 – RESOLVER EXERCÍCIOS DE XEQUE-MATE E TÁTICA

Mate em 2 das brancas, posição que todo jogador que se preze deve conhecer...

Isso é excelente, e me fez evoluir mais do que apenas ficar reproduzindo partidas e jogando Blitz na internet. A partir do momento que resolvi resolver exercícios no Lichess (com meta diária de 200 por dia, até atingir 10 mil), minha velocidade de processamento de jogadas aumentou, e o mais importante, minha qualidade de escolhas cresceu subitamente, porque em muitas partidas eu reconhecia padrões, e aniquilava.

03 – JOGUE XADREZ “AS CEGAS”


Ainda não encontrei adversários físicos com paciência, mas é excelente. Comecei a tomar com seriedade esse método, após ler o livro “Psicologia e Xadrez” do Prof. Júlio Lapertosa, além de aumentar sua concentração, lhe melhora a confiança, lhe permitindo calcular linhas mais ousadas, as quais antes nem sonhava em atingir. Hoje em dia consigo ler até dez jogadas iniciais quando concentrado, montando na minha mente, isso se deu também por eu imaginar as variantes do livro, antes de tocar nas peças e fazê-las.

04 – JOGUE CONTRA JOGADORES BEM MAIS FORTES


Estou competindo no clube do meu estado, em média dois torneios por mês, e por mais duro que seja enfrentar “o rei” de lá ou similares, estou melhorando minha confiança. Antes eu chegava lá, e perdia ou todas, ou quase todas, e rezava para ser emparceirado com alguém mais fraco para não sair “de mãos abanando”, entretanto isso é um pensamento covarde, em que nada vai contribuir para o crescimento. Como um dia ser o nº 1, se já vai entrar contra um mais forte pensando perder? É só uma autossabotagem psicológica, perca, e vá percebendo padrões seus de erro, não espere um dia o adversário mais forte errar, se prepare para ele, ou seja atropelado e desista.

05 – ENCONTRE UM JOGADOR FORTE (GM?) COM ESTILO SIMILAR AO SEU, E REVISE SUAS PARTIDAS


Altamente recomendável, mas não só isso, recomendo ir aprendendo sobre a própria história do xadrez, para ter uma compreensão mais ampla. Não fique só no em uníssono com “Fischer”, “Tal”, “Capablanca”, “Carlsen” ou “Kasparov”, logicamente que um desses é quase sempre o preferido de quase todos que leem isso, mas se faça perguntas como “onde ele jogou isso?”, “como jogaram aberturas similares”, “que idade tinha?”, “quem eram seus principais antagonistas?”, “qual era seu método de treino? E sua equipe técnica?” e outras. É uma forma de imersão maior.


06 – DESENVOLVER UM ESTILO DE ABERTURA, QUE SE ADAPTE AO SEU ESTILO


Um dos maiores mitos para iniciantes é o de que ele vai num belo dia inventar várias aberturas. Eu mesmo, quando mais jovem acreditava nisso. Acontece que já existe um acervo de milhares de aberturas, a chamada “ECO” (Encycloped Chess Openings), divididas de A á E, cada qual com incontáveis variantes e subvariantes. Vai lhe caber aprender a jogar o máximo que conseguir aprender e lhe parecer aplicável. As seguintes perguntas vão ter que ser feitas “Eu me dou melhor em campos abertos ou fechados?”, “Costumo trocar as Damas com frequência?”, “qual final eu costumo jogar com mais assiduidade?”, “ter meus peões dobrados costumam ser uma séria deficiência na minha posição?”, “eu jogo melhor tomando o centro de imediato, ou o conquistando a contragolpes de forma gradual?”.

07 – ENCONTRE UM LIVRO QUE SATISFAÇA AS SUAS NECESSIDADES


Seguindo os passos anteriores, digamos que seja um jogador a moda antiga, que não se satisfaça em ficar como os 9vinhos 1000º que ficam apenas correndo lances com seus Chess Bases e colocando as engines pra pensar por eles. O que ler? Essa é a questão mais delicada desse tópico, porque assim como exercícios de musculação para ganhar massa muscular, entra aqui o jargão “o que funciona para mim, pode não funcionar para você”, o ideal, creio eu, é buscar livros que tenham comentários nas partidas, porém comentários sérios, de preferência de treinadores ou GMs. No começo será difícil, eu mesmo vivia errando as coordenadas na hora de montar, ou mesmo “caçando” onde estaria determinada letra e número, mas persistência é a palavra chave. Não se constranja em terminar de estudar uma partida, e ter de o fazer novamente, por ter ficado com dúvidas, nem mesmo os mestres aprendem todas sutilizas de uma partida com apenas uma olhada.

08 – REVISE SUAS PARTIDAS


Foi-se o tempo em que para jogar era necessário ir em clubes ou casa de amigos, com bloco e caneta na mão para se anotar lances. Hoje jogando pela internet, todas as coordenadas já ficam salvas. Revisar o que está sendo feito, é um processo vitalício, e sempre inacabado. Como diz um famoso livro que nem precisa ter seu título mencionado “Se você conhece bem a si mesmo e a seu inimigo, pode entrar em cem batalhas sem temer seu resultado”.

09 – ANALISE E DIAGNOSTIQUE SUAS DERROTAS


É um processo natural de toda revisão de partidas, dificilmente quando se usada a razão, você ficará “nossa, como fui impecável nessa partida”, pelo contrário, ficará atônico quando perceber que “grandes performances” que teve, poderiam ter simplesmente sido detidas por linhas que nem você, nem seu oponente viram na hora. Se fez algo bom hoje, não sorria e ache que está ótimo, foram assim que muitos campeões caíram de uma hora para outra. Há sempre o que melhorar.

10 – TENHA UM BOM DIÁLOGO CONSIGO


Como um amigo ontem me disse: “A diferença do xadrez para o futebol, é que quando se perde, não há outros para culpar, foi a falha de um, e somente dele”. Ter um bom diálogo consigo é antes de tudo, administrar as próprias emoções. Eu particularmente sou explosivo ás vezes, não consigo muitas vezes após uma partida tensa, me concentrar na próxima que está vindo, mas é preciso ser frio, por mais que doa perder, além de que esmurrar as coisas (mesmo que na hora seja a única coisa que vem a mente) não vai criar lapsos no tempo espaço, fazendo a oportunidade voltar. Xadrez é antes de tudo respeito: a própria inteligência e a de quem se combate.


11 – CONTINUE VENDO O CONTEÚDO DESSE CANAL!


O canal é excelente, e eu recomendo, mas observei algo, notei tardiamente, e lhe dou esse toque. Há pessoas com talento natural, que apenas assistindo essas partidas aprendem bastante, mas se você for do tipo esforçado sem talento – assim como eu --, não adianta apenas se vislumbrar com a beleza das sequencias que essas partidas imortais demonstram. É preciso para uma aprendizagem complementar, buscar mais sobre a abertura jogada, temas táticos e estratégicos usados,e se possível, a refazer em um tabuleiro, de forma lenta, sentido lance por lance, caso contrário, tudo “vai entrar por um ouvido e sair por outro”.
  


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